ADN - Como Tudo Começou
16 Será?
Notas iniciais
Oi!
Gente, por favor me perdoem a demora! Todo fim de ano é corrido, mas esse foi mais. No natal tivemos amigo secreto e alguns dias depois fui para a praia, e infelizmente não pude levar meu notebook, antes disso (do natal) baixei uns jogos que me vidraram no celular, e depois do ano novo voltei a jogar Guitar-Hero com a guitarra.
Bom, não vou enrolar muito nas notas iniciais, mas as finais espero que sejam maiores, tem até uma dica para os escritores e para que não vai muito bem em português.
Boa leitura!
Espera!!!!!
Esqueci de dizer uma coisa! O título do capítulo tem a ver com o final, explico melhor nas notas finais!
Enfim a pessoa chegou, e meu medo aumentou, não estava com medo dela, mas meu coração disparou quando a vi. Também estava apavorada por causa daquele lugar, não conseguia pensar direito, por isso nem desconfiei que a pessoa que estava vindo era a Maria. Sua expressão era de preocupação e ao ver como eu me encontrava mudou para alívio.
– Maria? O que você... — perguntei, mas fui interrompida.– Carry, você está bem? Se machucou? Eu estava olhando de dentro da outra sala e vi o tombo que você levou! — disse rapidamente e continuou — Ai, meu Deus! A culpa é toda minha! Eu não devia ter... — interrompi para que ela se acalmasse.– Calma, eu estou bem, só caí e você não precisa se preocupar com isso, tudo que eu quero agora é conversar. — disse bem devagar enquanto ela se acalmava. Percebendo que tudo havia acabado, meu coração voltou a bater normalmente enquanto Maria se aproximava de mim e via se eu havia me machucado. Dando apenas um breve olhada não constatou nada e serviu de apoio para que eu me levantasse, mas no instante em que me apoiei na perna que havia batido a pouco, fechei os olhos por causa da dor e voltei a sentar no chão para ver como estava a ferida.– Carry? Tudo bem? Por quê você voltou para o chão? — perguntou voltando a se preocupar. Não consegui responder, apenas tentei puxar a barra da calsa até que fosse possível ver o ferimento, mas quando estava bem perto a calça começou a apertar e tive que abaixá-la.– Calça jeans idiota! Eu não podia ter comprado uma com a barra um pouco mais larga? — disse revoltada, e olhando para Maria completei mais calma — Me ajuda? Não vai dar para eu pisar.– Claro! Vou te levar pela passagem, aí você resolve o que vai fazer. Fiz que sim com a cabeça e ela me ajudou a levantar, dessa vez não me apoiei na perna esquerda, sequer encostei o pé no chão. Me apoiando nela, seguimos para o local por onde eu havia entrado. Chegando lá, Maria pegou um molho chaves no bolso da blusa, separou uma e abriu a porta. Logo reconheci o lugar e olhei para a parede na minha frente, ela novamente escolheu uma chave e a encaixou numa fechadura na parede ao lado, virou a chave e a estante saiu do lugar. Logo que a passagem se abriu, vi meu irmão sentado no chão como se tivesse caído de susto, mas ao ver que eu estava apoiada em Maria, levantou, me examinou com o olhar paraver se algo tinha acontecido e perguntou preocupado:– O que aconteceu?– Nada, eu caí e machuquei a perna, nada de mais. — respondi tentando não deixá-lo mais preocupado que já estava.– Então por quê sua perna esquerda está sangrando? — perguntou sério me olhando nos olhos. Olhei para baixo e realmente minha perna esquerda estava sangrando, não pude esconder o susto que levei quando vi aquilo. Mas não poderia fazer nada no momento, tinha que chegar no meu quarto e tirar a calça para ver o estrago. Então pedi para Maria me ajudar:– Maria, me leva até meu quarto, preciso ver como está esse machucado.– Claro! — assentiu.– Deixa eu te ajudar. — disse Dav, chamando minha atenção. Ele chegou perto de mim e colocou meu braço em volta de seu pescoço, depois abaixou e segurou minhas pernas. Me segurei com força por medo de cair e por sentir minha perna doendo um pouco mais, subimos para meu quarto e ele me deixou na cama. Por um lado havia sido bom ser carregada, seria muito difícil subir todas aquelas escadas e não me sentia muito confortável me apoiando em Maria, perecia que ela estava fazendo aquilo por se sentir culpada disso ter acontecido, por outro lado, ver que meu irmão estava tão preocupado comigo me deixava triste por deixá-lo assim.– Proto, foi bem mais fácil, não acha? — perguntou.– Sim, mas agora você precisa sair, vou trocar de calça e te encontro lá em baixo. — disse eu, deixando bem evidente que ele precisava sair. David pareceu se assustar por eu ter sido tão direta, mas atendeu à minha solicitação, saiu do quarto e fechou a porta. Lembrando o que precisava fazer, olhei para o guarda-roupa e pensei desanimada: "Como vou chegar ali? Ai, que chato! Isso tinha que acontecer logo comigo? Se eu não tivesse entrado naquela passagem sozinha isso nunca teria acontecido. E como o que passou já passou, então o melhor a fazer neste momento é arranjar um jeito de ir até o guarda-roupa e pegar uma calça melhor." Quase no mesmo instante, Maria adentrou o recinto.– Precisa de ajuda? — perguntou ela.– Na verdade sim! — apontei para o guarda-roupa e continuei — Essa calça que estou usando é muito grudada, preciso de uma mais larguinha. — disse dando a entender que era para ela pegar. Embora não gostasse que os outros fizessem as coisas por se sentirem culpados, seria muito chegar ali com a perna daquele jeito. Não sei se ela pensou que a culpa de tudo era dela, mas no momento em que entendeu o que eu pedia foi até o guarda-roupa e começou a procurar, enquanto isso eu comecei a tirar o jeans que estava usando. Logo encontrou a gaveta das calças e voltou a procurar, jogou várias das peças no chão e quando achou uma retirou ela, pôs na cama e voltou para a gaveta, pegou todas as roupas que estavam no chão e as colocou na gaveta sem ao menos dobrá-las, apenas espalhou para que coubessem, fechou a gaveta e veio em minha direção.
– O quê? — perguntou ao ver uma expressão de espanto em meu rosto — Você não pediu para eu deixar as coisas como estavam, e deveria agradecer por eu ter devolvido elas na gaveta. — completou enquanto me entregava a calça que havia pego. Parei de pensar no que ela havia feito e resolvi me concentrar no estado em que eu me encontrava, olhei para baixo e estiquei a perna, a ferida não estava muito feia; no entanto, a força com a qual bati naquele obstáculo havia sido relativamente forte, e por ter acertado no osso, era mais difícil de andar.– Isso não foi nada! Por que você estava choramingando daquele jeito? — disse Maria, chamando minha atenção.– Na hora que você chegou eu tinha de me machucar, e você tentou me ajudar começou a doer, mas agora já estou melhor. — relatei. Peguei a calça ao meu lado e comecei a vesti-la. Então ela tomou a palavra:– Pois para mim, parece que você estava se aproveitando da minha inocência. — disse em tom de brincadeira. Sorri e terminei de colocar a peça de roupa, me levantei e fui em direção à porta do quarto, cada passo que dava eu sentia que a dor aumentava e diminuía. Vendo que apenas chegar na porta já era difícil para mim, a integrante dos anjos da noite ofereceu ajuda:– Carry, você não quer que eu te ajude?– Não precisa, estou bem, sério! Não precisa se preocupar. — respondi, mesmo estando com uma vontade louca de aceitar. Continuei andando até a escada, e me segurando cada vez mais para não demonstrar o que estava sentindo. Desci cada degrau tentando colocar o mínimo de peso possível na perna esquerda e tentando não mancar, mas era impossível fazer os dois ao mesmo tempo. Vendo que meus esforços eram em vão, fiquei aliviada por estar em um dos últimos degraus e encontrar Dav no sofá. Ouvindo meus passos, ele desligou a televisão e se virou na minha direção. Disfarcei ainda mais e andei até o sofá, me esforçando para não mancar. – Carry, você está bem? — disse se levantando. Sorri e apenas caminhei, deixando meu irmão falando sozinho. Sentei e ele olhou para mim, cruzei as pernas e me senti aliviada.– Por que você não respondeu? Tem algum problema? — perguntou voltando a sentar.– Não, só não prestei atenção no que você perguntou. — disse depois de sorrir novamente. Ele parecia desconfiado, mas não se impôs, apenas perguntou:– Como está a perna?– Nada de mais, já está melhor. — respondi levantando a barra da calça. Dav pareceu ficar mais calmo quando viu que a ferida não estava feia, havia um pequeno corte e a área começada a inchar. Ele olhou em meu rosto e sorri para que não se preocupasse, pareceu ficar mais desconfiado e perguntou:– Não é melhor você ir ao médico?– Não precisa, só preciso da minha mochila. Lembra o que aconteceu quando a gente se encontrou pela primeira vez? Eu que fiz o curativo na perna do Teo. — relembrei.– Está bem, vou pegar. — levantou e continuou — Maria, você vem comigo?– Claro! — respondeu prontamente. Os dois saíram juntos e subiram as escadas bem rápido. " Eles vão falar alguma sobre mim, se eu pudesse ia atrás deles, mas infelizmente não dá, a menos que... Já sei! Vamos ver se dá certo. " Pensei e logo depois comecei a procurar algo nas paredes, olhava de um lado para o outro, e quando finalmente encontrei tive que me lembrar se havia um igual no meu quarto. Mesmo se essas duas hipóteses estivessem corretas, teria mais uma a se pensar, será que essas duas coisas se conectavam?
Notas finais
Então? Gostaram? Entenderam do que se tratava o título? Ele tem relação com duas coisas:
1 - As perguntas do David e da Maria;
2 - As hipóteses que a Carry estava fazendo depois dos dois saírem para pegar os curativos.
Não sei se combinou muito bem com o capítulo, mas foi a única coisa que pude pensar enquanto digitava o site e clicava em "Minha Conta". Espero tem ficado bom.
Demorei bastante para escrever o capítulo, mas acho que valeu a pena. Uma coisa que foi bem difícil de descrever foi o machucado da Carry, eu quase nunca me machuco feio, e foi daquele jeito que eu imaginei que seria a ferida. O maior machucado que já fiz foi parecido com o dela, não obstante (é a mesma coisa que porém), quis poupar a pobrezinha da Carry, e se eu não poupasse ia demorar ainda mais para chegar não parte que não paro de pensar.
Quando disse que foi parecido, quis dizer que eu escorreguei, caí, me apoiei no braço esquerdo e fraturei ele. Até hoje o osso que fica no meu pulso é torto, mas por sorte não dói e nem me impede de fazer nada.
Aquela dica que mencionei é a seção de português do Nyah! fanfiction, eu mesma leio, e por enquanto ainda sou uma "ninja noob". Acreditem essa seção é muito boa, todos sabem que existe, porém poucas pessoas dão atenção à ela. Já vi tantos erros de português em fics de outras pessoas e até percebi que escrevi algumas coisas errado e o computador diz que está certo, ou então não tem a palavra correta no dicionário dele.
Então isso é só! Beijos e até mais.
Fale com o autor