ADN - Horizontes

1 Começando Mau


Notas iniciais
Aviso: era pra ter postado ontem, então tudo que está escrito vale como se hoje fosse domingo. Oi gente! Voltei para o Nyah! Fanfiction com mais uma fic da série ADN. Estou muito feliz por voltar, tenho dois capitulos adiantados (Então se não tiver conseguindo escrever vou postar do mesmo jeito) e umas ideias para o futuro. Senti muita saldade de vocês, por isso fiquei escrevendo o dia inteiro ontem. Demorei para voltar porque estava descansando, li cinco livros e meio (Divergente, Insurgente, Convergente, Percy Jackson e a Maldição do Titã, O Sobrinho do Mago e estou no final de O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa.) Nas notas finais dou os recados, deixo vocês com esse PRIMEIRO capítulo,

Tudo começou com uma dor de cabeça, provocada por uma discussão que já dura dias. Eu, Carina, defendo o lado da liberdade de escolha, e duvido que escolham viver o que vivo; a Fátima prefere obrigar as pessoas a fazer o que ela quer. Isso funciona com quase todos, eles tem medo dela, mas eu não obedeço como os outros, se acho que está errado defendo meu lado.

A alguns dias estamos discutindo sobre ela querer tirar a vida de alguém como tirou a minha. Depois da morte da Caroline, ela disse que precisava repor o membro que faltava , Elena e Maria não opinaram por medo, e como quem cala consente, elas defendem a Fátima.

Confesso que fiquei um pouco receosa, com medo dela me arrastar e me acorrentar numa das celas no andar inferior. Só que o mais importante era não colocar mais ninguém nessa história, mesmo que ela já estivesse no meio disso. Eu não admitiria que a filha da Carol, Serena, tivesse que encarar o mesmo que eu. E não gostaria que ela também ficasse presa com o Francis.

Nossa discussão estava controlada até eu cometer um erro terrível, citar o nome da Bruna. Toda mãe ama seus filhos, mas o que eu disse passou dos limites, deixando ela ainda mais brava. Eu disse :

– E o que vai fazer? Vai esconder tudo dela como esconde de mim? Porque, pelo visto, você só quer repor um membro nesse grupinho. Se for esse o caso, trás a Bruna também, aposto que ela seria bem útil para você.

Me olhou com raiva, e com razão, ela queria me matar e eu me arrependia cada vez mais por ter dito aquilo. Engoli em seco, obviamente eu seria punida, e pensar em ficar presa novamente me dava medo, imaginar um lugar completamente fechado e estar acorrentada lá dentro já era horrível, o pior era ter estado lá. Pensei em pedir desculpas, mas o estrago já estava feito, nada que eu dissesse iria me livrar.

– Fáti, não faça nada... Sem pensar. — disse Maria, tentava me ajudar, no entanto, o que ela queria mesmo era não deixa-la mais irritada.

– Quieta, estou pensando no que fazer com ela. — parecia estar gostando da ideia — O que você acha de rever o andar de baixo, Carina?

Gelei, respirei fundo e tentei pensar em alguma coisa. Ela chegou perto e eu me afastei, cada vez que Fátima avançava eu recuava o dobro da distância, enquanto dizia :

– Fátima, não faz isso, por favor. Eu faço qualquer coisa para não ir parar lá. É só falar.

– Você fala como se fosse morrer se ficasse presa por cinco minutos. Tem alguma coisa que queira me contar? — perguntou, fiz que não com a cabeça, porém estava óbvio em minha expressão que eu escondia algo — Então você reclama dizendo que quer a verdade sobre nós, mas não nos conta a verdade sobre você? Ótimo exemplo.

Não respondi, fiquei pensando em suas palavras. Se eu realmente quisesse saber algo precisava contar sobre mim primeiro, mas algo tão pessoal que eu só contava para as pessoas nas quais mais confiava não estava nesse nível. Caroline havia sido uma excessão, não contei nada a ela, a própria descobriu.

'Logo depois que perguntei "O que vocês tanto escondem?", ela disse que não importava e que eu só precisava saber que os pingentes tinham poder. Então lembrei de devolver o meu, levantei a manga da blusa e soltei o colar que estava enrolado como uma pulseira. Depois de devolver ri um pouco, pois lembrei que Francis havia pego o pingente errado, o que ele pegou era um comum que mandei gravar com o mesmo simbolo.'

Não notei quando ela chegou perto, mas ao tentar agarrar meu braço, acordei e esquivei. Não foi o bastante, ela deu um passo a frente e tive que recuar novamente. Fiquei tensa, porém Fátima pareceu ficar um pouco menos brava. Talvez só quisesse se divertir comigo, me fazendo ter que fugir dos ataques dela.

Foi isso que ela fez, no lugar de andar para frente, deu um passo para o lado. Era certo que se ela ficasse entre eu e a porta, seu joguinho estaria completo. Por isso, fui para o mesmo lado que ela, que deu um sorriso maligno, me deixando com medo. Era uma mistura de satisfação com uma vontade louca de me matar bem lentamente.

Na verdade, tudo que eu precisava fazer era sair correndo e fugir pela porta, mas algo me impediu. Não queria morrer, porém uma vontade louca de tentar escapar de Fátima prendendo ela na própria armadilha me consumiu. Daí em diante, bolei um plano absurdo e comecei a coloca-lo em prática.

Primeiro fingi estar sendo descuidadae fui em direção à porta, como eu já esperava, ela tentou me impedir de sair. Tentou me agarrar e eu desviei para o lado, em seguida, com a passagem aberta, consegui fugir dela indo em direção ao andar inferior. Ela me seguiu.

Já lá embaixo, e com ela na minha cola, corri pelo corredor procurando uma porta aberta, no meio dele havia uma, entrei e vi que era diferente da que Fátima tinha me prendido pouco antes daquele incidente acontecer, não tinha absolutamente nada dentro. "O que? Não tem nada? Então pra que...?" Quando entendi, me virei para sair e corri até lá antes que fosse tarde demais. "Não pode ser. Ela não pode ter pensado nisso. Será que foi sorte ou tudo planejado? Eu não acredito que caí nessa. Mas não importa mais, tenho que sair daqui, e rápido."

Quando cheguei em frente à porta, ela se fechou. Me assustei e, em seguida, me desesperei. Através de uma grade na porta, que ficava parecendo uma janelinha, vi Fátima. Ela ria, como se me tivesse pego numa armadilha. Estando presa ali, a única coisa que pude pensar em dizer foi:

– Fátima, me tira daqui, por favor. — meu coração começou a acelerar e acho que percebeu meu medo.

– Por que? Tem algum motivo mais importante para você não querer ficar? — perguntou, só para me irritar, pois já desconfiava.

Mesmo com medo de ficar presa por mais tempo, caí no jogo dela e meu sangue ferveu. Sem me importar com mais nada acabei respondendo:

– Não! Pode ir embora. Não me importa o que você acha, não tenho medo de você. Mesmo que eu fiquei louca aqui dentro.

Pareceu ter estranhado o que ouviu, mas não pediu explicações, apenas saiu de perto.

Poucos segundos se passaram antes de perceber o que havia feito, me arrependi no mesmo instante e engoli em seco.

O medo de antes voltou com mais força, pois agora eu estava sozinha. A agonia, as lembranças, tudo estava me torturando até ter um palpite sobre o lugar. "Se uma delas ficasse presa aqui e não tivesse mais ninguém lá, teria que ter uma chave do lado de dentro. Por favor, que exista essa chave."

Foi essa expectativa que me manteve normal, ou tão normal quanto eu podia ficar naquela situação. Saber que era possível sair dali poderia não parecer nada, principalmente sabendo que elas não me dixariam presa para sempre; mas para mim era a esperança de não ter que lembrar de tudo que passei.

Me agarrei àquela expectativa e passei a procurar uma chave. O lugar estava vazio e não era muito grande, por isso dava para ver tudo, e não havia nada. Mesmo assim, pensei que pudessem ter escondico para que a pessoa presa não achasse. Dei a volta no recinto passando as mãos nas paredes, que eram bem retas, por tanto qualquer elevação poderia ser uma pista.

A cada segundo a agonia era maior, com os olhos me desesperava querendo sair de lá; com eles fechados, tinha a sensação de que algo ia me acertar por trás e pelos lados. Isso estava me enlouquecendo e eu não conseguia achar nada, talvez aquela chave nem existisse, mas procura-la me ajudava a não ficar doida.

Depois de dar a volta no quarto, eu estava tremendo e, tentando me recompor para caso alguém aparecesse, olhei pela grade na porta. Acabei ficando mais calma, pois Elena estava lá. Sorri e contive a vontade de chorar, tentei transparecer tranquilidade e não consegui, a primeira coisa que disse foi:

– Me tira daqui, por favor.

– Não posso. Se eu te soltar, nós duas vamos presas. — explicou, enquanto se aproximava da porta.

Ao chegar bem perto, colocou suas mãos sobre as minhas, que estavam segurando a grade, e estranhou algo. Olhou em meus olhos e disse:

– Você está gelada, e aqui dentro não é frio. — por mais que eu tentasse, não conseguia disfarçar o medo, e ela viu — O que te fez ficar assim?

Olhei para o chão, não queria responder, não gostava de lembrar, muito menos de contar. Voltei a olhar em seus olhos, mas continuei calada, implorando mentalmente para que não me fizesse responder.

– Elena! — gritaram ao longe.

– Já vou! — respondeu, se virando para sair.

Quando percebi o que ela ia fazer, segurei seu braço e pedi, quase implorando:

– Não vai, por favor.

– Foi a Fátima quam me chamou, se eu for posso pedir para te liberar. — argumentou, no entanto nenhum argumento me convenceria de deixar ela ir — Além disso, são só alguns minutos.

– Não me importo com quanto tempo vou ficar aqui, só que... — parei de falar, não estava conseguindo, um nó se formou em minha garganta — Fica, por favor.

Tive que conter a vontade de chorar e forçar as palavras a saírem. Com Caroline havia sido mais fácil, porém ela me traiu, contou ao Francis meu medo, não fosse isso ele não teria me trancado naquele quartinho.

Ela olhou para mim tentando entender o motivo para eu estar agindo dessa forma. Fiquei implorando mentalmente para que ficasse, mas tudo que conseguia era sua expressão de interrogação.

– Elena! — chamou Maria, enquanto se aproximava — A Fátima está chamando, ela já conversou comigo, agora é a sua vez.

– Maria, vem aqui. — pediu, se soltando e saindo um pouco de perto.

Tentei ouvir a conversa, porém não sabia se tudo que ouvi estava certo, se tinha ouvido corretamente. Elas falaram em um tom baixo, quase não ouvi nada, apenas algumas frases que deram a entender que estavam falando sobre mim. Elena começou dizendo:

– ... Precisa soltar ela. — disse algo que não entendi e proceguiu — Tem algo errado, mas duvido que conte, ela está apavorada. — falou mais alguma coisa e Maria assentiu.

Então se dividiram, Elena foi ao encontro de Fátima e Maria veio em minha direção.

– Não se preocupa, tudo bem? — disse ela, fazendo que eu me sentisse como uma criancinha.

Era como se eu não quisesse precisar dos outros, mas precisava. Tentei conter o medo que ainda restava depois que ela apareceu, respirei fundo e tentando convencer a nós duas disso, falei:

– Eu estou bem, não tenho nada de mais.

Pareceu não acreditar e para confirmar chegou mais perto, segurou minhas mãos, que continuavam frias, e se afastou um pouco.

"Por que eu tinha que teresse medo idiota? Seria muito melhor ter medo de avião ou boneca, precisava ser logo esse? Quantas pessoas ficariam mais irritadas do que com medo de ficar aqui? Eu não podia fazer parte da maioria? Se fosse assim eu não estaria passando por isso, não estaria com medo e elas não me olhariam com cara de pena. Não aguento mais! Preciso perder esse medo, só não sei se vou conseguir."

Desencostei da porta e me virei, tudo que sentia antes voltou. Apoiei as costas na porta tentando me acalmar e fechando os olhos, deixando rolar uma lágrima pelo meu rosto.

Notas finais
Então? Ficaram com dó da Carry? Eu não, eu sou má. Brincadeira, mas não fiquei com dó. Vou dar os recados antes que esqueça. Criei um instagram e vou postar mais atualizações sobre a fic do que sobre mim (sou tímida), por enquanto só tem três postagens, mas sempre que for postar um capitulo vou postar uma foto de parte do texto da fic (mas não vai ter spoiler, vou embaçar a imagem). Pra quem quiser add, o nome é AnnyKichanny. O próximo recado é sobre as postagens, de agora em diante vou postar domingo, e alguns minutos antes uma postagem no instagram. O último e mais importante recado é: Espero escrever bem para inspirar vocês a comentarem cada vez mais. É triste ficar sozinha sem comentários. Se quiserem comentar esse podem ir, vou sair para ler minha fic favorita. Beijos!!!!!!