ADN - Como Tudo Começou

17 Uma Péssima Atriz


Notas iniciais
Oi gente! Voltei! Olha, eu sei que demorei, mas não tinha net para ligar o roteador e postar pelo notebook. Estou aqui, agora, neste momento, com o celular na mão postando mais um capítulo de ADN. Fiquei dias pensando em como postar sem ter net e adivinhem, a solução foi copiar tudo no celular. Isso cansa, fiquei ontem o dia todo copiando. E o pior é que o bloco de notas comum não aguenta tantas palavras numa nota só, tive que baixar um. Agora, boa leitura, tenho que deixar algo para escrever nas notas finais.

Só pude confirmar a hipótese depois de me levantar e, ainda mancando, puxar uma cadeira para alcançar a ventilação. Subi na cadeira e quase caí, me concentrei para tentar ouvir. Pude perceber que eles conversavam, mas não sobre o que, eles falavam baixo e rápido, o que não facilitava na hora de entender o que diziam. Poucas foram as coisas que pude entender, algumas palavras como verdade e vida, tendo até mesmo dúvidas sobre ter entendido certo ou errado.

De qualquer maneira, continuei a ouvir , no entanto, a primeira frase completa que pude distinguir foi dita por Maria, dando uma risadinha após terminá-la:

– Vamos logo! Já demoramos demais, Carry já deve estar curiosa para descobrir o que estavamos fazendo.

Logo me apressei para devolver a cadeira para a cozinha e sentar de volta no sofá, tentando parecer normal e com tédio por ter ficado, supostamente, sentada enquanto eles iam pegar minha mochila. Ajeitei a cadeira na mesa da cozinha e corri de um jeito meio desengonçado até o sofá. Fiquei olhando para minha perna, esperando que eles chegassem, e quando ouvi o barulho de passos comecei a examinar minhas unhas.

– Demoramos? — perguntou Dav.

Fingi que sua voz chamou minha atenção e me virei para ele.

– Não, eu nem percebi. — respondi, tentando soar natural.

Eles se entre olharam. Abaixei a cabeça, tampei os olhos com as mãos, apoiei os cotovelos nos joelhos e pensei: "Droga! Sou uma péssima atriz. Todos tem defeitos, mas logo eu tinha que não saber mentir? Agora eles já desconfiam que fiz alguma coisa. Burra! Burra! Você nem..." Meus pensamentos foram cortados por sons de risadas.

– Você sabia que só piorou a situação, não é? — olhei para ela.

– Eu sou uma idiota! — comentei, abaixando a cabeça novamente.

Novamente ouvi risadas, porém nenhum dos dois disse qualquer palavra. Passaram-se alguns segundos até que senti um toque em meu ombro, abri meus olhos e me virei para ver quem havia feito aquilo, era Maria, que me olhou carinhosamente e disse:

– Não precisa esconder que você deu um geito de ouvir o que falavamos, muito menos ficar com vergonha disso, de vez em quando, ser curiosa até ajuda.

Fora a primeira vez que me senti daquele geito, como se tivesse uma mãe, e de uma hora para a outra me senti mais feliz. Na época que morava com meus tios, eles eram rigidos demais, minha prima podia fazer tudo o que quisesse, e eu tinha que fazertudo o que eles pediam ou mandavam para "pagar", como eles diziam, a estadia. Depois daquela época, até essa loucura que minha vida havia se tornado era mais justa.E depois de ouvir aquelas palavras, tudo o que eu sentia até o momento desapareceu e me senti melhor.

Já havia passado alguns segundos quando percebi que se continuasse parada ia parecer mais boba do que já estava parecendo, então voltei a olhar para baixo, mas desta vez estava sorrindoe agradeci:

– Obrigada, por tudo. Pode contar comigo para qualquer coisa, principalmente para resgatar certas pessoas, que não pretendo falar os nomes, mas estão em três e uma delas em específico, é bem perigosa. — declarei com um sorriso no rosto.

Todos rimos e Dav me entregou a mochila, abri o bolso do lado e peguei uma gaze, depois abri o bolso do outro lado e peguei esparadrapo, mas antes que pudesse começar o curativo, Maria avisou:

– Acho melhor caprichar, reforçar e se certificar de que não vai sair.

– Porque...? — arrisquei, mesmo sabendo a resposta.

– Você vai descobrir logo, logo. — respondeu enquanto se virava para sair — Por mais que eu queira, não posso ficar com vocês para sempre.

Nós ficamos um tanto impressionados, mas além disso eu estava com um pouco de medo do que ela disse, pois se aquela sala enorme na qual eu me machuquei era mesmo uma área de treinamento, estaria correndo sérios riscos. Só então lembrei de perguntar uma coisa a meu irmão mais velho, olhei para ele e chamei:

– Dav! — olhou para mim e continuei — O que vocês estavam conversando lá em cima?

– A gente estava falando de você. Diziamos que logo, logo você iria querer saber sobre o que falavamos. — respondeu como se fosse apenas um comentário.

"Não foi o que pareceu, eles podem até ter falado isso, mas tem mais coisas! E aquelas duas palavras? Será que rea sobre a minha mãe? Preciso de mais respostas." Pensei, mas tive que parar, Dav me perguntou algo, mas só ouvi ele me chamar:

– Carry, acorda! — gritou.

– Cobra? Onde? Cadê? — me assustei.

– Cobra? De onde você tirou uma cobra? — perguntou como se não acreditasse.

– Você que disse.

– Eu disse para você acordar, e não que tinha uma cobra. — relatou.

– Então eu entendi errado, desculpa. Eu estava pensando na vida e me distraí. — contei.

– Deu para perceber. — comentou — Mas o que eu queria perguntar, era o que aconteceu depois daquela passagem no porão. Então? O quê houve lá?

Tentei lembrar e contei:

– Depois da estante tinha como se fosse um corredor, mas bem curtinho. E quando passei pela porta no final dele, vi uma sala bem grande, mas estava escuro, então fui procurar alguma coisa que pudesse iluminar o caminho. Como não encontrei, tentei ir passando pelo meio, e haviam vários obstáculos... — continuei contando até chegar na parte em que Maria me levava para o lado de fora.

Dav ficou com um pouco de receio depois do que contei, talvez pensasse o mesmo que eu sobre as palavras finais de Maria. O mais provável era que ela me mandasse voltar naquela sala para treinar, ou até para uma sala pior. O mais importante era que se eu fosse fazer aquilo, seria para tirar Fátima, Caroline e Elena das mãos do Francis.

Pensar naquilo me dava medo. "E se aquela sala estivesse no nível mais baixo? E se eu me machucar novamente, como vou poder ajudar? E se a Maria achar que eu consigo e me colocar num nível, ou sala, mais difícil? E se não for um treinamento? E se ela quiser salvar logo elas? E se..." Meus pensamentos foram cortados por um barulho muito forte na rua. Ao ouvir esse barulho corri para a rua descobrir o que aconteceu.

Chegando lá, olhei para os dois lados, procurei, mas nada encontrei, Dav veio logo atrás.

– O que foi, Carry? — perguntou preocupado.

– Você não ouviu o barulho? — questionei.

– Que barulho? Do que você está falando?

– Um barulho muito forte, vindo aqui da rua! Sério que você não ouviu? — balançou a cabeça negativamente.

Na rua inteira, a única pessoa que ouvirá o barulho tinha sido eu, me questionava se havia sido apenas imaginação, no entanto, o som não sairia da minha mente.

Passaram-se alguns minutos e subi para meu quarto, gostava de ficar sozinha para pensar, andei até a janela e me apoiei no parapeito. Enquanto olhava as estrelas e a lua, minha mente estava voltada diretamente nas palavras de Maria, não parava de pensar nisso, não conseguia parar. "Você vai descobrir logo, logo... O que será que ela quis dizer com isso? Se for o que eu estou pensando não é nada bom. Depois de entrar naquela sala maluca, não tenho dúvidas de que uma coisa tem a ver com a outra. E minha certeza de que um treinamento virá só aumenta, gostaria de saber o que me espera." Pensei desanimada.

Mesmo sem saber como seria, tentei imaginar o treinamento, que certamente não deveria ser fácil. A primeira coisa que pensei foi naqueles "muros" no meio do caminho, e tentei imaginar para que serviam;talvez fosse para desviar, ou para pular, poderia ser até para se equilibrar. Depois vieram as "caixas" que caíram na minha frente, e provavelmente serviam para testar os reflexos da pessoa.

E a última coisa da qual lembrei foram os disparos, na hora que lembrei senti um arrepio, com certeza aquele era o obstáculo que me dera mais medo, pois o barulho das engrenagens e depois um som parecido comnum tiro eram arrepiantes juntos, porém eles eram sutis. Não sabia o que imaginar, talvez aqueles obstáculos fossem o sistema de segurança, uma armadilha, ou alguém estava treinamento lá quando chequei, por isso tudo estava funcionando.

Respirei fundo, não adiantaria nadaficar fazerndo previsões para o futuro, o melhor a se fazer era descansar e torcer para acordar com a perna melhor. Deitei na cama, ajeitei a coberta e dormi, olhando as estrelas pelos vidros da janela.

Notas finais
Então? Ficou bom? Não sei me alto criticar, sempre acho que está ruim e preciso melhorar, mas nessa fic é o contrário. Gente, o que eu deixei para escrever aqui tem relação direta com os próximos capítulos. Declaro que está fic entra em seu estado final! Já tenho um capítulo e meio adiantado e só virão uns três depois desses, e também já sei exatamente como vão ser, menos o último. Como combinado, vou mudar o nime da fic no mesmo dia que postar o último capítulo e se você não a encontrar procure por ADN - Como Tudo Começou. Beijos para todos, quando terminar de copiar o próximo (o que vai demorar por causa da escola) posto no dia seguinte.