Notas iniciais
Enfim minha net voltou!!!!!!!!!!!!!!! Eu já estava agoniada por não poder postar! Na verdade eu coloquei crédito no meu celular a 3 dias, mais eu tinha milhares de coisas pra fazer e terminar o final desse capitulo, além do mais minha tia veio me visitar e trouxe meu primo. Isso atrapalhou mais, pois eu me distraí e perdi a noção do tempo jogando Guitar Hero, Mario World entre outros. O importante é que agora estou aqui e vou continua por um bom... bom... tempo. Lembram quando eu disse que tentaria aumentar os capítulos? Eu tentei! Porque normalmente eu escrevo resumos, até na escola eu já pedi para resumir o texto do livro para não copiar tudo, infelizmente só deixaram uma vez, mas eu fiquei feliz mesmo assim! Chega de enrolação aí está o capitulo que vocês tanto esperaram!

Cinco dias depois e nosso irmão não havia aparecido, nós ligamos até mesmo para o cemitério e procuramos em todos os lugares da cidade, mais nada o fazia voltar, cheguei a pensar que tivesse sido sequestro, mas Teo garantiu que não. Até que uma coisa mudou, resolvi contar a ele sobre barulho que ouvi.

Era noite e estavamos na sala, sentados no sofá, olhando retratos antigos e pesquisando alguma forma de descobrir onde David estava, quando lembrei do barulho e fiquei pensando: "E se foi mesmo um sequestro e Teo estava errado? Dav não sumiria assim por tanto tempo! E aquele barulho? Será que ele não estava tentando gritar?" Uma coisa me deixava mas confusa: "Como Teo pode ter tanta certeza de que não foi um sequestro? Com certeza eles estão me escondendo algo." eu pensava sem parar que deveria ter aver com aquele homem no galpão. Para conseguir respostas teria que fazer algo diferente, ele não iria cair no famoso Eu já sei de tudo!.

– Teo! Preciso te contar uma coisa!

– O quê? — respondeu um pouco triste, afinal ele tinha seus motivos.

– Lembra o dia que o Dav sumiu? — ele me olhou como se essa fosse a pergunta mais obvia do mundo — Então, você me mostrou o quarto e quando eu estava descendo as escadas ouvi um barulho!

– Que tipo de barulho? — já estava sério, a dois segundos não estava triste?

– Parecia um grito abafado e uns passos, mas quando fui ver não tinha nada!

– Típico! — disse baixinho, mas pude ouvir.

Agora eu entendera, ele sabia quem havia sequestrado Dav só não queria me contar.

– O que você está me escondendo? Quem seguestrou o Dav? Por quê eu fui criada longe de vocês? E o mais importante, quem são vocês realmente? — todas as minhas duvidas saíram naquele momento, eu só esperava que ele responde-se.

– Não estou escondendo nada, não sei quem sequestrou ele, não sei porquê você foi criada longe de nós e você sabe muito bem quem somos! — disse pausadamente, já ficando com raiva.

– Não, não sei! Se eu conhecesse como você diz, além de você não precisar mentir, eu não estaria perguntando!

– Já disse que não estou escondendo nada!

– Então quem era aquele homem no galpão?

– Não sei do que está falando!

– Aquele que virou pó!

– Não sei quem era, ele simplesmente apareceu!

– E você o matou?

– Não! Olha, eu já falei demais! — disse enquanto subia, batendo os pés, para seu quarto.

O segui e enquanto subiamos as escadas, eu estava tão nervosa quanto ele quando disse:

– Se eu for mesmo da sua família você vai me contar, se não, eu vou embora e você nunca mais vai me ver!

Ficou um tanto pensativo, respirou fundo e recomeçou ainda nervoso :

– Nós somos Teodoro e David Wilson, quando eramos pequenos, nossos pais sofreram um acidente e bateram o carro, por pouco não morremos, fomos criados por nossos avós até que eles morreram... — Teo continuou a contando até o desaparecimento de Dav, foi quando ele disse a coisa que me deichou mais confusa — Agora esses idiotas sequestraram o Dav e pela primeira vez não sei o que fazer, isso nunca aconteceu antes.

– Por quê não me contou logo? Eu poderia ajudar! Aliás, quem são esses?

– Porquê?! Você foi criada longe de nós, longe dos perígos, quanto mais soubesse, mais estaria em perígo.

– Está bem, essa parte eu entendo, mais quem são esses? E por quê pegaram ele?

– A única coisa que a gente sabe é que nossos pais pegaram algo deles e eles querem de volta. — contou meio desconfortavel por estar abrindo o jogo desse jeito.

– E não dava para perguntar o que é?

– Já perguntamos! — olhei para ele fazendo sinal para continuar — Eles ficam dizendo uma palavra estranha, Medarion, acho que é na lingua deles.

– Pode ser o nome do objeto, você nunca pensou nisso?

– Já, claro, mas nunca achamos o signifcado, e se eles ma... fazem de tudo para conseguir, quer dizer que não merecem isso!

– Você ia dizer matam, não é? — fiquei assustada — A gente precisa achar o Dav rápido! Antes que... algo aconteça. — eu estava determinada a achar ele, não ia descansar até que estivesse a salvo.

– Ele sabe se cuidar, e você precisa descansar, amanhã vai ter uma surpresa!

Obedeci e fui dormir, como não gosto muito de surpresas não dei atenção, só deitei tentei relaxar e durmi.

Quando acordei senti como se algo ruim fosse acontecer, eu não sabia o que era, mas não era bom. Tomei meu banho, desci para a cozinha, como já estava fazendo a dias, sentei à mesa que estava posta, comi pão com manteiga, uma maçã e tomei um copo de café, lavei meu prato e saí à procura de Teo, ele não poderia ter sumido.

Ao olhar do lado fora o encontrei, ele estava sentado embaixo da cerejeira olhando alguma coisa. "Espera, ele está com o meu pingente!?"Andei até ele, sentei ao seu lado e perguntei.

– Qual era aquela palavra mesmo? — tentei lembrar — Zunu... Zuku... Zulu...

– Zuru kashiko-sa! Deve ser o que está escrito aqui! — ele estava desanimado, me entregou — Parece uma pavavra, não sei.

– Só descobriu isso agora, sabichão? — não achou graça — Lembra aquilo que você disse? Sobre os homens que sequestraram o Dav?

– Sim.

– O que ele queria?

– Medarion! Mas, mudando de assunto, você lembra da surpresa?

– Sim,qual é? — perguntei desanimada, como disse, não gosto muito de surpresas.

– Outro dia, encontrei algo interessante, uma foto da nossa mãe!

– E aqui não tem um monte delas?

– Essa é diferente, eu garanto que você vai gostar!

Andamos até a sala, quando pensei que iamos parar, ele continuou pelo corredor cheio de fotos, descemos às escada do porão, Teo pegou uma caixa e levamos para cima. Havia muita coisa dentro da caixa, mas a primeira era a foto — uma mulher ruiva com cabelos ondulados como os meus. Uma coisa me deixou intrigada: "Esse é o meu pingente, será que passa de geração em geração? Ou...? Ah, não!"

– E aí? Viu o que eu vi?

Obviamente, ele não pensou o mesmo que eu, só reparou no pingente em seu colar. Passei a mão pelo cabelo sem que ele percebesse, não sabia o que dizer.

– Carry, você me ouviu?

– Claro... Claro. — continuei olhando para a imagem.

– Então, você viu?

– O pingente... É este não é?

– Eu acho que ele era da nossa mãe!

– Só contaram pra você! — brinquei olhando em seus olhos.

– Acho que vou tomar meu banho!

"Ainda bem que eu já tomei, ele sempre esquece o aquecimento no frio!" Pensei logo após ele subir escadas.

Ouvi o barulho do chuveiro e uma batida no vidro, tomei um susto e olhei para lá, mas era apenas um galho de árvore, olhei a foto novamente e um vento gelado soprou meu rosto, a janela estava aberta. Um arrepio percorreu meu corpo, aquilo não era bom sinal, alguma coisa estava para acontecer, a janela não iria se abrir sozinha, e muito menos fechar... Corri até ela e abri para ver se havia alguém lá fora, mas como não tinha fechei e tentei me acalmar. Depois que Teo tomou banho ficamos conversando até bem tarde na varanda, não sei ele, mas eu dormi.

Abri meus olhos, estava escuro mas eu não estava em casa. Me levantei e fui em direção à porta, que abriu me derrubando de susto. Por ela entrou uma mulher com idade para ser minha mãe, meu coração batia a cada segundo mais rápido, e aquela mulher com cabelos negros, chegava mais e mais perto até parar na minha frente, segurar meu braço com força e me puxar para fora do quarto.

– Ai! — gritei enquanto saíamos do quarto — Quem é você e o que quer comigo?

Tentava me soltar mas não conseguia, ela era muito forte. Me jogou em um sofá e disse:

– Um piu e eu te amarro!

– Vai com calma! — disse Dav saindo de uma sala.

– Isso também vale pra você David Wilson!

Ele sentou ao meu lado, estava normal, nenhum ferimento, nada.

– Tudo bem? — fiz que sim com a cabeça — Ela não vai te machucar.

" Até parece! Ela deve ter ido buscar as correntes!"

– Que lugar é esse? Quem é ela?- sussurrei.

– Não sei direito, não posso sair, mas ela é a Fátima e... Você vai ver!

Ela ia entrando e parecia segurar algo nas mãos. Jogou pra mim e eu peguei, era o meu pingente.

– Sabe o que é isso? — perguntou.

Olhei para ele e respondi:

– Medarion!

– Agora olhe para ele e me diga: O que está escrito aí?

Olhei para ele mas não sabia o que dizer me esforcei para lembrar, mas aquela palavra era difícil, eu não ia lembrar. Dav olhava para mim como se quisesse dizer: — Vai, se concentra, você já disse isso antes, lembra? — Mas a palavra não vinha à minha mente, eu pensava, e pensava mas não lembrava. Ouvi uma risada e olhei para Fátima ela estava sorrindo junto com David. "Pelo visto, eu falei denovo!"

– Zuru kashiko-sá? Então você é mesmo filha da Sandra? — perguntou Fátima e eu assenti — Sabe o que significa isso?

Quando perguntou uma palavra veio em minha mente.

– Astúcia.

Sorriu e disse enquanto mostrava sua pulseira:

– Este é o meu! Teiko, resistência. E existem outros por aqui, cada uma de nós tráz consigo um medalhão, quando estamos com eles, é como se nos consentrassemos mais nessas habilidades e como consequência ela é aumentada. Eu fico mais resistente, você mais astuta e assim por diante.

Fiquei deslumbrada e ao mesmo tempo com a sensação que eu já tivesse ouvido isso antes, ou até mesmo falado.

– Mas como eu sabia o significado?

– Tudo o que aprendemos usando o medalhão será passado para a próxima pessoa que usa-lo porém, somente com a pergunta certa é possível lembrar. — contou — Sua mãe sabia que perguntas fazer, por isso, ela sabia como tudo começou.

– E ela contou para vocês?

– Não pode!

– Por causa do acidente?

– David, fique aqui, preciso conversar com ela em particular!

Ele assentiu e eu a segui até o quarto onde a pouco eu havia acordado, fechou a porta e acendeu as luzes. Já sentadas na cama ela pegou um caderno embaixo do travesseiro e começou a folhea-lo havia perguntas na maioria das páginas e a maioria estava riscada, nas restantes estavam escritos alguns títulos como disciplina, velocidade e equilíbrio. No final, ela parou em uma página com o título ASTÚCIA onde não havia nenhuma pergunta, Fátima começou a procurar e procurar mas eram páginas em branco.

– Só ela mesmo. — disse um tanto decepcionada — Sua mãe não anotou, e se fez isso foi em outro lugar.

– Anotou o quê?

– Lem bra que eu disse que somente com a pergunta certa você iria lembra? — assenti — A gente anota as perguntas, já que cada habilidade tem um tipo de pergunta diferente. As dela devem estar em outro lugar!

– E se ela não anotou?

– Eu a vi anotando, ela deve ter descobreto alguma coisa e não nos contou! Por isso não tem nada.

– Aliás, você já disse umas quinze vezes que tem outras, mas onde elas estão?

– De olho no seu irmão! Ele deve estar procurando por vocês dois!

" Teo! Ai, eu esqueci dele! Ele deve estar morrendo de preocupação! Eu não devia ter esquecido dele!" Pensei começando a me achar uma idiota, primeiro o Dav sumiu e agora eu! Precisava fazer algo.

– Eu preciso voltar, ele deve estar morrendo de preocupação!

– Você não sai daqui! — disse ela começando a me assustar.

– Então... Então pelo menos solta o Dav!

– Só quando tivermos certeza que ele não vai dizer nada!

– Ele quase não fala! — exclamei — E o quê ele teria para dizer?

Ela saiu apressada, obviamente não queria falar nesse assunto. Era mais uma pessoa queria esconder algo de mim e precisando de respostas, eu a segui. Fui lenta demais, quando eu ia sair do quarto ele se trancou, eu fiquei presa e muito irritada.

No momento em que Fátima trancou o quarto, percebi que não iria sair tão cedo. Sentei na cama, perdida, queria estender toda essa situação, ter respostas concretas, não um monte de fragmentos sem ligação, eu queria minha mãe! Pensando nisso me ocorreu uma ideia. Peguei meu pingente e comecei a pensar:"Que tipo de pergunta devo fazer? E como fazer? Como alguém me perguntando, ou como eu me perguntando?"

– Onde está aquele carderno?

Comecei a procurar em todas parte mas, aparentemente, ela o havia levado. Sem saída, tive arrumar o que fazer. Comecei a reparar em como aquele quarto era frio, as paredes pareciam ser espessas, pois nenhum som passava por elas. A porta de ferro não ajudava, quando era trancada fazia barulho e não ficava nenhum vão para entrar o ar. Não tinha janelas, ou qualquer tubulação de ar visiveis nas paredes ou no teto. Tudo indicava que quem ficasse trancado ali por muito tempo morreria.

Notas finais
E aí? Gostaram? Porque eu confesso que fiquei dois dias sem escrever! O motivo é meio bobo, eu sou medrosa, e mesmo sabendo o que iria acontecer, fiquei morrendo de medo daquela janela! Agora um pedido (ou dois): Queria pedir gentilmente para que vocês me ajudassem numa coisa simples, que é colocar o gênero! Pra mim é meio difícil, não sei como classificar a fic, se é ação, aventura, essas coisas! A única coisa que sei é que não vai ter romance por enquanto, eu acho muito meloso na hora de escrever (titanic eu acho chato por isso! Não me culpe, essa é a minha opinião e eu respeito quem gosta!). O segundo é que... que... esqueci!(como sempre) Eu tinha falado que iria agradecer tudo, e essa é a hora! Aquelas duas pessoinhas que favoritaram a história eu digo: - Amo vocês, amo vocês, amo vocês... E a todos que leram e ainda estão lendo eu digo: - Amo vocês, amo vocês, amo vocês... Eu sei, é a mesma coisa, mais eu amo uma série de fics de uma ótima autora, e no começo eu não havia favoritado, eu sequer tinha uma conta aqui! Beijos a todos e que este dia seja maravilhoso ( que estranho, eu nunca disse isso antes!)!