Notas iniciais
Oi oi gente! Postando mais tarde pq tava na casa da minha amiga linda fazendo gordices kkkk ok, valeu pelo povo que já comentou, acompanhou e favoritou no primeiro cap, ah amo vcs lindhos. Boa leitura!

— Não, o melhor foi a Emily subindo em cima do piano – Sarah riu enquanto todas elas dividiam uma garrafa de vinho.

— Eu sei, eu sei, fui incrível, poupem os aplausos – Emily disse com um sorriso bobo tomando outro gole de vinho.

Elas estavam sentadas na grama de um parque qualquer passando o tempo. O céu estava escurecendo, mas nenhuma delas ligava, estavam hospedadas em um hotel, então não havia pais para se preocuparem. Já eram adultas, podiam passar um final de semana em um hotel, e se tudo desse certo, o resto do ano na Academia.

Nenhuma delas morava ali, moravam na verdade em Nova York, mas aquela Academia sempre foi o sonho delas, por isso estavam ali na Califórnia.

— E se... nem todas entrarmos?

— Isso não vai acontecer – Emily disse indiferente – não digo isso porque amo vocês, mas o nosso nível estava bem mais elevado do que a maioria ali.

— Concordo, e são 50 vagas, entramos nem que sejam nos últimos lugares, relaxem estressadinhas – Sarah disse puxando a garrafa de vinho da mão de Emily que fez um bico logo depois deitando no colo de Kate que começou a mexer no cabelo dourado e levemente encaracolado da menina.

— Mas vamos todas concordar que tinha uns belos de uns gatos lá – Abby disse com um olhar assanhado – incluindo é claro, o namorado da loira – ela olhou para Emily que estava quase dormindo com o carinho de Kate.

— Namorado o caramba – Emily disse olhando para o céu – eu não namoro, eu pego.

Elas riram baixinho e Emily sorriu bebendo novamente o vinho.

— Acho melhor irmos para o hotel, ou alguém vai ter que me carregar – Sarah disse.

— Vamos – Emily se levantou prontamente.

Elas entraram na suíte presidencial do hotel. Sim, elas alugaram a suíte presidencial porque além de ficar mais barato do que pegar um quarto legal pra cada uma, elas gostavam de ficar juntas conversando até dormirem emboladas uma em cima da outra.

Elas acabariam dormindo na mesma cama, mesmo que houvesse quatro, era sempre assim. Era uma intimidade tão grande que pareciam irmãs, e de certa forma eram, cresceram juntas e isso as tornava mais do que apenas irmãs, eram irmãs de alma.

Subiram e Sarah foi a primeira a se jogar na cama sorrindo logo depois como se dissesse "aleluia".

— O chuveiro é meu – Emily levantou o braço e foi até o banheiro correndo.

— Ahhhhh – o resto protestou.

E como boas irmãs, sempre tinha briga pelo banheiro.

— Vê se não demora! – Kate gritou porque Emily adorava enrolar no banho.

— Não garanto! – a loira gritou de volta trancando a porta.

— Cama, eu amo você – Kate se deitou ao lado de Sarah sabendo que Emily ficaria a eternidade inteira lá dentro.

A cama de casal era enorme, dava para as quatro dormirem tranquilas ali, apensar que ao invés de ficar cada um com um espaço, como pessoas normais faziam, elas simplesmente se amontoavam, uma no colo da outra, mas essa era a melhor parte.

Depois de quase uma hora, Emily saiu do banheiro com o cabelo já seco e seu curto pijama já vestido.

— Minha vez – Abby se levantou calmamente.

— Haha, perdeu – Kate levantou correndo e entrou no banheiro antes dela.

— Só não fica uma hora! – Abby disse olhando para Emily que ajeitava o cabelo.

— Meu cabelo dá trabalho querida, eu preciso secar – ela disse com aquela voz de sono ótima – a Sarah ta... dormindo?

Abby olhou para o lado.

— Parece que sim. Estava até estranhando o silêncio.

Emily sorriu e se deitou entre as duas abraçando o travesseiro em baixo de sua cabeça.

— Faz carinho? – ela perguntou com sua antiga cara de pau olhando para Abby com aquela carinha de cachorro sem dono.

Abby riu revirando os olhos e se deitou direito acariciando o cabelo dourado da menina que exalava aquele cheiro gostoso de shampoo, por algum motivo, o cheiro pegava muito no cabelo dela.

E antes de Kate sair, ela já estava dormindo.

Kate saiu do banheiro e olhou para as duas dorminhocas e Abby ainda acariciando a cabeça de Emily.

— Que folgada essa loira, não?

— Só um pouco – Abby deu de ombros.

— Elas parecem tão inofensivas dormindo... dois anjinhos.

— É, só dormindo para serem inofensivas – Abby disse rindo baixinho se levantando com cuidado para não acordar Emily – não dorme antes de eu sair.

— Não garanto – Kate se deitou com Sarah e Emily, Sarah murmurou algo e abraçou o braço de Kate ainda dormindo.

— Boa noite, então – Abby sorriu entrando no banheiro.

— Good night, baby – Kate deu um thauzinho e fechou os olhos.

. . .

Charlie terminava de ler seu livro deitado em sua cama. Mas, infelizmente seus pensamentos não o deixavam focar sua mente naquelas palavras digitadas a sua frente, toda hora ele lembrava do seu teste, que modéstia a parte, ele sabia que havia sido ótimo. A cara das pessoas dizia tudo... e lembrando do teste claro que se lembrou daquela loira, uma loira bem difícil, por sinal. Ela até que olhou para ele, mas logo desviou, mal sabia que Charlie não era do tipo que desistia fácil. Ele gostava muito de loiras e particularmente havia cismado com aquela em especial.

Alguma coisa no jeito dela o atraía fortemente, ele não sabia se era a aparência, aqueles olhos tão curiosos, o corpo, o cabelo, a confiança que ela demonstrava ou a voz incrível e o jeito sexy e totalmente sedutor de cantar.

Nenhuma garota nunca resistia a ele, nenhuma nunca escapava quando ele cismava.

— Oi filho, e sexta? – sua mãe entrou em seu quarto meio agitada.

Ela ainda usava as roupas de sua peça, onde ela fazia uma advogada com problemas mentais ou algo do tipo, Charlie estava tão concentrado em sua mãe quando viu aquela peça que nem entendeu direito. Ela era realmente uma atriz excepcional, e Charlie se orgulhava muito dela por ter chegado aonde chegou e começado por onde ela estava começando.

Florence, ou Flor como ela preferia ser chamada, havia viajado sexta um pouco depois de Charlie sair por conta do trabalho, e bem, havia voltado há dez minutos.

— Oi mãe. Fui muito bem, pelo que vi.

— Ai que orgulho – ela o abraçou e Charlie riu a abraçando de novo bem forte tencionando os músculos definidos de seu braço.

— Quero muito que você entre, mas vou sentir falta de você.

— Eu também – ele sorriu.

— E o resultado?

— Sai hoje as duas – ele disse.

— Acha que passou?

— É claro que eu passei, mãe – ele disse metido – Charlie Martin, esqueceu?

— Metido – ela bagunçou o cabelo dele.

— Quem pode aproveita, não é? – ele sorriu de lado para a sua mãe piscando.

— Uhum – ela fez um bico – a Vanessa estava atrás de você...

— Nããããããão – ele reclamou se sentando na cama.

— Você tem que falar alguma coisa para a menina.

— A gente só ficou uma vez, poxa – ele disse – menina chiclete do caramba.

— Filho...

— Ok, desculpa – ele disse – mas a garota não desgruda.

— Claro, você usa a menina desse jeito...

— Opa opa, eu não usei ninguém. ELA que me beijou.

— Enfim, você tem que falar com ela.

— Não precisa, amanhã eu vou para a Academia e ela nunca mais vai me ver, pronto.

— Isso não é certo – Florence saiu do quarto.

— Mãe.

Ela se virou.

— Hum?

— Quando meu carro chega?

— Hoje.

É, Charlie havia saído de cabeça quente de uma festa e acabou enfiando sua Mercedes conversível no poste, típico não?

— E se você der com esse carro no poste novamente, vai ficar sem carro até ter dinheiro para concertar.

— Foi um acidente, mãe.

— Sim, um acidente de imprudência!

— Mãe, não vamos falar sobre isso de novo, não é?

Ela assentiu e saiu.

Charlie suspirou e se jogou na cama. Não é como se ele estivesse bêbado ou coisa do tipo, só estava bravo e se descentrou, poxa.

. . .

Se sentia Charlie Martin com seu carro. Sua linda Mercedes Conversível preta estava novamente em suas mãos, foi uma semana difícil só com a bicicleta, mas ele sobreviveu. Faltavam 5 minutos para as duas horas e ele acelerava para a Academia para conferir o resultado, mesmo sabendo que com certeza havia passado, afinal, ele era Charlie Martin, sem dizer que sua mãe tinha uma bela reputação ali e ele sempre conseguia tudo o que queria, o que quer que fosse.

Estacionou seu carro no estacionamento lotado e não se deu ao trabalho de abrir a porta e pulou simplesmente para fora do carro girando as chaves nos dedos. Tirou os óculos de sol os pendurando na gola da camiseta manga longa roxa.

Não importava o clima, se Charlie estivesse usando uma camisa manga longa, as mangas estariam arregaçadas até os cotovelos, era um costume que ninguém tiraria dele.

Colocou as mãos nos bolsos dos jeans e foi andando calmamente seguindo o fluxo de pessoas agitadas para ver o resultado pendurado na porta da Academia. "Amadores" ele sorriu de lado, chegar à lista primeiro não mudaria o resultado, será que eles sabiam disso?

Charlie encarava todas aquelas pessoas como concorrentes para vida, porque seria com eles que ele brigaria por um lugar na indústria da música, e para seguir seu sonho ele esmagava qualquer um. É a vida meus caros, é matar ou morrer.

Ele andava tranquilo até ver quatro garotas estacionando o carro e saindo. Bom, três delas saíram, a motorista continuou no carro.

— Ai minha perna! – a motorista de cabelo preto disse.

— Cuidado, Sarah – a loira disse rindo.

Sarah, ok, ele gravou o nome da morena.

— Para de rir, Emily, me ajuda aqui!

Emily, agora ele sabia o nome da loira... A LOIRA.

Parece que a tal de Sarah havia prendido a perna a porta do carro, então Charlie com um bom cavalheiro ficou apenas observando as meninas se amontoarem e se inclinarem para a ajudar a outra.

— Ai Sarah! – a meio ruiva disse indo até lá.

— Como você fez a proeza de prender a perna? Depois as loiras que são burras – a de cabelo castanho claro disse.

— Ei! Segura a língua – a loira disse.

Quando elas tiraram Sarah da porta foram andando como se nada tivesse acontecido. Elas passaram por Charlie como se ele não existisse o que o fez franzir o cenho. "Nem olharam para mim".

As quatro andavam lado a lado. Charlie sorriu olhando aquela cena, elas pareciam aquelas trupes de patricinhas que dominavam algum lugar.

E aquela loira... aquela loira já era dele.

Ele foi andando atrás apenas a analisando. É, a loira tinha o rosto bonito, bem bonito, corpo perfeito e aquele cabelo sexy que fazia leves ondas... ah, Charlie era gamado em uma loira, ainda mais daquele jeito.

Elas não pareciam nervosas, na verdade pareciam super confiantes e essa foi outra característica que atraiu Charlie. Parecia que as pessoas abriam passagem para elas e Charlie prestou atenção em cada olhar masculino malicioso lançado a elas. Ficaram todas na frente da lista se inclinando um pouco para ler.

— Passamos! – a do cabelo meio ruivo disse.

— E qual a novidade, Kate? – Sarah perguntou

Kate. Gravado.

— É porque você teve uma ótima cantora para te ajudar. Por nada – a loira piscou para elas que se viraram para sair.

"Uma bela cantora... em todos os sentidos".

— Ai, eu preciso de água, vão indo que eu já vou – a loira parou de repente.

O resto das meninas assentiu e a loira foi andando naquele salto enorme em outra direção.

Charlie mordeu o lábio inferior inclinando de leve a cabeça olhando cada parte do corpo dela de costas. "É a sua deixa".

Ele foi andando atrás dela apertando um pouco passo até ultrapassa-la e ficar a sua frente. Se virou para ela sorrindo, que a princípio levou um susto dando um passo para trás e ele deu mais um para frente ficando perigosamente perto dela. O cheiro do perfume dela invadiu o ar respirado por Charlie e ele sorriu de lado. Aquele cheiro de mulher... oh Deus.

— Oi, Emily.

— Oi – ela disse seca, obviamente meio confusa por ele saber seu nome, mas não se afetou por isso e deu a volta nele continuando a andar.

— Ei, apressadinha – ele a alcançou – você mandou muito bem na sexta.

— Eu sei, obrigada – ela disse olhando para frente continuando a andar apressada.

— Você é apressada por natureza ou...?

— Só quando estou sendo perseguida – ela permaneceu olhando para frente.

— Só é perseguição quando você não quer ser seguida – ele segurou o braço dela a virando para ele bruscamente a fazendo olhar diretamente nos seus olhos.

O contato do azul com o verde era alucinante, os olhares quase faiscavam. Emily deu um passo para trás.

Ela girou o braço segurando o dele torcendo levemente, auto defesa é tudo.

— Não encosta em mim, bonitinho – ela disse ainda torcendo o braço dele que fazia cara de dor.

O soltou e sorriu para ele acenando com as pontas dos dedos e saiu andando, o barulho de seu salto ecoando pelo chão.

Ele a olhou quase babando. Que deusa era aquela?

Charlie sorriu malicioso, adorava um desafio.

Ficou vários minutos ali, parado feito um idiota, e só quando notou várias pessoas indo embora que percebeu que inda não havia visto o resultado dos testes.

Notas finais
Comentem pelo amor de Deus o que estão achando da fic até agr, é sempre bom saber né! É isso meu povo lindo, bjs até sexta.