ADN - Como Tudo Começou
12 Fuga do Presídio
Notas iniciais
Oi de novo, já é a terceira vez hoje. Bem, depois de ficar tanto tempo sem crédito no celular, assistir Annabelle (que é bem engraçado, principalmente se tem um garoto de treze anos do seu lado gritando feito menina e seu primo dorme do outro lado).
Aquilo que eu falei que ia falar de uma negocio que já falei com duas pessoas que falaram que eu conseguiria (não sitei o final). É que estou concorrendo a uma das doze vagas entre cinquenta e duas pessoas para cursar os primeiro, segundo e terceiro ano no CSM (Colégio Santa Maria). Bem, meu notebook está esquentando e se aquecer demais ele desliga, então até amanhã.
Continuava pedindo para me soltar, mas o que fez foi me ignorar. Chegando na cela, pegou a chave, abriu a porta, me empurrou para dentro e caí no chão. O que meu irmão não sabia, era que eu havia caído de propósito e fingia que estava desmaiada. Nos primeiros segundos não deu importância mas ao não me ver esboçar qualquer reação, trancou a porta, guardou as chaves e começou a me chamar:
Carry, levanta. — me esforcei para não mexer nenhum músculo — Carry, responde. Carina? Responde, por favor. Continuei sem me mexer, mas estava cada vez mais difícil. Depois de me ver caída no chão, ele desamarrou meus pulsos, foi até a porta e a abril. Logo após me segurou no colo e me levou até um dos quartos, deixando eu deitada na cama. Tive que segurar ao máximo quando ele segurou meu pulso para ver se estava machucado, pois realmente tinha apertado o nó. Quando soltou minha mão senti um alívio e quase fui pega. Logo que percebi que havia saído da minha frente abri os olhos e vi que meu irmão andava de um lado para o outro, além de ficar falando sozinho. É tudo culpa minha! E agora, o que eu faço? Levo ela para casa? Não, se alguém ver pode pensar qualquer coisa. E se eu deixar ela aqui? Acho melhor não, se a Carry acordar pode até fugir. — fiquei interessada e levantei para ouvir mais de perto — Não quero seu mal, só queria que confiasse em mim, mas agora não dá mais. — parou de andar de um lado para o outro e foi em direção ao banheiro. Essa é minha chance. — disse baixinho. Saí do quarto com cuidado para não fazer barulho, caminhei até a porta e a abri devagar, passei por ela e a deixei encostada. Corri para casa, entrei, subi as escadas correndo, virei à esquerda, entrei no meu quarto e tranquei a porta. Não foi a melhor decisão, contudo, ao abrir a janela pude ficar sozinha e olhar Teo cuidando do jardim. Oi Teo. — gritei da janela, pois não havia encontrado com ele esta manhã. Você está bem, ruivinha? — brincou e quando viu como eu o olhava perguntou — Por que não desce aqui? Não, obrigada. E se o Dav perguntar fala que não me viu ainda. — pedi. Claro, mas por quê? — perguntou com a mão no rosto por causa do sol. Vou... — pensei um pouco e completei — Pregar uma peça nele. Tem meu apoio, se quiser até te ajudo.- ofereceu-se. Acho melhor não, já planejei tudo e teria que pensar em tudo de novo se você ajudasse. — menti para que não me atrapalhasse na fuga. Coloquei a cabeça para dentro do quarto, tirei o tênis que usava desde que voltara da faculdade e deitei na cama. O sono veio logo e me pegou rapidamente, mas estranhei meu irmão mais velho não ter chego até o momento que eu dormi. Se chegou não percebeu que eu também estava em casa, ou então meu irmãozinho, Teodoro, enganou ele dizendo o que tínhamos cominado. Qualquer uma das opções me deixaria dormir sossegada por algumas horas que me fizeram muito bem. Ao acordar a primeira coisa, ou melhor, a primeira pessoa que vi foi Maria, mãe da Rachel. O susto foi tão grande que, além de gritar, bati a cabeça na cabeceira da cama ao tentar me afastar. Ela estava sentada em uma cadeira de frente para mim, tampando e destampando minha caneta verde. Tudo bem? — disse enquanto colocava a caneta na mesa. Ai! — sentei na cama e passei a mão onde havia batido — Como você entrou aqui? E onde estão as outras? No esconderijo do Francis. — sua expressão era de preocupação. Como assim? — me levantei e sentei na ponta da cama. No dia que a Fátima te prendeu a Carol estava com você e eu estava guardando os medalhões, nessa hora eles chegaram e quando eu saí do escritório... — respirou fundo e continuou — Todas haviam sumido, inclusive você. Aliás, como saiu de lá? Termina de contar o que aconteceu, depois disso eu te conto. — elas assentiu. Dias depois, consegui me infiltrar no esconderijo e só encontrei a Elena. Ela disse que o Francis tinha separado todas para ser mais difícil de escapar, mas todas estavam lá dentro. Tentei tirar ela de lá, mas não consegui. — respirou fundo de novo e disse — Agora é a sua vez. Quando eu estava amarrada e a Caroline estava conversando comigo, dois homens entraram e lutaram com ela, mais um chegou e veio atrás de mim. Depois eu só lembro de acordar numa cela com as meninas e um homem encapuzado soltou a gente e todas fomos para a casa da Rafa. No dia seguinte eu voltei para cá e só as vi alguns dias atrás, quando fomos em uma lanchonete. — um sorriso se iluminou ao saber que elas estavam bem. Como está a Rachel? Bem, e eu não sabia que a sua filha era tão legal, às vezes parece que ela sabe de tudo. — confessei. Que tal se nós formos visitar ela? — sugeriu, mas por estar tarde neguei. Não dá, tenho que estudar para a prova que vai ter semana que vem. Leva o livro, eu te ajudo. No caminho vou te perguntando tudo que você já estudou. — sugeriu novamente. Diante da proposta tentadora, aceitei e, para que meu irmão não me visse, saímos pela janela levando dois livros e cada pergunta que ela fazia eu ria pela facilidade e dava a resposta logo em seguida, eram perguntas bestas, como por exemplo: Qual o nome do dedo que fica entre o mindinho e o do meio?
Depois de rir um pouco respondi: Anelar. Sério? Eu mesma não sabia! Continuamos pelo caminho até chegar lá, toquei a campainha e Rachel nos recebeu muito bem. Mãe e filha ficaram conversando por bastante tempo até Maria dizer que precisava usar o banheiro. Foi quando minha amiga correu, sentou ao meu lado e, como se o sustou dessa ação rápida não bastasse, disse sussurrando ao meu ouvido: Venha aqui em casa nessa segunda-feira às oito horas da noite, preciso que venha e não se atrase. — quando ia se afastar lembrou — Só mais uma coisa, não conte para a minha mãe. Como assim? O que vai acontecer às oito horas da noite de segunda-feira? — perguntei enquanto ela se afastava. Só vem, por favor. — implorou. Tudo bem. — me dei por vencida — Mas é melhor que eu não me arrependa. Não vai se arrepender, acho até que vai gostar da... — olhou para a porta do quarto e continuou — Finge que eu não disse nada, minha mãe está vindo. Como você... — a porta se abriu e me calei. Demorei muito? — perguntou Maria. Claro que não, mãe. — pensou um pouco e mudou de assunto — Ainda não perguntei, como estão a Elena e as outras? Fiquei um pouco sem reação, ela, Bruna, Serena e Rafaela ainda não sabiam sobre suas mães. Maria também ficou um pouco assustada com a pergunta, mas segundos depois inventou uma desculpa que também me pegaria se eu não soubesse a verdade: Eu estava na outra casa resolvendo alguns assuntou sobre as contas de água e luz, achei que elas estivessem por aqui. Por que? Onde elas estão? Não sei, não tenho notícias desde que a Carry apareceu naquele lugar. — disse com tristeza ao lembrar do cativeiro do Francis. Vendo a onde aquela conversa iria parar, resolvi intervir: A única coisa que podemos fazer agora é esperar. Do mesmo jeito que ela voltou as outras também podem voltar. Rachel abaixou a cabeça e disse com a mesma tristeza no olhar: Ou podem estar presas naquele lugar que a gente estava. Maria parecia estar pensando em algo, talvez estivesse cogitando a hipótese de contar toda a verdade para a filha, ou pensando em como tirá-las do esconderijo do Francis, não tinha como saber até que ela se pronunciasse. O silêncio se instaurou no ar enquanto ninguém sabia o que dizer. Querem um café? — perguntou a dona da casa. Eu quero, obrigada. — respondi apenas para aproveitar a chance e conversar com Maria. Não, obrigada. — respondeu a mãe. Ela saiu para preparar o café e eu comecei a conversa aos sussurros: Maria! Você não estava pensando em contar, estava? — fez que sim com a cabeça — Então fala logo, te dou todo o apoio. Quanto mais gente mais fácil vai ser de resgatar elas lá. A Fáti me mata se eu fizer isso. Lembra que vocês me sequestraram para não deixar o Francis vir atrás de mim? — fez que sim com a cabeça — Pois é, no dia que a gente fugiu eu fui falar com o David e quando já estava na frente da casa ele apareceu na minha frente e disse que iria voltar. Nossa! Ela ia continuar a falar, mas parou imediatamente quando sua filha abriu a porta, entrou com uma bandeja que continha uma garrafa térmica um jarro com leite, três xícaras e algumas bolachas recheadas. Apenas eu e ela íamos beber café, mas deve ter trazido uma xícara a mais para o caso de sua mãe mudar de ideia. Mãe, já que você não quer café, trouxe leite e aquelas bolachas que você adora. — sorriu. Continuamos conversando, mas não mais sobre aquilo, sobre acidentes engraçados que já haviam acontecido conosco. Ficamos rindo por horas e quando percebi já era de manhã e o sol já havia nascido. Pedi para Maria me levar para casa e me ajudar a entrar no me quarto sem que meus irmãos percebessem. Logo que chegamos ficamos escondidas atrás das moitas e na primeira chance ela me indicou a hora exata de pegar a escada e entrar no quarto, depois ela devolveu a escada a seu lugar de origem e foi embora. Deitei na cama e, como era fim de semana, aproveitei para dormir. No meio tempo até segunda-feira, evitei ao máximo encontrar com Dav, e se ele me encontrava eu saía correndo com medo dele tentar me prender novamente. Depois de todo o cuidado chegou segunda-feira e, como combinei com Rachel, fui até sua casa às sete horas. Ela havia ditos às oito, mas sempre gostei de chegar com antecedência Chegando lá fui surpreendida por Rachel, que estava saindo de casa. Carry? Por chegou tão cedo? — questionou. Antes cedo do que tarde. — respondi e completei bem baixinho para que ela não ouvisse — E pra ficar mais longe do meu irmão. Já que está aqui, vamos logo, preciso te mostrar uma coisa. — disse ela abrindo um sorriso. Não questionei, apenas a segui. Andamos por uns dez minutos até chegar ao ponto final, ela abriu a porta e entrou, mas antes que eu pudesse entrar fiquei maravilhada e murmurei: Não acredito!
Notas finais
Ficou bom? Bem, eu achei que ele ficou do tamanho quase ideal, que seria extra GGG (ou cinco mil palavras) mas como não tenho muita criatividade na hora da escrita e estou precisando estudar muito, vou apenas dizer:
- Se gostaram, por favor, mesmo que seja um emotion (carinha feliz ou triste) envie uma review.
O final tem a ver com amanhã e vai ser bem empolgante.
Beijos, preciso confirmar a postagem..
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