Notas iniciais
Because I'm happy Clap along, if you feel like a room without a roof Because I'm happy Clap along if you feel like happiness is the truth... Desculpa, para quem não sabe o nome dessa música é Happy e esse aí é o refrão (ou parte dele). Finalmente consegui criatividade dessa minha cabecinha oca para terminar esse capítulo! E olha que foi difícil! Eu tinha falado aquilo dela TALVEZ ser sequestrada mas... Melhor não falar, se quiser saber leia, se não quiser não leia e se não sabe o que quer se decida logo por favor! Antes de tudo, Marianaaaaaaaaaaaaaaa se você está lendo, (o que eu vou cobrar) esse capítulo é pra você, que eu descobri hoje, 11/07/2014, que lia essa fic! Também dedico esse capítulo e todos os outros às pessoas que leem semanalmente ou anualmente (como que fala o de mês mesmo?). Agora vou parar de enrolar, no final da página eu digo mais!

Depois de arrumar nossas coisas, que não eram quase nada, saímos para encontrar as outras. No caminho, Elena me contou como elas sumiram.

– Estavam todas juntas na casa de Serena, a filha da Caroline. O tempo foi passando e quando já era bem tarde, nós mandamos que elas viessem até minha casa para contar tudo, mas não apareceram. Nós saímos para procurar e... Nada! Mas agora elas vão ficar bem, eu tenho certeza!

– Isso foi a quanto tempo?

– Uma semana!

" Será que aquele homem que apareceu na minha janela queria me sequestrar? Eu preciso contar!"

– Um deles veio atráz de mim! — me olhou preocupada — Eu não tenho certeza, mas uma noite antes de eu conhecer realmente meus irmãos, eu vi um homem pela janela do meu quarto. Quando ele percebeu que eu o tinha visto, disfarçou e saiu.

– A quantos dias você realmente conheceu seus irmãos?

– Seis dias!

Ela entendeu onde eu queria chegar. Aquere cara queria realmente me sequestrar e alguma coisa aconteceu que ele não me sequestrou. Por algum motivo ele desistiu de mim, e não pode ter sido por eu te-lo visto. "Alguma coisa aconteceu! E eu vou descobrir o que é!"

– Carry! — olhei para Dav — Eu sei porque ele desistiu de te sequestrar!

– Sabe? Então fala logo que eu também quero saber! — disse Elena ao ouvir.

– Ele voltou quando eu e o Teo estavamos indo contar a verdade pra você. Nos escondemos e quando ele foi arrombar a porta... Parou! Começou a falar que aquilo não era justo e saiu correndo.

Nós duas ficamos assustadas, aquilo era estranho. Quem se arrependeria de sequestrar alguém depois de sequestrar outras quatro pessoas? Então me ocorreu uma coisa, e se ele não tivesse raptado as meninas, e sim outras pessoas. Um simples homem não poderia sequestrar quatro garotas sozinho, ele teve ajuda!

Antes de chegarmos no destino final, paramos em uma praça para encontrar Fátima e Caroline, que iriam dar mais informações e nos levar até onde iriamos ficar. A conversa não teve nada de especial, elas disseram que viram o Francis descendo uma ribanceira, tirando uma pedra do lugar e sumindo atrás dela. Obviamente havia uma passagem secreta, e elas sabiam exatamente onde era.

Depois de David e eu sermos vendados e levados até o local onde iriamos ficar, nos instalamos e apenas eu saí, ele ficou lá dentro, trancado enquanto eu era vendada novamente para poder sair. Só uma coisa estava me encomodando, nesses dias que vivemos presos, ele falou mais que quando estava solto. Isso era estranho, eu ainda queria descobrir o motivo que o fez parar de falar, mas salvar as meninas era mais importânte, algum dia eu descobriria o motivo mesmo, para quê me preocupar?

Fui até a encosta vendada, Caroline se ofereceu para me auxiliar, me guiou até lá sem nenhum problema. Perguntou algumas coisas como quantos anos eu tinha, se era verdade que Francis tinha vindo atrás de mim ou se eu tinha saldade da minha mãe. Não parecia, mas ela estava testando meu estado psicológico.

Já na ribanceira, nós descemos até a metade quando Caroline disse:

– É aqui, ele moveu a pedra e desceu por uma escada.

– Por isso que vocês não acharam elas tão rápido! Estavam procurando nos lugares errados! Ninguém sequestraria quatro meninas sem esconde-las! — disse, mas acabei sendo muito rude com elas.

– Senhorita Wilson, lembra a primeira coisa que te disse quando te vi? — Fátima estava me deixando com medo, mas não demonstrei.

– Não, não lembro!

– Você lembra sim e para o seu governo, ainda está valendo!

Aquela era a hora perfeita para eu parar de falar. Por isso decidi me acalmar um pouco, respirar fundo e me manter.

Entramos uma a uma, primeiro Fátima, depois Maria, em seguida eu, atrás de mim Elena e por fim Caroline. Eu havia ficado no meio porque duas defendiam a frente, duas a retaguarda e eu, que não sabia fazer nada, fiquei no meio. Depois que desci, um arrepio percorreu meu corpo. Havia algo naquele lugar que o fizesse pensar que tinha alguém atrás de você.

Era um corredor pouco iluminado e bem apertado, não caberiam duas pessoas uma ao lado da outra. Além de ter duas porta a cada cinco metros. Percebi cada vez que aparecia uma porta, Fátima e Maria tentavam ouvir se havia alguém ali, mas infelizmente, suas filhas não estavam em nenhuma delas. Estava com um mau precentimento.

Chegamos ao final do corredor quando Maria, que tentava ouvir o que havia atrás da porta, disse:

– Espera! Acho que ouvi alguma coisa!

– Dá licença, deixa eu ver! — disse Elena, que queria saber do que se tratava.

– Parece a voz da Bruna falando alguma coisa e a Serena respondendo! — um sorriso abril em seu rosto.

– O quê elas estão dizendo? — Perguntou Caroline.

– Não consigo ouvir, mas com certeza elas estão aqui.

– Abre logo a porta! — disse Fátima ficando nervosa.

– Mas pode ter alguém lá! — discordou Elena.

– Se elas estão conversando não tem ninguém, mas...

– Até que enfim você disse algo que preste! Carina, continue!

– Mas pode ter uma câmera ou algo do tipo.

Caroline olhou pra mim e moveu a cabeça como se tentasse dizer: "Fala!"

– Carry! Não vai dizer mais nada? — perguntou ela no meu ouvido.

No início não entendi. No entanto, quando Maria tentou abrir a porta, aquele mau precentimento se intencificou, alguma coisa iria acontecer.

– Para! Estou com um mau precentimento quanto ao que encontraremos atrás dessa porta!

É o que queria-lhes dizer, porém, não consegui. Aquela sensação estava me consumindo. Me deixando com medo de tudo e de todos ao meu redor. Eu respirava mais ofegante a cada segundo e meu coração disparava no mesmo ritmo. Minha cabeça doia e tudo começou a girar, apoiei uma mão em cada parede, fechei os olhos e tentei esperar essa sensação passar.

– Conta logo ou isso vai te matar! — ouvi Caroline sussurrar ao meu ouvido.

Me assustei, eu tinha que dizer para elas não abrirem a porta, mas como fazer isso quando você está passando mau? Com ou sem aquela dor de cabeça que não parava de aumentar, eu tinha que conseguir, eu ia conseguir. Respirei fundo, abri os olhos e aquela tontura aumentou.

– Parem! Por favor!

Encostei as costas na parede. Todas olharam para mim, mas apenas Elena teve coragem de perguntar:

– O que foi?

– Acho melhor não abrir a porta!

– Por quê?

– Eu estou com um mau precentimento!

– Um mau precentimento? — perguntou Fátima — Nós vamos parar por um mau precentimento? Maria, abre essa porta logo!

– Acho melhor a gente ir embora! Fá, olha pra ela, está acontecendo! Você não lembra? — questionou Elena.

Ela olhou para mim, depois para Elena e assentiu. Estava tão perturbada que não me dei conta sobre o que falavam. Minha cabeça continuava a doer e a girar cada vez mais. Maria que estava do meu lado disse:

– Venha e não se preocupe, isso já vai passar!

Nos viramos na direção da saída e enquanto eu estava cruzando os braços, Maria me segurava pelos ombros, me guiando. Todas subimos a escada, mas na minha vez senti que iria desmaiar antes de chegar ao topo. Acho que tiveram dó de mim, pois passei a viagem toda sem usar aquela venda e sem dizer nenhuma palavra.

Durante o caminho, a tontura diminuiu e a dor de cabeça também. Quando chegamos, me surpreendi ao ver que estavamos instalados na mesma rua em que Teo mora. Acho até que sorri ao vê-lo entrar em casa, bem. Saber que estava perto de casa era muito bom. Ao chegarmos na porta, Fátima segurou meu braço dizendo:

– Não conte pro seu irmão que lugar é esse! Se você fizer isso... — abriu a porta e entrou.

Entrei logo atrás dela, mas não fiquei com muito mais medo que antes. Sentei ao lado de Dav, sem dizer qualquer palavra. Ele percebeu que eu queria falar e se contentou em sorrir para mim. Sorri de volta e desejei que tudo voltasse ao normal.

Fechei meus olhos e quando abri estava deitada no sofá, com uma coberta sobre mim. Eu havia dormido. Levantei do sofá e me encolhi por causa do frio. Cruzei os braços enquanto tremia os dentes. Olhei em volta e constatei que não havia ninguém. Andei pra todo lado e... Nada! Aquele lugar estava vaziu. Eu estava sozinha. Fui correndo até meu quarto, peguei uma blusa de frio e saí.

Do lado de fora estava ainda mais frio que dentro, a rua deserta e era noite. Olhei na direção da casa de Teo e vi alguém saíndo, provavelmente o próprio. Comecei a correr em sua direção, tomando cuidado para que ele não me visse. Fiquei escondida atrás da moita, só observando o que ele faria.

– Onde está você? — disse ele sentado na varando — Por favor! Volte o quanto antes!

Ele parecia inconsolavel. Por pouco não gritei seu nome e saí correndo em sua direção. Respirei fundo, pensei bastante e mordi os labios quando decidi o que fazer.

Andei até uma parte do quintal onde ele não me veria. Saí da moita que estava escondida e andei bem devagar. Quando estava chegando bem perto tomei um susto, alguém havia me segurado pelo pulso.

– Carry, não! — sussurou Dav ao meu ouvido — Ele não pode te ver. Elas já me soltaram! Vou ficar com ele não se preocupe.

– Tá bem, não sei o que me deu! Foi instinto eu acho. Desculpa!

– Não tem problema! Se quiser vir aqui, pode! Só toma cuidado pra NINGUÉM te ver!

– Posso ficar mais um pouco?

– Pode! Eu vou tentar distrair ele um pouco e você fica olhando.

– Obrigada!

Ele entrou pela porta dos fundos e logo apareceu na varanda. Ficaram conversando e eu observando. Teo pareceu bem menos inconsolavel, apenas triste. Da mesma maneira que quando apenas Dav havia sumido. Voltando para casa, se é que podemos chamar um cativeiro de casa, tive uma surpresa, estavam todas lá, Fátima, Maria, Caroline e Elena. Elas olhavam para mim como se eu fosse a pior criminosa do mundo. Isso fez eu me sentir mau, cabisbaixa e envergonhada.

– Oi...

– Senhorita Wilson! Onde pensa que estava? — perguntou Fátima.

– Eu acordei e não tinha ninguém aqui, por isso eu saí!

– Agora estou com uma dúvida! Quanto tempo demora pra você se desamarrar?

"Oh ou! E agora? O que eu faço?"

– Você não vai mesmo me amarrar, não é?

Perguntei na esperança que a resposta fosse: "Não Carry, claro que não vou te amarrar!" Mas a resposta foi:

– Amarrar...? Não! Amarrar não!

Fiquei tranquila por pouco tempo, pois a expressão no rosto dela pareceu bem pior que eu imaginava. Parecia que ela ia me comer viva. Por um momento não pude esconder o medo, quando percebi fiquei séria instantaneamente.

– Fátima! O que vai fazer?

– Eu nada, elas não deixariam!

– Então...

Notas finais
O que acharam? Melhorei, piorei, deu na mesma ou nem estão lendo as notas finais? Para quem não está lendo fique sabendo que... Espera aí, se eles não estão lendo, como vou mandar eles fazerem algo? É só um pouquinho estranho, sabe? Nossa, lembre de uma coisa! Lembram do "TALVEZ aconteça"? Não aconteceu! Ainda pelo menos, estou em dúvida! Mas já tenho uma ideia de como vai continuar o capítulo. Uma coisa eu posso dizer: A Fátima não vai amarrar a Carry, vai fazer algo pior! Correntes dizem alguma coisa para vocês? Para mim sim! Principalmente se acontecer outras coisas no meio do caminho! E sobre aquela música... É bem legal, vive tocando no rádio! Só uma dica, se for tentar dançar é melhor não fazer o que todos fazem (até eu, no meio da prova prática de vôlei). Tentar levantar a perna sem flexiona-la e... Cair de maduro! Imagina a situação, tem uma garota no saque, ela quase é nocauteada por sua amiga que queria pegar a bola ao mesmo tempo que ela. Então tem a ideia de gênio de fazer exatamente o que vocês leram ali, se esborrachar no chão. Agora tchau, eu tenho que ir assistir Constantine e não quero perder!