ADN - Como Tudo Começou

19 Começar é Mais Difícil


Notas iniciais
Oi! Lembra que eu disse que domingo acabava de escrever? Acabei segunda-feira e ontem de noite terminei de passar para o celular. As notas finais daram muitas explicações, infelizmente não podemos falar do capítulo nas notas iniciais, no máximo que ele ficou legar ou falar sobre o título e avisar alguma coisa sobre a fic. O próximo capítulo vau ser fácil escrever, já fiz um resumo falando o que vai acontecer, só falta detalhar. E já aviso que surpresas estão por vir, elas vão aparecer até o capitulo 22. Gostei muito de escrever e espero que gostem também. Vou tentar postar toda sexta-feira.

Depois que ela saiu, fiquei olhando para a porta com cara de boba, voltei a olhar para frente sem entender nada. Não tinha muito o que fazer naquele momento, então terminei de comer, lavei o prato e segui em direção à sala. Não tinha ninguém lá, fui de cômodo em cômodo, mas a casa estavaria completamente deserta se eu não estivesse lá.

" Os dois devem estar trabalhando, queria ter o que... Não acredito! Que droga, eu esqueci completamente! A faculdade! E agora? O que eu faço? A professora foi bem clara quando disse que se eu faltasse só mais um dia era o mesmo que dar adeus para os estudos. Com tudo o que aconteceu e vai acontecer, acho que não era mesmo para ficar lá. Eu só não queria que fosse assim." Pensei enquanto vasculhava o porão.

Ficar o dia inteiro sem fazer absolutamente nada estava forq de cogitação, sentar para pensar no que fazer era uma idéia. Sentei na mesma cadeiraque havia usado para abrir a passagem e suspirei. Uma idéia surgiu em minha mente e olhei para o lado, aquela estante de livros aumentava minha curiosidade de saber como seria o treinamento, e não ter o que fazer me deixava apenas uma opção.

Respirei fundo, para fazer isso teria que falar com a Maria, talvez ela me esperasse lá dentro, ou talvez não. Por via das dúvidas, era melhor consultar a própria antes de entrar e ser pega pelo sistema de segurança. Me levantei e caminhei até o lado de fora,virei à direita e segui reto até o final da rua, cheguei na porta e toquei a campainha.

Alguns segundos se passaram até ela atender, quandoviu quem era sorriu para mim. Maria sabia que eu queria e estava disposta a ajudar, então me deixou entrar e me conduziu até o escritório. Não entendi muito bem a causa de estarmos lá, a única passagem que eu conhecia levava até aquela sala totalmente branca onde os medalhões estavam guardados.

Maria abriu a passagem e entramos, continuava exatamente como me lembrava. Começou a dar as instruções:

– Pegue o seu medalhão e escolha uma correntinha. — antes que eu pudesse perguntar onde estavam as correntes, ela disse — Desculpa, esqueci que você nunca veio aqui com uma de nós. Se você pegar medalhão elas aparecem.

Peguei meu pingente e a parte da parede na qual eles estavam se virou, mostrando os colares. Aquele movimento me causou um leve susto, dando instintivamente um passo para trás. O que mais me chamou a atenção foi um prateado bem fininho, voltei a me aproximar de lá e o peguei. Eram mais ou menos dez correntinhas, todas da mesma cor, talvez para combinar com todos os pingentes, mas com espessuras e detalhes diferentes.

– Agora coloca ele na corrente e põe no pescoço. — disse Maria, depois que fiz isso ela continuou — Agora vem! Vamos para a área de treinamento.

Obedeci ela e saímos por aquela porta, , fiquei parada enquanto Maria fazia tudo. Primeiro ela fechou a porta, depois abriu a última gaveta do arquivo e tirou uma chave de uma das pastas lá contidas, fechou ele e andou até a porta, introduziu a chave na fechadura e trancou a porta. Depois de devolver a chace à seu lugar, girou a maçaneta e a porta se abriu, mostrando outro corredor como aquele atrás da estante no porão.

– Entra primeiro, se não a porta vai fechar. — explicou.

Lembrei de quando abri a passagem e antes que Dav pudesse entrar ela ja estava fechada. Entrei e Maria me seguiu, a porta atrás de nós se fechou e a da frentefoi aberta. Entramos, mas o lugar estava diferente, os obstáculos eram outros e, com certeza, o objetivo era outro.

– Maria. — chamei, ela olhou para mim e prossegui — Esse lugar está em que modo?

– Julgando por tudo, está no de agilidade. — respondeu, olhando para os lados.

– E como se faz para mudar para o de reflexos? — questionei interessada.

– Doi passos, você fica aqui e eu vou mudar. Quando ouvir um barulho bem forte pode entrar. — explicou, sendo um pouco rude na primeira parte.

– Eu não posso ir com você? — estava começando a ficar com medo, mas tentei disfarçar.

– Não, porque quando entrar eu vou dizer o que você tem que fazer pelos auto-falantes. Vai ser surpresa. — brincou.

Fiz que sim com a cabeça mas não estava nada tranquila, Maria saiu do corredor e comecei a imaginar como seria o tal barulho apenas para distrair a mente. Comecei a ligar os pontos e recordei de uma noite anterior, quando ouvi um barulho no meio da rua, mas só eu ouvi. Teria sido isso? Se a resposta era sim ou não eu só ficaria sabendo quando ouvisse.

Logo escutei um som igual ao daquela noite, sabia que estava na hora de entrar, sabia o que me espera, só não sabia o que ia fazer depois disso. Respirei fundo e dei um passo à frente, girei a maçaneta e entrei. Não havia nada, era uma sala vazia, então esperei que Maria desse as instruções.

– Carry! — chamou, eu não sabia para que lado olhar — Você está vendo a porta do outro lado da sala?

– Sim, mas... — não pude terminar de falar.

– Tente chegar até lá. — mandou.

Me assustei com a rispidez mas obedeci, olhei para o s lados e, vendo que não havia nada, dei um passo para frente. No mesmo instanteuma caixa, como a da outra vez, caiu em minha frente, levei um susto e voltei o passo. "Entendi! Ela vai tentar me impedir de chegar do outro lado. Preciso ficar de olho e não baixar a guarda." Pensando desse jeito, olhei para frente e resolvi tentar.

Passei do lado da caixa e ouvi um barulho, eram engrenagens e vinham da direita. Sabendo o que ia acontecer abaixei e virei o rosto para o lado no momento exato em que o tal "dardo" passou. Senti um vento passar em meu ouvido e vi um objeto preto cortar o ar, fiquei com medo, meu pulso começou a acelerar e minha atenção mais que redobrou.

– Maria! — chamei, sem parar de olhar para todos os lados.

– Sim! — respondeu imediatamente, parecia feliz.

– Você não tem umas dicas para me dar? — perguntei, com medo de algo acontecer enquanto eu conversava.

– Normalmente eu teria três, mas uma delas deu para perceber nos primeiros cinco minutos. — explicou — A outra é muito simples, siga seus instintos. Se você sentir que deve pular, pule; se sentir que deve abaixar, abaixe; se sentir que é perigoso ir adiante, recue. O importante é você ficar atenta, relaxar e seguir seus instintos. E a última é: Confie em si mesma.

– É um pouco difícil relaxar aqui, mas vou tentar. — prometi.

Respirei fundo e resolvi seguir àqueles conselhos. Primeiro voltei a andar, qualquer sinal que tinha, fosse interno ou externo, desviava. Descobri mais dois obstáculos que não tinha visto da outra vez, o primeiro era uma bola igual àquelas de demolição, ela ficava presa por corrntes no ar, quase tocava o chão e ia de um lado para o outro quando acionada. O segundo era um degrau bem baixo que te fazia tropeçar e acionava uma daquelas bolas.

Outras coisas que descobri foram que os muros deveriam ser pulados e te seguiam para o lado que você fosse, os dardos eram como os de criança, que têm uma borracha na ponta e só grudam onde acertar, e as caixas se tinha que recuar e, em ipotese alguma subir nela era uma boa idéia.

Relaxar foi difícil, à frente não havia nada, na direção oposta seria impossível voltar. Só no meio do caminho, depois de um dardo me acertar, fiquei com menos medo. Antes de entrar lá pensava que tinha veneno ou algo parecido nele, uma agulha para furara a pele ou algo que desse choque. Pensei em milhões de ipoteses para o que havia nesses dardos, mas erqm feitos apenas para desviar.

– Carry! — chamou — Vou aumentar o nível e, acredite ou não, já é a quinta vez que vou fazer isso. Agora, só para avisar, tente não ser acertada. Mesmo que seja não vai machucar muito, mas acredite, se não tomar cuidado vai ser pega desprevenida.

– Entendi, mas... — pensei em como dizer aquilo e prossegui — Por quê você não avisou que tinha aumentado antes?

– Porquê aqueles eram os niveis mais fáceis que tinha, você acaba de entrar em uma espécie de nível "intermediário". — explicou.

– Mas qual é a diferença entre um e outro? — questionei, tentando conseguir mais algumas dicas.

– A principal característica é a velocidade maior. Agora vai logo, nós já estamos aqui a pelo menos trinta minutos. — pediu, com voz de tédio.

Respirei fundo e voltei a andar, no primeiro passo ouvi um barulho e voltei dois, uma caixa caiu em minha frente. Me virei e, por pouco, uma das bolas não me acerta. Voltei-me para o lado que precisava ir e desviei da caixa no chão, ouvi um barulho e para desviar dei um passo à frente, mas um muro apareceu e, além de bater nele e quase cair, um dardo me acertou.

– Quer que eu volto o nível? — disse ela, estava rindo.

– Não! — respondi.

Me recompus e desgrudei o dardo de monhas costas. " Ataques multiplos? E bem mais rápidos! Se esse é o intermediário, como será o mais difícil? Bom, preciso pensar melhor antes de me mexer." Pensei enquanto passava por cima do muro, que mexeu para o lado bem na hora que desci.

Dei mais alguns passos e quase tropecei em um degrau, um muro veio do lado enquanto estava parada e passou de raspão. Continuei passando por pouco até chegar no final, quando Maria não teve pena de mim e me distraiu com um dardo, uma caixa e um muro para me acertar com uma bola.

Ela usou o dardo para me fazer abaixar, depois jogou um muro contra mim, quase me acertou com a caixa e, enquanto levantava, não tive tempo de sair da frente e a bola me acertou. Achei que doeria mais, no entanto ela apenas me jogou para o lado e só senti o impacto no chão.

– Isso é trapaça, sabia? — gritei, sem saber ao certo para que lado olhar.

– A Sandra fez o mesmo comigo quando estavamos começando. — riu um pouco e continuou — E acredite, eu fiz o mesmo que você. A diferença foi que eu não consegui desviar da caixa. Então você foi até melhor que eu.

– Do que são feitas essas bolas? — perguntei enquanto me levantava.

– De ferro, como todas as outras, por quê? — respondeu, parecia desconfiada.

– Se uma bola de ferro acerta um prédio desse jeito, ele certamente desaba. — expliquei — Então como aunda estou inteira?

– Essa é uma das coisas que você só vai saber quando trouxermos elas de volta. — contou, parecendo meio desiludida.

Aproveitei a distração da pergunta para chegar até a porta, mas diante do último passo, corda já com o laço caiu sobre mim, apertou o nó e puxou. Eu gritei, pois não tocava mais os pés no chão.

– Foi uma ótima idéia tentar me distrair, mas o "equilíbrio" me dá algumas vantagens — explicou — De qualquer forma você foi bem.

– Isso está machucado! Me solta! — gritei, balançando no ar e sem conseguir respirar direito.

No instante seguinte já estava no chão. Não consegui cair em pé, a corda ainda enrolava meus braços e troco, essa queda havia sido pior que a da bola, poi aquela não machucou.

– Você está bem? — perguntou, como não respondi, começou a se desesperar — Carry! ! Você se machucou? Carry! Responde! Dá um sinal de vida! Faz sinal de fumaça, código morce, canta uma música, declama um poema, faz alguma coisa. — ela queria que eu respondesse, mas parecia ter brincado com a situação.

O único motivo para eu ter respondido era o fato de que a corda continuava apertando mesmo estando no chão, quase não podia respirar, quem dera poder me mexer.

– É mesmo! Quase esqueci! — disse Maria e instantes depois a corda parou — Pronto! Agora pode tirar.

Abri os braços para tentar alargar o que me prendia, foi um tanto fácil. Não entendi como aquilo aconteceu, mas achei melhor perguntar diretamente à chefe delas, só torcia para que a Fátima não me usasse de exemplo. Após soltar os braços me levantei e sentei em um muro ao meu lado.

Só então percebi que que estava de volta ao centro daquele labirinto de obstáculos, ou melhor dizendo, daquele campo minado. Deduzi que a corda havia me puxado até lá. Meus braços ainda doiam quando Maria mandou que a encontrasse na porta onde fica a estante no meu porão. Ela disse que deixaria no mesmo nível, mas em uma espécie de " piloto automático ".

Maria teve que me ajudar no caminho, a máquina dificultava mais que a própria controladora. Continuamos treinando por várias horas, mas de hora em hora saiamos para respirar ou faxmzer um lanchinho.

Notas finais
O que acharam? Aquela corda é do mal, né? E os segredos que ela só ai entender quando a Fáti voltar? Muitas coisas esperam por vocês. Não sei se vou poder postar sexta que vem, tenho que fazer um trabalho de 6 páginas até dia 18, talvez tenha que postar no sábado. Agora vamos para as boas noticias! Ou será que são más? Estamos bem perto do resgate das Anjinhas! Pode não parecer, mas se elas voltarem muita coisa ruim vai acontecer. Não sei quem percebeu que a fic está (se não está vou por ) classificada como... Não sei escrever, mas é daquelas fics que alguém importante nela MORRE! Bom, vou deixar todos curiosos para saber quem vai passar para o outro mundo. Imaginem se for a Carry, ou a Isabel, pode ser até a Maria. Agora apenas uma até logo.