Abismo

46 Alta...


Notas iniciais
Nossaaa, mega feliz porque uma das minhas escritoras favoritas recomendou minha história. Esse capítulo vai para a Asuka, obrigada pela recomendação. Boa leitura.

Capítulo 46 – Alta...

Até mesmo as filhas estavam cansadas quando chegaram em casa e após o banho dado por suas mães caíram em um sono profundo, assim como o irmão. Rachel terminou de acomodar o filho e ao entrar em seu quarto deparou-se com uma Quinn apenas enrolada em uma toalha, procurando uma roupa. Sabia que a mulher andava louca de desejo, pois via que ela andava acordando excitada nos últimos dias e sua comprovação foram os momentos que tiveram no Central Park.

Sem que ela visse chegou sorrateiramente por trás e a abraçou, beijando sua nuca. Na mesma hora Quinn se arrepiou toda e seu corpo ficou tenso. Sentiu as mãos da esposa passeando por cima da toalha que rodeava seu corpo, até que uma entrou pelo vão e passou a acariciar a pele de sua barriga.

– Rach... – suspirou – Para...

– Parar o quê? – fez-se de desentendida, lambendo o pescoço de Quinn.

– De m-me torturar.

– Mas eu nem estou fazendo nada. – sussurrou contra seu ouvido fazendo com que a toalha caísse e tomando os seios da esposa possessivamente com as mãos, massageando-os lentamente. Passeava seus lábios no pescoço da loira, deixando beijos molhados e leves chupões.

Quinn não aguentava mais aquilo e soltou um pequeno gemido. Diante da manifestação de aprovação da esposa, Rachel sorriu levemente e prosseguiu com as carícias, baixando uma das mãos até alcançar o ponto que realmente queria. Nesse momento a loira jogou a cabeça para trás e apoiou no ombro da mulher que seguiu massageando seu membro da forma que gostava.

– Rach... – gemia – Assim... mais rápidoo. — disse virando o rosto na direção de Rachel, que lhe tomou os lábios com ardor.

A morena atendeu ao pedido da esposa e intensificou os movimentos, enquanto deixava sua boca e passava a sugar seu pescoço e com a outra mão apertava seu seio esquerdo. Não demorou muito para que Quinn gozasse, fazia tempo que vinha segurando o tesão e isso acelerou seu orgasmo.

Quinn tinha o corpo apoiado contra o peito de Rachel, que a abraçava firme pela cintura, e arfava tentando se recompor da onda de prazer que a pouco a tomou.

– Rach... isso foi... – dizia ofegante.

– Gostou? – perguntou mordiscando sua orelha.

– Uau... Se gostei? Eu amei. – disse girando o corpo e beijando os lábios da esposa carinhosamente – Não vejo a hora de poder te retribuir.

– Nem eu. – falou contra os lábios da loira – Mas por enquanto, infelizmente, ainda não podemos...

...

Mais algumas semanas passaram e Rachel tinha de comparecer no escritório a fim de assinar uma papelada. Aproveitando que Judy havia chegado um dia antes e que havia Margareth para ajuda-la com as gêmeas, já marcou a revisão com seu médico, sem que Quinn soubesse, não queria que a loira deixasse seu trabalho mais uma vez de lado para acompanha-la.

Passou inicialmente no consultório de seu médico, que após realizar os exames padrões deu alta total à morena, que já planejava fazer uma surpresa para a esposa. Em seu escritório foi recebida efusivamente pelos funcionários que a bombardeavam de perguntas sobre as filhas. Blaine e Geórgia a esperavam em sua sala, com toda a documentação que precisava de sua assinatura.

– E as meninas como estão? – perguntou Geórgia com os olhos brilhando.

– Estão lindas, são a calmaria em pessoa. Só choram para trocarmos a fralda e para comer. – respondeu sorrindo – Você tem que aparecer para ver como elas cresceram.

– Vou sim, prometo. Mas isso aqui anda uma correria sem você, ainda bem que Quinn anda te substituindo em algumas questões mais importantes. – falou e resolveu provocar Rachel que tinha um sorriso bobo nos lábios – Sua mulher está fazendo um sucesso aqui que você nem imagina. A mulherada chega a torcer o pescoço pra olhá-la quando passa, até mesmo as héteros, e os homens não ficam muito atrás.

Os olhos de Rachel faiscaram na mesma hora e uma onda de raiva subiu por seu corpo. Geórgia vendo aquela reação olhou para Blaine e os dois acabaram rindo da morena que ficou sem entender.

– É só brincadeira, Rachel. – esclareceu a mulher.

– Acho bom mesmo. – falou aliviada – Senão eu teria que te pedir uma lista para providenciar a demissão de todos.

– Nossa, que mulher ciumenta. Me deu até medo. – disse Blaine – Mas Rach, o que é que tem, vão estar só olhando para sua mulher e nada mais. E vamos combinar que eu sou gay, mas a Quinn é uma gostosa.

– Blaine! Que falta de respeito com minha esposa é essa?

– Para Rachel, você também é gostosa, já cansei de te falar isso.

Geórgia não parava de rir diante da indignação de Rachel, que logo cessou com as brincadeiras e tratou de continuar com os assuntos mais sérios que haviam a levado até ali.

– Bom, já que encerramos já vou indo. Minhas filhotas devem estar esfomeadas. – falou – Geórgia, vamos te esperar para o churrasco de domingo e não aceitamos uma recusa. Não é mesmo, Blaine.

– Com certeza. Kurt e eu vamos passar para te pegar quando estivermos indo. – declarou para que a mais velha não recusasse.

– Se é assim não tem como recusar mesmo. – declarou – Estarei lá no famoso churrasco de domingo, então.

...

Rachel chegou em casa morta de saudades das filhas, era a primeira vez que passava tanto tempo longe das duas e havia sentido falta de suas bebês. Foi direto ao quarto delas e encontrou Judy embalando uma Sarah chorosa.

– Olá Judy, tudo bem aí? – perguntou preocupada.

– Oi, Rach. Sim, tudo bem, mas acho que essa mocinha está sentindo falta de seu leitinho direto do peito. Ela não gostou muito da mamadeira, diferente de Sophia que sugou com vontade quando demos a ela.

Diante da declaração da sogra, Rachel foi até o banheiro e lavou as mãos, voltando em seguida e pegando a filha que ainda chorava em seu colo. Sentou na poltrona que tinha no quarto das meninas e passou a amamenta-la. Sarah já não chorava e sugava o leite com sofreguidão.

– Estava com fome, é princesinha? – falou acariciando a mãozinha que a filha sustentava em seu seio.

A menina logo dormiu e foi colocada em seu bercinho. Rachel observou por um tempo suas filhas, que eram uma cópia de Quinn, e divagou, elas seriam mulheres lindas assim como a mãe.

O resto do dia passou tranquilo e ela já tinha em mente o que faria mais tarde com a esposa. Quinn chegou no fim da tarde acompanhada de Ben, que assim que enxergou Rachel pulou em seu colo a abraçando. A morena deu um selinho na esposa e retribuiu o carinho do filho e ficou com ele aninhado junto a si por um bom tempo.

– Estava com saudades da Mami, filhote? – perguntou.

– Sim, Mami. Muita, muita. – falou – Eu posso ficar em casa com você amanhã?

– Claro filho, amanhã é sábado e até a Mamãe vai estar conosco. – disse e o menino ficou animado na mesma hora — Você quer ir passear no shopping amanhã, almoçar e depois brincar na área de recreação?

– Siiiimmm. – falou animado.

– Então vamos convidar sua mãe quando ela descer.

– As meninas também vão ir, não é? – Rachel riu, adorava quando ele chamava as irmãs de ‘as meninas’.

– Você acha que elas vão querer ir? Será que não vão querer ficar em casa sozinhas vendo um desenho? – brincou.

– Não, Mami. Elas são só bebês e ainda não sabem se cuidar sozinhas. – disse preocupado.

– Ok, então vamos levá-las. – com aquela declaração o menino abriu um sorriso de felicidade.

– Onde vocês pretendem ir? – disse Quinn baixando as escadas e indo se acomodar ao lado da esposa e do filho.

– Mamãe, vamos no shopping amanhã? – perguntou entusiasmado.

– Vou pensar no seu caso. – provocou.

– Por favorzinho. – implorou com as mãozinhas juntas.

– Vem cá, coisa fofa. Se você me deixara te apertar e te morder eu vou com você. – chantageou e na mesma hora o menino pulou rindo em seu colo já prevendo o massacre que sofreria.

Rachel ria das gargalhadas que o filho dava diante das cócegas que Quinn lhe fazia. Judy entrou na sala bem naquele momento e assim como a nora não resistiu ao som do riso do pequeno e também começou a rir. Seguiram naquele clima de descontração até depois do jantar, quando Rachel colocou as filhas para dormir e Quinn dava banho em Ben e também o colocava na cama.

A morena saiu do quarto das filhas rapidamente, sabia que a esposa ainda iria demorar mais um pouco, pois Ben sempre se entusiasmava no banho. Foi até seu próprio banheiro e trocou de roupa, vestindo uma sensual lingerie vermelha, dirigiu-se até sua cama só com aquelas peças e deitou-se quase no centro, como sempre fazia para que Quinn a abraçasse por trás.

Quinn entrou no quarto e viu a esposa deitada de lado coberta pelo lençol já dormindo, apreciou aquela vista e dirigiu-se ao banheiro para colocar seu pijama. Voltou ao quarto e deitou-se aproximando-se do corpo de Rachel.

Encostou seus corpos e se surpreendeu quando sentiu seu braço e sua mão tocarem a pele descoberta de Rachel. Ao sentir o toque a morena se aconchegou ainda mais junto da loira, encaixando seu quadril onde queria e dando uma leve roçada, ainda fazendo que estava dormindo. Sentiu que Quinn se retesou e decidiu provocá-la ainda mais. Moveu-se levemente e pegou em sua mão levando-a até um de seus seios coberto pelo sutiã de renda.

Quinn estranhou ainda mais aquelas vestes da esposa e não resistiu apertando levemente o seio que tinha contra sua mão. Rachel pressionou ainda mais suas nádegas contra o quadril da loira que já estava começando a ficar excitada. Sem conseguir se conter a morena guiou vagarosamente por sua barriga a mão da loira, que tinha prendido contra seu seio, em direção a entrada de sua calcinha. Esta já havia percebido que aqueles atos eram intencionais e não se fez de rogada ao colocar sua mão dentro do pano e acariciar toda a parte de fora da intimidade da esposa, sem adentrar seus dedos no local que elas realmente queriam.

Rachel suspirou com aquele toque e entreabriu as pernas para que o contato fosse aumentado e imediatamente Quinn passou a massagear seu clitóris, arrancando um gemido. Fazia movimentos circulares e alisava o local, às vezes levando seu dedo até a entrada da morena e logo voltando ao ponto original.

A morena gemia e se mexia levemente contra a mão da esposa, que já tinha seu membro ereto pressionando em suas costas. Rachel movimentou-se e ficou de costas na cama admirando as orbes verdes de Quinn que estavam brilhantes de desejo. Descobriu seu corpo em um movimento único e revelou a lingerie vermelha, fazendo com que as pupilas da esposa dilatassem ainda mais.

– Rach, para com isso. – falou a loira entredentes.

– Por que eu deveria parar? – disse rebolando ainda mais contra a mão de Quinn que ainda estava dentro de sua calcinha e mantinha as carícias.

– Porque eu não vou aguentar...

– Você não tem mais que aguentar. – sussurrou e a esposa parou momentaneamente com os movimentos que fazia.

– Como assim? – perguntou confusa.

– É que... – fez suspense e uma cara marota – O médico me deu alta, disse que já estou totalmente recuperada do parto.

Quinn não conseguiu conter o sorriso que tomou conta de seus lábios e em seguida beijou Rachel com sofreguidão, com todo o desejo que tinha guardado dentro de si durante aquele tempo. Não era apenas o desejo de ter prazer, de se saciar sexualmente; era o desejo de ter o corpo da morena, de lhe dar prazer e de se amarem por completo.

Sua mãos passeavam no corpo de Rachel que lutava para tirar a roupa que ainda cobria seu corpo. Quinn levantou-se rapidamente e tirou toda sua roupa, deitando-se novamente na cama, tratando de tirar também o sutiã da morena. Distribuiu beijos quentes no pescoço de Rachel, chupando o lóbulo de sua orelha enquanto massageava os seios ainda mais fartos da esposa.

Rachel, por sua vez arranhava as costas de Quinn enquanto gemia e prensava seus corpos, não aguentava mais aquela distância, tinha que sentir a esposa dentro de si com urgência. Tinha que aplacar aquele fogo que tomara conta de si.

– Quinn, preciso de você dentro de mim. – gemeu contra o ouvido da loira que não se segurou mais e tirou a única peça que as separava.

A loira alisava o corpo de Rachel com volúpia, apertando com vontade. Posicionou-se lentamente entre as pernas da mulher pronta para possuí-la mais uma vez, mas foi impedida.

– Espera, amor. Coloca um preservativo. – pediu a morena estendendo a mão e pegando um da gaveta do criado-mudo, abrindo-o e colocando em Quinn rapidamente.

– Se sentir algum desconforto me avisa que paro. – falou preocupada.

– Só vai devagar.

Voltou a acariciar o corpo da esposa enquanto a beijava com paixão. Suas línguas travavam uma luta pelo domínio, mas as duas sabiam que ao final uma sucumbiria a outra. Rachel sentia o pênis pulsante de Quinn pressionando seu ventre e sem mais cerimônia pegou-o e o posicionou para ser penetrada.

Vendo que o desespero da mulher por aquele contato era igual ao seu não prolongou mais a situação e passou a penetrá-la lentamente, olhando-a direto no rosto para ver se não sentiria dor. As expressões de Rachel diziam completamente o contrário, demonstrava um prazer que a muito era esperado.

– Tão apertada... – gemeu e fechou os olhos de prazer.

Ao chegar ao seu limite começou a movimentar-se vagarosamente, cerrando ainda mais os olhos diante do prazer que sentia, não conseguiam conter os gemidos cada vez mais altos, o que fazia ficarem ainda mais excitadas.

– Mais rápido, Quinnie. – ordenou Rachel.

Diante do pedido da esposa a loira passou a movimentar o quadril mais rápido e já não conseguia mais controlar aquela vontade que tinha há tempos guardada. Intensificou ainda mais as investidas contra Rachel que quase gritava seu nome. Sentiu que o orgasmo da mulher estava perto e segurou-se para não gozar antes dela.

Quando sentiu o corpo de Rachel estremecer sob o seu também chegou ao ápice no mesmo momento, chamando pela morena. Deixou seu corpo suado cair sobre o da esposa, que tentava normalizar sua respiração.

– Isso foi... sensacional. – ofegou a morena.

– Nossa... foi ótimo. – sussurrou ainda com o rosto no pescoço de Rachel – Você está bem? Não te machuquei? – perguntou preocupada, levantando o rosto para encarar a esposa.

– Não, amor. Eu estou bem. Maravilhosamente bem, para falar a verdade. – disse sorrindo e beijando os lábios da esposa em seguida.

– Eu te amo. – disse Quinn ajeitando-se e aninhando o corpo nu de Rachel contra o seu.

Notas finais
Gente, hoje estava dando uma olhada em um outro site de postagem de fic's e fiquei bem chateada em ver que haviam plagiado uma das histórias da Laila, que sempre escreve Brittana. Perguntei a ela se o perfil era dela, apesar de ser outro nome e ela me disse que não e já denunciou a história. Galera, além de ser muito feio copiar a história dos outros e publicar como sua, também é crime. Não esqueçam disso. Se alguém se der conta desse tipo de coisas denuncie a história e o perfil. A gente escreve porque gosta e quer agradar à quem lê, não é justo que a gente se esforce para criar e outro simplesmente pegar.