Abismo

49 Fim de semana de "folga"


Notas iniciais
Nossaaaaa, desculpem a demora em postar hoje. Não me dei conta que não havia programado a postagem e como recém cheguei em casa agora que vi a bobagem que fiz, hehehehe. Espero que goste. Capítulo bem light antes de um bem tenso, hehehehe.

Capítulo 49 – Fim de semana de “folga”

As gêmeas já haviam completado quatro meses e Rachel já tinha voltado às suas funções no escritório. Ela e Quinn andavam tão ocupadas que mal tinham tempo para elas mesmas, só em função do trabalho e dos filhos. Discutiam esporadicamente como qualquer casal, mas logo faziam as pazes.

Judy passara mais de 30 dias em Miami e as meninas sentiram muita falta dela, já estavam acostumadas com sua presença constante. Fazia dois dias que ela havia retornado a NY e Ben não desgrudava da avó, nem à creche queria ir para matar a saudade.

Ela observara que a filha e a nora andavam cansadas e com pouco tempo para elas mesmas. Quinn andava ocupada no escritório, pois se responsabilizou por mais alguns setores, para dar tempo para Kitty organizar seu casamento e Rachel estava envolvida com a inauguração de um novo hotel temático em Orlando, ao qual pretendia levar a família em breve.

Era uma sexta-feira e Quinn, por milagre, conseguira sair mais cedo do escritório. Como Kitty já estava com quase todos os preparativos prontos e os que faltavam Kurt se encarregou de providenciar, obrigou a irmã a lhe repassar algumas questões para que resolvesse, sob o pretexto de estar sugando sua energia e que a mais velha ainda tinha a família para tomar conta e dar atenção quando chegava em casa. Quinn não se preocupava com isso, pois sabia que assim que a irmã casasse as coisas voltariam ao normal e poderia até tirar um tempo para ficar com Rachel e seus filhos.

Chegou em casa feliz por poder ficar mais um tempo com a mãe e os filhos e flagrou esta com as bolsas das crianças organizadas na sala, como que para uma viagem. A mais velha levou um susto quando viu a filha parada lhe observando com olhos indagadores.

– O que significa isso, Mamãe? – perguntou.

– Opa, Vovó. Acho que fomos descobertos. – falou Ben escondido atrás das pernas da avó.

– Bebê, que milagre você chegar a esta hora. – tentou desconversar.

– Onde você pensa que vai com meus filhos e essa bagagem, Mamãe? – questionou séria.

– Filha, eu... – se deu por vencida e confessou – Eu acho que você e Rachel andam muito cansadas então eu, Ben e as meninas estamos indo passar o fim de semana na casa da Kitty e da Marley para vocês aproveitarem.

– Mãe, não precisa. Como você acha que nós íamos ficar ao chegarmos em casa e não encontra-los.

– Eu deixei um bilhete. – falou sorrindo – E já liguei para todos avisando que este final de semana não terá o churrasco de domingo. Aproveitem e domingo à noite trarei as crianças de volta.

Sem aguardar a resposta empurrou o carrinho das meninas em direção a porta, seguida por Ben, Margareth e o motorista que carregava as malas, deixando uma boquiaberta Quinn para trás.

Após alguns minutos sem reação a loira piscou, mas a mãe já havia partido com todos. Olhou atordoada em volta e começou a pensar que um tempo só para ela e Rachel até que não era uma má ideia, realmente elas precisavam de um momento só delas.

Foi para o quarto tomar um banho, Rachel não demoraria a chegar e queria esperar a esposa com o jantar quase pronto. Preparou a banheira e imergiu na água morna perfumada pelos sais de banho que colocara. Ficou algum tempo assim e decidiu esperar por Rachel ali mesmo, mais tarde poderiam pedir alguma comida por telefone ou até mesmo sair para jantar fora, caso ela assim quisesse.

Rachel chegou em casa e estranhou o silêncio que pairava no ar. Chamou por Ben e Judy, não obtendo resposta. Foi à cozinha e não avistou a governanta e nenhum dos outros empregados, decidiu então subir ao quarto, já que o carro de Quinn já estava na garagem.

– Quinn? – chamou ao entrar no cômodo.

– Aqui no banheiro, amor. – falou alto para ser ouvida.

A morena atravessou o quarto e se deparou com Quinn na banheira. Mesmo estando preocupada com a ausência dos filhos não pode deixar de sorrir maliciosamente. Aproximou-se e sentou na beirada da banheira, curvando-se para dar um beijo apaixonado na esposa.

– Onde estão nossos bebês? – perguntou ao se afastar.

– Minha mãe teve a genial ideia de levar as crianças para a casa de Kitty e Marley para passarem o fim de semana e nos dar um tempo a sós para descansarmos e aproveitarmos um tempo juntas. – falou receosa que Rachel ficasse brava com a atitude de sua mãe.

Ao contrário do que Quinn imaginou, sua esposa abriu um sorriso e só referiu que sentiria muita falta dos filhos. O que era verdade, pois nenhuma delas estava acostumada a ficar longe dos três, afinal as meninas eram apenas bebês.

– E minha esposa não vai me convidar para compartilhar um banho com ela. – falou já se despindo.

– Vou pensar em seu caso, só vou permitir se você me compensar muito bem depois.

– Pode ter certeza que vou. – disse Rachel completamente nua e já entrando na água.

A morena acomodou-se entre as pernas de Quinn e esta passou a massagear suas costas, fazendo-a suspirar enquanto relaxava com aqueles toques.

– Como foi seu dia? – perguntou a loira carinhosamente.

– Estressante, mas finalmente conseguimos terminar todos os detalhes para a inauguração do hotel de Orlando.

– E quando vai ser?

– Daqui a um mês e eu vou ter que ir. – anunciou.

– Quantos dias você vai ficar fora? – falou entristecida, desde que casaram não tinha ficado longe, haviam conseguido evitar todas as viagens que tinham surgido.

– Nós vamos ficar uns sete dias por lá resolvendo o que for necessário e já podemos aproveitar para levar o Ben à Disney.

– Como assim nós? – perguntou com um sorriso.

– Ué, nós. Você acha mesmo que vou ficar uma semana inteira sem vocês. Você, Ben e as meninas vão ir comigo e eu já acertei tudo com a Kitty. – disse se arrepiando com os beijos que Quinn distribuía em sua nuca e pescoço.

– Mandona essa minha mulher, heim. Mas eu gosto bem assim mesmo. – falou acariciando o corpo da mulher, detendo-se nos seios fartos.

– Eu só cuido do que é meu. – esclareceu em um sussurro, já sendo tomada por aquela corriqueira vontade de ter Quinn, mas conteve-se para aproveitar mais aquele momento só delas.

Ficaram namorando mais um tempo, até decidirem que iam pedir comida e ficar assistindo um filme que não fosse infantil. Ambas vestiram calça de moletom e uma blusinha antes de descerem para providenciar o combinado.

– Vamos pedir italiana, Rach?

– Pode ser. – concordou e logo completou rindo — Com essa obsessão que você e o Ben têm por massas não sei como ainda não estou rolando de gorda.

– Você não vai ficar gorda, amor. No máximo vai ficar ainda mais gostosa. – disse beijando o rosto de Rachel.

– Vou fingir que acredito. – falou já empurrando a esposa – Agora vai lá pegar um vinho para nós enquanto eu peço a comida.

Antes de ir pegar o vinho Quinn subiu as escadas e voltou com uma bolsinha de maquiagem em mãos e deixou sobre a mesa de centro em frente ao sofá da sala de TV, onde ficariam. Sorriu de lado para Rachel que olhava curiosa, mas não questionou o que era, e se dirigiu à adega para pegar um vinho tinto, já voltando com duas taças.

Rachel escolhia os filmes que iriam assistir e só percebeu a presença de Quinn quando esta largou as coisas que trazia em cima da mesinha e se jogava no sofá ao seu lado, aconchegando-se contra seu corpo.

– A comida vai demorar quanto tempo? – perguntou cheirando o pescoço de Rachel.

– Uns quarenta minutos. – disse ainda concentrada na escolha do filme.

– Podíamos fazer alguma coisa enquanto esperamos... – disse contra o ouvido da morena, colocando sua mão por baixo de sua blusa.

– Mas já estamos fazendo. Vamos escolher um filme para começarmos a ver. – falou com um sorriso de lado, já vendo a intensão de Quinn.

– Acho que tem uma coisa melhor para matarmos o tempo agora e depois quando a comida chegar assistimos o filme. – passava os lábios levemente no pescoço de Rachel que instantaneamente se arrepiou.

– A é? E o que seria essa coisa melhor? – questionou com um sorriso maroto.

– Quer que eu te mostre? – perguntou em um sussurro e a morena afirmou com a cabeça.

Sem mais esperar Rachel beijou Quinn de forma desejosa, sugando sua língua com vontade. Uma urgência tomou conta delas naquele momento e a morena imediatamente sentou no colo da esposa com uma perna de cada lado das suas, voltando tomar aqueles lábios que tanto amava saborear.

Quinn não perdeu tempo e enfiou as mãos por baixo da blusa que Rachel usava, acariciando a pele macia de suas costas, enquanto a outra agarrava os cabelos de sua nuca e a puxava mais para perto a fim de aprofundar ainda mais aquele beijo. Sem se conter e querendo aumentar ainda mais o contato afastou-a levemente e com um único movimento tirou-lhe a blusa, caindo de boca nos seios fartos da mulher que gemeu ao sentir aquele contato.

A língua úmida de Quinn passeava nos mamilos da morena, que se movia sutilmente em seu colo. O atrito daquele contato já fazia o ponto entre suas pernas pulsar, desejoso pelo contato com a umidade de Rachel, que só conseguia pressionar ainda mais a cabeça da esposa contra seus seios.

Sem mais se conter baixou a mão entre seus corpos e adentrou-a pelo elástico da calça que Quinn usava, tomando o que desejava e no mesmo instante passando a estimula-lo ainda mais do que já estava.

Num impulso se afastou da loira e ficou em pé, fazendo com que Quinn a olhasse sem entender. Sem explicações curvou-se e puxou a calça desta com tudo, deixando-a nua da cintura para baixo. Rachel aproveitou e desnudou-se por completo. A loira aproveitou o afastamento e tirou a blusa, a fim de ficar na mesma situação.

Puxou Rachel de volta para seu colo, na mesma posição que estavam anteriormente, fazendo seus sexos entrarem em contato. As duas gemiam e já não podiam mais esperar, até que a morena teve um lampejo de lucidez.

– Quinnie, sem preservativo, não. – precaveu. As gêmeas ainda eram muito pequenas para serem agraciadas com um novo irmãozinho.

Ouvindo o que a esposa dissera, afastou-se levemente até alcançar a bolsinha que havia colocado em cima da mesa anteriormente, abrindo-a e tirando de lá um preservativo já providenciando em colocá-lo.

– Você já estava mal intencionada, é? – falou Rachel mordendo o lóbulo da orelha da loira.

– Com você... sempre. – disse com um sorriso que demonstrava todas as suas más intensões, intensificando as carícias que fazia no corpo da mulher.

Não conseguindo mais se conter Rachel apoiou-se nos joelhos, afastando-se levemente do colo de Quinn, sentando logo em seguida sobre seu membro pulsante. Jogou a cabeça para trás e soltou um gemido gutural enquanto era preenchida pelo volume da esposa.

– Assim, Quinnie... Tão bom... – gemeu enquanto a loira seguia sugando-lhe os seios e apertando suas nádegas.

Rachel passou a se movimentar sobre a ereção de Quinn, subindo e descendo de forma lenta, enlouquecendo a loira.

– Mais rápido, Rach. – implorou.

Ouvindo a súplica da esposa Rachel passou a cavalgar mais rápido sobre o quadril dela e as duas gemiam cada vez mais alto. Quinn segurou a morena pelas costas para que ela pudesse se jogar um pouco para trás e apoiar as mãos em seus joelhos, para ser penetrada mais a fundo.

– Isso Quiiiinn... Assim, amor. – dizia alto, quase gritando.

– Estou quase lá... – Quinn conseguiu dizer.

Em mais um movimento de Rachel as duas explodiram em espasmos de um glorioso orgasmo. Ambas se jogaram no sofá, cansadas, mas satisfeitas com o primeiro round da noite que com certeza seria muito longa e bem aproveitada.

Ficaram mais um tempo deitadas ali, até que se lembraram da comida que logo chegaria e se vestiram. Não demorou muito e o entregador realmente chegou com a encomenda. Comeram em clima de romance, apreciando o vinho tinto que Rachel tanto gostava e que Quinn fazia questão de sempre ter em sua adega. Conseguiram assistir pelo menos a um filme antes de se entregarem a uma noite de paixão.

No dia seguinte acordaram tarde e decidiram almoçar no shopping para depois assistirem a um filme que Quinn queria ver. Andavam ora de mãos dadas, ora abraçadas, sempre trocando carinhos e selinhos. As duas tinham sorrisos que estampavam toda a felicidade que sentiam.

Almoçaram em um restaurante francês que Rachel adorava e em seguida foram assistir ao filme que haviam combinado. Enquanto estavam na fila a morena olhava desconfiada para os lados, chamando a atenção de Quinn.

– O que foi, amor?

– Não sei. Uma sensação de que estamos sendo observadas. – disse ainda olhando em volta.

– Com essa quantidade de gente aqui deve ter muito marmanjo e perua babando pela minha mulher linda. – disse para tranquiliza-la, tomando seus lábios em seguida.

Com o comentário de Quinn a morena resolveu relaxar, devia ser isso mesmo. Tinha muitas pessoas por ali e deviam estar admirando sua loira também. Abraçou-se mais contra a esposa, que apertou ainda mais os braços que a envolviam, sentia-se segura ali.

Escolheram um lugar bem ao fundo da sala de cinema, onde sentaram sozinhas. O que menos fizeram foi acompanhar o filme, já que aproveitaram o escurinho como duas adolescentes, em meio a muitos amassos e risadas baixas.

– Acho que regredi uns dez anos hoje. – comentou Quinn ao saírem da sala.

– Só você? Acho que nem quando era adolescente tinha aproveitado tanto um filme. – disse maliciosa, envolvendo a cintura da esposa.

Quinn passou o braço sobre os ombros de Rachel e se dirigiram ao estacionamento do shopping para pegarem seu carro.

– Rach, o que você acha de sairmos hoje à noite? Poderíamos ir à boate de Santana, já que não vamos há algum tempo.

– Ótima ideia, dançar umas músicas latinas agarradinha nesse corpinho. – falou rindo do próprio comentário.

– Mas essa minha mulher é muito tarada mesmo. – comentou Quinn também rindo.

– Tenho culpa se me casei com a loira mais linda e mais gostosa que já vi na vida? – disse no ouvido da esposa para que só ela ouvisse.

– Assim você me deixa encabulada, amor. – respondeu corando.

Rachel riu enquanto trazia Quinn mais para perto de seu corpo, em um gesto de posse e carinho. Chegando em casa foram direto ligar para Judy mais uma vez para saber como os filhos estavam. Já tinham ligado pela manhã, mas só ficariam tranquilas se soubessem que continuava tudo bem. A mais velha lhes informou que as gêmeas estavam sendo mimadas por Kitty e Marley e estavam um doce, sequer haviam estranhado a mudança de ambiente, enquanto Ben brincava com o vídeo game que as meninas haviam comprado para ele brincar quando fosse em sua casa.

Quinn convidou a irmã e a cunhada para acompanha-las aquela noite, mas estas recusaram, pois iriam ficar paparicando os sobrinhos. Encerraram a ligação em meio a recomendações que ligassem para elas se ocorresse alguma coisa. Em seguida ligaram para Puck e Ashley, para convidá-los, mas também recusaram, porque Tom estava com um pouco de febre. Kurt e Blaine estava viajando, restando apenas entrarem em contato com Santana e Brittany.

Alô!

­– Oi, San. É a Quinn.

Oi, Quinnie. A que devo a honra de sua ligação?

– Então, eu e a Rach estamos pensando em ir a sua boate hoje e queríamos ver se vocês vão estar lá.

Acho que sim, tenho algumas coisas para resolver com o gerente hoje. Não tenho ido muito por causa da gravidez. – disse sorrindo e acariciando a barriga – Meu menininho ainda tem me deixado enjoada, mas graças a Dios os enjoos já estão passando.

– Não reclame de meu sobrinho. – falou a loira com um sorriso – Então nos vemos lá mais tarde?

Claro, vamos estar lá por umas nove horas. Já vou avisar na portaria que vocês irão para liberar a entrada.

– Ok, obrigada San. – conversaram mais um pouco e logo encerraram a ligação.

Faltava pouco para as nove da noite quando as duas saíram de casa. Quinn vestia uma sandália preta e um vestido preto com branco, enquanto Rachel usava uma blusa preta justinha e uma saia floral que ia até o joelho. Chegaram ao local e sua entrada foi imediatamente liberada, apesar da fila que havia. Logo que entraram avistaram Brittany e Santana em uma mesa perto do bar, a latina tomava uma água e Britt um drink colorido.

– Oi, meninas. Que bom que vieram. – falou Britt já levantando para abraça-las.

– Oi Britt, oi San. – as duas falaram em uníssono, parecia ensaiado, se olharam e riram.

– Nossa, que sincronia esse casal. – debochou Santana.

– Assim como vocês, nem debocha. – rebateu Quinn – E o meu sobrinho como está? – falou sentando ao lado da latina e acariciando sua barriga bem aparente.

– Ei Rach, e as crianças com quem ficaram? – perguntou Brittany.

– Judy decidiu compulsoriamente que este fim de semana seria de descanso para Quinn e eu. Simplesmente roubou nossos filhos e foi para a casa de Kitty e Marley. – disse rindo.

– Essa sua sogra é mesmo sensacional. – riu a loira – Quem me dera que a minha fosse assim.

– A mãe da Santana é muito difícil? – questionou de forma que a música abafasse sua voz e a latina não ouvisse.

– Fácil não dá para chamar. Agora ela até aceita nosso relacionamento e está bem feliz pela chegada do nosso filho, mas até chegarmos nesse estágio a San sofreu muito por ser praticamente ignorada pela mãe. Pelo menos sempre tivemos Judy para nos apoiar e fazer o papel de mãe quando ela precisava. – esclareceu Britt.

– Não sabia que ela era assim. Parecia tão feliz no casamento de vocês.

– Como eu disse, agora ela até aceita. Mas com certeza ela nunca vai deixar transparecer na frente dos outros qualquer desagrado. Ela se importa muito com as aparências.

– Tomara que com a chegada do Vini ela melhore ainda mais. – torceu a morena.

– É, tomara que nosso bebê acalme os ânimos definitivamente. – disse esperançosa.

A conversa prosseguiu sobre assuntos mais amenos e logo cada casal estava aconchegado como gostava. Britt amparava San em seu peito enquanto afagava distraidamente a barriga da latina, que sorria para Quinn a qual estava envolvida pelos braços de Rachel. Ficaram um bom tempo assim, até que Santana se sentiu cansada e convidou Brittany para irem embora.

– Enfim sós. – brincou Quinn contra o ouvido de Rachel, logo passando o nariz por seu pescoço e aspirando seu cheiro – Eu amo seu cheiro. Ele por si só é capaz de me acalmar e ao mesmo tempo me excitar.

– Não começa, Fabray. Hoje só vamos aproveitar a noite para dançar e beber alguns drinks. Sem sexo no banheiro. – falou com os olhos fechados, apreciando aquele contato.

– Como você é má. Eu já estava ficando animada.

– Mas vai ter que se aquietar. – riu – Vamos pegar um drink no bar e depois dançar um pouco, quero sentir meu corpo contra o seu.

– Não sei se isso vai ser uma boa ideia. – advertiu.

Sem mais esperar Rachel levantou-se e puxou Quinn pela mão em direção ao bar, onde pegaram um drink e se dirigiram a pista de dança. Ficaram um bom tempo dançando com os corpos colados e às vezes trocando beijos.

Arrancavam olhares desejosos de muitos que passaram perto delas, alguns até se aventurando a convidá-las para dançar quando estavam um pouco mais afastadas, mas sempre sem êxito. Aquele assédio não serviu para estragar o clima que havia entre as duas naquela noite, estavam aproveitando ao máximo aquele momento para se divertirem só elas.

– Vamos embora? – convidou Rachel.

– Mas já? – Quinn estranhou.

– Estou cansada, amor. – justificou – E quero aproveitar o resto da noite só com você, sem mais ninguém por perto.

– Assim você até me convenceu. – disse roubando um beijo – Mas só vou se você me prometer uma recompensa quando chegarmos em casa.

– E você ainda precisa de promessa. – disse com um sorriso insinuante.

Saíram da boate e foram direto para casa, onde já entraram aos beijos e não conseguiram ir muito longe. Rachel prensou Quinn contra a porta e tomou seus lábios mais uma vez.

– Quero você aqui e agora. – falou desejosa e já levantando a saia, mostrando já estar sem calcinha.

– Você estava todo esse tempo assim? – falou com os olhos arregalados, recebendo um sorriso safado de Rachel.

Sem falar nada pegou a mão de Quinn e levou a sua intimidade, mostrando o quanto já estava molhada. Sem conseguir se conter a loira inverteu as posições e apertou a mulher contra a madeira que às sustentava, pressionando seus quadris e esfregando seus corpos. Assim como Rachel, ela já estava pronta para aquele contato.

Rachel abriu o zíper e puxou o vestido de Quinn para cima, desfazendo-a dele. Como não tinha tempo para prolongar os contatos apenas abaixou levemente a cueca da loira e colocou as pernas em volta de sua cintura. Entendendo a urgência da mulher penetrou-a de uma vez iniciando movimentos rítmicos que logo as levou ao limite.

Quando estava prestes a gozar Quinn teve um lampejo de lucidez e lembrou que não haviam usado preservativo, segurando o próprio ímpeto. Continuou seus movimentos até sentir que a morena tinha chegado ao ápice, saindo em seguida de dentro dela e bombeando seu pênis com a mão até que gozou.

– Viu o que você me faz? – sussurrou no ouvido da mulher, chupando sua orelha – Quase fizemos mais um bebê, se é que não deixei escapar um pouco dentro de você.

– A culpa não é só minha, você que me tira a razão. – disse afagando a nuca de Quinn – E nós somos experts em fazer bebês lindos. – riu.

Quinn se juntou à risada e ainda abraçadas recolheram as roupas espalhadas e subiram para o quarto, onde continuaram a noite de prazeres que haviam se prometido.

Notas finais
O que acharam??? Capítulo bem grandinho, né? Praticamente o dobro do que costumo publicar, só para fazer a alegria de vocês. :D Bjooooo