Notas iniciais
Oi gente. Sabia que ia demorar para postar, mas não pensei que fosse tanto e nem vou dar uma desculpa, eu me atrasei em postar por preguiça, escrever sei lá quantas mil palavras não é fácil, e pior é copia-las. Mas como vêem eu cheguei e não vou sair tão cedo. O título é, literalmente, surpresa. Isso parece estranho, mas tem uma surpresa no final do capítulo surpresa. Olha, eu meio que achei muito legal esse capítulo, infelizmente não posso contar o porquê nas notas iniciais, mas nas finais não tem problema, então espero vocês lá. Que triste! A fic está acabando! Só tem mais uns três capítulos! Que tristeeeee! Sério, estou muito triste , não faço ideia de qual vai ser e como será a história. Ah! ! Tantas coisas para falar, mas tão pouco espaço! Vou deixar que leiam logo, nas notas finais vou poder contar tudo.

Treinamos durante algumas semanas, quando Maria achava que já estava pronta nós mudavamos a área de modo. Após cinco dias

desde início do treino, ela disse que eu havia chegado no nível máximo daquele modo. Após isso cada semana treinamos em uma, sendo que consegui alcançar o maior nível em quase todas, e na última semana ela juntou tudo.

O sol estava se pondo e terminavamos de nos arrumar para o resgate que aconteceria dali a poucas horas. Levando apenas o necessário, saimos nos esgueirando pelos becos, se qualquer pessoa nos visse poderia arruinar o plano. Uma sensação de estar sendo seguida me acompanhou durante todo o percurso, e já estando perto da toca do Francis contei à Maria o que sentia.

– Maria. — chamei, ela olhou para mim e prossegui — Não é por nada mas... Eu acho que estamos sendo seguidas.

– Eu acho que não, mas só para ter certeza, fica aqui. — disse ainda mais baixo e saiu do beco.

Ela andou, atravessou a rua e ninguém foi atrás dela. Depois de ter certeza que nenhuma pessoa estava olhando, fez sinal para que eu fosse até ela, se escondeu e a encontrei lá. O resto do caminho tentei me convencer de que não havia ninguém nos seguindo. Ao chegar na rua no alto da ribanceira meu coração disparou e comecei a ficar com medo.

– Pronta? — perguntou Maria, vendo meu nervosismo — Não se preocupe, apenas siga o plano. Você lembra dele, não lembra?

– Lembro. — olhou para mim como se quisesse confirmar, portanto prossegui — Nós entramos, procuramos o escritório dele, ou qualquer lugar onde possam estar as chaves, soltamos elas e saímos. E isso sem contar qualquer pedra que possa entrar no nosso caminho.

Ela sorriu enquanto eu ficava cada vez mais nervosa, agora o sol já havia sumido no horizonte e a hora da invasão estava cada vez mais próxima. Por um momento lembrei do sonho que tive antes dos treinamentos começarem, o plano era exatamente o mesmo, eu havia saído da faculdade e, até o momento, parecia que estava tudo igual ,e desejava a todo instante que aquilo não acontecesse.

Depois de procurar em qualquer direção um dos soldados do Francis e não encontrar, descemos parte da ribanceira até a entrada do esconderijo. Ela moveu a pedra enquanto eu vigiava e entramos. Andamos pelo corredor até encontrar a primeira porta, com muito cuidado para não fazer barulho, Maria encostou o ouvido na porta e ao contatar que não havia ninguém abriu para ver o que tinha lá.

Dentro daquela sala haviam vários cabides com roupas penduradas em uma aste de ferro que ia de um lado do quarto ao outro. As roupas eram todas iguais, só os tamanhos eram diferentes, parecia uma espécie de uniforme para capangas. Maria pegou um deles, segurou no alto e comentou:

– Se essas roupas tivessem algo que cobrisse a cabeça... Pelo menos tem algumas coisas aproveitáveis. — ressaltou, separando um cinto com alguns compartimentos.

Abriu um deles e encontrou cordas curtas, que viriam a servir apenas para amarrar algo ou alguém; noutro havia um canivete e uma faca, seria melhor ter chaves; no último tinha folhas com escritas em outra língua. Ela pegou o cinto e pôs na cintura, depois pegou outro e me entregou, coloquei ele e Maria disse:

– É agora que o plano começa. — estava com um sorriso no rosto, o que me deu medo.

Logo que saímos daquele quarto a sensação de que algo aconteceria se intalou em mim, pensei em contar à Maria sobre isso, mas me convenci de que era fruto de minha imaginação, pois o medo que sentia desde o dia anterior de que algo pudesse dar errado era forte. A cada segundo esse medo crescia, junto com aquela sensação, engoli em seco várias vezes enquanto caminhavamos pelos corredores.

Em uma das curvas que fizemos, logo paramos e voltamos para trás. Um homem saiu por uma das portas e nós duas o conheciamos, era o Francis. No mesmo intante meu coração disparou e tentei me acalmar e raciocinar, porém a primeira e única coisa que veio a minha mente foi ficar escondida, e isso eu já estavamos fazendo. Ele andava na direção oposta da que estavamos e, de repente, parou.

– Ele nos viu. — sussurrou, quase inaudível.

Maria segurou em meu braço e recuamos devagar, nos viramos e alguns homens vieram pelo corredor até chegar bem perto. Aquela sensação piorou, infelizmente era tarde demais para avisa-la de que algo ruim fosse acontecer. Chagaram mais perto e me distanciei enquanto Maria ficava na frente com se fosse um escudo.

Aquele sentimento, misturado com todo o medo que sentia, me paralisava, tido o que eu queria era sair dali. "Vai Carina! Pensa! Você não pode simplesmente deixar que ela te defenda enqua to você não faz nada. Para que serviu o treinamento? Qual a primeira coisa a se fazer?" Esse pensamento me dispertou e consegui encarar aqueles homens, um deles estava em meu sonho e no dia que sequestraram, era um dos dois que haviam lutado contra Carol.

Tudo que podiamos fazer era esquivar e procurar uma chance de contra-atacar, um ataque direto estando em desvantagem numérica e em relação à força física poderia se tornar nossa sentença de morte.

Um deles, o que parecia ser mais alto e forte, deu um passo a frente e tentou ou agarrar o braço de Maria, ela esquivou e deu um soco em seu peito, ele pareceu quase não ter sentido. Depois todos ao mesmo tempo foram chegando mais, e mais perto enquanto nós duas nos afastavamos.

Aquela cena era digna de filme, as mocinhas estão cercadas enquanto os vilões tenham pegá-las. O pior nisso não era ficar sem saber o que fazer, era não saber se a morte estava próxima, se ficariamos presas pelo resto da vida vendo o Francis se dar bem, se encontrariamos as pessoas que amamos novamente, era não saber se conseguiriamos sair de lá.

A cada passo para trás me sentia pior, a sensação de que algo ruim aconteceria misturada com todo o medo e agonia que esse momento transmitia era uma sensação que jamais queria ter experimentado. Nós continuavamos recuando, parecia que estavam nos obrigando a seguir naquela direção, parecia que o plano era que nós fossemos de livre e espontânea vontade até nossas devidas celas.

– Maria, o que vamos fazer? — perguntei, meu tom de voz foi baixo, mas era perceptível que eu estava apavorada.

– Eles parecem robôs, se dessem alguma abertura já teriamos escapado. — estava completamente calma, deveria ser outra das vantagens do "equilíbrio", depois de uma breve pausa continuou — Sei como você se sente, só tente ficar calma, está bem?

Fiz que sim com a cabeça mas duvidava que ela soubesse como me sentia e achava impossível ficar calma naquela situação. Respirei fundo, minhas mãos estavam tremendo e todo meu corpo com elas. Sentia que algo fosse acontecer, porém não sabia exatamente o que era. Podia ser só o medo me afetando para pensar assim, não era isso, eu tinha certeza de que algo fosse acontecer, e sentia como uma sensação familiar.

Depois de alguns minutos procurando uma brecha para fugir fomos cercadas, e só percebi isso quando me choquei com um deles. Ele me segurou pelos dois braços, tentei me soltar, me estiquei, puxei e tentei correr, no entanto nada funcionou. Maria também não tinha o que fazer, apenas tentar não ser pega como fui.

Todo aquele clima de tensão estava acabando comigo, a qualquer momento poderia desmaiar, mas precisava ser forte para ao menos tentar ajudar Maria, distraindo alguém ou abrindo uma passagem para que fugisse. Eu tinha que me manter acordada e também precisava fazer alguma coisa.

"Pensa, Carry! Pensa! Seu medalhão é o da astúcia, certo? Então você precisa fazer alguma coisa, lembra do treinamento. " Então fechei os olhos e comecei a formular um plano para tirar pelo menos uma de nós daquele lugar. Abri meus olhos e cooquei me plano em prática. Esque ci aqueles sentimentos de medo e agonia e os transformei em determinação.

A primeira coisa que precisava fazer era me soltar, o que me parecia não ser a parte mais difícil daquela missão impossível. Tentei me soltar e, numa ação rápida, pisei o mais forte que pude no pé dele, que por sua vez impôs menos força para me segurar e consegui dar uma cotovelada em seu estômago. Fiz tudo o mais forte que pude, desejava ter a força de Fátima, ou mesmo da Bruna. Obviamente ele não estava tão preparado quanto seu amigo grandão, mau tinha força e conseguira me libertar tão facilmente.

Os resultados não foram como esperava, foram menos exagerados, porém bons. O homem me soltou e cruzou os braços contra a barriga. Me afastei rapidamente e cheguei mais perto de Maria, que conseguiu sorrir em meio a tanta guerra, mas não se descuidou.

– Eu tenho um plano. — avisei — Só não sei se vai dar certo.

– E qual seria?

Fiquei com um pé atrás para responder, meu "plano" envouvia uma série de riscos, entre eles uma de nós ficaria presa.

– Uma de nós faz eles darem uma abertura para a outra escapar. — disse finalmente.

– Você sai. — antecipou-se — Acho que está na hora de contar. Você não conseguiria fazê-los dar qualquer abertura. Eu menti quando disse que você tinha atingido o nível máximo. Infelizmente a Fáti não deixaria eu te colocar sem seu consentimento.

– Como assim? Então por qual razão estamos aqui? Você não viu os riscos? Você preferia me trazer para cá despreparada do que enfrentar aquela louca? — encarei ela por um tempo, alguém me segurou mas não tentei me soltar, apenas completei — Eu achei que era a medrosa aqui, mas acho que me enganei.

Pela primeira vez ela baixou a guarda e a pegaram também, me puxaram para um lado e levaram ela para o outro, olhei para trás e não a vi, já era tarde demais. Logo que nos afastamos me tiquei de que estava sendo levada, não reagi, só sentia aquelas mesmas sensações me atormentando e agora uma nova surgira, mágoa.

Ao chegar no local para onde eles me levavam, fui consumida por um medo ainda maior. Era um quartinho escuro, sem nada dentro, parecia a solitária de uma prisão. Antes que me jogassem lá dentro, comecei a me contorcer, tentando de forma compulsiva não entrar lá, cheguei a me segurar na porta enquanto me empurravam para dentro. Porém em um empurrão foi jogada e caí no chão, fecharam a porta antes que eu pudesse fazer qualquer coisa.

Quando estava quase entrando em desespero total, ouvi passos distantes se aproximando, uma trava se abrindo e eis que Francis entra nesse lugar. Só por ter alguém comigo me senti menos horrível, entretanto não era nada reconfortante a presença dessa pessoa. Por um lado poderia me consentrar nele e esquecer das paredes, por outro, eu tinha medo do que ele poderia fazer comigo.

– Carina! Cá estamos nos vendo novamente. Bom, não acha? — disse com sinismo.

– Seria bom se você me tirasse daqui. — respondi no mesmo tom.

– Ah, é! Já tinha me esquecido. Uma das suas amiguinhas que você veio ajudar me contou uma coisa muito importante sobre você. — lançou todas aquelas palavras como se fosse o rei do universo.

– E o que seria? — tinha certeza da resposta, mas precisava ouvir eu mesma — Quem disse isso?

– Ela disse algo sobre confinamento, lugares fechedo, você ter escapado... — despejou, eu sabia que não podia demonstrar que ele acertara, por isso tive que fingir.

– Não sei quem disse isso, mas que eu saiba, pelo menos, qualquer pessoa que tivesse claustrofobia não poderia ficar aqui.

Não era exatamente uma mentira, qualquer pessoa com claustrofobia teria, no mínimo, lutado para não entrar e se entrasse não ficaria bem. E como sou uma dessas pessoas, embora meu caso seja diferente, aquele lugar parecia que ia me engolir.

– Então está me dizendo que a Caroline mentiu para mim antes de... — pareceu não falar apenas para me deixar pior — Não importa, talvez a veja novamente, mas duvido que ela veja você.

Fraquejei, por mais que ela tivessem virado minha vida do avesso, eu gostava delas. Era difícil adimitir, mas até Fátima parecia uma pessoa boa, e pensar que uma delas poderia estar cega, ou até morta, se tornou insuportável. Não sabia mais qual sensação me controlava, se era raiva ou tristeza, ou uma mistura das duas coisas.

– O que você quer? Para que precisa dos pingentes? — perguntei, tangendo os dentes.

– Então acertei seu ponto fraco? — ria como se eu fosse uma idiota — Acha mesmo que vou te contar? Quer ir parar no mesmo lugar que sua amiga?

– Seu... — qualquer palavra seria pouco para ele, a mãe dele não merecia ser xingada, chama-lo de monstro seria elogio.

Nao aguentei mais e parti para cima, tentei dar-lhe um soco na cara, mas ele segurou minha mão e apontou um revolver na minha direção. Parei imediatamente. Não seria boba o bastante para lançar-me à morte. Francis soltou minha mãe e recuei até tocar a parede, trocou a arma de mão e fez sinal para que seus soldadinhos entrassem.

– Amarrem ela. Deixem bem firme. — depois de observar algo em mim, completou — E tirem o cinto que está em sua cintura, é um dos nossos. — pensou um pouco e disse — Aproveitem e vejam se ela está com o medalhão.

Eles fizeram exatamente como Francis disse, primeiro amarraram meus pulsos e quase me derrubaram quando foram amarrar meus pés, por fim me amordaçaram e tiraram o cinto e o pingente, deixaram o resto com seu chefe. Ele chegou perto de mim, eu o fuzilava com o olhar, se tivesse super poderes usaria. Chegou mais perto, abaixou e segurou meu queixo, chegou bem perto do meu rosto e disse:

– Agora você é minha. — não disse como se fossemos marido e mulher, e sim que eu era sua prisioneira.

Se eu não estivesse amarrada seria pior, tudo que pude fazer foi dar a cabeçada mais forte que consegui. Francis soltou meu queixo e pôs a mão no chão para não cair, levantou raivoso, saiu do quartinho e trancou a porta. Foi tão bom acertar um golpe nele que quase me esqueci de onde estava. Trancada em um quarto pequeno, escuro e zonza pela cabeça.

Se eu tivesse algo para destrancar a porta estaria tranquila, mas não tinha maçaneta, fechadura ou qualquer coisa que pudesse ser aberta com um clipe. Ao me dar conta do que estava acintecendo tentei não ne desesperar, não daria esse gostinho ao Francis, tinha que parar para pensar no que fazer para sair dali.

Como já havíamos combinado, levaríamos apenas o necessário, e entre as coisas estava um canivete. Maria disse que eles haviam sido afiados por ela mesmo, por tanto era preciso cuidado ao usa-los. Me estiquei e estiquei minha jaqueta até alcançar o bolso, lá dentro estava o canivete.

Tive que fazer tudo de olhos fechados e usar toda minha força de vontade para não me desesperar, abri-los me apavoraria, e mesmo fechados tinha uma sensação estranha. Depois de conseguir cortar as cordas que prendiam meus pulsos tirei a mordaça e desamarrei meus pés. Enfim abri os olhos e o medo me consumiu, tentei me concentrar na porta e chegar perto dela, mas era difícil demais.

Estava quase gritando quando ela se abriu, ao ver quem era quase chorei.

Notas finais
Então? O que acharam? E o final? Gostaram da surpresa? Já sabem quem é? Tem alguma idéia? Vou esclarecer essa dúvida no início do próximo capítulo, mas já adianto que é uma pessoa muito importante para a Carry. Quem achou que a pobre da Carina estava sendo meio torturada me avisa, pois foi essa a intenção. Tadinha de mim, não tenho claustrofobia, não sei exatamente como é que eles se sentem ou vêem as coisas, mas dei uma improvisada que tem um significado na história da nossa personagem. O que eu quero dizer com isso? Simples! Lembram que a Carry fugiu da casa dos tios e não quis falar o porque? Isso tem tudo a ver. Sério, nas notas iniciais eu tava meio triste e queria contar que... A fic vai perdeu seu primeiro integrante. Não vou contar mais nada sobre isso, pode só que pode ser uma viajem, ou uma prisão perpétua, ou até uma... Como posso dizer? Uma morte. Só de pensar em quem é já me sinto triste, eu gostava muito de escrever coisas sobre esse personagem e o pior é que. Ops! Melhor eu não dizer, essa é mais uma das surpresas que a reta final da fic guarda. Por hoje é só, ETC Escrever Tanto Cansa.