Abençoada pelos Deuses
16 Kathe? Não, Sophia. (Parte I)
Notas iniciais
^_^
Lembrando que a historia de Olimpia e que parte Olimpia em si são criações minhas, e que muitos detalhes aqui não são usados pelo tio Riordan.
Katherine jamais havia pensando na possibilidade de ir embora sem dar nenhuma explicação. Mas a partir do momento em que montou em um pégaso e deixou a Colina Meio-Sangue para trás... sentiu um peso enorme ser tirado de cima de seus ombros. Talvez fosse egoísmo, mas conseguir respirar aliviada por deixar tudo para trás estava fazendo muito bem a ela. Percebeu naquele momento que não importava as consequências. É a escolha certa.
Depois do que para ela pareceu ser um pouco mais de meia hora de voo, o pégaso a deixou em um local conhecido.
Olímpia renascida. Era assim que a própria deusa chamava sua Mansão e a cidade recém-descoberta por Jason.
Jason. Ele ficará com raiva quando descobrir que partir. Kathe sabia disso.
─ Por que precisei voar se eu podia simplesmente pegar o atalho na floresta do acampamento? ─ perguntou se aproximando de Olímpia.
─ Por que chamaria muita atenção, seria fácil descobrir onde estava escondida. É bom deixarem que pense que foi para bem longe. E de certa forma foi ─ respondeu Olímpia sorridente.
─ Como assim? ─ questionou a garota, confusa.
─ Esse é o lugar mais magico de toda a Grécia. Só consegue chegar até ele quem recebe minha autorização ou quem encontra um dos atalhos, como o seu amigo Jason ─ explicou ela.
─ Magico de que forma?
Olímpia a olhou divertida.
─ Onde acha que estamos? Em que parte do mapa?
─ An... Estados Unidos ─ respondeu Kathe sem entender.
─ Nada disso ─ negou Olímpia ainda sorridente e orgulhosa ─ Estamos na parte mais antiga da Grécia. Escondida entre as ruinas dos templos, está essa cidade magnifica. Minha própria cidade.
Katherine se aproximou da colina e analisou a cidade de Olímpia, ainda estava bem conservada, no entanto, deserta.
─ Venha, vou mostrar seu quarto.
Elas adentraram a Mansão já conhecida por Kathe e foram até o segundo andar. Para Kathe, tudo parecia ser retirado da Grécia, por isso não negou o fato de que estavam mesmo na parte esquecida da Grécia Antiga.
─ Esse lugar é lindo... ─ comentou observando cada detalhe.
─ Isso só reforça o fato de sua é mesmo Grega ─ revelou Olímpia sem fita-la ─ Qualquer um acharia toda essa estrutura no máximo... interessante, digna de analise e fotos. No entanto, alguém que tenha a alma grega de fato, irá ver algo muito mais bonito do que uma simples estrutura.
Passaram por mais algumas portas até Olímpia parar na única em que a porta branca e não bege como as outras.
─ Esse é seu quarto ─ anunciou a deusa.
Kathe entrou sem pestanejar. O quarto era quase idêntico ao que tinha no Olimpo, somente pequenos detalhes mudavam.
─ A partir de hoje você é uma garota grega e não americana ─ avisou Olímpia ─ Jeito de vestir, treinar, viver... tudo será baseado na Grécia Antiga. Pense que agora está em tempo integral no Olimpo.
─ Estou em tempo integral em Olímpia. Eu acho isso muito melhor ─ admitiu Kathe rindo.
─ Paxton pode ficar aqui com você ─ concedeu a deusa ─ Tome banho, troque de roupa e descanse. Mas no pôr-do-sol estarei esperando por você no jardim de trás.
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─ O que vamos fazer agora? ─ quis saber Poseidon pensativo.
─ Como assim? ─ questionou Athena voltando a prestar atenção na conversa.
─ Não temos mais a Kathe ─ lembrou o deus dos mares ─ Não é ela que vai impedir a guerra iminente?
─ Ela é uma peça importante em tudo... ─ admitiu Zeus novamente.
─ Olímpia garantiu que Kathe voltará ─ comentou Athena.
─ Mas ela voltará a tempo? Não temos nem suspeitas de quando essa batalha irá começar! ─ exaltou-se Poseidon.
─ Pelo modo em que Érebo e Gaia estão reconstruindo suas forças, diria que o dia está bem próximo ─ revelou Ares causando murmúrios entre os deuses.
─ Estamos ferrados... estamos ferrados ─ murmurava Apolo.
─ Você pode parar de dizer isso? É algo que não nos dá muita motivação sabia? ─ irritou-se Afrodite.
─ Só você não percebeu que estamos em um grande perigo? ─ explodiu Apolo levantando-se e se aproximando de Afrodite que se levantou no mesmo instante.
─ É claro que eu percebo o perigo Apolo! Mas o quer que eu faça!? Mande todos se preparem para a guerra e atacar!? ─ exclamou a deusa do amor, furiosa.
─ É exatamente o que devia fazer ─ respondeu Apolo seco fazendo-a revirar os olhos ─ Você devia nos preparar!
─ Meu dever é defender o Olimpo! ─ corrigiu a deusa ─ Não posso começar uma guerra e colocar todos em risco!
─ Acalmem-se vocês dois ─ pediu Athena se levantando.
─ Apolo está certo ─ defendeu Dionísio ─ Afrodite deveria fazer algo para nos ajudar.
─ Eu já teria feito ─ implicou Zeus.
─ Cala a boca, ninguém pediu sua opinião ─ disse Ártemis estressada.
─ Olha como fala comigo... ─ avisou Zeus fazendo seu raio mestre faiscar.
─ Zeus, acalme-se ─ pediu Poseidon ─ Não queremos criar uma guerra entre nós mesmo.
─ O melhor seria nos dividir e conquistar ─ sugeriu Hermes entrando na discursão.
─ Para de falar merda Hermes ─ cortou Poseidon ─ Nos dividir é a pior ideia no momento!
─ Você bem que podia respeitar a opinião dos outros... ─ disse Hermes sarcástico enquanto o fuzilava com o olhar.
─ Eu respeito quando a opinião é pelo menos valida em uma situação perigosa como essa ─ replicou Poseidon avançando.
─ Poseidon... ─ repreendeu Afrodite.
─ Você não tem autoridade aqui Poseidon ─ implicou Ares.
─ E você muito menos, traidor.
Furioso, Poseidon avançou contra Ares.
─ Poseidon! ─ guinchou Athena.
Todos a encararam. Athena se curvava de dor enquanto colocava as mãos no ventre. Algo estava errado. Afrodite e Poseidon correram até ela, preocupados.
─ O que houve Athena? O que está sentindo? ─ soltou Poseidon segurando-a.
─ Esta doendo muito ─ Athena conseguiu dizer.
─ Você ficou muito nervosa, deve ter feito mal à criança ─ comentou Afrodite.
Sem pensar duas vezes, Apolo se aproximou de Athena em apoio.
─ Tente se acalmar Athena. Respire fundo.
─ Estou tentando ─ respondeu Athena.
Poseidon pôs a deusa no colo e virou-se para Apolo.
─ Vá para Atlântida. Ajude-a.
E com isso sumiu.
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─ Se você não se concentrar, não vai conseguir usar seus poderes corretamente ─ disse Olímpia pela terceira vez.
A deusa estava há quase uma hora nos jardins de seu Templo tentando fazer Katherine se concentrar. Mas não estava tendo muito sucesso.
─ Eu tenho Deficit de Atenção! ─ lembrou Kathe ─ Sabe o quanto é difícil para um semideus se concentrar!?
─ Você vai ter que conseguir ─ insistiu Olímpia inexpressiva ─ Você vai ter que superar os próprios limites se quiser ter algum controle sobre seus poderes. Tente de novo!
Kathe bufou e voltou a fechar os olhos.
Concentração.
Esquecer tudo e todos.
Encontrar uma motivação.
E pela quarta vez naquele dia abriu os olhos, frustrada. Estava sendo mais difícil do que imaginava.
Dias se passaram desde que Kathe chegou à cidade de Olímpia. Não teve grandes avanços em seu treinamento, mas ela sabia que precisava ser mais rápida do que isso, não havia muito tempo para gastar. Sozinha no jardim ela respirou fundo. Afastou-se ainda mais do Templo de Olímpia e escondeu-se entre as arvores, sentando embaixo de uma delas.
Voltou a fechar os olhos e se concentrar. Dessa vez não esvaziou sua mente como havia feito na maioria das tentativas anteriores, simplesmente deixou tudo fluir na sua mente.
E tentou novamente.
Ela colocou as mãos no chão e tentou sentir tudo ao seu redor. De acordo com Olímpia, ela podia conseguir isso caso estivesse concentrada. E ela estava.
Havia uma espécie de lago há alguns metros dali, parte do oceano. Kathe podia sentir, quase ver que tem uma caverna subterrânea que faz ligação direta com o mar. Deve ser um dos atalhos que Olímpia falou, pensou Kathe.
Abriu os olhos e tentou se concentrar somente na agua do mar. Tentar traze-la para si. E pelo formigamento em suas mãos, estava conseguindo.
Ela ouviu o barulho da movimentação da agua e logo depois viu Paxton correr na direção oposta. Logo atrás dele uma enorme onde se aproximava, parecia aumentar cada vez mais.
─ Opa ─ lamentou Kathe se levantando.
A água avançou violentamente pelas arvores, arrancando plantas menores. E de repente parou, como se estivesse congelado. Kathe olhou ao redor procurando a resposta para tal evento.
─ Concentração demais pode ser perigoso ─ alertou Olímpia divertida.
Kathe a fitou. A deusa estava com as mãos erguidas elegantemente. Com um aceno seu a água recuou um pouco, mas não foi embora.
─ Pode devolver a água para o seu devido lugar? ─ pediu Olímpia ─ Parece que estou perdendo a autoridade com esse lugar...
Kathe respirou fundo e forçou a agua para voltar ao seu devido lugar.
─ Isso é um grande progresso ─ parabenizou a deusa ─ Qual era o problema antes? Minha companhia?
─ Não, nada disso ─ Kathe apressou-se em negar ─ Acho que meu nervosismo bloqueia tudo quando estou na companhia de outras pessoas.
─ Então o problema era mesmo minha companhia...
─ Não-
─ Calma Katherine... ─ pediu Olímpia o que seria um ataque de desculpas ─ Eu tinha o mesmo problema que você antes de aceitar meus poderes. Você é muito parecida comigo...
Kathe analisou a deusa a sua frente pela primeira vez. Cabelos castanhos escuros e bem longos, meio ondulados, olhos claros... uma mistura entre o azul e o verde, pela branca, sorriso acolhedor e gestos suaves. Poderia ser uma princesa... Uma princesa autoritária.
─ Muito obrigada por estar me ajudando...
─ Não é um grande sacrifício ─ divertiu-se Olímpia ─ Muito menos uma obrigação.
Kathe a surpreendeu com um abraço e um sussurro.
─ Obrigada mesmo... mãe.
Os olhos de Olímpia brilharam e um sorriso brotou em seus lábios.
─ É meu dever garantir que você vai se sair bem nessa, filha.
Elas se afastaram.
─ Eu sei que eu prometi mais tempo ─ começou Olímpia ─ Mas eu realmente não posso mais adiar. Meu prazo acabou.
─ Eu entendo ─ garantiu Kathe tentando sorrir ─ Quando vai ser?
─ Esta noite, na cidade. E seu treinamento continuará até estar totalmente pronta.
─ Na cidade? ─ confundiu-se Kathe ─ Mas está deserta.
─ Deserta? ─ a deusa arqueou uma sobrancelha ─ Não, não. Os moradores são apenas discretos demais.
Foi a vez de Kathe arquear a sobrancelha. Olímpia apenas riu e apressou:
─ Está ficando tarde, vá se arrumar. Duas amigas irão ajudar você.
Kathe concordou e correu até o Templo.
Naquele momento Olímpia percebeu que havia feito a coisa certa quando decidiu contar a verdade à Katherine. Ela contou até demais. No entanto, não se preocupou com isso. Ela esperou por Kathe durante setecentos e trinta e sete anos, e quando finalmente ela nasceu, teve que esperar mais treze anos para encontra-la novamente.
Olímpia não se arrependia de nada. E isso era um problema.
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Kathe correu até seu quarto sem esperar por Paxton que tentava acompanha-la.
Mesmo ofegante, quando abriu a porta, paralisou.
─ Annabeth!?
A sua frente estava uma garota loira tentando parecer emburrada.
─ Como ousa ir embora sem se despedir? ─ questionou a loira cruzando os braços.
─ O que faz aqui? Como conseguiu entrar? ─ questionou Kathe entrando e fechando a porta em seguida.
─ Sua nova mãe me pediu para ajudar você na cerimônia de hoje a noite ─ respondeu a loira emburrada ─ Em uma hora ela me explicou tudo o que você devia ter dito há dias.
─ Desculpa, mas eu não sabia se podia contar ─ tentou Kathe com um sorriso amarelo ─ Pensei que ela tivesse falado de duas amigas dela e não minhas.
─ Na verdade é uma amiga sua e outra dela ─ corrigiu Annabeth indicando uma mulher no canto.
─ Meu nome é Victorie, vou ajuda-la na preparação ─ disse a morena suavemente.
─ Chega de enrolação. Vamos começar ─ apressou Annabeth.
Victorie colocou uma caixa sobre a cama e abriu-a. De dentro tirou um longo vestido azul marinho de seda e uma coroa feita de diamantes.
─ Por que terei que usar uma coroa? Que clichê ─ resmungou Kathe.
Annabeth revirou os olhos.
─ Por que você também será coroada Rainha dessa cidade, na verdade patrona, mas aqui dá no mesmo ─ respondeu Victorie indiferente.
─ Como assim Rainha!? ─ exclamou Kathe sem acreditar.
─ Isso é questão de logica Kathe ─ respondeu Annabeth pacientemente ─ Se Olímpia irá passar o cargo para você, logicamente também irá passar o trono.
─ Nada disso ─ negou Kathe ─ Ser deusa com poderes estranhos é uma coisa, ser Rainha de uma cidade é outra completamente diferente.
─ Você pode até ter razão... ─ concordou Victorie ajeitando o vestido sobre a cama ─ Mas agora é tarde para voltar atrás.
─ Espera ─ pediu Kathe pasma ─ Vou ser uma deusa!
Annabeth revirou os olhos novamente e Victorie riu.
─ E a partir das oito da noite será uma Rainha ─ lembrou a morena.
Kathe arregalou os olhos assustada.
─ Ela só está nervosa ─ sussurrou Annabeth para a outra mulher ─ Acorde Kathe ─ chamou a loira rindo ─ Você tem um vestido para colocar.
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─ Ela está pronta? ─ perguntou Olímpia batendo na porta.
─ Sim ─ respondeu Victorie enquanto abria a porta.
─ Digna de uma deusa... ─ parabenizou Olímpia ao ver a filha.
Kathe usava o vestido azul marinho, longo e com algumas pedras em seu comprimento que brilhavam quando se movia, seus cabelos estavam graciosamente presos. Parecia calma, a não ser pelo leve rubor em suas bochechas.
─ Envergonhada? ─ verificou a deusa divertida.
─ Nervosa ─ corrigiu Kathe crispando os lábios.
Então o sorriso de Olímpia desapareceu.
─ O que houve? ─ quis saber Annabeth.
Olímpia respirou fundo e disse:
─ Iris, mostre-me o Acampamento Meio-Sangue.
Na parede do quarto de Kathe uma imagem se formou. Mostrava o Acampamento. Mas havia algo errado.
─ O que houve com eles? ─ assustou-se Kathe.
Todos os campistas deveriam estar treinando nesse horário, em vez disso, todos estavam em sono profundo no chão, como se estivesse sido apagados sem qualquer aviso e caíram no mesmo lugar que estavam quando conscientes.
─ Cronos... ─ antecipou Annabeth.
─ Exatamente ─ concordou Olímpia sem hesitar ─ Todo o país parou. Todos inconscientes.
─ Como podemos ajuda-los? ─ apressou Kathe.
─ Ganhe o cargo e isso bastará para quebrar o poder de Cronos.
─ Mas não é isso que irei fazer em algumas horas?
A deusa respirou fundo mais uma vez e respondeu:
─ Temos um problema. Todos já estão inconscientes em algumas horas... e para ganhar o cargo você precisa ter pelo menos quinze anos.
─ Quinze anos? ─ exclamaram Annabeth e Kathe em uníssono.
─ Como assim? Vou ter que esperar mais dois anos!? ─ verificou Kathe irritada ─ Mas eles vão morrer de fome!
Annabeth bufou.
─ Ela não disse que deveria esperar dois anos... ─ observou Victorie sorrindo ─ Ela já encontrou uma saída.
As três encararam a deusa esperando uma resposta.
─ Sim eu encontrei. Só queria deixa-las a par do que estava acontecendo...
─ O que está esperando? ─ apressou Kathe.
─ Eu vou doar dois anos da minha vida para cada pessoa no planeta ─ explicou Olímpia ─ Será muito parecido com um salto no tempo.
─ E você pode fazer isso!? Não vai morrer? ─ verificou Annabeth.
─ Eu sou uma deusa, de qualquer forma viverei para sempre ou pelo menos milhares de anos. É um privilegio meu poder doar esses anos ─ esclareceu a castanha ─ No máximo eu ficarei fraca por alguns dias.
─ Certeza? ─ certificou-se Kathe desconfiada.
─ Veja e confirme ─ disse Olímpia estendendo a mão para a filha.
Kathe aceitou hesitante. Momentos depois um clarão cegou todos. Kathe sentiu um forte e incomodo formigamento percorrer todo o seu corpo, por instinto tentou se soltar, mas Olímpia segurou sua mão ainda mais firme.
─ Aguentem só mais um pouco... ─ pediu a deusa com a voz abafada.
Katherine fechou os olhos com força, tentando ignorar todas as sensações estranhas que passavam por sua mente e pelo seu corpo.
E sem aviso, parou.
Kathe abriu os olhos, temerosa. Não sabia se queria ou não perceber as diferenças do seu corpo agora.
─ Agora vocês têm seios ─ brincou Olímpia rindo.
─ E você tem cabelos brancos ─ replicou Kathe.
Olímpia encontrou duas mechas de seu cabelo totalmente brancas.
─ É só um efeito colateral... ─ defendeu-se a deusa indiferente ─ Estou ficando velha, finalmente.
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Uma multidão de moradores de Olímpia formava um circulo no centro da cidade, todos em volta de um pequeno palco, dentro de um “pequeno” Templo Sagrado, onde a própria deusa já esperava por sua filha. Aquela que receberia a responsabilidade de cuidar de tudo que ela um dia cuidou.
O Templo sempre era caracterizado por varias estatuas dos deuses e pelos fios de ouro que caiam sobre elas e fitas vermelhas que representavam o poder que o sangue tinha para a cidade. Bem atrás do altar também havia doze tronos, como no casa de Olímpia, a diferença é que estes estavam ocupados.
Todos os Deuses Olimpianos estavam presentes, nem tanto para ver a garota como rainha, mas principalmente para oficializa-la como deusa. Afinal, esse era um cargo do próprio Olimpo.
─ Preparem-se para receber A Escolhida ─ avisou um guarda grego da porta.
A Escolhida. Era assim que muitos ali chamavam Katherine, mesmo sabendo que o cargo passava de geração após geração. Por sangue.
Olímpia olhou novamente para O Mestre, o morador mais sábio e sagrado daquela pequena cidade, um deus menor quase esquecido pelo mundo, mas muito respeitado em Olímpia.
─ Não se preocupe minha filha, ela está pronta ─ confortou o Mestre.
O Mestre estava no altar do Templo, ao lado de uma mesa onde estava a coroa que esperava pela garota. Finalmente Kathe entrou no Templo, olhou em volta estranhando toda aquela atenção. O colar da Benção dos Deuses parecia pesar cada vez mais. No entanto, ela precisava manter a calma agora.
Olhar para os deuses presentes não ajudou muito, logo tratou de prestar mais atenção no Mestre que coordenaria sua cerimônia. Ela chegou ao altar tentando não tremer.
─ Moradores da cidade Olímpia, Deusas e Deuses Olimpianos ─ saudou o Mestre fazendo uma reverencia especial para os Olimpianos ─ Estamos todos aqui presentes no Templo Sagrado de Olímpia para celebrar a Coroação e a vida eterna de Vossa Alteza, Katherine Foster.
─ Sentem-se ─ pediu ele.
Quando Kathe ia perguntar “Onde?”, dois tronos apareceram um pouco mais afrente da mesa. Olímpia sentou em um e Kathe sentou ao seu lado. Segundos depois a coroa que descansava sobre a mesa sumiu e reapareceu sobre a cabeça de Olímpia. Quase no mesmo instante o Mestre a tirou e no lugar apareceu uma coroa de loiros prateada, a representando como deusa.
O senhor ficou ao lado de Kathe com a coroa um pouco acima de sua cabeça, quando os Três Grandes levantaram-se e aproximaram-se dela.
─ Eis o cálice que contém a vida eterna ─ começou Zeus fazendo uma pequena reverencia enquanto erguia um cálice dourado ─ É através dele que o poder da imortalidade e da eternidade é passado para aqueles que merecem.
Hades avançou lentamente e entregou o cálice à Kathe.
─ Beba tudo.
Kathe estranhou o liquido dourado dentro do cálice e hesitou.
─ Apenas beba ─ insistiu o deus do Submundo.
A garota deu de ombros e bebeu , ignorando o odor estranho. O Mestre continuou, enquanto colocava a coroa nela:
─ Katherine Foster, pelos poderes e privilégios a mim concedidos pelos Deuses Olimpianos e mais antigamente, pelos Titãs ─ a coroa desfigurou-se e se transformou em uma coroa de loiros de ouro, com algumas folhas vermelhas ─ Eu a declaro Sophia Katherine, Rainha de Olímpia e Deusa Olimpiana, mãe e criadora do Olimpo.
Sophia!?, assustou-se.
No mesmo instante Katherine sentiu a diferença. Um novo formigamento, dessa vez quase doloroso. Ela sentiu seus cabelos crescerem e seus olhos arderem. Tudo isso fazia parte?
Meros minutos depois ela levantou, assustando uma maioria. Ela estava diferente. Com os cabelos bem maiores e mais escuros, e seus olhos claros como os de Olímpia.
─ Você não parece muito com a Katherine Foster que conheci ─ admitiu Olímpia divertida.
Kathe, ou melhor, Sophia riu.
O Mestre pronunciou-se:
─ Salve Sophia, deusa dos deuses e do Olimpo.
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