ADN - Como Tudo Começou
15 Um Novo Encontro
Notas iniciais
Oi gente, eu disse que ia postar essa semana, só não disse que dia.
Tenho uma pergunta para vocês, que aí está triste pela morte do Roberto Bolaños? Por que eu estou normal, não vou sentir saudade de uma pessoa que não faz nada a muito tempo, só fiquei meio tristinha e comecei a ouvir duas músicas em especial, se você é jovem ainda e que bonita sua roupa.
Outra coisa que queria dizer antes de lhes apresentar esse capitulo é que está muito difícil pensar no que escrever nas notas enquanto se assiste zorra total.
Agora sim, podem ler!!!
Saindo de lá, seguimos para casa conversando sobre a atitude de Maria durante nossa estada no esconderijo dos Anjos da Noite:
– O que deu nela? Ficou nervosa de repente e ainda disse aquilo, que mais parecia que ela estava expulsando a gente de lá! — disse Dav revoltado e inconformado.– Ela estava escondendo algo. Tenho quase certeza disso. — ele me olhou como se quisesse entender como eu descobri isso — Ela estava bem e contando tudo, mas quando percebeu ou lembrou de algo ficou daquele jeito. Como se alguém, que talvez seja a Fátima, não deixasse ela falar algo que estava relacionado com a explicação de como aquele livro iria voltar para a estante. Me parece um segredo que os Anjos da Noite não podem dizer a ninguém e que talvez fiquemos sabendo quando as outras voltarem, se é que elas vão voltar. — expliquei com toda a calma e pensando nas possibilidades. Meu irmão pareceu ficar admirado com o que disse e começou a fazer perguntas complicadas:– Como você descobriu tudo isso?– Não sei, acho que foi instinto. — respondi me achando uma garota completamente estranha.– Instinto? Você quer que eu acredite nisso? O que aconteceu foi bem rápido e você já formulou até uma teoria sobre isso. — disse devagar. Pensando melhor no assunto entendi o que ele quis dizer, entretanto não soube responder. Algo me dizia que isso tudo era por causo do pingente, a própria Fátima me disse o que eles faziam, ela disse que quando estava com ele sua resistência e força ficavam maiores. O único porém dessa teoria era que meu medalhão estava naquela sala estranha. " Não deve ser nada!" Pensei na esperança de nada estar acontecendo comigo. Chegando em casa fomos bem quietinhos até o porão. Indo até a estante de livro olhei na direção do espaço que antes estava vazio e, como Maria havia falado, ele estava lá. Não fiquei muito surpresa pelo fato de terem me avisado, só fiquei pensando em como ele foi parar ali. – Dav, ali em baixo, olha! — disse eu apontando na direção que queria que ele olhasse. Quando viu foi correndo e o puxou, mas nada aconteceu. Então lembramos do que Teo tinha falado, que sentiu o chão cedendo sob um de seus pés. Logo que lembrei disso olhei para baixo, mas não tinha nada, então pedi que Dav me entregasse o livro.– Me espresta ele.– O que vai fazer? — perguntou já o entregando.– Tentar descobrir como se abre essa maldita passagem. — disse. Peguei o livro com o título de "ADN" e comecei a folear as páginas à procura de uma pista ou uma chave para conseguir passar. Ao abrir na primeira página, me assustei e comecei a passar todas as páginas desesperada, o livro estava em branco. Passei e repassei todo o livro, mas só se via um branco. Primeiro pensei que fosse pegadinha, depois percebi que não era para ler isso, era apenas para abrir a passagem. Mas como faria isso sem ter nenhuma dica do que fazer, a única coisa que sabíamos era que se sentíssemos o chão cedendo a passagem iria se abrir. Andei de um lado para o outro pensando em algo. Quando tive uma ideia peguei um livro qualquer e o abri, era impossível ler naquele escuro. Embora a lâmpada estivesse acesa, no local onde estávamos era um dos menos iluminados, e Teo só poderia ter pensado nisso. Olhei em todas as direções e vi que a luz era mais forte logo abaixo da lâmpada, me dirigi até lá e vi uma cadeira que parecia ter sido posta ali de proposito sentei nela e voltei a examinar o local, daquele ponto era possível ver a escada que dava acesso ao porão. " Essa cadeira foi colocada estrategicamente para ver quem entra aqui, e bem perto da estante, talvez tenha algo próximo, ou mesmo no próprio móvel para achar o caminho." pensei, novamente me surpreendendo com essa capacidade de dedução. Tentei primeiro sentar, pois era o que imaginei que Teo faria nessa situação, abri o livro que estava em branco e tentei imaginar o que ele fez quando o viu assim. Primeiro pensei que ele pode ter levanta do e batido a mão em algo, então saí mexendo em tudo no caminho até a estante, mas nada aconteceu. Depois lembrei do interruptor embaixo da mesa do escritório e abaixei em frente à cadeira, tentei ver se havia algo de alguns ângulos e finalmente achei algo interessante, na parte de trás da perna dianteira direita da cadeira havia um micro-botão que só se reparava se prestasse atenção. Aquilo foi como uma luz no fim do túnel para mim, pois agora resolveríamos o caso da passagem. Então sentei novamente na cadeira e pressionei o botão com meu pé, nada aconteceu, fiquei revoltada, saí andando na direção da estante para dar uns chutes nela de raiva quando senti o chão cedendo sob um de meus pés, a raiva foi toda embora e sorri enquanto o móvel que eu ia chutar saía do lugar abrindo passagem.– Carry, como você fez isso? — disse Dav admirado.– Sinceramente? Não sei! — disse mais admirada que ele e já indo em direção ao caminho que havia acabado de se abrir — Vamos logo antes que feche, se isso acontecer vai demorar até eu poder abrir de novo.– Certo, mas vai na frente, estou de olho para ver se o Teo não aparece. — disse ele enquanto virava o olhar na direção da escada.
" Quanto cavalheirismo!" Pensei e logo em seguida entrei naquele lugar, uma luz se iluminou e quando Dav se virou para entrar a estante voltou para o lugar rapidamente. Nós dois nos assustamos e devido às circunstâncias nos separamos. Minha primeira reação foi bater na parte de trás da estante e gritar por meu irmão.– Dav! Dav! Você está bem? Por favor, responde. Dav! — gritei o mais alto que pude.– Carry? Foi você que gritou? — ouvi bem baixinho.– Fui eu sim! Você está bem? — gritei de novo.– Estou sim, tenta ver onde essa passagem dá e volta para me contar. — gritou. Não era uma má ideia, então decidi que era o melhor a se fazer. Me virei na direção oposta a que vim e havia apenas uma porta, olhei para os lados e não havia mais nada além da estante atrás de mim e a porta à frente. Dei um passo e já dava para puxar a maçaneta, por estar com medo segurei nela com cautela, girei bem devagar, à ponto de não fazer barulho algum, e a puxei mais devagar ainda, tentando não tirar os olhos da fenda que se abria. Quando abri a por completo, só era possível ver o vulto dos objetos espalhados na escuridão daquele lugar. Mesmo com medo, adentrei o recinto e fechei a porta atrás de mim. Olhando para todos os lados e sempre atenta para o caso de algo acontecer, comecei a andar próxima das paredes para procurar algo que iluminasse o lugar ou uma saída. Até então eu estava apavorada, mas um pensamento passou em minha mente e me deixou um pouco mais calma. Se a passagem ficava na minha casa e de meus irmãos, nossa mãe fazia parte dos Anjos da Noite e Maria, que provavelmente queria nosso bem, ajudou a abrir a passagem, certamente não precisava me preocupar tanto, a menos que um tipo de sistema de segurança se ativasse ou algo parecido acontecesse. Tive que me controlar para não ficar com tanto medo devido à última parte, tentei apenas sair andando até encontrar algo para iluminar o local ou, como já havia mencionado, uma saída. Andei, andei e andei, mas nada encontrei, a unica coisa que percebi era o tamanho do lugar, que era enorme. Minha vista começava a se acostumar com o escuro quando esbarrei em uma caixa de ferro presa na parede. Logo percebi que era um dijuntor de luz e pensei em abri-lo, no entanto quando fui abrir, percebi que havia um cadeado trancado. Suspirei, passei a mão no rosto e pensei no que faria agora. Sem ter o que fazer, saí andando pelo meio daquele lugar, só tentando identificar que tipo de lugar era aquele. Mais de perto dava para ver que objetos eram aqueles, alguns eram caixas de madeira, outros eram algo parecido com um poste e havia até alguns muros no meio do caminho. Continuei tentando descobrir que lugar era aquele quando esbarrei em um daqueles muros, então ele começou a se mexer e foi em linha reta para a esquerda. Fiquei tão assustada que não pude tirar os olhos daquilo, não dava para ver direito, mas tive a impressão de vê-lo tocar a parede e parar. Hesitante dei mais um passo, mas quando fiz isso ouvi o som de uma engrenagem do meu lado direito, voltei o passo e o barulho parou. Com cada vez mais medo, não me mexi e tentei pensar no que fazer. " Como vou fazer para sair desse lugar? É como se ele fosse uma área de treinamento, e se eu der um passo para frente aquela coisa vai fazer algo. Talvez eu devesse tentar voltar! Mas podem haver mais dessas armadilhas atrás e tudo se ativou quando esbarrei." Pensando em tudo isso resolvi continuar andando e tomar cuidado para não ativar mais nada. No primeiro passo que dei aquele barulho voltou e um novo surgiu logo depois, parecia algo sendo disparado. Como um instinto, me abaixei e senti um vento passando sobre minha cabeça. Com medo daquilo acontecer de novo, continuei andando, mas desta vez abaixada. Alguns passos para frente, uma daquelas caixas caiu bem na minha frente. Percebendo que ficar naquela posição não ia dar em nada, e morrendo de medo, me levantei olhando em todas as direções e andei evitando encostar e qualquer coisa, mas ao ouvir outro disparo me apavorei e comecei a correr desesperadamente. Tentei sair daquele lugar o mais rápido possível, corri desviando dos obstáculos no caminho e abaixando quando algo era lançado em minha direção, não sabia bem o que estava fazendo, só continuei correndo até encontrar uma parede. Então um muro saiu do lugar no momento em que eu ia desviar, ele foi na mesma direção que eu. Como ele entrou na frente bem na hora que eu ia passar, não tive tempo de parar, bati minha perna e caí.– Ai! — disse enquanto segurava a perna que havia batido. Estava doendo, mas não tinha quebrado, apenas tinha sido uma batida e depois uma queda. Só então percebi que algo poderia acontecer, segurei a dor e fiquei parada, ouvido se algo acontecia. Ouvi passos, estavam se distanciando, depois ouvi barulho de chaves e de um cadeado sendo aberto, logo em seguida ouvi o barulho de vários interruptores sendo ligados ao mesmo tempo. Os passos voltaram, mas desta vez estavam vindo em minha direção. Com medo dessa pessoa me fazer algo, me arrastei para traz o quanto pude, mas ela continuou vindo em minha direção. Agora que o lugar estava iluminado, deu para ver que realmente era uma área de treinamento e que cada objeto tinha uma armadilha, todos os lugares que eu olhava tinham vários e vários obstáculos e cada um era evidente que tinha uma armadilha e, como os muros, pareciam ser móveis, para realmente surpreender a pessoa que estava treinando. Enfim a pessoa chegou, e meu medo aumentou...
Notas finais
E aí? O que acharam? E o final? Já sabem quem é? Tá fácil de descobrir, e no próximo capítulo, nas notas finais vou dizer porque está fácil de descobrir.
Chega! Não consigo pensar em mais nada, esse zorra total não me deixa em paz, tchau e até o próximo capítulo.
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