ADN - Como Tudo Começou
14 Uns Dias Antes
Notas iniciais
Oi! Desculpem o atraso, estive muito ocupada e sem animo para escrever. Hoje eu ia postar mais cedo, porém minha avó disse que era para montar a árvore de natal então: Feliz Natal!!!
Demorei todo esse tempo para aparecer porque meu celular estava sem crédito e eu não tinha o que fazer, a única coisa que fiz foi terminar esse episódio e ficar a toa na minha vidinha inútil (SQN).
Mas agora que voltei prometo postar outro episódio essa semana (só pra avisar hoje é domingo e ainda vou ter bastante tempo para escrever).
Não vou alongar muito as notas iniciais, deixo tudo para as finais. Até...
Enquanto voltávamos para casa tive a impressão de ver um vulto passando do meu lado, apressei o passo e voltei rapidamente.
O dia seguinte foi super normal, nada de inesperado aconteceu. A única coisa inesperada foi não ocorrer o esperado, eu pensava que Dav estaria nervoso desde aquele dia, por isso evitei chegar perto, mas ao invés dele começar a gritar quando falei com ele, as coisas simplesmente se acertaram e meu irmão se desculpou por ter feito aquilo comigo. Nós conversamos e ele até se ofereceu como guarda-costas pessoal e me levar para a faculdade, mas não aceitei, ele tinha que trabalhar e não chegaria a tempo se me levasse. Acabamos o café-da-manhã e saímos de casa juntos, ele atravessou a rua e eu virei à esquina, vi meus amigos reunidos no portão e fui em direção a eles. Durante o longo dia de aula eu só pensava em uma coisa: "Não consigo me concentrar mais, acho que vou... Faltar só mais um dia. Mas eu não sei ainda, desde o início do ano que ando faltando, será que isso significa que desde o início eu já não gostava daqui? E agora que tudo isso aconteceu, não sei o que vou fazer." Esse pensamento me deixou meio desconfortável, sair de lá no ano em que entrei não era uma hipótese que se pudesse dizer apenas sim ou não, era preciso refletir bastante, ver se essa era a coisa certa a se fazer. Voltei para casa logo depois, e esse pensamento veio comigo. Aquilo estava me deixando perturbada, precisava conversar com alguém, mas não podia ser qualquer um, tinha que ser alguém que soubesse verdadeiramente o que aconteceu para me deixar desse jeito. Nessa hora, as únicas pessoas nas quais eu poderia confiar, seriam o David e a Maria. No entanto, não seria nada fácil para mim conversar sobre esse assunto. Passei o dia todo tentando me concentrar nas lições enquanto esperava meu irmão chegar, ele tinha acabado de voltar de férias do serviço e, muito provavelmente, alguém entrou quando ele voltou. Três horas pareceram uma eternidade, e quando enfim ele chegou, não demorou muito para Teo querer conversar a sós. Já era a segunda vez em dois dias que ficavam sozinhos conversando, mas não perturbei, pois seu problema talvez fosse maior que o meu. E pela expressão do mais novo era urgente. Quando saíram do quarto pareciam mais aflitos que quando entraram. Pareciam preocupados com algo, que por sinal, estaria longe de me contar. Poderia ser qualquer coisa, do Francis até uma crise num relacionamento, não teria como saber, a menos que eu perguntasse. Em determinado momento, quanto Teo estava sozinho, cheguei perto dele e comecei a conversar:– O que você está fazendo? — perguntei fingindo tédio.– Pensando em umas coisas. — respondeu pensativo.– Que tipo de coisas? — "Chegando perto!" pensei.– Nada. — esquivou-se enquanto se levantava do sofá e saía de perto.– Não se preocupe, pode me contar. — "Por favor" pensei.– Não, não é nada. — o segui.– Você começou, agora termina. — disse eu e ele parou.– Nada. — disse sério olhando em meus olhos. Parecia ter ficado bravo, mas não o culpo. Eu estava realmente enchendo sua paciência. Pensei que esse fosse o melhor jeito de conseguir respostas, no entanto no final eu estava errada. Talvez eu devesse parar de tentar descobrir o que estava acontecendo com ele e me concentrar nos meus próprios problemas, afinal de contas, quando fosse a hora certa ele iria me contar. Fui procurar meu irmão mais velho, passei por todos os cômodos da casa, mas não o encontrei. Me dirigi ao quintal mas não o encontrei. Cansei de procurar e decidi verificar o porão, que era o único lugar da casa que ainda não havia verificado. Olhei por toda parte, pensei em chamá-lo, mas aquele lugar estava me dando medo, principalmente por causa da claustrofobia. Respirei fundo e voltei a olhar para os lados. Um barulho chamou minha atenção, era algo de metal caindo no chão. Olhei para trás e vi a pessoa que eu procurava pegando uma tampa de panela do chão.– Eu estava te procurando. — disse ele.– Sério? Eu também. Algum problema? — perguntei.– Não, deixa pra lá, fala você. Por quê estava me procurando?– É sobre o Teo, não é? — tinha certeza.– Mais ou menos, não é sobre ele, e sim sobre o que descobriu. — contou.– O que ele descobriu? É aquilo que vocês estavam conversando hoje? — questionei.– Sim, ele disse que achou uma passagem secreta aqui no porão. — relatou.– E como era o lugar que essa passagem dava?– Ele só disse que se assustou, veio me chamar e a passagem tinha se fechado. Obviamente era uma passagem como a que encontrei, e por nossa mãe ter feito parte daquele grupo deveria ter um caminho secreto até aquele lugar. Decidi então contar sobre o lugar onde eram guardados os pingentes e que Maria havia voltado, só não sabia como. "Acho melhor esperar um pouco, se encontrarmos o caminho eu conto." Pensei.– O que você acha de tentarmos encontrar uma forma de abrir essa passagem? — sugeri.– Acho uma boa ideia, mas por onde começamos? — questionou olhando para os lados.– Eu tentei falar com o Teo, mas ele não quis me dizer nada. Então pergunta para ele exatamente o que ele fez logo que desceu aqui, se ele apertou algum botão, ou... Não sei, apenas pergunte. Vou esperar na sala. — disse assumindo o controle.
Subimos para a sala, e enquanto eles conversavam, eu pensava em onde aquela passagem iria dar. Poderia ser na sala dos pingentes ou na própria casa, poderia ser um túnel ou uma simples sala separada. Enquanto não visse, não poderia saber. Logo David voltou e me contou tudo durante o trajeto:– Ele disse que estava indo procurar um livro legal para ler, tirou um por um até pegar um livro verde escrito "ADN", então teve a impressão de que o chão estava cedendo embaixo de um de seus pés e saiu de perto, foi quando a prateleira de livros foi para o lado e ele saiu correndo para me contar. — contou.– Então teremos que pegar esse livro e procurar um lugar para pisar que abra o caminho. — concluí — Mas você tem certeza que foi só isso?– Foi tudo o que ele contou. Mas e se não der certo? — temeu.– Nessa situação você vai ter que mandá-lo fazer tudo o que ele fez, nos mesmos lugares. — expliquei — Mas tem outra coisa, tem a hipótese dele não ter devolvido o livro à prateleira. Por via das dúvidas, vá lá e pergunte se ele derrubou o livro ou correu com ele, assim teremos certeza.– Está bem, enquanto isso tenta procurar o livro. — sugeriu e saiu correndo. Apesar de ter afirmado que ia procurar, fiquei um tanto receosa, expulsei esses pensamentos e comecei a procurar o livro. Olhei na primeira prateleira de cima para baixo, livro por livro, e nada achei. Passei para a próxima prateleira e nada. Foi assim até chegar na última prateleira, já estava desesperançosa quando comecei a olhar, e Dav que não chegava. Li cada título e não encontrei nada, pelo contrário, era nítido que faltava algo, dentre todas, essa era a única que faltava um livro. Fiquei feliz e em seguida preocupada, se ele não estava ali onde estaria? Examinei o lugar a minha volta, era um tanto quanto escuro, a única lâmpada não dava conta do recado. Apertei a visão para tentar encontrar, andei entre as pilhas de caixas enquanto percorria o caminho até a escada, mas não achei. Então fiquei pensando: "Se uma passagem secreta me assustasse, quais seriam as coisas mais previsíveis a se fazer? Correr com o livro na mão, soltá-lo e sair correndo, correr e soltar no meio do caminho ou jogar o livro longe. Tem que sido uma dessas coisas, talvez Dav esteja demorando porque Teo levou o livro e não sabe onde pôs. Mas por enquanto, vou procurar aqui mesmo." Continuei procurando até constatar que não estava ali e sair daquele lugar. Subi as escadas olhando para o chão, continuei andando enquanto procurava duas coisas, o livro ou meu irmão. Desistindo de procurar o livro com o título "ADN", decidi ir atrás de Dav, e se não achasse teria uma segunda opção. Procurei em todos os cômodos da casa, inclusive no banheiro, mas não encontrei. Então parti para a segunda opção, que era consultar Maria. Eu tinha certeza quase absoluta que ela sabia exatamente onde aquela passagem ia dar e como fazer para chegar lá. Talvez não me disse-se, mas eu precisava tentar. Ao chegar em frente à casa, prestes a tocar a campainha, alguém abriu a porta e quase caímos os dois para trás. A pessoa que eu estava procurando desesperada a poucos minutos atrás derrepente apareceu na minha frente. O susto que ele levou foi menor que o meu, porém minha reação foi mais instantânea Enquanto ele dava um passo para trás, eu simplesmente parei a porta que ia me acertar. Passado o susto, Maria me chamou para entrar e mandou que Dav explicasse o que estava fazendo ali:– Já que os dois estão aqui, acho melhor vocês conversarem um pouco, e qualquer dúvida eu esclareço. Nós dois aceitamos, entramos e os três, sentados nas cadeiras da cozinha começamos a conversa:– Então Carry, nós estávamos conversando sobre a passagem e... — interrompi enquanto Dav falava.– Espera, quando você descobriu que ela tinha voltado? — quis entender.– Isso eu explico, naquele dia que fomos visitar a Rachel ele me viu e no dia seguinte veio me procurar para saber o que aconteceu. — explicou Maria.– Continuando, já que você me interrompeu, nós estávamos conversando sobre a passagem e ela me contou como abrir, fechar e tudo mais. — disse Dav como se não tivesse entendido direto.– Na verdade, eu só disse que vocês não precisam achar o livro para abrir a passagem e que ela se fecha sozinha. — "Bem melhor" pensei.– Mas como assim não precisamos achar o livro? Ele vai sair andando até a prateleira? — zombei, porém quando vi os dois fazerem que sim com a cabeça completei — Vocês estão tentando me dizer que o livro vai simplesmente ganhar pernas e andar até a prateleira, depois se colocar no lugar? Só não digo que não acredito porquê sei que posso estar errada.– Na verdade, nosso livro não vai ganhar perninhas e andar, ele vai simplesmente aparecer no lugar dele quando eu quiser. — disse Maria me deixando meio desconfiada.– Como assim "nosso livro"? — perguntei quase sabendo a resposta.– O nosso grupo, eu, Elena, Fátima, Caroline e a sua mãe, eramos conhecidas pelo Francis e por nós mesmas, como Anjos da Noite. — interrompi.– Anjos da Noite? Sério? — achei estranho, mas logo depois pensei melhor e disse — Nome legal, quem deu?– Esse nome foi a mãe de vocês que deu, pois teríamos que agir nas sombras para o Francis não descobrir o que fazíamos e para descobrir o que ele fazia. Depois que a Sandra morreu nós paramos um pouco e passamos a apenas nos esconder, e como ela era a cabeça do grupo, não soubemos mais o que fazer e desistimos de tudo. — contou um pouco triste ao lembrar de certa pessoa.– Está bem, mas quando o livro vai aparecer? — perguntei um tanto ansiosa.– Como eu disse, ele vai aparecer no lugar dele quando eu quiser. — ao ver em minha expressão que eu não havia entendido ela suspirou e continuou falando — Olha, o que vai acontecer é que... Não dá para falar agora, como eu disse ele vai aparecer lá, então podem ir, quando chegarem ele já vai estar no lugar. — disse sem paciência e evidentemente escondendo algo importante. A partir daquele momento, Maria pareceu transtornada, como se alguém não quisesse que ela contasse a verdade ou estivesse esperando a hora certa, que talvez fosse quando as outras integrantes dos Anjos da Noite voltassem. Mesmo achando estranho resolvi acatar a ordem que ela deu, segui para o porão de casa e levei Dav comigo.
Notas finais
Tenho uma novidade triste seguida de uma feliz:
A triste é que vou parar de escrever Fanfics! Eu sei que uma certa pessoinha vai querer me matar ( né Mariana?) mas a vida é assim mesmo, desisti de escrever por não receber comentários não adianta tentar me animar.
A feliz é que a triste é mentira. (não falei que ela ia me matar?) Eu tô só brincando, quando o meu desejo era ganhar ao menos um comentáriozinho de nada e ninguém me dá esse presente de natal.
Então, porfavor zinho inho inho, tenham peninha de mim e comentem, se isso acontecer até terça vou postar três essa semana. Se gostar mas tiver com preguiça de escrever pode ser um "!", se não entendeu um "?" e se achou ruim um "#Ruim" que eu não ligo, apenas se comuniquem. E quem não tem conta no Nyah!Fanfiction pode me procurar na escola. O que importa é a intenção!
Beijos, vou estar de olho nos comentários!
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