ADN - Como Tudo Começou
10 Melhores Amigas
Notas iniciais
Oi gente, hoje não vou alongar muito nas notas porque vou postar mais capítulos hoje e mais um amanhã.
O capítulo de amanhã será especial, mais como uma surpresa para alguém que gosto muito, uma autora aqui do Nyah.
Para ser mais clara quanto à quantidade de capítulos que vou postar hoje, vou postar três contando com esse aqui. Sem mais enrolação e já me apressando para terminar o terceiro, desejo uma boa leitura.
Mesmo depois de sair eu ainda andava distraída, tropecei em uma elevação na calçada e quase bati meu rosto num poste. Mas isso foi pouco comparado com o que fiz com minha amiga, estava tão distraída que não a vi e ela, como era de se esperar, me seguiu. Só fui perceber que alguém estava me seguindo quando já estava prestes a virar à esquina, olhei para trás e um sorriso apareceu em meu rosto, e no instante seguinte ela me abraçou e disse com a voz rouca:
– Que saudade de você! — pigarreou e continuou — Já estava começando a pensar que alguém tira te sequestrado. Me soltou e só então eu pude dizer:– Também morri de saudades suas Isa! É tão bom te ver de novo.– Onde a senhorita estava? Queria me matar do coração? A cada dia que você faltava eu ficava mais preocupada e aflita. Além de tudo os professores passaram muita lição e duas pesquisas imensas. Vai demorar até que consiga atualizar seu caderno. — olhou para o lado como se estivesse pensando e quando voltou a olhar para mim disse rápido como sempre — Ficou sabendo?– Isabelzinha se acalma, fala devagar se não eu não vou entender. — e após uma breve pausa continuei — Agora me diz, ficou sabendo do que?– Que... — olhou para os lados e mordeu os lábios feixou os olhos e quando abriu disse — Nada. Se você não ficou sabendo não sou eu quem vai contar.– Agora que começou vai continuar. Conta logo ou... Não seremos mais amigas. — ameacei para conseguir respostas.– Não faz isso comigo, Carry! Nós somos amigas a tanto tempo e eu não saberia viver sem você para me controlar, já foram bem difíceis esses dias, imagina a vida toda? — "Lá vem ela tirar conclusões precipitadas. Lógico que as coisas que ela disse são verdade, mas dessa vez foi um pouco de exagero, a vida toda? Só a Isabel para ser tão exagerada assim." — Ai meu Deus! Carry, por favor não me obrigue a falar, a pessoa disse que ia falar pessoalmente com você. Agora me promete que nossa amizade vai continuar, eu já disse tudo o que sabia! Isabel estava realmente desesperada, embora ela falasse tudo o que viesse em sua mente, de alguma maneira que ninguém entende, ela nunca contava qualquer segredo. Além disso, sempre foi uma ótima amiga, esteve do meu lado em todas as horas difíceis e eu do dela. Por esses e outros motivos se tornou minha melhor amiga e companhia inseparável. Depois de ver o desespero de minha amiga, decidi parar de pressiona-la e apenas perguntar:– Está bem, você não precisa contar esse segredo, só me diz uma coisa, quem é essa pessoa que você mencionou? Soltou um suspiro aliviado e sua expressão mudou de nervosa para alívio depois do que disse. Então depois de pensar um pouco Isabel disse:– Se eu não me engano, era Alex.– O Alex da sua sala? — perguntei achando estranho.– Não, esse eu não conheço, só sei que ele tinha o cabelo castanho, assim como os olhos e tinha mais ou menos a sua altura. — descreveu — Conhece?– Não tenho a mínima ideia de quem seja. Mas após pensar um pouco se já tinha visto alguém assim, uma imagem veio em minha mente. No dia que a Fátima me prendeu e a Caroline ficou comigo, um dos homens que estrou era assim como ela descreveu. "Será que era ele? O Francis realmente disse que iria voltar. Será que esse Alex é um dos subordinados, ou seja lá o que forem, do Francis? Se for eu estou correndo risco, preciso ficar o mínimo possível sozinha, quanto mais gente ficar comigo menos chances eles vão ter para fazer... Sei lá o que eles querem fazer, Mais tem a ver com meu medalhão. Preciso encontra-lo antes deles, se é que eles já não os possuem."– Desculpa Isa, mas agora eu preciso ir para casa e você para sua, preciso atualizar meus cadernos logo. Tchau. — disse eu tentando convence-la a sair para que eu pudesse voltar a procurar meu pingente.– Então tchau, e vê se para de faltar.– Não prometo nada. — brinquei. Ela riu e saiu. Quando vi que ela já não podia me ver, andei apressada até em casa, deixei minhas coisas no quarto e saí para procurar medárion. Mas ao chegar lá a primeira coisa que pensei foi que elas não teriam guardado em qualquer lugar, e logo após lembrei de quando ela estava me testando, foi até um escritório e voltou com os dois. Então certamente era lá que elas guardavam, mas não seria fácil achar, provavelmente, pelo jeito que falou dele para mim, elas deveriam guardar a sete chaves. Chegando no local, abri a porta, que estava encostada, lembrei que tínhamos esquecido a porta aberta e não liguei. Ao entrar, me dirigi à sala na qual eu pensava a poucos minutos, sentei em uma cadeira e olhei em todas as direções, procurando algo que pudesse me dar alguma pista de onde estavam aqueles medalhões. Havia uma estante com várias prateleiras de livros e, pensando nos filmes, tirei e recoloquei cada livro, prestando sempre atenção para não deixar ada passar. Como não obtive sucesso, decidi examinar cada objeto daquele lugar, olhei encima da escrivaninha, dentro das gavetas, procurei algum arquivo no computador que pudesse me ajudar, mas nada achei. E não comecei a reexaminar as coisas, primeiro procurei se havia algum lugar oco nas paredes, depois fui verificar um fichário de ferro, que se encontrava no canto do cômodo, precisava de uma chave, então peguei uma que estava dentro da segunda gaveta da escrivaninha, mas ao me apoiar no móvel senti que havia tocado em algo.
Na parte de baixo da mesa, de ponta cabeça, tinha um interruptor, como aqueles que usamos para acender as luzes. Fiquei um tanto receosa em relação a apertar ou não esse botão, ele poderia ser a solução dos meus problemas, ou até um sistema de segurança para pessoas curiosas como eu, ou intrusos. Depois de muito pensar se devia ou não fazer isso, decidi que sim. Fechei meus olhos e apertei, mas ao abrir constatei que nada havia acontecido, nada havia mudado, tudo estava exatamente igual.– Eu fiquei daquele jeito e nada aconteceu? Vou voltar a procurar que é melhor. — me senti meio estupida por ter ficado tão preocupada por nada. Já que aquilo não tinha mudado nada, resolvi pegar a chave logo e abrir o arquivo. Na primeiras das cinco gavetas, tinha a ficha completa da Fátima, não faltava exatamente nada, tudo que se pudesse imaginar tinha ali, desde o nascimento até os dias atuais. Em cada gaveta tinha a ficha de cada uma, primeiro a Fátima, depois a Caroline, em seguida a Maria, Elena e por último Sandra, minha mãe. Fiquei muito interessada nessa parte do arquivo, peguei uma das dezenas de pastas aleatoriamente.– Medarion. — li o que estava escrito em uma etiqueta na frente da pasta. Com muita calma e totalmente ansiosa abri a pasta e comecei a ler, cada palavra me fazia sentir mais perto da minha mãe e como o próprio nome já dizia, essa parte falava do medalhão dela e como o conseguiu. Segundo o conteúdo contido ali, Zuru kashiko-sa significava astúcia, que por sua vez significava (em relação ao pingente) esperteza, não se deixar enganar e que usa artifícios para conseguir o que quer. Na página seguinte estava escrito como ela o havia conseguido, aparentemente, o pingente estava no chão, sem dono, ela achou bonito e pegou. Depois de algumas semanas a turma do Francis tentou pegar de volta e ela não deixou, ao contrário, por já saber com o que estava lidando, levou mais quatro com ela. Depois dividiu entre suas melhores amigas e até hoje elas protegem esses medalhões. Havia muito mais coisas naquela pasta, mas minha missão era achar meu pingente e não voltar mais lá, só se elas me obrigassem. Depois de mais ou menos uma hora, e sem encontrar nada, perdi a vontade de ficar naquele lugar que não me ajudaria em nada. Entretanto, quando já estava fechando a porta, tive a impressão de ver algo diferente lá dentro, mais especificamente nas prateleiras de livros. Abri a porta para conferir e realmente tinha uma coisa diferente, um livro, que eu jurava estar como os outros, não estava encostando na parede. Retirei o livro e vi se havia alguma coisa diferente nele, depois olhei a prateleira e a parede, mas não vi nada, por último passei as páginas do livro e verifiquei que também não tinha nada dentro dele. Por fim, encaixei no espaço que ele estava antes. Estava sem o que fazer naquele cômodo, então abri a porta para sair, contudo me deparei com outro lugar, sem ser aquela sala que estava a caminho.– Que lugar é esse? — olhei para trás e o escritório continuava ali — Tem que ter alguma explicação para isso tudo. O lugar era uma sala totalmente branca com, nada mais nada menos, que os pingentes presos em uma das quatro paredes. No inicio não sabia o que fazer, eu estava sabe-se lá onde e sabe-se lá como eu havia ido parar ali. "Preciso pensar no que fazer, se eu deixar os pingentes aqui será mais seguro, no entanto, se as mães das meninas estiverem presas com o Francis, precisarei deles para salva-las. Se isso acontecesse,eu teria que unir as meninas, contar a verdade e nós teríamos que treinar por bastante tempo."– Por enquanto vou deixa-los aqui, mas se eu souber que o Francis as pegou, terei que usar tudo que tenho.
Notas finais
Gostaram? Pois eu adorei escrever, tinha planejado fazer uma coisa, seria uma "palavra do capítulo" e ela estaria presente no capítulo. No caso este teria a palavra: Inseparável. E para quem não prestou atenção onde estava essa palavra, então releia a parte que a Carry fala bem da Isabel.
Bem, por agora é só, vou postar agora mesmo mais dois capítulos e amanhã vai ter um episódio especial que... Não vou dizer, vai ser só um dia, vocês aguentam. Por essa mesma autora nós esperamos quase um mês para que ela postasse o primeiro episódio de uma fic nova.
Não vou dizer tchau, é apenas um até logo, pois o próximo capítulo está chegando.
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