Notas iniciais
Oi oi gente, estou novamente postando aqui rapidinho porque tenho festa do pijama na casa da minha amiga tipo em... vinte minutos, então ok, já estou atrasada, mas enfim. Ah, tem uma One nova pra vcs lerem, então deem uma conferida lá. Boa leitura!

Quando já estava toda vestida e devidamente arrumada ela se ajoelhou no chão para guardar as coisas da caixa que havia derrubado.

Fui arrumando os papéis e as diversas outras coisas na caixa até que algo chamou sua atenção. Uma carta vermelha e branca tampada por outros papéis, mas ela conseguia ver claramente as letras itálicas e pretas formando as letras "Academia Ler". Tirou a folha de cima da carta e viu escrito "Academia Lerch de Nova York". Arregalou os olhos vendo "Emily Davis" na carta.

Ela bem que abriria a carta se ela já não estivesse aberta, tirou a folha lá de dentro e a abriu.

"Ficamos felizes ao receber o vídeo de sua apresentação senhorita Davis. A senhorita se encaixa nos nossos quesitos disciplinares além de ser muito talentosa.

Emily Davis, a senhorita foi aceita na Academia Lerch de Nova York, aguardamos sua resposta o mais breve possível, até.

Sua garganta fechou de raiva, muita raiva.

Charlie saiu do banheiro com uma calça jeans e sem camisa exibindo aquele corpo escultural dele.

– Achou tudo? – ele perguntou sorridente.

Devagar se levantou com a carta nas mãos. Elas tremiam de raiva e surpresa. Ele olhou para a carta e depois pra ela. Os olhos da menina marejaram e ela mordeu o lábio inferior pronta pra soltar os cachorros.

– O que significa isso? – ela gritou olhando pra ele lutando contra si mesma pra não chorar.

– Emy eu... eu...

– Não me chama de Emy!

– Emily, eu posso explicar, me dê um minuto...

– Não vou te dar droga nenhuma! – ela gritou histérica – eu estou a dias frustrada por que a droga dessa carta não chegou, e esse tempo todo você estava com ela!

– Eu tenho ótimos motivos pra ter feito isso, eu garanto.

– Nada justifica você ter roubado essa carta!

– Sim – ele disse – eu não queria te perder, Emily.

– Não me venha com esse discurso – ela disse.

– Eu peguei a carta pra você não me deixar, porque eu te amo Emily.

– Não ama! – ela jogou a carta no chão – se amasse saberia que estava querendo ir para Nova York para cuidar do meu pai!

– Eu sei...

– Calado – ela o cortou – você só pensa em você, você é um garoto mesquinha, egoísta!

– Eu fiz isso por nós!

– Não! Você não pensou nada em mim quando fez isso, pensou só em você. "A Emily que se dane, o pai dela pode se cuidar sozinho porque ela tem que ficar comigo" – ela tentou fazer uma voz masculina no final.

– Não é bem assim!

– Não tente se defender! Você não tem nada o que falar, só tem que calar a boca e ouvir! – ela disse mais furiosa impossível – eu não acredito que cheguei a te dar uma chance... eu não acredito que passei seis meses da minha vida com você!

– Não diga isso!

– Digo, porque você merece! – ela disse chorando. Se ajoelhou devagar pegando a carta do chão. Ele veio até ela se ajoelhando em sua frente colocando a mão no ombro dela.

– Emy...

– Não encosta em mim! – ela pegou a carta e saiu correndo em passos pesados.

– Emily, volta! – ele foi correndo atrás de Emily que correu mais rápido.

– Some da minha vida! – ela olhou para ele com um olhar matador e saiu da casa de Charlie.

O garoto a olhou fechar a porta em sua cara e bateu com a cabeça na parede.

Se não tivesse pegado a maldita carta, Emily iria para Nova York, mas eles estariam juntos pelo menos.

. . .

Emily saindo da casa de Charlie decidiu que não ia mais se importar com ele, que não ia mais chorar por ele, que não faria mais nada relacionado a ele. Mal entrou em casa quando pegou seu celular que estava na mesinha e ligou para seu pai.

– Oi anjinho – ele disse.

– Oi pai – ela disse meio seca – estou indo para Nova York em um mês, após o fim do semestre.

– Oi?

– Fui aceita na Lerch – ela disse.

Ele demorou um pouco para responder.

– Emily querida, a Hudson é muito melhor que a Lerch – ele disse – fique ai, está melhor direcionada ai.

– Não me importa se é melhor ou pior, eu quero ficar ai com você.

– Filha, eu estou bem.

– Pai, eu quero ficar com você, vai me proibir de querer ficar com meu pai?

– Claro que não. Só não quero que desista de uma boa oportunidade por mim.

– É o que os bons filhos fazem não é? – ela sorriu meio forçado – eu te amo pai, e se ficar com você significar desistir de tudo, eu faço.

– Não poderia pedir filha melhor – ele disse provavelmente sorrindo – mas se é assim... não vou te impedir e nem te forçar a nada, mas pense muito bem antes de tomar essa decisão Emily, você está lidando com seu futuro e esse é um assunto que deve ser pensado e repensado antes de tomar uma decisão concreta, tudo bem?

– Tudo bem.

– Promete que vai pensar bem nessas duas semanas?

– Prometo.

– Certo – ele suspirou – você já é bem grandinha então presumo que saiba se cuidar.

– Eu sei sim pai.

– Ótimo. Tchau meu anjinho, pense direito e qualquer dúvida ou problema pode me ligar.

– Eu ligo sim, obrigada – ela disse – tchau pai.

– Tchau filha.

. . .

Sarah entrou toda elétrica em casa vendo Emily assistindo televisão.

Quem a visse nunca diria que ela há pouco havia passado pela maior decepção amorosa de sua vida. Decidiu que não iria ligar mais pra isso e toda essa bobagem que era o amor, fez bem em todos aqueles anos se abstendo daquele sentimento, e pelo jeito depois daquele deslize continuaria com esse plano.

Sarah por outro lado só faltava sair saltitando de felicidade. Emily olhou para ela e franziu o cenho, Sarah nunca era "alegrinha" daquele jeito.

– Tomou quantas xícaras de café?

– Nenhuma! – ela ainda elétrica se sentou ao lado de Emily – O Nick vai pra Londres comigo!

Elas ficou alguns segundos parada absorvendo a notícia.

– Que bom, que bom mesmo – Emily sorriu para a amiga que a abraçou.

– Estou tão feliz!

Kate entrou e sem nem perguntar o porquê do abraço se junto a ele, gostava de abraços.

– O Nick vai pra Londres comigo!

E assim as duas começaram a pular feito um bando de loucas.

– Ah – Kate parou de pular – já sabe se vai para Nova York? – ela perguntou para Emily que deu de ombros negando com a cabeça.

– A carta chegou – ela disse e as duas olharam em expectativa para ela – fui aceita.

Kate suspirou com um sorriso.

– Não sei se fico feliz ou triste – Kate admitiu – já não basta a Sarah ir embora, você também vai – o Cupcake abaixou a cabeça.

– Mas eu volto em um ano – Sarah tentou ajudar.

– E eu... não sei se volto – Emily disse e os olhos de Kate brilharam de lágrimas – mas também não é certeza que eu vá.

E de risos e pulsos de alegria Kate abaixou para um choro sufocado entre as duas meninas.

– Nunca nos separamos, não podemos romper o ciclo, é contra a lei da vida! – ela disse entre o choro e Emily e Sarah se olharam, o que fazer?

– Ainda tem Abby – Sarah tentou consolar.

– Ai só falta ela entrar por aquela porta agora e dizer que vai fugir para sabe deus onde!

A porta se abriu, Abby apareceu sorrindo.

– Tenho novidades!

E então Kate desabou em lágrimas deixando Abby confusa.

– Vai sair da Academia também? – Emily perguntou.

– Não... claro que não – ela respondeu como se fosse óbvio – eu só ia dizer que a Prada está com 50% de desconto.

– Opa opa, 50%? – Sarah perguntou e Abby assentiu – vou pegar meu cartão!

– Pelo menos uma notícia boa – Kate foi até Abby a abraçando.

A garota ainda parecia confusa quanto ao choro de Kate e olhou para Emily pedindo respostas com o olhar, a loira apenas sorriu forçado dando de ombros como se dissesse "é a Kate, não tem nem o que explicar", Abby deu de ombros sorrindo e abraçou Kate murmurando "tudo bem Cupcake, tudo bem".

– Bom, então vamos torrar na Prada – Emily sorriu subindo até seu quarto para pegar sua carteira.

– O que acha de uma bolsa bem bonita, Kate? – Abby disse e Kate sorriu.

– Bolsa... Prada... soa tão bem.

– A palavra "Prada" deixa tudo melhor, agora vamos – Abby saiu com Kate.

. . .

As compras na Prada já haviam acabado, Kate comprou uma bolsa maravilhosa que mesmo sendo metade do preço ainda era bem cara. Ia andando até a casa dos garotos ver Nathan para um encontro maluco que ele planejou, bem, ela não sabia de nada. Tocou a campainha esperando, mas não foi Nathan que abriu, foi Charlie.

– Oi Charlie.

– Oi – ele parecia mal.

– Hã... o Nathan está?

– Não ele foi pegar alguma coisa na Academia – ele disse.

– Ah – ela suspirou – você sabe se ele demora?

Charlie negou com a cabeça.

– Pode entrar e esperar se quiser.

– Obrigada.

Eles entraram e Charlie suspirou passando as mãos nos cabelos os passando para trás.

– Quer alguma coisa?

– Não, estou bem, obrigada – ela se sentou no sofá e Charlie se sentou no ao lado – e... você não está nada bem pelo visto.

– Acho que não consigo esconder meus sentimentos muito bem.

– Então... – Kate mexeu em sua saia – quer me contar o que aconteceu? Sabe, me falam que sou uma boa psicóloga.

Charlie sorriu minimamente.

– Acho que nós dois sabemos do que se trata – ele disse olhando para Kate que suspirou.

– É a Emy?

Ele assentiu olhando para baixo.

– Você já... tentou conversar com ela, explicar o que aconteceu e pedir desculpa?

– Já – ele assentiu – e por um momento deu tudo certo, mas depois...

– E porque parou de dar certo?

– Porque eu... eu peguei a carta dela porque não queria que ela fosse – ele disse e Kate arregalou os olhos meio surpresa – ela descobriu e... me mandou sumir da vida dela – os olhos dele encheram de lágrimas.

– Mas... você sabe que errou ao pegar a carta, não é?

Ele assentiu.

– E que agora ela muito provavelmente vá mesmo voltar para Nova York.

Ele assentiu novamente.

– Quer uma dica? De alguém que a conhece desde sempre?

Ele assentiu.

– Por favor.

Kate suspirou.

– Dê um tempo a ela.

– Tipo um dia?

– Não, tipo um mês – ela disse e Charlie arregalou os olhos – depois disso ela vai ter amenizado a raiva e tudo mais, será mais fácil assim.

– Mas em um mês ela já estará em nova York.

– Eu sei – Kate sorriu o confortando – mas a distancia nunca foi realmente um obstáculo para o amor. E se for para ser, será nem que ela esteja na Austrália e você aqui.

Charlie soltou um mínimo sorriso.

– Não creio que realmente aconteça – ele suspirou – eu só queria ela aqui... nem que não fosse comigo, só ficar aqui já era bom pra mim.

– Eu compreendo, mas é o pai dela... família em primeiro lugar sempre, ainda mais para ela que só tem o pai.

– Eu sei.

– E então, o que vai fazer sobre isso?

Charlie deu de ombros.

– Acho que nada.

– Como assim, nada?

– Ela não me quer mais, não posso forçá-la a me querer.

– Não, realmente não – ela disse – mas pode persuadi-la a te querer.

Charlie ergueu as sobrancelhas.

– Reconquistá-la.

– Já tentei e deu merda.

– Então pare de pensar no que fazer e apenas faça, faça o que acha que deve fazer não o que seu cérebro diz ser certo ou não.

– Não dá...

– No amor e na guerra não se pode pensar, tem que ser impulsivo, certo e direto, não planejado.

– Ela não me quer ver nem pintado de ouro!

– Ok Charlie – ela suspirou arrumando a saia – você tem duas opções. Primeira: deixa de ser tongo e corre atrás dela porque ta mais que na cara que você a ama, ou segundo: largar tudo e viver com o peso na consciência de que você pode ou não ter perdido o amor da sua vida por falta de persistência.

E antes que Charlie pudesse responder Nathan entrou franzindo o cenho ao ver Kate e Charlie.

– Oi – ele disse e Kate sorriu.

– Oi ursinho – ela se levantou o beijando rapidamente – vamos?

– Hã... claro.

– Charlie, pense no que eu falei, ok? – ele assentiu e Kate sorriu acenando com a ponta dos dedos e saindo.

Nathan olhou para Charlie que deu de ombros. Nathan também deu de ombros e acenou para ele antes de sair com as mãos nos bolsos atrás de Kate.

. . .

Aquilo bem que havia começado com uma aulinha, mas agora Kate estava sentada de lado no colo de Nathan enquanto se beijavam.

A mão dele apertou a cintura dela com força e quando o beijo começou a ficar intenso ele a soltou.

– O que anda acontecendo com você?

Ele negou com a cabeça.

– Nada.

– Você sempre se afasta de mim – os olhos dela ficaram tristes – fiz algo errado?

– Não, não – ele lhe deu um selinho – você não fez nada, Cupcake.

– Então porque recua?

– Porque estou a beira de perder o controle.

Ela franziu o cenho passando a mão no cabelo dele. Nathan fechou os olhos apreciando o carinho.

– Como assim?

Ele suspirou.

– Não é nada, Kate, não se preocupe.

– Fala, ursinho.

Ele sorriu com aquele biquinho lindo que ela fez e a abraçou pela cintura.

– É que já estamos juntos há um tempo, e eu só penso em você, o tempo todo e... eu não aguento mais esperar.

Ela sorriu beijando a bochecha dele.

– Eu queria que fosse especial, mas eu não sei planejar esse tipo de coisa e...

– Não precisava planejar nada.

Ele riu.

– Mas você merece.

Ela sorriu se levantando estendendo a mão para ele.

– Vem.

– Pra... ?

– Acha que conseguimos uma reserva em um hotel agora?

Nathan sorriu a abraçando com força enchendo o rosto da menina de beijos.

– Te amo, te amo, te amo.

– Eu sei – ela beijou o nariz dele.

– Vem minha linda, essa será a melhor noite da sua vida.

– Promete?

– Prometo.

Notas finais
Não esqueçam de comentar! Beijnhos no core de vcs e até sábado que vem!