Abismo

13 Nova vida


Notas iniciais
Já é sexta? Então aí vai mais um...

Capítulo 13 – Nova vida

POV Rachel

Já estava no quarto a espera da enfermeira que me traria Ben, quando este foi invadido por meus amigos. Todos tinham sorrisos enormes no rosto, demonstrando a mesma alegria que eu sentia.

– Você está bem, Rach? Como está se sentindo? – perguntou Britt preocupada.

– Estou maravilhosamente bem, apesar de um pouco cansada. – respondi feliz.

– E o garotão onde está? – questionou Puck.

– A enfermeira já vai trazê-lo.

– Qual é o nome dele, Rach? – disse Kitty.

– Benjamin, Benjamin Berry. – falei alegremente e vi os olhos de Kitty brilharem.

– É uma excelente escolha de nome. – ela disse.

– Kitty, eu sei que eu não havia te falado sobre a hipótese antes, mas você se tornou uma pessoa muito especial em minha vida e ainda me trouxe mais três amigos muito queridos. – falei olhando para os outros três – Então, você gostaria de ser uma das madrinhas do Ben?

– Racheeelll, claro que eu querooo. – disse me abraçando e quando se afastou me perguntou – Quem são os outros padrinhos?

– Kurt, Blaine e Marley. – falei e a vi dirigindo um olhar para Marley que sinceramente não entendi.

Nesse momento a enfermeira entrou na sala carregando Ben em seus braços, entregando-me ele em seguida.

– Esse rapazinho está querendo mamar. Vou te ajudar na primeira amamentação dele. – disse me auxiliando.

Benjamin sugava meu seio com força, era uma sensação única. Alimentar meu filho estava sendo a melhor coisa do mundo. Não podia haver amor maior.

Todos estavam em silêncio, admirando aquela cena com feições ternas. Quando terminei de amamentar se aproximaram para finalmente vê-lo de mais perto.

– Meu Deus, Rach, ele é lindo. – falou Kitty admirada – Ele me lembra muito alguém...

– Deve ser seu joelho, Kitty. Todos os bebês tem cara de joelho quando nascem. – falou Santana para implicar com Kitty.

– Não fale assim de meu filho, Santana! – falei chamando a sua atenção.

– É, Santana. Não fale assim do Ben, ele é o bebê mais lindo que eu já vi. – disse Britt.

– Desculpe, Britt. Só estava implicando com Kitty. Ele é realmente lindo, Rachel. – desculpou-se, olhando bobamente para Ben.

– Tudo bem, San.

Ficaram mais algum tempo conosco até que decidiram ir embora para que eu pudesse descansar, permanecendo Marley para me fazer companhia.

– Então, o que foram aqueles olhares entre você e Kitty? – perguntei de forma direta notando que ela enrubesceu na mesma hora.

– N-nada, não. Não teve olhar nenhum. – tentou contornar.

– Como não, eu vi muito bem as olhadas de canto que vocês se davam. – disse inquiridora.

– Impressão sua, Rach. – falou desviando sua atenção para Ben – Como está meu lindo?

– Marley Rose, não adianta tentar escapar dessa conversa e nem me enganar. Você sabe que sempre descubro o que quero de você. – falei desafiadora.

– Por Deus, mulher. Você acabou de parir e já está me interrogando. – falou indignada.

– Vamos, me conte. – disse rindo.

– Bom, eu a conheci naquela noite em que fomos àquela boate que você bem sabe. – falou para me provocar, e eu revirei os olhos.

Me contou que haviam se conhecido na boate Noche en Caribe quando fomos na noite em que conheci Lucy. Elas passaram a noite juntas, mas nunca mais tinham se visto até hoje.

Minha mente fervilhou e um plano para unir aquelas duas começou a nascer. Agora que elas eram madrinhas de meu filho eu passaria a agir.

No outro dia fomos liberados do hospital e Marley nos levou para casa. Quando chegamos ao apartamento estava tudo enfeitado com decoração infantil e cada um de meus amigos tinha um presente para Ben em suas mãos. Brittany trazia um delicado unicórnio na cor azul bebê.

– É para protegê-lo enquanto dorme. – disse de forma meiga.

Agradeci emocionada a todos. Era muito bom sentir aquele carinho naquela hora. Ben passou de colo em colo sem ao menos se manifestar, parecia que já estava acostumado a todos. Assim, ficamos até que eu me sentisse cansada e me recolhesse.

...

As festas de fim de ano já estavam chegando e Ben crescia a olhos vistos. Ele lembrava muito Lucy, com seus cabelinhos claros, pele branca e olhos esverdeados.

Marley e Kitty tinham finalmente se acertado, após diversas tentativas de minha parte para uni-las. Kurt e eu estávamos empolgados com a decoração de casa, visto que era o primeiro Natal de Ben e queríamos que fosse tudo muito especial.

Kitty havia nos convidado para fugirmos do frio de NY naquele Natal e que a acompanhássemos e a Marley até Miami, já que passariam na casa de Judy. Santana, Brittany e Puck também iriam, estavam muito empolgados porque Quinn viria passar as festas de fim de ano com eles.

Confesso que fiquei com bastante vontade de acompanhá-los, até porque tinha grande curiosidade de conhecer a Quinn que todos tanto falavam, mas como Ben ainda era muito pequeno para uma longa viagem de avião e Kurt e Blaine ficariam em NY, optei por acompanhá-los e permanecer na cidade. Os pais de Blaine viriam passar o Natal conosco, então organizamos um belo jantar para esperá-los.

Já era quase onze da manhã no dia de Natal quando meu telefone toca, olho no visor e vejo que era Kitty me ligando e já atendo sorrindo.

– Feliz Natal, loirinha! – falei carinhosamente para ela.

– Feliz Natal para você também, R. – ela respondeu – Como passou o nosso garotão em seu primeiro Natal?

– Muito bem, foi bastante paparicado pelos pais do Blaine.

– Minha mãe vai ficar com ciúmes dessa notícia. – falou rindo – Você sabe como ela é ciumenta com ele.

– Sim, imagina se ela fosse mesmo avó dele? – respondi no mesmo tom.

– Nem deixa ela te ouvir, ela se considera avó de verdade dele.

– Eu sei, e ele com certeza sempre vai adorar a vovó Judy.

– A Quinnie está te mandando um beijo, ela está louca para conhecer você e o Ben de tanto que nós falamos de vocês.

– Diz pra ela que eu mando outro e que também estou muito curiosa para conhecê-la. – ri.

– Ah, ela comprou um presente para o Ben e nós vamos levá-lo quando voltarmos.

– Agradeça a ela por mim e diga que não precisava se incomodar.

– Ok. Bom, um feliz Natal, Rach. Vou passar para Marley aqui, que está quase arrancando o telefone de minha mão. Beijos.

– Beijos, Kitty. – falei e em seguida segui conversando com Marley.

Quando retornaram depois das festas, Marley e Kitty vieram direto visitar Ben. Elas tinham verdadeira adoração por meu filho, principalmente Kitty, que havia desenvolvido um enorme carinho por ele.

Traziam um embrulho que entregaram a mim informando se tratar do presente de Quinn. Abri o pacote e retirei um quadro simplesmente lindo, com motivos infantis onde tinha gravado em um dos cantos: “Onde eu for estarás sempre em meu coração”. Aquela frase fazia parte do desenho, mas me emocionou muito por meu filho estar recebendo tamanho carinho de uma desconhecida.

...

O tempo foi passando rápido e Ben já tinha feito um ano. Dizia algumas palavras e começava a dar seus primeiros passos sozinho.

A correria na empresa estava cada vez maior e Kitty estava sobrecarregada de responsabilidades.

– Rachel, tenho uma proposta para te fazer. – ela foi dizendo assim que entrei em sua sala.

– Pode falar. – disse a ela, aguardando com expectativa.

– Eu quero lhe oferecer uma promoção. – meu queixo quase caiu, fazia um ano e meio que trabalhava com Kitty e não estava esperando um promoção assim tão cedo.

– Como assim promoção, Kitty?

– Eu quero que você passe a ser a diretora-executiva dos hotéis aqui de NY e de Miami. Você sabe que estamos abrindo uma nova filial em Ohio e terei que supervisionar pessoalmente na primeira semana, depois dividirei os encargos com você. Minhas responsabilidades aumentarão ainda mais e temo não conseguir dar conta sozinha. Já falei com a Mamãe e com Quinn e elas concordaram.

– Nossa, estou sem palavras. Nem tenho como agradecer.

– Só tem uma questão que precisamos esclarecer. A promoção você já vai ter agora, mas vai ter que concluir os dois semestres que faltam para você se formar.

– Mas Kitty, isso é quase impossível. Eu não tenho condições de arcar com as despesas de Columbia, ainda mais com o Ben tão pequeno.

– Isso não vai ser problema, a empresa arcará com as despesas de seus estudos.

– Mas isso não é certo. – tentei argumentar.

– Sem discussões, R. Tudo já está decidido e nós precisamos de você nesse cargo. Confio demais em você para dá-lo para outra pessoa. – disse, e isso me emocionou.

– Tudo bem, Kitty. Se é assim eu aceito as suas condições e prometo não decepcioná-las. Fico feliz que vocês tenham toda essa confiança em mim. – falei emocionada.

– Não confiaria em mais ninguém para isso. – falou levantando de sua cadeira, vindo me abraçar.

Estava muito feliz pela oportunidade e com certeza não a desperdiçaria. Faria o melhor que pudesse, por meu filho e por mim mesma.

Notas finais
Obrigada a todos que comentaram. Amei saber que vocês estão gostando e que a expectativa está grande. Escrevo sem pretensão nenhuma, simplesmente descobri que estou adorando fazer esta história. Hoje mesmo estava escrevendo um capítulo e inicialmente tinha uma ideia, mas quando comecei a escrever um diálogo, surgiu não sei de onde um fato a mais para a história das duas. E já estou começando a achar que vão ser mais de 35 capítulos, meio que me empolguei em umas cenas hot...