ADN - Como Tudo Começou
2 De Volta para casa
Notas iniciais
Que raiva! Só tenho mais hoje de internet! Depois eu vou ter que esperar, até meu jogo favorito vai esperar! Ele tinha que ser online?
Enfim, como não tenho outro dia, posto hoje! Quando terminar o próximo capítulo e tiver net prometo que posto no dia seguinte. Agora o importante é que por um milagre a internet estava rápida o suficiente para entrar nesse site e ficar escrevendo as notas iniciais. Boa leitura e já agradeço pelas visualizações que tive!
No caminho, eles, ou melhor, Teo me contou a história dos dois, mas eu sentia que estava me escondendo algo e uma coisa ficava martelando a minha cabeça -Por que o David não fala?- e quanto mais palavras Teodoro dizia, mais essa pergunta consumia minha mente, não estava mais prestando atenção nele, só olhava para Dav. Acho que Teo percebeu, pois ficava chamando a minha atenção a todo momento.
Eles não moravam longe, mais paramos em uma lanchonete. Teo, o mais novo, pediu lasanha para ele e um hamburguer simples para seu irmão, nosso irmão mais velho e, quando pode falar a garçonete disse desconfortavel:– Senhor, não vendemos lasanha! Eu ri, tentando não falar nada, ele respondeu ainda mais desconfortavel que a moça:– Então me tráz um... X-Burguer. Ah, suco de morango e um refrigerante.– E você Carry? O de sempre?– Claro Bia! Olharam para mim, não me importei, continuei rindo enquanto esperavamos. Por fim, a comida chegou, o suco foi dado a Dav, o meu prato não estava no cardápio, por isso demorou mais. Antes de Bianca sair para ver se estava pronto, disse ao meu ouvido:– Me empresta um, vai? Dessa vez não pude aguentar e disse:– Pervertida! Eu não estou com eles!- parei de rir e sorri- São meus irmãos!– Depois você vai me explicar isso.- afirmou ela e saiu.– Amiga sua?- perguntou o mais novo- O quê ela disse no seu ouvido?– Não importa, você não vai comer? Ele já começou! Dav já havia dado a segunda mordida quando Bianca apareceu com meu prato -Pão, carne, queijo, carne, salada, pão e um copo de suco de morango. Conversamos sobre tudo o que vinha na memória desde que nos separamos. Me contaram que a verdade sobre a morte de nossos pais e como sobreviveram, como eles cresceram e muitas outras coisas, mas entre elas estava a morte de nossos avós, a dois meses ele teve uma parada cardiaca e ela morreu de tristeza no dia seguinte. No testamento, havia uma carta informando que eu estava viva e que era para meus irmãos me acharem.– Já ia me esquecendo!- disse Teo, pegando algo no bolso.- Nossos avós pediaram que entregassemos isso a você! Era uma caixinha pequena, ele abriu e havia um pingente que achei lindo — era circular e as fendas formavam um desenho estranho, parecia uma palavra, só que em outra lingua.– O que é?- perguntei admirada, pegando-no nas mãos.– Não sabemos, nossos avós...– Zuru kashiko-sa!- interrompi, dizendo pausadamente.– Como? Zuru o quê?- perguntou Dav. Eles me olhavam estranho, como se eu tivesse dito algo, mas não disse, e o que era aquilo que Dav falou? Continuaram me olhando e para o pingente. Não aguentando mais perguntei:– O que foi?– O que foi aquilo que você disse? — perguntou Dav.– Eu não disse nada! — respondi, mesmo achando estranho ELE estar me perguntando. Teo ficava examinando o pingente em minhas mãos, tentando saber algo que nem eu sabia.– Zuru kashiko-sa, foi isso que você disse! — finalmente disse Teo.– Zuru o quê? -perguntei querendo responstas mais concretas.– Você não se lembra, não é? — perguntou o mais jovem.– Do quê?– Carry, presta atenção! — disse Teodoro, começando a me deixar assustada — A alguns segundo você estava olhando para o pingente, certo? Assenti.– Enquanto olhava, você disse uma palavra eu acho, zuru kashiko-sa, e depois não lembrava de ter dito isso,certo?– Não, eu não disse nada! E mesmo que tivesse dito, por quê não lembraria?– Eis a questão! — disse Teo — Mas por agora, que tal você guardar o pingente, nós terminarmos de comer e irmos para casa? Foi isso que fizemos, o trageto inteiro sem dizer uma palavra, o silêncio só não foi absoluto porque eu espirrei umas duas ou três vezes. Quando chegamos, quase caí no chão com a beleza do local — era uma daquelas casas de cerca branca, a diferença era que o jardim estava muito bem cuidado, e no lugar das árvores comuns, haviam cerejeiras cheias de flores. Eles não deram muita atenção, acho que é porque eles viam aquilo todos os dias. Após entrarmos, Dav foi tomar banho enquanto eu e Teodoroficavamos sem fazer nada na sala. Nã iria conseguir ficar mais calada, ainda mais com aquela pergunta presa na minha garganta.– Carry... — disse Teo, me dando um susto — Eu já percebi que você percebeu!– Quê?– Que nosso irmão não fala muito! E agora é a hora perfeita para falarmos sobre esse assunto, ele está no banho e não tem mais ninguém aqui! Eu assenti, ainda tomada pelo susto, ele foi até o corredor onde havia muitos retratos, alguns mais antigos e outros mais novos. Quando voltou percebi que trazia um dos retratos, eram duas crianças que pareciam demais Dav e Teo, lógicamente Dav era mais alto por ser um ano mais velho e ao fundo estava a casa em que estavamos, exatamente igual, a varanda, as árvores, tudo. A imagem era linda, prestava atenção a cada detalhe, até que vi algo que me chamou atenção, havia uma mulher na janela, a cortina estava na frente, mas aparentemente ela segurava um bebê.
– Carry, essa foi a última foto antes do acidente, foi neste dia que nossos pais deixaram você na casa do tio Edu e... você sabe.– E não foi aí que ele parou. Certo?– Sim, ele parou de falar muito tempo depois. — disse meio feliz por relembrar — A alguns anos, viemos morar aqui, e no mesmo dia, enquanto eu estava comprando comida, aconteceu alguma coisa, ele nunca fala o que era, eu cheguei e o encontrei no chão, desmaiado. — o sorriso se desmanchou — Quando acordou estava estranho, parecia tentar fingir que não estava assustado. Antes ele não dizia nada, mas com o tempo melhorou, não voltou como era, mas melhorou. Quando disse isso, meu corção se partiu em pedaços, eu só queria descobrir o que aconteceu para poder ajudar, porém, se Teo não conseguiu e vive com ele todos os dias eu não teria chance. Pensei:"Espera um pouco! E se for por esse exato motivo que ele não conta? Posso ter uma chance! Posso perguntar! E assim poderei ajudar não só ele, mas Teo também! Posso...".– Carry? — perguntou o mais jovem, me fazendo cair em mim e gritando em seguida — Carina!– Ai! Não precisa gritar!– Você tem que prometer não dizer a ninguém que eu te disse isso! Principalmente a Dav! Ouviu ruivinha?– Sim! E mais uma coisa, não me chame de ruivinha!– Agora já chega! Não me chame denovo de ruivinha, eu vou...- estava nervosa, se ele me chamasse de ruivinha denovo não sei o que eu faria, por sorte, ou não Dav me cortou.– Vai com calma! — brincou descendo as escadas — Ele é e sempre foi assim, não esquenta! Além do mais, você é ruiva mesmo! Qual o problema?– Até você Dav? — fiquei em pé entre os dois — Vocês não entendem que não gosto desse apelido? Não tenho culpa de ser ruiva, eu nasci assim! Sem perceber, fui bruta demais, eles ficaram assustados com minha atitude. Eu estava tão nervosa que se quer percebi que Dav havia falado, ainda mais, havia feito uma brincadeira, o vi sorrindo e não dei atenção. Quando me dei conta disso, sentei no sofá, abracei meus joelhos e abaixei a cabeça. – Vou tomar um banho. — anunciou Teo — Quer que eu te mostre onde era seu quarto? Ergui a cabeça, estava quase chorando mas tentei disfarçar, se bem que ficar daquele jeito já denuncia tudo. Levante e o segui, subimos as escadas e viramos à esquerda no corredor, no final tinha uma porta branca escrito meu primeiro nome de rosa bebê, fiquei encantada. Ele se virou e seguiu na direção oposta, para o banheiro. Andei pelo corredor até o quarto, abri a porta e a primeira coisa que reparei, foi que o quarto estava perfeitamente arrumado, não tinha poeira nem nada. Pensei sorrindo: "Parece que vocês já sabiam que eu viria!" Andei pelo quarto pegando e olhando cada brinquedo ou bicho de pelúcia no armário, só havia uma coisa estranha, no lugar de um berço estava uma cama normal, como se... "Ah, não! Eles não pensaram isso! Não vou morar aqui!" pensei a caminho na sala para tirar satisfações. Descendo as escadas, ouvi um barulho, parecia um grito abafado e passos, fui na direção dele e não havia nada, nada nem ninguém, Dav havia sumido.
Notas finais
Gostaram? E o final? Aiiiiiiiiiiiiii que nervosismo estou até tremendo, o clima ajudou um pouco e... Deixa para lá, eu só quero que no mínimo uma pessoa visualize, e mesmo assim vou ficar com vergonha!
Nossa, foi difícil escrever esse capítulo eu estava fazendo três coisas ao mesmo tempo: uma redação de no mínimo uma página, um trabalho sobre a lei do saneamento básico e escrevendo quando minha mão doía, mas cada capítulo que passa é como se eu me adaptasse a escrever e quando me dou conta, escrevi mais que no dia anterior.
Se tem alguém da minha sala de aula que fui eu que pedi pra ler, obrigada mesmo! Se tem alguém que eu não conheço, obrigada mesmo! Se tem alguém que eu conheço mais nunca vi na vida, obrigada mesmo! Ou seja, obrigada por ler e volte sempre que quiser!
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