Notas iniciais
Oi gente! Falei que ia postar mais um, não falei? Pois aí está. Antes de postar esse capítulo, estava marcado o número três para "favoritaram". Logo fiquei muito feliz e fui verificar quem havia favoritado minha fic, depois de descobrir enviei uma mensagem privada e agora vou dizer: - Dorium Maldovar, dedico esse capítulo a você! Que como eu ama DW (Doctor-Who, que significa doutor quem). Bem, agora que disse tudo, vou postar esse capítulo que me parece ser legal.

Saí daquele lugar estranho e me veio uma dúvida: "Como vou sair daqui sendo que a única porta leva a essa sala com os pingentes?" Fechei a porta e tentei abri-la novamente, porém nada ocorreu. Pensando mais um pouco, resolvi fazer exatamente a mesma coisa que fizera para ir parar alí, apertei o interruptor, olhei para o livro e ele saiu do lugar, tirei o mesmo e recoloquei no lugar. Incrivelmente, quando fui abrir a porta novamente a sala branca não estava mais lá, ao contrário, aquele lugar era o mesmo cômodo pelo qual entrei. Fiquei feliz ao saber disso e fui embora.

Em casa, perdi o resto do dia e a noite inteira fazendo as lições atrasadas, que não eram poucas. Acho que dormi enquanto escrevia, pois em um momento eu estava fazendo as lições, e no outro estava acordando. Fui para a faculdade e, por sorte, consegui entender toda a matéria e nas horas em que os professores estavam explicando suas matérias, eu copiava o que restava das lições.

Os dois dias seguintes foram quase iguais, quase pelo fato de ter terminado de copiar e ter contado ao Dav que eu havia encontrado os medalhões. A única coisa que achei estranho nesses dias, foi o David estar falando mais que o Teo. Não lembro dele dizendo mais que:

– Oi, tudo bem? — perguntou.

– Tudo e... — respondi, mas fui interrompida.

– Está bom, tchau. — disse ele e saiu.

Em outros momentos ele fazia um sinal, quase não olhava em meus olhos. E esse ato me fez ficar muito triste, se ele falasse qualquer coisa, mesmo que fosse ruivinha me alegraria, mas isso não aconteceu.

No terceiro dia, porém, pareceu estar mais feliz e dizia a primeira coisa que vinha em sua mente. Em vez disso me deixar feliz, só me preocupou mais, parecia estar sendo forçado a fazer isso. Como se alguém o esstivesse pressionando, por isso parou de falar e agora, para não chamar atenção, ordenou que ele disfarçasse.

Dias depois, quando estava estudando para uma prova que seria na semana seguinte, me encontrei sozinha na cozinha e comecei a refletir sobre o que tinha acontecido com meu irmão. Como de costume, fiquei murmurando tudo o que havia percebido até o momento.

– Quando cheguei ele falava tanto que chegava a ser irritante, depois que voltei quase não disse nada, e agora voltou a falar do nada? Tem algo por de traz disso tudo, tem duas alternativas, ou ele enlouqueceu depois daquela bronca que o Dav deu, ou está sendo influenciado. — pensei um pouco e continuei — Preciso dar um geito de segui-lo vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. Por causa da faculdade não posso faltar e tenho que recuperar as notas que perdi, e não quero pedir nada para o David, ele já me ajudou com tanta coisa em tão pouco tempo e... — respirei fundo — Não quero abusar. A melhor maneira de saber o que está acontecendo, é colocando uma escuta ou algo do tipo nas roupas dele sem que perceba.

Passei a mão no rosto, olhei para o livro na mesa e percebi que pensar no que fazer era mais interesante, tirei os fones, desliguei a música do celular, fechei o livro e me levantei, ageitei a cadeira e quando me virei dei um passo para tráz dando grito de susto, agarrei o livro com força em uma mão e na outra segurei o celular e os fones. Sem que percebesse, na hora do susto, segurei o celular como se estivesse usando uma espada para me defender.

Ainda tomada pelo susto perguntei:

– O que você ouviu?

– Não sei se foi o começo ou o fim, mas cheguei na parte que o Teo enlouqueceu por causa da minha bronca. — disse serio e continuou — Eu quero ajudar, não importa o que diga.

– E se eu disser que já pensei em tudo? — perguntei a primeira coisa que me veio à cabeça.

– Eu digo que é mentira. — retrucou.

– E se eu disser que não preciso de você e que já pensei num plano?

– Carry, eu vou ajudar de qualquer jeito, queira você ou não. E se continuar discordando eu sei onde estão as chaves daquele lugar que a Fátima tinha te prendido.

Fiquei gelada, senti que estava ficando cada vez mais pálida e meus batimentos aceleraram. Puxei a cadeira e sentei antes que pudesse desmaiar. Vi a preocupação no olhar do meu irmão mais velho e tentei me acalmar, respirei fundo, coloquei um pouco da água de uma garrafa que estava na mesa num copo que também estava lá. Desta vez a Caroline não estaria ali comigo, ele me deixaria apodrecendo lá dentro e talvez eu não aguentasse.

Respirei fundo novamente, bebi um gole da água e me acalmei. Quando voltei a olhar para meu irmão parecia ter ficado muito assustado ao me ver daquele jeito. Não sei o que pensou, só desejei que não descobrisse que tenho claustrofobia. Senti que estava voltando ao normal, enquando Dav continuava me olhando, parado, sem esboçar nenhuma reação, como se estivesse com medo de ter feito algum mal para mim.

– Eu estou bem, sério. Não precisa se preocupar. — afirmei e como não tive uma resposta perguntei — Dav? O que você tem?

– Nada, nada. — após uma pausa continuou — O que aconteceu? Por quê você ficou daquele jeito? Você passou mal ou foi algo que eu disse?

Fiquei com receio de responder, mordi o labio, fechei os olhos e repondi:

– Me desculpa, mas não quero contar, é um assunto pessoal. Também não quero falar disso, então por favor não me pergunte nada. — não queria omitir, mas era ele ou eu.

Depois de pensar um pouco e olhando meus olhos, respirou fundo e afirmou:

– Já disse que sei onde a Fátima deixou aquelas chaves, — gelei — me conta o que está acontecendo ou... Já sabe o que farei.

Nessa hora quem ficou assustada fui eu, quase não pude raciocinar, olhava desesperada em seus olhos procurando arrependimento em seu olhar, mas ele continuava sério, como se já soubesse que eu ficaria assim. Apoiei o braço na mesa e senti que estava tremendo. Decidi tentar me acalmar, então me concentrei, respirei fundo e voltei a olhar para meu irmão.

– Sabe que estou falando sério, não sabe? — perguntou olhando em meus olhos.

– Por favor, para. — foram as únicas palavras que saíram de minha boca.

– Fala logo, ou...

– Não! — gritei enquanto levantava da cadeira e me afastava.

– Calma! Não vou fazer nada, prometo.

O pavor que me deixou daquele jeito diminuiu, me senti um pouco melhor, mas ainda não tinha coragem de chegar perto dele. Ao primeiro passo que deu recuei dois, ele chegou mais perto enquanto eu me afastava, e ao encostar no armário ele pode se aproximar mais até ficar bem na minha frente e dizer:

– Não se preocupe, pode me contar, não vou contar a ninguém, prometo.

– Já disse que não, sai! — gritei ainda com medo.

– Eu avisei.

Pegou meu pulso e me puxou até o lado de fora da casa, andamos pela rua enquanto eu tentada me soltar e pedia:

– Por favor, Dav! Me solta!

Entramos no antigo refugio delas, ele pegou um molho de chaves no bolso e disse:

– Estou com a chave aqui, então é melhor você falar.

Tentei pegar a chave de sua mão, no entanto, foi em vão. Ele era maior e mais forte que eu, e quando fui pegar a chave, a escondeu atrás do corpo. Ao ver que havia um movel atrás de si, jogou o molho de chaves ali, segurou meus dois pulsos e olhou em volta procurando algo.

– Está procurando uma corda para me amarrar? — disse com ódio.

– Sim, e se me lembro bem, tem uma... — olhou em todas as direções e quando fixou o olhar no mesmo móvel que jogou a chave continuou — Bem ali.

Segurou meus dois braços com uma mão e enquanto eu tentava me soltar, abriu gaveta por gaveta até achar uma corda. Depois de pegá-la, me amarrou bem forte com as mãos atrás do corpo, segurou o mesmo braço que a Fátima quando me prendeu, pegou as chaves e seguiu me puxando na direção daquela cela.

– Me solta! Está me machucando! Me solta, por favor! David! — gritava eu tentando me soltar, mas sem sucesso.

– Fala logo, você está vendo do que sou capaz, só vou parar se decidir me contar. — afirmou sério e apertando mais meu braço.

Notas finais
O que acharam? Eu tinha planejado quinhentas coisas, mas não consegui imaginar a Carry fazendo isso no próprio irmão. Como acontece em muitas cacetadas do Faustão e agora do Silvio Santos também, alguma coisa acerta ou o próprio homem cai e fica morrendo de dor pelo lugar que acertou. Por isso não consigo imaginar minha protagonista chutando o Dav sabem onde. Bem, ainda não é um volte amanhã, pois pretendo postar mais um hoje e nele (nas nota) vou falar sobre algo que está me deixando feliz e preocupada ao mesmo tempo (não estou grávida, só tenho catorze anos e não seguirei o exemplo de minhas primas). Isso tem a ver com minha futura escola e vocês descobriram o que é. Menos a Mariana e a Amanda, que contei no dia do projeto, ou foi na hora da saída? Deixa pra lá, tenho que terminar o capítulo "Fuga do Presídio". Beijos e até mais tarde.