Notas iniciais
Oi, gente querida. Postando um capítulo de surpresa. Como minha quinta vai ser meio pesada quero fazer ao menos a alegria de vocês. Espero que gostem.

Capítulo 12 – Ben

Já fazia cerca de um mês que Rachel estava trabalhando com Kitty. Mesmo que não se conhecessem antes da reunião onde fora contratada para trabalhar com ela, acabaram por descobrir uma simpatia mútua. Havia uma afinidade entre as duas e as coisas fluíam sem maiores esforços.

Acabou por contar mais alguns detalhes a respeito do testamento, mas preferiu manter para si todas as questões relativas a sua gravidez, pedindo para seus amigos que sabiam dos detalhes que também assim as mantivesse. Não queria aumentar as especulações sobre aquilo.

– Rachel, venha a minha sala. – falou Kitty assim que ela atendeu ao telefone.

– Já estou indo.

Rachel falou e em seguida se dirigiu a sala de Kitty. Entrou sem bater na porta, já havia verificado com Lauren que não havia ninguém com a loirinha.

– Está precisando de alguma coisa, Kitty?

– Sim, Rachel. Eu tenho que ir supervisionar algumas coisas no hotel de Miami daqui a dois dias e preciso que você vá comigo. Tem algum problema?

– Tudo bem, Kitty. Sem problema nenhum. Você manda e eu obedeço. – falei brincando, fazendo-a lhe lançar um olhar divertido – e tomar um pouco de sol não vai me fazer mal nenhum.

– Ótimo, aproveitamos então e já estendemos o feriadão, caso você possa ficar, senão você volta antes. Nós ficaremos hospedadas na casa de minha mãe. – falou.

– Como já disse, problema nenhum. E uns dias de descanso não vão atrapalhar em nada. – falou e em seguida seguiram vendo algumas coisas que tinham que ser resolvidas pela presidente antes da viagem.

...

Assim que desembarcaram em Miami seguiram para a onde Judy morava. Quando o motorista adentrou pelos portões da casa Rachel percebeu que era uma mansão a beira mar e que a vista era divina. Ficou boquiaberta olhando o local antes de entrar na casa. Sempre fora acostumada a lugares sofisticados, mas a beleza daquele local a encantou.

Kitty conduziu-a até a área externa, onde sua mãe degustava um suco à beira da piscina.

– Olá, meninas.- falou Judy se levantando e indo ao encontro das duas, lhes dando um afetuoso abraço.

Rachel se surpreendeu, pois era a primeira vez que via a senhora e não esperava ser tratada assim, afinal era apenas uma empregada de sua firma.

– Você deve ser Rachel. É um prazer te conhecer pessoalmente. – disse abraçando-a mais uma vez – Kitty tem falado muito de você e elogiado seu trabalho.

– Obrigada, Sra. Fabray, fico feliz em ter meu trabalho reconhecido.

– Por favor, Rachel, me chame de Judy. Deixemos as formalidades de lado, sinta-se em casa.

– Mamãe, as meninas e o Puck ainda não chegaram? – perguntou Kitty.

– Ainda não, ligaram avisando que vão vir somente amanhã. Parece que Santana teve que resolver umas coisas de última hora na boate antes de viajar, porque no feriado o movimento aumenta.

– Ah sim, com certeza vai ser bem movimentado. Até achei que ela não viria. – falou surpresa.

– Ela até não viria, mas disse que estava com saudade de todos reunidos. Acho que ela sente falta da Quinnie, mas é muito orgulhosa para falar.

– Rachel, nesse feriado você vai conhecer alguns amigos nossos. Na verdade eles eram amigos da Quinn, mas eu peguei eles para mim. – disse Kitty rindo.

– Com certeza vou adorar conhecer os amigos de vocês. – falou educadamente.

– Só vou te antecipar algumas coisas sobre eles: a Santana pode ter um temperamento terrível, mas é só ignorar, ela bem no fundo é uma boa pessoa. – riu – a Brittany é um doce, você vai amá-la, é a pessoa mais gentil que conheço. E o Puck... bem, o Puck é um sedutor, mulherengo, mantenha-se longe dele. – gargalhou e foi acompanhada por Judy e Rachel na risada.

– Ok. Longe do Puck, então. – falei recebendo mais risos.

O dia seguinte foi bastante corrido, havia muitas coisas para serem resolvidas na filial de Miami e o tempo era curto. Em razão do volume de questões acumuladas, combinaram que trabalhariam mais um período durante o feriado, para que pudessem retornar na segunda para NY.

– Nossa, a Quinn está realmente fazendo falta. – disse Kitty em meio aos papéis que analisava – Vou ter que dar um jeito de dar conta de tudo isso enquanto ela não retorna. Olha a quantidade de coisas pendentes em apenas um mês, mesmo você tendo me ajudado de perto.

– Não fique nervosa, Kitty. Até que você consiga se adaptar a essa nova rotina vai ser assim mesmo. Logo, logo você vai conseguir colocar tudo em ordem. Você sabe que pode contar comigo para o que for preciso.

– Obrigada, Rachel. Sua ajuda tem sido de grande valia para mim. – falou agradecida.

Já havia anoitecido quando voltaram para a casa de Judy. Seus amigos já haviam chegado e conversavam animadamente na sala junto a Judy.

– Boa noite, pessoal! – falou Kitty, entrando no local.

– Kityyy! – disse uma loira entusiasmada, que se levantou e veio abraçá-la efusivamente – Eu estava com saudades.

– Eu também, Britt. Olá San, olá Puck. – falou indo abraçar os outros dois – Essa aqui é a Rachel. Rachel, esses são Brittany, Santana e Puck. – disse nos apresentando.

– É um prazer conhece-los. Kitty sempre fala de vocês.

– O prazer é todo meu, gatinha. – aproximou-se Puck tomando sua mão a beijando – Pucksauro a seu dispor. – falou sedutor.

– Por Deus, Puck, deixa a anã. Você acha mesmo que ela ia se interessar por você com esse bicho morto que você tem na cabeça e que chama de cabelo? – disse Santana, me surpreendendo com o apelido.

– Santana, não chama a Rachel de anã. – Britt chamou sua atenção — E não diga que o cabelo do Puck parece um bicho morto.

– Está bem, BrittBritt. – respondeu Santana revirando os olhos, pedindo desculpas em seguida.

– Não entendo como a Britt faz isso. – cochichou Kitty em meu ouvido e eu ri.

A noite seguiu agradável e pude conhecer mais os amigos de Kitty, os quais se mostraram pessoas muito especiais, até mesmo Santana com todo aquele jeito. No fundo a latina tinha um bom coração e só queria demostrar ser forte com aquela máscara que colocava, o que não enganava quem a conhecia mais de perto.

...

O tempo passou rápido com toda a correria do dia a dia. Os laços de amizade de Rachel com Kitty haviam se estreitado. Até já considerava Britt, Puck e Santana como seus amigos, mas por incrível que pareça ainda não tinha conseguido apresentá-los a Kurt, Blaine e Marley.

Havia conseguido vender seu apartamento e ela e Kurt mudaram-se para um outro que não era muito central, mas ainda assim era como eles tinham planejado. O corretor indicado por Emma fez realmente um excelente trabalho.

Rachel já havia montado o quarto do bebê que estava quase por nascer. Estava ansiosa para tê-lo nos braços. Havia combinado com Kitty que trabalharia até as vésperas de dar à luz, mesmo esta dizendo que não era necessário e que já poderia entrar em licença. Mas não poderia deixá-la na mão.

POV Rachel

Era um domingo de tarde e eu assistia a um filme com meus amigos. Kurt estava sentado ao meu lado e acariciava minha enorme barriga.

– Logo, logo esse meninão vai estar aqui conosco. – ele falou.

– Não vejo a hora de pegá-lo em meus braços. – respondi.

– Eu vou mimá-lo tantooo. – falou Marley com uma cara fofa, seus olhos azuis brilhavam.

– Nada disso, Srta. – falei rindo diante daquela fofura.

– Para, Rachel, nós vamos mimar muito nosso afilhado, sim. – falou Blaine enfático.

– Céus, quem sou eu para discutir com vocês. – falei levantando para ir à cozinha.

Antes de chegar àquele cômodo senti uma forte dor no baixo ventre e dei um gemido alto segurando a barriga. No mesmo instante meus amigos já estavam ao meu lado.

– Rach, o que foi? O quê você está sentindo? – Marley falou preocupada enquanto Kurt e Blaine me sustentavam.

– Aiii, uma dor abaixo da barriga. – falei gemendo.

– Será que o bebê vai nascer. – Kurt falou preocupado.

– Não está na hora, ainda faltam duas semanas. – respondi.

– Vem, vamos te colocar no sofá. – Blaine disse já me conduzindo para a sala.

Quando já estava quase no sofá senti um líquido quente escorrer por minhas pernas.

– A-acho que minha bolsa rompeu.

– Ai meu Deus, ai meu Deus! Temos que te levar para o hospital agora. – Kurt gritou descontrolado, já indo sozinho em direção à porta.

– Calma, Kurt. Você não está esquecendo de ninguém, não? – Marley falou meio rindo, meio nervosa.

– Ai Deus, ai Deus. – era só o que ele conseguia dizer.

Blaine foi até o quarto do bebê pegar a bolsa que eu havia deixado separada juntamente com as chaves do meu carro, havia decidido não me desfazer dele por enquanto.

Quando chegamos ao hospital Kurt já estava mais calmo e pedi que ele me acompanhasse no parto.

– Kurt, liga para a Kitty, por favor. Tem o número pessoal dela no meu celular, avisa que o bebê está nascendo e não vou trabalhar amanhã. – orientei.

– Tudo bem. Vou ligar e já entro lá para te acompanhar.

Ele pegou meu telefone e ligou para Kitty passando todas as informações e, mesmo dizendo que não era necessário, ela informou que estaria ali em instantes, afinal, Rachel também era sua amiga.

Para surpresa de meus amigos Kitty não chegou sozinha. Junto a ela chegaram Puck, Santana e Britt, que também estavam preocupados.

Kitty estava falando com Blaine e Kurt quando Marley voltou da lanchonete com um café em mãos. Viu aquela loirinha conversando com seus amigos e resolveu se aproximar.

– Marley, que bom que chegou. Vou entrar para a sala com Rachel agora. – disse Kurt – Ah, essa é a Kitty, amiga da Rach. – e as duas finalmente se encararam.

– Você?

– Você?

Kurt ficou curioso, mas tinha que entrar para me acompanhar.

Na sala de parto eu tinha contrações cada vez mais fortes, e não conseguia me conter, gritando. Kurt já estava posicionado do meu lado e eu apertava sua mão a cada dor que sentia.

– Já estamos quase lá. – informou o médico – Na próxima contração você faz força.

Fiz como ele me orientou algumas vezes e já estava quase sem forças quando ouvi o choro que tomou conta do lugar.

– Parabéns, mamãe. É um lindo meninão. – falou, colocando meu filho em meus braços.

Quando segurei aquele pequeno ser não consegui conter as lágrimas. Ele tinha o rostinho de um anjo e os cabelos eram tão fininhos e claros que quase não dava para notar em sua cabecinha. Ele era perfeito. Meu coração foi inundado por um amor que nunca havia sentido antes e ali pude realmente ver o que era amor incondicional.

– Como ele vai se chamar, Rach? – me perguntou Kurt emocionado.

Olhei para meu filho e falei:

– Benjamin, ele vai se chamar Benjamin.

Notas finais
E aí, o que acharam? Bjooo e até sexta. (Isso mesmo, não estou antecipando o capítulo, este é um extra para vocês)