Abismo

44 As gêmeas


Notas iniciais
Boa leitura.

Capítulo 44 – As Gêmeas

O tempo passou rápido, Ben já havia completado quatro anos e o casamento Brittana tinha sido lindo, as meninas estavam extremamente felizes e agora estavam tentando aumentar a família fazendo uma inseminação, assim como Kurt e Blaine que estavam na fila para adotar uma criança. Puck havia tomado jeito e agora namorava Ashley e as meninas não tinham dúvidas que a coisa estava bem séria e logo aquilo acabaria em casamento também, o moreno tratava Tom como se fosse seu filho e o menino às vezes até deixava escapar e o chamava de pai, arrancando um sorriso enorme do homem. Marley e Kitty finalmente haviam marcado a data do casamento, esperariam as gêmeas nascerem e estarem um pouco maiores para que suas mães pudessem aproveitar a festa. As duas também já estavam falando em ter filhos, por desejo próprio e também por uma pequena pressão de Judy. Judy ainda alternava entre Miami e NY, passando mais tempo com as meninas do que na própria casa.

Rachel já estava com quase oito meses e meio de gestação, já estava além das expectativas do médico. Andava um tanto mal humorada ultimamente, já fazia algum tempo que ela e Quinn não mantinham relações sexuais em razão do desconforto que sentia por causa do tamanho de sua barriga.

Contudo a loira era extremamente pacienciosa e não reclamava da abstinência, apesar de Rachel notar que com frequência esta acordava excitada e tentava disfarçar.

Estavam em mais uma consulta com Dr. Marcus e Quinn acariciava a mão da esposa carinhosamente. Rachel já sofria com dores na coluna por causa do peso da barriga e também nas costelas quando as bebês se mexiam. Foram chamadas pela recepcionista e entraram no consultório, passando logo a ser examinada pelo médico.

– Você ainda não está com dilatação, Rachel. As bebês ainda não querem nascer.

– Doutor, não tem como agilizarmos o parto? É que realmente estou começando a me sentir mal. – perguntou Rachel.

– Nesse ponto da gravidez uma coisa que pode agilizar é vocês terem relações sexuais. Vocês não tem tido?

– Ultimamente não, pois tornou-se meio desconfortável pela barriga.

– É o mais recomendado. Se não funcionar podemos apelar para uma cesariana.

As duas saíram do consultório direto para casa, visto que tinham marcado o último horário com o médico, em razão de reuniões que tiveram mais cedo. Jantaram com o filho e Judy e depois de colocá-lo para dormir recolheram-se a seu quarto.

Quinn já estava deitada esperando Rachel sair do banheiro quando esta adentrou no quarto completamente sem roupa. A loira a devorou com os olhos, a esposa estava uma grávida extremamente sexy, não engordara quase nada além do volume na barriga e ainda insistia que estava gorda.

– Amor, você está muito gostosa. – falou desejosa.

– Não mente, Quinn. Eu estou gorda e feia. – choramingou.

– Muito pelo contrário. Está linda, ainda mais por estar carregando nossas filhas. – disse levantando e acariciando a barriga da mulher.

– Então hoje vamos dar um jeito delas virem para junto de nós de uma vez. – falou beijando a mulher.

O beijo começou carinhoso, mas logo tomou proporções maiores fazendo com que as duas percebessem a necessidade que tinham uma da outra a dias.

Quinn conduziu a morena até a cama e a deitou com as costas apoiadas no colchão. Ficou em pé admirando o corpo da mulher, que para ela estava tão desejável quanto nunca. Ainda a olhando com intensidade tirou a própria roupa e subiu na cama, ficando de lado para Rachel, já que a barriga enorme não permitia que ficasse por cima. Tornou a beijá-la sofregamente, enquanto massageava seus seios que estavam ainda maiores.

Passou a beijar seu pescoço enquanto baixava a mão em direção ao clitóris de Rachel, passando a dar leves apertões seguidos de carícias. A morena gemia e se contorcia tentando aumentar aquele contato. Quinn então deixou o pescoço da mulher e foi baixando por seu corpo distribuindo beijos molhados, levemente chupados. Não queria deixar marcas.

Posicionou-se entre as pernas de Rachel e passou a chupar seu clitóris já inchado e a lamber toda sua extensão. No final da gestação a lubrificação vaginal da morena havia diminuído, como de praxe. Introduziu a língua úmida em seu canal e passou a movimentá-la de forma que a morena delirava e tentava aumentar ainda mais aquele contato.

Sentia seu pênis doer de tão duro e também do tempo que estavam sem sexo. Ansiava por aquele contato. Voltou a subir pelo corpo de Rachel beijando-a e acariciando-a. Quando chegou a altura do rosto desta tomou seus lábios mais uma vez, virando-se logo em seguida para pegar o lubrificante que havia deixado na mesa de cabeceira, passando-o por toda a extensão de seu membro para facilitar a penetração.

Deitou a morena de lado, procurando a posição mais confortável para ela e se posicionou atrás, prensando seus seios em suas costas e beijando sua nuca.

– Se ficar desconfortável me fala. – disse preocupada.

A morena apenas assentiu, afastando um pouco as pernas para Quinn se posicionar. Delicadamente a loira introduziu seu ponto pulsante na vagina da esposa e penetrou-a lentamente. Não havendo objeção passou a mover seu quadril para a frente e para trás, até encontrar um ritmo que fosse bom para as duas. Com a mão esquerda estimulava o clitóris de Rachel que mordia o lábio inferior e revirava os olhos de prazer. Procurava não entrar toda para não machuca-la, mas a outra estava desejosa de mais contato.

– Mais fundo, Quinn. – falou gemendo.

Passou a penetrá-la com um pouco mais de intensidade para ir mais fundo e sentia que a morena já estava quase no limite. Sentiu os músculos de seu canal apertarem seu pênis cada vez mais até que Rachel estremeceu e soltou um longo gemido. Quinn que se segurava para não gozar antes da mulher ainda movimentou-se mais umas vezes até atingir seu próprio prazer.

– Você está bem, Rach? – perguntou preocupada.

– Maravilhosamente bem. – falou com um sorriso no rosto que acalmou a loira que não resistiu e a beijou com amor.

– Vem, vamos tomar um banho. – disse saindo da cama e puxando Rachel delicadamente pela mão.

Banhou Rachel com delicadeza e veneração, secando-a e vestindo-a logo em seguida.

– Você me mima muito. – disse bobamente.

– É porque eu te amo e você e nossos filhos são tudo para mim. – falou apaixonada.

– Eu também te amo, meu anjo loiro. – disse dando-lhe um selinho.

Deitaram-se e logo pegaram no sono. Como sempre Rachel estava deitada sobre o ombro de Quinn e tinha a barriga apoiada praticamente toda em cima da loira, que já havia se acostumado com aquela posição, que era a mais cômoda para a mulher.

No meio da noite Rachel acordou para ir ao banheiro, pois os bebês estavam pressionando sua bexiga. Já estava voltando quando sentiu uma forte dor no baixo ventre, como da vez que ganhara Ben. Gemeu baixinho e tentou caminhar até a cama, mas a dor impediu.

– Quinn. – chamou, mas a loira pareceu não ouvir – Quinn, amor. – falou mais alto, quase gritando.

A loira acordou assustada e olhou para o lado da cama que estava vazio e procurou Rachel com os olhos pelo quarto, vendo-a parada mais à frente com cara de dor, saltando da cama imediatamente e amparando a esposa.

– Rach, que foi? – disse preocupada.

– Amor, não se assusta... – ao dizer isso a loira já estava apavorada – Estou tendo as contrações e acho que minha bolsa vai romper logo.

– Ai, meu Deus! Ai, meu Deus! – falou arregalando os olhos – Que que eu faço. Que que eu faço.

– Calma, me leva ali na cama e me alcança uma roupa e vai chamar sua mãe.

Quinn pegou Rachel delicadamente no colo e colocou-a sentada na beirada da cama, mas quando a soltou ela teve uma nova contração e gemeu alto, apertando a mão da esposa que se assustou.

– Rach? Amor? Você está bem?

– Estou tendo uma contração. – falou entredentes – Me traz uma roupa rápido e chama sua mãe.

Quinn fez o que Rachel disse e foi correndo chamar a mãe que adentrou ao quarto terminando de ajudar a nora a se vestir enquanto a própria filha colocava uma roupa e pegava a bolsa com as coisas para Rachel e as crianças. Saiu apressadamente com a morena em direção ao hospital.

Judy ficou chamando Margareth para que esta tomasse conta de Ben enquanto seguia atrás das duas. Ligou para Kitty que ficou de avisar o resto dos amigos e que logo estariam acompanhando-as.

Ligaram para o médico antes de sair de casa e quando chegaram ao hospital este já lhes esperava e conduziu Rachel para se preparar para o parto. Quinn iria acompanha-la na sala de parto, mas por enquanto estava na sala de espera aguardando ser chamada. Logo em seguida Kitty adentrou no local seguida de Marley.

– E então, como elas estão? – perguntou Marley.

– Estão preparando a Rachel e em seguida vão me chamar para acompanhá-la.

– Fica calma, Quinnie. Vai dar tudo certo. – Kitty tranquilizou.

Em seguida Quinn foi chamada para colocar a roupa esterilizada que deveria usar na sala de parto e nem chegou a ver quando uma latina quase descontrolada adentrou na sala de espera, parecendo que eram suas filhas que iriam nascer.

Quinn entrou na sala de parto já com as roupas adequadas. Rachel estava deitada na maca já preparada para o parto, estava meio suada em razão das contrações que vinham aumentando. A bolsa havia estourado enquanto era preparada, então as bebês não demorariam a nascer.

A morena tentou lançar um sorriso para a esposa que entrava com uma cara apavorada, mas bem nessa hora teve uma contração e soltou gemido alto. Quinn se apressou e pegou na mão de Rachel que a apertou com força, fazendo-a sentir dor, mas sem recuar.

– Respira, amor. Respira. – dizia nervosa e Rachel se segurava para não xingá-la por causa da dor.

Nesta hora Dr. Marcus entrou na sala e ao examinar Rachel contatou que já era o momento, as meninas queriam nascer.

– Quando vier a contração você empurra, Rachel.

Cada vez que o médico mandava Rachel apertava a mão de Quinn e fazia força. A loira estava em pânico achando que aquilo estava demorando demais e que alguma coisa errada estava acontecendo, até que em uma das vezes em que sua morena fez força ouviu um pequeno choro preencher o ambiente. Virou-se em direção de onde ele vinha e Marcus tinha uma pequena criatura chorosa em seus braços, que logo foi passada para uma enfermeira que a enrolou e levou até Quinn e Rachel.

– Parabéns, mamães é uma menina. – falou entregando o bebê para Quinn que pegou-a desajeitadamente admirando a filha boquiaberta e com os olhos cheios de lágrimas.

A bebê ainda chorava e somente se acalmou quando foi colocada sobre o peito de Rachel que também chorava e beijava filha. A enfermeira pegou a menina de volta para seguir com os procedimentos necessários e para que prosseguissem com os procedimentos para a conclusão do parto. Rachel seguiu fazendo força e alguns minutos depois deu à luz a segunda menininha, que assim como a irmã foi colocada nos braços das mães.

Quinn não resistiu à emoção e acabou desabando em lágrimas, selando carinhosamente os lábios da esposa. Como podia sentir tanto amor por aqueles seres tão pequenos? Sentia, e não era pouco, desde o momento que soubera de sua concepção.

– Agora só faltam nove, Rach. – brincou.

– Nem pensar, acabei de fechar a fábrica. – disse cansada.

A loira foi retirada da sala para que terminassem os procedimentos necessários em Rachel e foi aguardar na sala de espera com os demais, até a mulher ser encaminhada ao quarto.

Entrou no local com um sorriso que não cabia em seu rosto. Todos os amigos já estavam a aguardando ansiosos, mas foi a afoita Santana quem pulou na frente de todos e agarrou Quinn em um abraço.

– E então, Quinnie? Como estão nuestras angelitas? – todos a olhavam com expectativa.

– Gente, calma. Elas estão bem e a Rach também. Só estão terminando os procedimentos padrões e vão levar a Rachel para o quarto e depois as minhas meninas. – falou feliz.

– E como elas são? – perguntou Kitty já ansiosa para conhecer as sobrinhas.

– São lindas demais. São a cara do Ben, só os olhinhos que ainda não deu para ver se são iguais aos dele. – respondeu orgulhosa.

– Então quer dizer que elas são sua cara, né convencida, porque o Ben é igual a você. – disse Kurt rindo de felicidade.

– Não tenho culpa se tenho genes dominantes. – riu feliz.

Estavam muito felizes que tudo havia dado certo e Quinn aguardava ansiosamente para ser chamada ao quarto da esposa. Queria muito estar com ela naquele momento. Não demorou muito e uma enfermeira veio chamá-la e informou que dali uma hora a visita estaria liberada para os demais.

Abriu a porta do quarto e espiou para dentro. Sua morena estava deitada com os olhos fechados, mas não parecia dormir. Aproximou-se silenciosamente e deitou-se do seu lado na cama, trazendo-a para si delicadamente. Rachel esboçou um pequeno sorriso, mas não abriu os olhos, apenas deixou-se acarinhar.

– Você está bem? – perguntou alisando o rosto da mulher.

– Melhor agora que você está aqui comigo. – respondeu aspirando o perfume que tanto amava.

– Eu te amo. Obrigada por me dar mais duas filhas lindas.

Rachel apenas abriu um largo sorriso e se aconchegou ainda mais a sua mulher. Quinn não tinha que agradecer, pois seus filhos também eram seus maiores tesouros. Ficaram naquela posição por alguns minutos, até que duas enfermeiras entraram carregando seus bebês.

– Bom dia, mamães. Aqui estão as princesinhas de vocês. – disse entregando a que carregava a Rachel e a outra enfermeira entregando a outra bebê a Quinn.

A loira ajeitou as duas filhas junto à esposa e ficou olhando emocionada para aquela cena. Sem sombra de dúvida amava-as incondicionalmente e daria a vida para protegê-las.

– Elas são lindas, Quinn. – declarou Rachel sorrindo – São iguais a você também.

As bebês quase não tinham cabelo e os poucos que tinham eram tão loirinhos que nem apareciam. A pele era bem branquinha como a de Quinn, assim como o narizinho. Mas a boca, indiscutivelmente era de Rachel. Os olhinhos ainda não tinham como definir a cor, pois ainda eram muito novinhas.

Rachel tinha acabado de amamentar as meninas e as duas estavam babando em cima das filhas quando o quarto foi praticamente invadido pela avó e pelos tios afoitos em conhece-las. A primeira a se aproximar foi Judy que ficou encantada com as netas e com a semelhança que elas tinham com Quinn quando a loira nasceu.

– Não me conformo de não ter percebido essa semelhança quando o Ben nasceu, as coisas teriam se resolvido bem antes. – falou frustrada.

– Mãe, não podemos voltar no tempo, mas agora tudo está bem e nós temos mais duas filhas lindas para completar nossa família. – declarou Quinn olhando boba para as filhas que estavam no colo de Kitty e Judy.

– Sério, Quinnie, elas são iguais a você. – babava Kitty – Lindas, igual a minha irmãzinha.

– Heeey! – protestou Rachel.

– Sem ofensas, cunhada. Você também é linda. Alias, elas herdaram essa sua boca sensual. – Kitty piscou.

– Como assim ‘boca sensual’, Kitty? Você anda olhando para a boca da Rachel? – perguntou Marley enciumada.

– Não fica assim, minha ciumentinha. – disse Kitty dando um selinho na noiva – Eu te amo, mas vai dizer que a boca da Rachel não é linda.

– Tudo bem, você tem razão. – disse ainda fingindo seriedade e pegando a bebê do colo de Kitty.

– Como são os nomes, meninas? Vocês fizeram tanto mistério... – perguntou Kurt, que não cabia em si de felicidade e assim como Britt estava quase saltitando no quarto.

– É que nós queríamos ver se combinavam com elas. – justificou Rachel – E na minha opinião, combinam totalmente. – disse olhando para Quinn que sorriu e confirmou com um aceno positivo.

– Elas se chamam Sophia e Sarah. – declarou Quinn apontando para o respectivo bebê.

– Que lindos nomes, Quinnie. Nomes de princesas. – vibrou Brittany.

Seguiram naquela animação até que todos foram embora para Rachel descansar. Quinn ficou tomando conta das filhas que estavam dormindo nos bercinhos que haviam sido colocados no quarto. Judy fora buscar Ben para que ele conhecesse as irmãs.

– Oi, minha linda. Você não quer dormir não, Sarah? – disse pegando a pequena no berço – Eu te amo tanto, meu bebê. Você não sabe a felicidade que a Mamãe está sentindo por ter você e sua irmã aqui. Nunca pensei em sentir algo tão forte do que senti quando ouvi o chorinho de vocês. Vocês tem um irmãozinho também, ele se chama Ben e daqui a pouco vem aqui para conhecê-las.

Falava enquanto embalava a filha nos braços. Jamais ia se cansar de olhar para aqueles rostinhos. Passou o nariz pelo pescocinho de Sarah e aspirou o cheirinho da caçula, abrindo um sorriso logo em seguida.

– Está vendo sua Mami ali? Ela é linda, né? Eu amo muito ela, porque ela é a mulher da minha vida. E nós duas temos muita sorte de ter vocês duas e seu irmão como filhos. Somos as pessoas mais felizes do mundo por termos vocês.

Quinn seguiu falando mansamente com a filha até que esta dormiu. Quando foi colocá-la novamente no berço se deparou com uma Rachel de olhar terno em sua direção e um sorriso totalmente apaixonado nos lábios.

– Sabe que vendo essa cena até chego a pensar na possibilidade de termos mais aqueles nove filhos que você quer. – brincou.

– Então vou ter que seguir agindo assim até te convencer. – respondeu se aproximando de Rachel e depositando um beijo em seus lábios – Eu te amo, minha morena. Obrigada por encher minha vida de alegria, me dando três filhos maravilhosos. Minha vida só é completa com vocês junto de mim. Minhas razões de viver.

– Quinnie, não fala assim que ainda estou sensível. – falou manhosa com os olhos cheios de lágrima.

– É verdade, bebezona. – disse beijando-a carinhosamente – Eu te amo mais do que jamais achei ser possível amar alguém.

Dito isso a morena deixou as lágrimas escaparem e se abraçou na esposa que a acalentou em seus braços.

Notas finais
Espero que tenham gostado. :D Obrigada pelos comentários ao capítulo anterior, desculpa se não respondi algum, às vezes me passo sem querer. Beijão, lindas. :)