AMOR EM CAMPO
28 Capítulo 27: Vestindo a Camisa
Notas iniciais

O ruído dos cadernos fechando e o arrastar de cadeiras indicavam que a aula de Microbiologia Avançada estava nos minutos finais. Rafaela terminava de copiar os últimos tópicos da lousa, a mente dividida entre a matéria e o relógio que avançava em direção ao seu turno na Páginas & Prosa.
— Antes que todos saiam — a voz grave do professor Brandão ecoou pelo laboratório. Ele se posicionou à frente da bancada principal e ajeitou os óculos. — Tenho um comunicado oficial. Há três semanas, sediamos a Feira Anual de Microbiologia. Hoje pela manhã, a reitoria finalizou a homologação das notas. É com enorme satisfação que anuncio que o nosso projeto de bioprospecção fúngica conquistou o primeiro lugar geral.
O grito de alívio de Mariana ecoou alto, seguido por um palavrão entusiasmado de Théo. Os dois puxaram Rafaela para um abraço eufórico.
— A Alemanha é nossa, cacete! — Théo comemorou entre risos.
— A credencial de vocês para o Simpósio Internacional já está confirmada, com custeio integral — Brandão completou, estendendo a mão para cumprimentá-los. — O trabalho foi impecável, mas a clareza da sua defesa na bancada, Rafaela, foi o diferencial. Parabéns.
— Obrigada, professor. Muito obrigada — Rafaela respondeu, a voz vacilando ligeiramente pelo misto de cansaço e euforia.
Quando a movimentação começou a diminuir, ela encostou-se na bancada de inox, as mãos ainda tremendo de leve. Foram meses de noites mal dormidas e malabarismos exaustivos entre as pesquisas e a livraria. A sensação de validação lavava sua alma.
Tirou o celular do bolso do jaleco e abriu a conversa com Gabriel:
Rafaela: Tenho uma novidade. Nós ganhamos. Primeiro lugar na feira.
Rafaela: Eu vou para a Alemanha.
Três pontinhos surgiram na tela e desapareceram, substituídos de imediato por uma chamada de vídeo. Gabriel apareceu sentado no banco do vestiário, o cabelo úmido e ainda vestindo o uniforme de treino escuro.
— Puta que pariu, mentira! — ele disparou, um sorriso luminoso tomando conta do rosto. — Você tá falando sério, nerdzinha?!
— Seríssima! O nosso projeto levou a nota máxima e a bolsa integral.
Gabriel levantou-se do banco no mesmo instante, sem se importar com a gritaria dos outros atletas ao fundo.
— Eu sabia! Porra, eu sabia que você ia atropelar todo mundo naquela banca! — Os olhos dele brilhavam através da tela com admiração genuína. — Onde você tá? Me espera aí. Tô indo te encontrar atrás da arquibancada do setor norte.
— Gabriel, eu preciso ir para a livraria...
— Me dá dez minutos — ele a cortou, já puxando a camiseta limpa da mochila. — Você não vai comemorar isso sozinha num ônibus lotado. Me espera lá.
Antes que ela pudesse argumentar, a chamada foi encerrada.
Quando Rafaela alcançou a estrutura de concreto atrás do centro esportivo, encontrou Gabriel encostado ali, com a respiração curta da corrida. Assim que a viu, deu dois passos largos, envolveu a cintura dela e a ergueu do chão num abraço apertado.
— Minha garota é um gênio! — murmurou contra a pele do pescoço dela, rindo enquanto a colocava de volta no piso. — Eu tô morrendo de orgulho de você, Rafa.
Gabriel a beijou com entusiasmo, selando a comemoração num toque quente e demorado. Quando se afastaram, ele manteve a testa colada à dela, o polegar deslizando suavemente pela maçã do rosto de Rafaela.
— Escuta… Eu te chamei aqui para te dar os parabéns direito, óbvio, mas também porque essa sua vitória me deu a coragem que faltava para te fazer um pedido.
Rafaela o encarou, desconfiada.
— Que tipo de pedido?
Gabriel confirmou com a cabeça, a expressão suavizando para algo calmo e transparente.
— Por mais que eu adore ficar com você nesses cantos escondidos do campus… você é minha namorada agora. E está conquistando o mundo. — O polegar dele desceu para acariciar o dorso da mão dela. — Não acha que está na hora de a gente assumir isso de vez?
Rafaela sentiu o estômago dar uma leve reviravolta.
— Como assim?
— Nós temos um jogo importante neste sábado — Gabriel explicou, sustentando o olhar. — E eu quero que você vá. Não escondida na arquibancada superior, mas como minha namorada. Quero você lá por mim, do mesmo jeito que eu estou aqui por você.
As palavras pairaram entre os dois.
O primeiro impulso de Rafaela foi erguer a guarda habitual. Vieram os olhares curiosos, as fofocas nos corredores e a memória incômoda de pessoas como Brunna. Ela não queria transformar o relacionamento em espetáculo acadêmico.
Mas Gabriel permaneceu em silêncio, apenas esperando.
Não havia cobrança em sua postura, muito menos arrogância. Desde o primeiro dia, ele vinha aprendendo a respeitar o ritmo dela. Agora, depois de vibrar com tanta sinceridade pela conquista científica da namorada, só queria dividir a sua própria vitória no gramado.
Rafaela soltou o ar devagar, encarando os olhos castanhos do capitão.
— Tá bem… — cedeu, um traço divertido surgindo nos lábios. — Eu vou.
A satisfação estampada no rosto de Gabriel foi imediata.
— Perfeito. Você não faz ideia do quanto isso significa pra mim, nerdzinha.
— Agora preciso ir — ela apontou para o relógio, tentando conter o rubor quente que subia pelo peito. — Senão meu chefe vai achar que peguei o voo para a Alemanha hoje mesmo.
— Queria te levar até lá — disse ele, adotando uma falsa seriedade —, mas, se eu rodar por falta, o máximo que você vai ver no sábado é me ver esquentando o banco de reservas.
— E de quem seria a culpa? — provocou, ajustando a alça da mochila.
— Totalmente sua, por me deixar desnorteado desse jeito.
Antes que ela pudesse rebater, ele roubou um último selinho.
— Mais tarde eu te ligo. A gente combina tudo do sábado.
Gabriel seguiu em direção ao bloco de Saúde, acenando antes de virar o corredor. Rafaela permaneceu parada por alguns instantes, observando-o sumir entre o fluxo de estudantes.
Uma parte dela ainda temia a exposição do fim de semana.
A outra mal podia esperar.
Na sexta-feira, quando Gabriel estacionou em frente à livraria, segurava um embrulho retangular com um cuidado incomum.
Esperou que Rafaela se despedisse dos colegas de balcão e cruzasse a porta de vidro.
— Eu queria te entregar isso — disse, estendendo o pacote assim que ela entrou no carro. — Quero que use amanhã.
Rafaela arqueou as sobrancelhas e desfez a embalagem.
Era a camisa oficial dos Falcões. Tecido preto brilhante, detalhes em dourado reluzente, com o nome GABRIEL e o número 10 gravados nas costas.
Ela deslizou os dedos pelo tecido liso.
— Por que você quer que eu use isso?
Gabriel deu de ombros, embora a expectativa em seu olhar fosse evidente.
— Porque quero que todo mundo saiba que você está comigo. Quero que você faça parte disso.
Rafaela ergueu os olhos, tocada pelo gesto.
— Você realmente tem um jeito nada discreto de me puxar pro seu mundo.
— Nunca fui o tipo sutil, nerdzinha. — Ele exibiu um sorriso enviesado. — Não é à toa que jogo no ataque.
Ela riu baixo, guardando a peça com carinho.
— Tudo bem. Eu uso.
A expressão dele se abriu em satisfeita.
— Vai ser meu amuleto da sorte.
O sábado amanheceu com um céu azul limpo, típico de dia de decisão. No quarto, Rafaela encarou o próprio reflexo no espelho antes de passar a camisa pela cabeça.
O tecido ficou folgado nos ombros e o número dez nas costas ocupava quase toda a extensão do tecido escuro. Aquilo não era apenas um uniforme; era uma declaração pública.
Combinou a peça com uma calça jeans escura e deixou os cabelos soltos em ondas volumosas. Manteve a maquiagem leve, destacando apenas o viço natural da pele.
Quando desceu no campus, o impacto visual foi instantâneo. Vários estudantes viraram a cabeça; alguns cochicharam. Rafaela não se deteve para decifrar as reações. Apressou o passo, ignorando os murmúrios nos corredores.
Já acomodada em um setor central da arquibancada, avistou Letícia subindo os degraus. Acenou, chamando a amiga. Assim que Letícia bateu os olhos na camisa, estancou no meio do caminho, com os olhos arregalados e um sorriso cúmplice tomando conta do rosto.
— Olha só você…
Rafaela cortou na hora:
— Nem começa. É só uma camisa.
Letícia sentou-se ao lado, apontando para o número dourado:
— Isso não é só uma camisa, Rafa. É quase uma certidão de posse com o carimbo do Gabriel Duarte.
Rafaela tentou manter a pose séria, mas a diversão falou mais alto.
O apito inicial interrompeu a conversa e a partida começou.
Gabriel mantinha a postura focada em campo, mas seus olhos vasculharam a torcida até encontrá-la. A camisa dez, contrastando com a pele dela o fez abrir um sorriso instantâneo antes de voltar à marcação.
Rafaela acompanhava cada lance com o coração acelerado. Observava a velocidade dos passes, a precisão tática e a entrega física dele em cada dividida.
Aos vinte minutos, Gabriel dominou na intermediária, tirou dois marcadores com um drible curto e bateu rasteiro no canto direito. A rede estufou e o estádio explodiu. Em meio aos abraços dos companheiros, o olhar dele subiu direto para o setor onde ela estava.
Ela pulava, vibrando com a torcida. O capitão sentiu o peito arder de adrenalina pura.
— Meu Deus, esse garoto ainda vai me causar um colapso — Rafaela comentou, tentando recuperar o fôlego.
— Respira, amiga — Letícia zombou, rindo do entusiasmo dela. — Se você ficar nesse estado em todo jogo, não chega viva à semifinal.
Aos trinta e cinco do segundo tempo, o contra-ataque decisivo se formou. Gabriel recebeu em profundidade, limpou o zagueiro com uma finta de corpo e finalizou com frieza no ângulo.
A arquibancada veio abaixo. No meio da euforia, Gabriel correu em direção à grade próxima ao setor dela. Parou, fixou o olhar em Rafaela e uniu as mãos sobre o peito, desenhando um coração com os dedos antes de apontar na direção dela.
Letícia chacoalhava os ombros da amiga em meio aos gritos da multidão, enquanto Rafaela sustentava o contato visual, sentindo uma quentura confortável espalhar-se por todo o corpo.
Com o apito final confirmando a vitória, Gabriel subiu os primeiros degraus da arquibancada, a pele aquecida pelo esforço físico e o uniforme manchado de grama, sem se importar com a plateia ao redor.
— E aí… o que achou do espetáculo? — perguntou ele, a voz rouca pelo cansaço.
— Consideravelmente mais emocionante do que o primeiro — admitiu ela, mantendo o tom desafiador.
Gabriel aproximou-se, passando a mão pelos cabelos molhados.
— Mereço um beijo de comemoração da minha namorada ou não?
Rafaela cruzou os braços, fingindo avaliar a proposta:
— Acho melhor você passar no chuveiro primeiro. Está coberto de suor e terra.
Ele soltou uma risada limpa.
— Justo. Mas anota aí: vou cobrar com juros assim que sair do vestiário. Me espera? Quero te levar para comer alguma coisa.
Ela assentiu. Gabriel piscou em despedida e desceu rumo ao túnel de acesso.
Sob a água quente do chuveiro, Gabriel deixou a tensão muscular ir embora. A certeza de que estava no caminho certo com Rafaela era a melhor sensação da temporada.
Ao retornar para a área dos armários com uma muda de roupa limpa, notou Lucas guardando o material em silêncio. O zagueiro o encarava com uma expressão indecifrável.
— Então virou oficial mesmo, Gabriel? — Lucas quebrou o silêncio. — Vocês estão namorando?
Gabriel ajeitou a gola da camiseta escura e fechou a mochila, sem hesitar:
— Estamos. Pra valer.
Sem dar margem para piadas, despediu-se dos outros companheiros e acelerou o passo pelo corredor.
Encontrou Rafaela encostada perto da saída do complexo esportivo, ao lado de Letícia. Puxou-a para um abraço lateral, deixando um beijo carinhoso no topo da cabeça dela.
Letícia cutucou a amiga com o cotovelo:
— O número dez caiu muito bem nela, Duarte.
— Ficou perfeito — Gabriel concordou, a voz baixando para um sussurro cúmplice ao fitar a namorada. — Acho que ela devia adotar essa camisa pro resto da vida.
— Não infla o ego dele, Lelê — rebateu Rafaela, empurrando de leve o peito dele. — Onde a gente vai comer?
— O pessoal marcou naquela lanchonete perto da avenida. Pensei em passarmos lá.
Ela o olhou com ceticismo:
— Vai mesmo me jogar aos lobos logo depois do jogo?
— Relaxa — ele riu. — Se alguém folgar, sei que você bota todo mundo na linha em dois minutos.
Rafaela olhou para a amiga buscando apoio, mas Letícia já dava dois passos para trás:
— Nem pensar. Não tô a fim de aguentar o Daniel me chamando de Pinscher a noite toda; além do mais, tenho compromisso com o Gui, mas amanhã quero o relatório completo.
A amiga sumiu na direção do ponto. Gabriel entrelaçou os dedos nos de Rafaela enquanto caminhavam até o carro. Ela tentou soltar a mão ao notar os olhares curiosos no estacionamento, mas o aperto firme dele a manteve ali.
— Tá todo mundo encarando — murmurou.
— Deixa olhar. Você está maravilhosa hoje; a culpa é toda sua.
A lanchonete estava lotada de universitários. Ao fundo, os Falcões ocupavam uma mesa comprida, com garrafas e porções espalhadas.
Assim que Gabriel cruzou a entrada, conduzindo Rafaela, Diego levantou-se com estardalhaço:
— Caralho, o homem veio mesmo! E trouxe a primeira-dama!
— Pô, ela existe de verdade? — incitou Léo, o goleiro. — Achei que era lenda a mulher que fez o Gabriel dedicar gol e andar de mão dada.
— Não liga para eles, o oxigênio não chega direito na cabeça desse povo depois do segundo tempo. Prazer, eu sou Sabrina — A namorada loira do goleiro, cumprimentou Rafaela com um sorriso acolhedor.
— Eu achando que eles só eram bons de bola... — Rafaela brincou, acomodando-se ao lado dela. — Pelo visto, são melhores de fofoca.
— O Gabriel fugia de compromisso feito louco, garota — Léo gargalhou. — A gente precisava ver quem conseguiu colocar freio no artilheiro.
— Freio nada — Daniel interrompeu, mastigando batatas. — O Diego me contou que ela mantém o Gabriel em cativeiro porque ele é tipo um animal silvestre que precisa ser domesticado.
A mesa caiu na risada, com exceção de Lucas, que apenas observava a interação com os braços cruzados do outro lado da mesa.
Rafaela ergueu as sobrancelhas, simulando ofensa:
— Olha a calúnia, Daniel! Você está distorcendo minha analogia científica.
— Vai negar que me chamou de espécime não domesticado no nosso primeiro encontro oficial? — Gabriel provocou, apoiando o braço no encosto da cadeira dela e estufando o peito de orgulho. — Mas respeitem a mulher, tá? Vocês estão na presença da melhor pesquisadora do campus.
Daniel pausou o lanche, curioso:
— Pesquisadora?
— Exatamente — Gabriel declarou, com orgulho indisfarçável. — O projeto dela tirou nota máxima na Feira de Microbiologia. Venceu e garantiu uma bolsa completa para apresentar o trabalho na Alemanha.
— Caralho, Alemanha de verdade? — Diego arregalou os olhos.
— É sério isso? — Sabrina perguntou, visivelmente impressionada. — Cara, isso é incrível! Parabéns!
— Valeu — Rafaela sorriu, sem jeito com a repentina atenção voltada para sua vida acadêmica. — Foi puxado, mas valeu cada noite sem dormir.
— Qualquer dia desses ela patenteia a cura de alguma doença antes de pegar o diploma — Gabriel insistiu, entrelaçando os dedos nos dela sobre a mesa.
Rafaela deu uma cotovelada leve nele, sem conseguir esconder a satisfação:
— Fica quieto, Duarte, a sua cota de autopromoção já acabou — Rafaela brincou, pegando uma batata do prato dele. — Depois não vai reclamar que estou roubando seu posto de centro das atenções.
Gabriel acariciou a parte interna do pulso dela, usando a ponta dos dedos.
— Por que reclamaria? Estou adorando dividir os holofotes com você.
— Ei, pombinhos! Vão ficar nessa melação a noite toda? — Diego cortou, fingindo náusea.
Gabriel riu, levantando-se:
— Chega, bando de aproveitadores. Pela falta de consideração com a nossa futura cientista internacional, nossa conta fica por conta de vocês. Vamos, Rafa.
Ele estendeu a mão para Rafaela. Ela segurou seus dedos e se levantou.
A brisa fresca da noite os acolheu na calçada. Caminharam sem pressa até o sedan estacionado na esquina.
— Como me saí na estreia oficial como namorado? — ele quis saber.
— Passou raspando — ela provocou. — Exagerou um pouco nos elogios, mas dou desconto.
— Eu só estava constatando fatos. Gosto que eles saibam que minha namorada é brilhante pra caralho.
Ao chegarem ao carro, Gabriel girou as chaves nos dedos, encarando-a sob a luz do poste:
— Sabe, acho que você me deve o beijo da vitória.
— Devo? Não assinei contrato nenhum.
— Estava implícito no acordo moral pós-jogo: eu marco um gol para você e você recompensa o artilheiro.
Rafaela apertou os lábios para disfarçar o sorriso teimoso que a entregava.
— Um "acordo moral"? Que conveniente.
— Vai mesmo quebrar o trato? — A voz dele baixou uma oitava, dando um passo à frente.
Rafaela o puxou pela gola da camisa, eliminando a distância entre eles:
— Sorte a sua que eu honro meus compromissos, Duarte.
As mãos dele deslizaram pelas curvas da cintura dela. Rafaela enroscou os dedos no cabelo dele e aprofundou o beijo.
Quando se afastaram, Gabriel manteve um sorriso sereno nos lábios, acariciando os braços dela por cima da jaqueta.
— Me leva para casa antes que os seus amigos apareçam na esquina caçoando da gente — ela pediu num sussurro bem-humorado.
Dentro do sedan, enquanto cortavam as ruas silenciosas de Niterói, Gabriel manteve a mão estendida no console. Rafaela entrelaçou seus dedos nos dele, sabendo que, para além de qualquer placar, aquela era a verdadeira vitória.
Fale com o autor