ADN - Como Tudo Começou
1 Quem são essas pessoas?
Notas iniciais
Primeira história uhuuuuuu. Estou morrendo de vergonha, tenho medo que não gostem, que me chamem de louca ( sou só um pouquinho), e prometo que vou ler os comentários ( só não sei se vou poder responder), se isso acontecer, vou agradecer no próximo capítulo.
Já estou enrolando demais, está aí então.
Já estou enrolando demais, está aí então.
Meu nome é Carina Wilson, mas pode me chamar de Carry. Tenho dezenove anos e moro com minha amiga Isabel no dormitório da faculdade, ela é uma ótima amiga, só é meio... impulsiva. Nos conhecemos quando ainda eramos crianças, ela caiu de bicicleta e achou que iria morrer, que todo sangue dela fosse embora, eu a ajudei e viramos amigas. Nós duas somos órfans, ela perdeu a mãe no parto e o pai de câncer anos depois, meus pais me deixaram quando eu ainda era um bebê, não sei como aconteceu, meus tios nunca falavam sobre isso comigo. Mas não importa, pois vou lhes contar como... conheci duas pessoas.
Era vespera do meu aniversário, um dia normal, fui para a faculdade, almocei, fiz as lições, jantei e fui dormir. Na manhã seguinte, meu aniversário, comecei o dia com o pé esquerdo, acordei atrasada e fui para o colégio sem comer nada, cheguei na sala no exato momento em que a sr. Smith fechou a porta e me mandou para a diretoria, o diretor me mandou para casa, pois era a terceira vez que isso acontecia em um mês. Andava pelo corredor, quando meu estômago roncou, apertei o passo. Já na rua, fui em direção a uma lanchonete, comi um hamburguer e saí. Logo que saí, em direção aos quartos da faculdade, ouvi um barulho, parecia que uma estante de ferro havia caído ao chão. Pensei:"Não tenho o que fazer mesmo, vou ver se pelo menos alguém precisa de mim!". Olhei pela fresta da porta do galpão, o local estava destruído e tinha gente lá dentro, dois homens que estavam brigando, mas não aquelas brigas em que eles ficam se xingando, mas sim aquela que alguém sempre sai ferido. Continuei olhando, mas com cuidado para que eles não me vissem, abaixei e tentei prestar mais atenção para ouvir o que diziam. Não pude ouvir tudo, pois estava sussurando, mas consegui ouvir as seguintes palavras:"...pode me matar!" disse o primeiro, mais velho e gordo que o outro "tem certeza?" disse o mais novo. O mais novo pegou uma faca e quando ia cortar seu próprio braço, o mais velho segurou sua mão, pegou a faca e ficou tentando acertar o mais novo, que desviava de todas as tentativas. Não queria mais olhar para aquela cena, virei de costas para a porta e fechei os olhos, porém, ao passar de segundos já estava olhando novamente. Eles continuaram naquela briga até que o mais velho acertou em cheio a perna do mais novo, que roubou a faca ensanguentada, acertou o mais velho, que virou fumaça (literalmente falando), e ao ver sua perna sangrando sentou no chão, discou um número em seu celular e disse:"Sim... sim... Rua Ester Braga 318.". — Você está bem?- perguntei tomando coragem e entrando. Ele olhou nos meus olhos e tive a sensação de te-lo conhecido antes — tinha aproximadamente 1,65m de altura, olhos azuis como os meus, cabelhos castanhos que estavam bagunçados. Sentei ao seu lado, abri a mochila e peguei ataduras que eu sempre levava para aula da Sra. Smith, ela dizia que poderia ocorrer uma emergência e estariamos preparados. Pensei:"Quem diria, a sr. Smith estava certa". Enrolei a atadura em sua perna e apertei para estancar o sangue. — Obrigado!- disse ele e sorriu em seguida. — Prazer, Carina Wilson!- ele me olhou diferente, senti um pouco de medo. — Teodoro Wi... Rodrigues, Teodoro Rodrigues!- disse ele um tanto atrapalhado. — Vou te levar a um hospital! — Não! — respondeu de imediato- Não precisa, quer dizer, eu estou bem. Tomei um susto, mais disse tentando parecer calma e fingindo que não ouvi a ligação: — Então, onde você mora? Tem alguém pra te ajudar? — Meu irmão está a caminho, não se preocupe, vou ficar bem! — estava calmo e de uma hora para outra ficara agitado- O que você viu? — Só o final!- disse desconfortável. — Então você precisa sair daqui, vão chegar mais deles, não quero que se machuque! Ele estava realmente preocupado, mas mesmo assim eu disse sem pensar: — Não tenho medo, já enfreitei coisas muito piores do que você imagina e... — percebi que estava falando demais e coloquei as mãos na boca, já era tarde, ele ouvirá a primeira parte e me olhava como se soubesse do que eu estava falando. Por sorte, ou não, um homem entrou no galpão — era parecido com Teodoro, mais seu rosto era mais delicado e o cabelo estava arrumado — olhou para mim e eu fiquei atônita, depois para Teodoro, devia ser o irmão dele, pois quando o viu no chão correu em sua direção e com um meneio de cabeça disse: — Vamos, Teo!- olhou em meus olhos- Obrigado! Ele o segurou enquanto Teodoro se apoiava em seu ombro. Pensei:"Quem são esses caras?". Estava confusa com a situação, em determinado momento, ouvi eles conversando do lado de fora: "Dav, era ela! Tenho certeza disso e acho que devemos ficar de olho, ela disse que já havia enfrentado coisas piores do que eu podia imaginar!". Meus pensamentos estavam confusos:"Estava falando de mim, mais por quê? Ficar de olho? Era ela? Tenho certeza disso?O que quiseram dizer com isso? Por que ficavam me encarando daquele jeito? E de onde eu os conheço?". Foram tantas perguntas que quase desmaiei, saí de lá e fiquei perturbada o dia todo, pensando no que eles queriam dizer com: "Acho que devemos ficar de olho" e de onde os conhecia. Dias se passavam e eu não queria me distrair, olhava para todos os lados o tempo todo, até sonhava com eles. Numa noite eu até senti que Dav estava em perígo, mas não podia ser verdade, eu mal o conhecia. Lembrei do que Teo disse: "Dav, era ela!". Isso me deu um pouco de medo"Eu era o quê? Do quê estavam falando? Será que eu os conheci antes? E se conheci, por que não me lembrava?" sentei na cama agitada, coloquei minhas pantufas de gatinho e fui até a janela, ao abrir a cortina, percebi que estava sendo vigiada, não sabia por quem, estava longe demais para distinguir o rosto, uma certeza eu tinha, era um homem. Quando percebeu que eu o olhava, disfarçou e saiu andando.
Estava ainda mais perturbada na manhã seguinte, não fui à faculdade por receio daquele homem me seguir. Olhava pela janela o tempo todo, estava ficando maluca com a situação, mas não podia ficar parada. Pensei:"Amanhã vou para o colégio, se alguém me seguir estarei preparada. Ninguém nunca me prendeu em casa antes e não é agora que vão prender!". Saí de casa e fui na loja da esquina, comprei algumas coisas e voltei. Chegando em casa encontrei a porta se fechando."Que estranho, Isabel ainda está na faculdade! Aí meu Deus!", entrei em pânico. Minha casa estava sendo invadida, precisava ligar para a polícia, tateei os bolsos, meu celular estava na mesinha de cabeceira. Respirei fundo e entrei, uma cena me deixou pasma, os dois invasores estavam sentados no sofá, como se me esperacem. Meu coração acelerou, segurei com força a arma de choque que acabara de comprar. Até que percebi uma coisa, aqueles invasores eram Dav e Teo. — Precisamos... eu preciso falar com você! — disse Teo, parecia preocupado. — O que vocês querem comigo? Por quê estavam me seguindo? Como estraram aqui? — perguntei rapidamente, segurava cada vez mais forte a arma de choque. — São muitas perguntas ruivinha, mais eu vou responder todas. — Não me chame de ruivinha! — disse furiosa — Eu não conheço vocês, não sei quem são, não pode me tratar como uma amiga de longa data! — Nós te conhecemos desde que você nasceu! — afirmou, mas não acreditei — Nós somos Teodoro e David Wilson. — Conhecidencia! — afirmei, não queria acreditar na história. — Somos filhos de Vanessa Rodrigues e Leonardo Wilson. — ele tinha certeza do que dizia. Estava quase me convencendo. Pensava: "Eles não são meus irmãos! Não podem ser! Eu não tenho família!", lembrei-me do que Teo disse: "Dav, era ela!" e agora eu tinha certeza de onde os conhecia, eram minha família, só não entendia por que fora criada longe deles. Fiquei atônita, tentava asimilar o que estava acontecendo mais não conseguia, olhei para os rapazes e eles para mim. Teo se aproximou, pegou a arma de choque e a colocou sobre a mesa, segurou minhas mãos, olhou em meus olhos e eu nos dele. Dav chegou por trás de Teo e me olhou como se dissese: "É verdeda!" e minhas palavras não saíam, tentava falar mas não conseguia, estava tudo girando e minha cabeça estava confusa. Teo segurou meu rosto e disse: — Carry, não se preocupe, estamos aqui! Somos sua família! Não aguentei, abracei ele e comecei a chorar, estava tudo claro."Eles são meus irmãos, são meus irmãos! Se eles são meus irmãos, por quê me abandonaram?" Senti a mão de Dav tocar minhas costas, abri os olhos, sequei minhas lagrimas e o soltei, respirei fundo, andei pela sala e sentei no sofá. — Por que me abandonaram? — perguntei. — Eramos muito pequenos quando aconteceu, nossos avós nos criaram e até mês passado... antes deles morrerem- ficou abalado- não sabíamos que você existia. — Por que não me contaram logo? — Tinhamos que ter certeza. — Ele sempre fala pelos dois?- perguntei a David. — Geralmente! — Teodoro, o que você ia me contar? — Pode me chamar de Teo!- eu assenti- Eu ia falar, bem... você precisa vir conosco! Fiquei surpresa, mau os conhecia. Levantei do sofá, eles se entreolharam, fui a meu quarto, peguei meu celular e voltei para sala. — Vamos!- de alguma maneira já confiava neles. — Achei que ela ia reclamar menos!- ironizou Teo para Dav. Se levantaram e me seguiram em direção à porta, peguei a chave em meu bolso, esperei eles saírem e tranquei.
Notas finais
Gostaram? Que nervosismo, que medo aiiiiiiiiiiiiiiiii! Se vocês gostaram por favor mandem um sinal, preciso saber se devo continuar a gastar os dados moveis do meu celular com o roteador para postar. Obrigada e volte sempre!
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