Notas iniciais
Oi oi gente! Quero começar dizendo que estou muito realizada porque escrevi uma One! ai, que emoção! Então, quem se interessar vou deixar o link nas notas finais, ok? Boa leitura pra vcs!

Emily saiu correndo como uma gazela estabanada em direção a sua casa.

Seus lábios formigavam, seu corpo todo tremia e seu coração palpitava tão forte quanto um motor de uma Ferrari.

Charlie havia a beijado, CHARLIE HAVIA A BEIJADO!

Não, aquilo definitivamente não podia estar acontecendo, ela não podia ter deixado, ela não podia...

Quase deu de cara com o poste por estar andando olhando basicamente para o chão. Desviou depressa e continuou correndo com medo de Charlie estar a seguindo.

O que ela não duvidava nada que pudesse estar acontecendo.

Entrou na casa respirando ofegante e sem pensar muito foi para o chuveiro. Banho sempre é a solução, não é?

Deixou a água escorrer por seu corpo tentando esquecer de Charlie, infelizmente aquilo era muito impossível, ainda mias depois de um beijo daquele.

Ela queria tanto, mas tanto voltar lá e beijá-lo novamente... não, foca na vida Emily, foco!

Desligou o chuveiro sentando no chão com as mãos na cabeça pensando no que poderia fazer.

Após pensar muito deu um berro com sua possível solução.

– Droga de vida! – ela gritou deixando a toalha cair em sua cabeça e se enrolando nela.

. . .

Charlie observou Emily desaparecer de sua vista. Tocou seus lábios com o indicador ainda sentindo o gosto dela.

– Emy... – ele murmurou fechando os olhos.

E então, ele teve a completa certeza de algo que já sabia há um bom tempo.

Não podia viver sem ela, não podia.

Ele tinha que fazer algo, tinha que consegui-la novamente... nem que isso quisesse dizer ficar atrás dela por dias, semanas ou até meses. Ele esperava, o tempo que fosse. Valia a pena se fosse por ela, tudo valia a pena.

Pensou em correr, mas ela já estava longe e ele precisava bolar algo melhor do que correr atrás dela pela rua.

Passou as mãos no cabelo não evitando um sorriso ao lembrar que pelo menos havia conseguido um beijo, um belo beijo. E isso era um progresso... não é?

Voltou para a Academia bem devagar pensando em formas de consegui-la de volta. Ela gostava de coisas originais, mas nada que a fizesse passar vergonha... ok, seria mais difícil do que ele esperava que seria.

Entrou em casa vendo Nathan despejado no sofá trocando de canais na TV avulsamente.

– Oi Charlie – ele disse.

– Oi.

Foi um "oi" diferente, não seco, nem triste... apenas pensativo, o que era diferente, de um modo bom ou... talvez ruim.

– Aconteceu alguma coisa? – Nathan perguntou se sentando feito gente.

Charlie olhou para ele e depois de alguns segundos pulou no sofá ao seu lado.

– Eu vou consegui-la de novo, vou consegui-la – ele disse persistente e Nathan sorriu.

– E pela primeira vez na vida Nick estava certo sobre que você iria acabar cedendo uma hora ou outra – Charlie sorriu minimamente – e como chegou a essa conclusão?

– Estávamos na aula extra e eu não consegui parar de olhar pra ela, me peguei imaginando cheirando seu cabelo e percebi que precisava falar com ela – Nathan assentiu pedindo para ele continuar – e então quando a aula acabou eu fui atrás dela e... eu consegui um beijo.

Nathan sorriu.

– Ora veja só, isso é um grande progresso!

Charlie ficou sério de repente.

– Mas... depois ela me empurrou e saiu correndo.

Nathan voltou a fiar sério.

– Talvez não tão grande assim – Charlie assentiu – mas ainda é um progresso.

O moreno deu de ombros.

– E o que pretende? – Nathan voltou a perguntar.

– Eu a ganhei insistindo, então e vou prendê-la em algum lugar e deixar fluir.

– Como assim, deixar fluir?

– É, deixar fluir.

– Você nem sabe o que vai falar?

– Não, e mesmo se eu soubesse esqueceria de tudo na hora e seria no improviso então... eu vou na cagada torcendo para dar certo.

– Ok – Nathan o olhou como se fosse louco – e... você está ciente de que isso pode demorar um pouco, não?

Charlie assentiu meio cabisbaixo.

– Mas eu espero – ele suspirou – prefiro que demore um pouco, do que ficar sem ela pra sempre.

Nathan sorriu bagunçando o cabelo de Charlie.

– Isso ai – ele sorriu – tem que insistir porque você sabe, meninas são difíceis.

– Mas com a Kate foi até que fácil.

– Fácil? Ela achou que eu estava namorando minha prima!

Charlie acabou sorrindo.

– Mulheres – Nathan murmurou negando com a cabeça.

– Mulheres – Charlie reforçou e Nathan sorriu novamente bagunçando os cabelos de Charlie.

. . .

Uma noite inteira para Emily refletir e... nada, absolutamente nada esclarecedor, só o que ela já sabia, então aquela noite não ajudou merda nenhuma afinal de contas.

Preferiu ocultar o beijo das meninas, se não elas iriam brigar com Emily dizendo que ela só estava se deprimindo e criando falsas expectativas... o que era verdade, mas ela não precisava ouvir um sermão de algo que ela mesma já sabia e já havia discutido consigo mesma por isso, certo?

Se levantou praticamente se arrastando até o banheiro, a morena não estava mais ali então não precisava acordá-la.

Se olhou no espelho, já fazia alguns dias que estava acostumada a ver seu reflexo daquele jeito.

Sem vida.

Sua expressão era de cansaço e até seu cabelo não parecia estar gostando muito do estado emocional da menina.

Ela bufou. Estava indignada em como seu corpo e mente estavam reagindo a aquilo, era uma negação, é isso! Uma negação.

Se trocou colocando um vestido azul bem escuro, quase preto que tinha umas flores roxas bem pequenininhas espalhadas por ele, colocou um arquinho preto com um laço deixando a franja solta e uma sapatilha preta cintilante.

Estava bem fofa para falar a verdade, não havia sido de propósito, foi bem acidental, mas ela estava fofa. Assim... bem Kate.

A menina desceu as escadas vendo Kate e Abby comendo enquanto conversavam.

– Hello loira – disse Abby e Emily sorriu meio forçado.

– Bom dia – ela disse.

– Kate fez o café – Abby disse se deliciando com os... waffles que pelo cheiro deviam estar ótimos.

– E modéstia a parte está muito bom – Kate sorriu e Emily se sentou junto com elas também comendo.

Os waffles não apenas aparentavam estar bons, realmente estavam, muito por sinal.

Emily comia quietinha, e obviamente as meninas perceberam isso. Emily não era a única a notar que havia perdido o brilho em seus olhos.

– Então... poderíamos fazer alguma coisa, hoje todas nós, sabe... daqui a poucas semanas a Sarah vai embora e... – Kate se interrompeu.

– Eu concordo – Abby a abraçou de lado.

– Claro, temos que aproveitar nossa morena maluca enquanto ainda a temos – Emily sorriu forçado.

– Cinema?

– Pode ser – Emily deu de ombros.

. . .

Emily andava praticamente olhando para o chão, estranhava muito andar sem salto.

Passou a olhar para frente quando entrou na academia, quase escorregou pelo piso muito liso, mas ninguém percebeu então ela continuou andando como se nada tivesse acontecido.

Parou em seu armário deixando suas coisas apenas pegando sua roupa de dança e foi se trocar.

Tirou a tiara e a colocou junto com suas roupas dobradas perfeitamente em sua bolsa, vestiu a leggin preta e a camiseta branca da academia, substituiu a sapatilha por um al star preto e prendeu seu cabelo alto e retinho como sempre.

Suspirou olhando seu reflexo e inclinando levemente a cabeça para o lado colocando as mãos na cintura. Estava meio frio então ela decidiu se prevenir amarrando uma fina blusinha preta na cintura.

Se olhou uma última vez no espelho de corpo inteiro dando uma ajeitada no rabo de cavalo e saiu deixando sua bolsa no armário indo para a sala.

Entrou e a primeira coisa que viu foi um moreno, gostoso com uma calça preta, tênis e regata da academia sentado de pernas cruzadas no chão. Seu cabelo estava uma baderna organizada como sempre, não tinha jeito dele ficar feio.

Ele olhou para ela e o contato visual durou pouco até ele sorrir minimamente para Emily e ela virar o rosto indo para algum lugar aleatório da sala.

O sorriso de Charlie saiu de seus lábios. Ele olhou para baixo.

"Você tem que conseguir falar com ela, rápido".

Charlie assentiu para sua consciência que sorriu orgulhoso para ele.

Quando os professores pediram para formar duplas de meninos e meninas ele achou conveniente ir com ela.

Sorte dele que nenhum garoto se apressou em ir já que todos achavam que eles ainda estavam juntos.

– Oi – Charlie disse sorrindo minimamente.

– Oi – ela respondeu sem expressar muitas emoções.

– Se importa...?

Ela deu de ombros como se não ligasse, não era bem a resposta que ele queria, mas era melhor que nada.

Eles se aqueceram juntos e Charlie sorriu ao lembrar do "selinho de recompensa" que trocaram no primeiro aquecimento juntos.

Emily viu aquele sorriso, mas decidiu ignorar o quanto ele mexia com ela.

Quando ele segurou a perna dela pequenos choques elétricos percorreram em ambas as partes. Novamente levantou os olhos para os dela e quase a beijou, ali mesmo no meio da aula com aquele professor maluco.

Mas a soltou, seu desejo teria que esperar mais alguns minutos.

. . .

A aula pareceu durar séculos para Charlie.

Ele olhava de segundo em segundo no relógio na parede esperando aquela maldita aula acabar.

Ainda estava pensando o que o incomodava mais: o professor não parar de falar, o tempo não passar, ou Emily parecer totalmente indiferente e calma com tudo enquanto o menino estava quase tendo um AVC.

Quando o sinal bateu seu corpo relaxou. Finalmente!

Se distraiu por alguns segundos e quando se deu conta Emily já estava na porta saindo.

Arregalou os olhos e foi depressa atrás dela.

A seguiu pelo corredor quase vazio. Olhou para a menina, depois para o armário, tentou o abrir e realmente estava aberto, então apertou o passo a segurou pelo pulso e a botou dentro do armário entrando logo depois.

A luz da janelinha era o único fator que deixava aquele lugar claro.

Ela tentou abrir a porta, mas ele colocou o pé impedindo que ela a abrisse.

Emily olhou com aquela carinha brava que ela mal sabia que era linda e Charlie suspirou olhando em seus olhos.

– Eu quero pelo menos falar com você – ele disse.

– Já falei que não temos nada pra falar Charlie – ela disse – agora se me dá licença eu tenho que me trocar.

– Por favor – ele implorou segurando o rosto dela.

– Charlie...

– Eu sei que eu só faço merda nessa vida – ele disse bem perto dela – e que eu não mereço todo o carinho que você tem... ou tinha comigo, mas eu te amo Emily, muito mais do que eu me permiti amar e depois de provar duas vezes sua perda... eu confirmei uma quase certeza minha.

Ela o olhou atentamente esperando que ele falasse.

– Eu não sou mais capaz de viver sem você, tudo parece perder a cor, você me mudou pra melhor Emy – ele acariciou de leve o rostinho dela – não me deixe no escuro, por favor – ele encostou a testas dos dois – não me deixe.

Emily fechou os olhos, estava quase se rendendo a Charlie.

Ele a olhou com os olhinhos fechados e os lábios entreabertos e não aguentou ficar longe daquela boquinha, não dava.

Jogou seus lábios delicadamente sobre os dela começando com um selinho apenas para ver se ela reagia, e para a felicidade dele Emily o abraçou pela cintura. Charlie lhe deu outro selinho e abriu levemente a boca pedindo passagem para a língua. Emily permitiu se deixando ser pressionada gentilmente contra a parede.

As mãos trocaram de lugar, as de Charlie fora para a cintura dela e as dela foram para a nuca dele o puxando levemente.

Quando se separaram Emily abaixou a cabeça. O que havia feito?

Charlie a tocou no rosto acariciando sua bochecha.

– Não Charlie – ela segurou a mão dele e a tirou de seu rosto.

– Por quê?

– E-eu não posso fazer isso, não posso fazer isso com você nem comigo.

– Fazer o que Emy?

– Nós não vamos para frente Charlie, não vamos – ela negou com a cabeça – eu não posso ficar sofrendo desse jeito.

– E porque acha que não vamos para frente?

– Porque é óbvio!

– Não diga isso... vamos tentar e...

– Já tentamos antes e não deu Charlie, isso não vai mudar – ela estava com lágrimas nos olhos – eu vou voltar para Nova York, para cuidar do meu pai.

– O quê? – ele quase gritou.

– Eu vou embora – agora ela começou a chorar – já me inscrevi em algumas Academias de lá que fazem parceria com essa para eu não ter que começar do início novamente, e seu eu for aceita em alguma eu vou, e se não for... é questão de tempo para eu arrumar outra solução.

– Não, você não pode me deixar, não pode – ele a segurou com força olhando fundo em seus olhos.

Ela se mexeu o fazendo soltá-la.

– Minha família se resume ao meu pai, e ele sempre vai vir em primeiro lugar – ela disse enxugando suas lágrimas.

– M-mas e nós?

– Não existe mais nós – ela segurou as lágrimas, teria que mentir para ele deixá-la, só assim ele a deixaria – eu não sinto mais absolutamente nada por você e eu te quero bem longe de mim.

Mentir olhando aqueles olhos verdes lacrimejando era bem difícil, era bem mais que difícil, era uma tortura.

– Não, não é verdade – ele a segurou mais forte – você me ama, eu sei que ama assim como eu a amo, não faz isso comigo Emily.

Ela o empurrou pelo peito.

– Acabou Charlie – ela disse abrindo a porta e saindo.

Charlie olhou com os olhos marejados para a porta se fechando, depois despencou no chão cobrindo a cabeça com as mãos encaixando o rosto entre os joelhos começando a chorar igual uma criança.

Não podia ser verdade.

Emily não iria para Nova York.

Não iria deixá-lo.

Perdeu a conta de quanto tempo ficou chorando naquele armário, mas quando parou levantando a cabeça com olhos e nariz vermelhos se levantou imediatamente abrindo a porta quase a arrombando e saindo correndo da Academia. Precisava de suas luvas e de um saco de pancada, urgente.

Notas finais
LINK DA ONE: http://fanfiction.com.br/historia/619773/My_Special_Angel/ Por hj é só, amanhã tem Princesa Emily e se vcs gostarem da One em breve terão outras :) Obrigadda e até amanhã!