Notas iniciais
Olá, meus amores! Bem-vindos ao segundo capítulo de AFTER YOU. Se vocês chegaram até aqui, significa que sobreviveram aos acontecimentos de YOU, YOU & ME e BEFORE YOU. Primeiro, obrigada por acompanharem essa história por tanto tempo. Vocês transformaram uma ideia maluca inspirada em YOU em uma saga inteira sobre amor, obsessão, família, escolhas e consequências. E falando em consequências...Este capítulo representa exatamente aquilo que nossos personagens sempre acreditaram merecer: felicidade. Edward voltou a ser Edward Cullen. Bella finalmente tem a família que sempre sonhou. Tony está crescendo cercado de amor. Bree encontrou um lar. E agora existe um novo bebê a caminho. Pela primeira vez em muito tempo, tudo parece certo. Mas vocês já conhecem essa história. Vocês conhecem Edward. Vocês conhecem Bella. E sabem que, quando a vida deles parece perfeita demais... normalmente é porque alguma tragédia está se aproximando. Então aproveitem cada momento de paz. Prometo que vocês vão sentir falta deles depois. Boa leitura! 🖤

CAPÍTULO 2 — NOSSO MILAGRE

POV BELLA

O som que preenchia a sala do consultório em Harley Street não parecia humano. Era rápido, ritmado, como o galopar de um cavalo selvagem ecoando pelo monitor do ultrassom. 154 batimentos por minuto.

Senti os dedos de Edward se entrelaçarem aos meus com tanta força que o metal de nossas alianças se pressionou contra a pele. Olhei para o lado e vi o homem que já enfrentou o submundo de Los Angeles com um olhar gélido ter os olhos completamente marejados. Ele não desviava a atenção da tela escura, onde um minúsculo ponto pulsava.

— Está tudo perfeito, Sra. Cullen — a médica sorriu, limpando o gel da minha barriga. — Um bebê forte e saudável.

No banco de trás do carro, na volta para Mayfair, o clima de triunfo era quase palpável. Edward dirigia com uma mão no volante e a outra firmemente pousada sobre a minha coxa, acariciando o tecido do meu vestido. Quando entramos na cobertura, Tony e Bree já nos esperavam na sala.

— E então? — Bree perguntou, levantando-se do sofá com o coração na mão. Tony, com seus quatro anos e os cachos castanhos bagunçados, correu até os meus joelhos.

Edward se abaixou, pegando Tony no colo com uma facilidade impressionante, e olhou para Bree com o sorriso mais aberto que já vi em seu rosto.

— Vocês vão ter um irmãozinho. Ou uma irmãzinha. Está tudo bem.

Bree soltou um suspiro trêmulo e cobriu a boca com as mãos, deixando as lágrimas caírem. Ela correu e me abraçou, um abraço apertado, cheio de alívio. Para Bree, aquele bebê era o batismo de que nossa família finalmente era sagrada, limpa de todos os pecados do passado.

— Eu vou ensinar ele a chutar a bola bem forte, papai! — Tony exclamou, jogando os bracinhos ao redor do pescoço de Edward.

— Vai sim, campeão — Edward sussurrou, beijando a bochecha do filho e depois olhando para mim por cima do ombro do menino. O olhar dele era puro ouro líquido. Uma promessa silenciosa de que ele seria o homem perfeito que nós merecíamos.

POV EDWARD

Mais tarde naquela noite, o apartamento finalmente silenciou. Bree havia levado Tony para a cama após horas de comemoração, e uma quietude calorosa se instalou na nossa suíte master.

Eu estava de pé na varanda, o terno jogado em uma cadeira, usando apenas a camisa social branca com os primeiros botões abertos. A brisa de Londres estava fria, mas eu sentia meu corpo arder. A imagem daquele ultrassom, o som daquele coraçãozinho... tudo aquilo havia me limpado. Eu ia começar a dar aulas na universidade na próxima semana. Eu seria o pilar. O tédio que eu sentira dias atrás sumira, substituído por uma urgência violenta de pertencer inteiramente à mulher que me deu tudo.

Senti as mãos macias de Bella escorregarem pelas minhas costelas por baixo da camisa. Ela colou o corpo quente contra as minhas costas.

— Você está pensando demais, Edward — ela sussurrou, mordendo levemente meu ombro.

Virei-me rapidamente em seus braços, prensando-a suavemente contra os batentes de vidro da varanda. Olhei para ela, a iluminação suave do quarto contornando as curvas do seu corpo, vestida apenas com uma camisola de seda preta que contrastava perfeitamente com sua pele alva. Ela estava tão linda que chegava a doer.

— Estou pensando em como eu sou o homem mais sortudo e perigoso do mundo por ter você — respondi, minha voz saindo rouca, pesada de desejo.

Segurei seu rosto com as duas mãos, colando nossos lábios em um beijo profundo, urgente. Não era um beijo calmo de casados; era o mesmo beijo faminto da nossa primeira noite em Los Angeles. Minha língua invadiu a sua boca com possessividade, e Bella arqueou o corpo, soltando um gemido baixo contra os meus lábios enquanto suas mãos puxavam os meus cabelos, puxando-me ainda mais para perto.

Meus dedos desceram pelo pescoço dela, encontrando a alça fina da camisola e puxando-a para baixo, expondo seus ombros. Distribuí beijos ardentes pela linha de sua mandíbula, descendo pelo pescoço até cravar os dentes de leve na curva da sua clavícula, fazendo-a arfar.

— Edward... no quarto... — ela pediu, a voz falhando enquanto suas pernas tentavam se enroscar na minha cintura.

Não esperei. Peguei-a no colo, os braços dela se prendendo ao redor do meu pescoço, e a levei para a imensidão da nossa cama. Deitei-a sobre os lençóis de algodão egípcio e me posicionei entre suas pernas, desabotoando o resto da minha camisa com pressa, sem desviar os olhos dos dela. O olhar de Bella estava escuro, as bochechas coradas, os lábios entreabertos pela respiração acelerada. Ela me queria tanto quanto eu a queria.

Minhas mãos mapearam o corpo dela, subindo pelas suas coxas, erguendo a seda da camisola até que não houvesse mais nenhuma barreira entre nós. Quando me juntei a ela, o mundo lá fora desapareceu. Cada movimento nosso era uma celebração de sobrevivência. Bella cravou as unhas nas minhas costas, puxando-me para o fundo dela, sussurrando o meu nome como uma prece profana enquanto nossos corpos se moviam em um ritmo perfeitamente sincronizado, quente e implacável. O calor da pele dela, o som dos seus gemidos abafados no meu ouvido, a forma como ela se prendia a mim como se eu fosse seu único chão no meio de um terremoto.

Chegamos ao ápice juntos, um colapso de espasmos, suor e respirações cortadas. Desabei ao seu lado, puxando-a para o meu peito, nossos corações batendo no mesmo ritmo frenético.

Ficamos ali por muito tempo, a cabeça dela pousada no meu peitoral, os meus dedos acariciando as suas costas nuas. A calmaria pós-tempestade era sublime.

— Eu te amo, Bella — sussurrei contra seus cabelos, sentindo uma paz genuína que eu achava que nunca experimentaria. — Nada vai estragar isso. Eu prometo. Dessa vez, vai ser diferente.

Bella ergueu os olhos, sorrindo com aquela doçura Higginbotham que escondia uma força de ferro, e beijou meu queixo.

— Eu sei que vai, meu amor.

Na manhã seguinte, acordei antes dela. Levantei-me da cama com um sorriso leve nos lábios. Olhei para a escrivaninha do quarto, onde o terno cinza-chumbo novo, a gravata alinhada e a pasta com as anotações sobre Dostoiévski estavam preparados para a minha estreia como professor de Literatura Inglesa na universidade na semana seguinte.

Eu tinha uma esposa que me adorava, um filho saudável, um bebê a caminho e uma nova carreira respeitável pela frente. Eu finalmente tinha domesticado os meus monstros.

O que eu não sabia, enquanto olhava pela janela ensolarada de Londres, era que no momento em que eu cruzasse os portões daquela universidade, o destino já teria colocado uma jovem brilhante chamada Katherine Santiago na primeira fileira da minha sala de aula.

E a minha paz estava com os dias contados.

Notas finais
E então...O bebê está saudável. A família está unida. Edward está feliz. Bella está feliz. Tony está feliz. Tudo parece perfeito. Perfeito demais. Quem acompanhou as temporadas anteriores sabe que os momentos mais perigosos da vida desses dois nunca foram aqueles em que estavam fugindo da polícia, escondendo corpos ou tentando sobreviver. Os momentos mais perigosos sempre foram aqueles em que eles acreditaram estar seguros. Porque é justamente aí que a obsessão encontra espaço para voltar. Neste capítulo tivemos a última grande fotografia da felicidade dos Cullen-Higginbotham. A partir daqui, as peças começam a se mover. Uma universidade. Uma sala de aula. Uma aluna sentada na primeira fileira. E um nome que deveria ter permanecido enterrado junto ao passado... Obrigada por lerem! Quero muito saber: 👶 Vocês acham que o bebê vai nascer? 🖤 Vocês acreditam que Edward realmente mudou? 👀 E quanto tempo vocês acham que vai demorar para ele perceber Katherine? Nos vemos no próximo capítulo. Com amor, Gio 🖤