Notas iniciais
OI! Olha eu de volta aqui, demorei, mas to postando como prometi. Nada a declarar sobre o cap então... boa leitura!

– Londres? Você vai para Londres? – Kate parecia inconformada e Sarah suspirou.

– Ainda não é certeza... mas muito provavelmente sim, eu vou – Sarah disse meio cabisbaixa.

– E porque parece tão triste? – Abby perguntou.

– Porque eu não quero ficar longe de vocês... nem do Nick – a voz dela ficou embriagada e Emily a abraçou.

– Mas a grande pergunta é: você quer ir?

– Quero, muito, mas não quero deixar tudo aqui.

– Um ano sem você – Abby suspirou – acho que vai ser mais difícil do que realmente parece.

– Imagina pra mim! – Sarah chorou ainda mais no peito de Emily que começou a ameaçar chorar também.

. . .

– Ursinho!

Nathan abriu os braços e Kate pulou nele o abraçando com força. Ursinho? É como Kate passou a chamá-lo por ele ser fofo, tanto física quanto psicologicamente.

– Nossa que empolgação Cupcake – ele a abraçou com força beijando a testa da menina.

– É que eu senti saudades – ela disse fofinha beijando a bochecha do menino.

– Foram só dois dias.

– Dois dias, isso é muito – ela apoiou a cabeça no ombro dele.

– Ahhhh que linda – ele acariciou os cabelos dela.

Se soltaram depois de um tempo e ela por estar de sapatilha ficou na ponta nos pés para beijá-lo.

– E como foi sua visita á vovó?

– Bem – ele disse passando o braço pelos ombros dela e ela o abraçou pela cintura enquanto iam até a sala – ela ficou decepcionada porque achou que você iria junto.

Kate sorriu.

– Que amorzinho – ela disse e Nathan sorriu.

– É, ai eu mostrei uma foto nossa pra ela – ele disse e Kate o olhou com atenção – e ela disse que você é linda e que eu sou muito bom pra escolher.

Kate sorriu contente.

– Já gostei da sua vó.

Ele sorriu a segurando colocando delicadamente o corpo da menina contra os armários.

Sorriram olhando nos olhos um do outro e Kate acariciou a nuca dele.

– Ursinho.

– Cupcake.

Ela sorriu o puxando devagar para ela tocando seus lábios nos dele.

Um beijo calmo como sempre, suas línguas dançavam devagarzinho apenas sentindo o gosto uma da outra.

Encerraram com dois selinhos e antes que Nathan pudesse abrir os olhos Kate sorriu maligna e fez cócegas na barriga dele.

– Ai, Kate! Kate!

Ela gargalhou e saiu correndo mostrando a língua pra ele.

– Volta aqui seu Cupcake fujão!

Eles saíram correndo pelos corredores quase atropelando as pessoas, e como Nathan era mais rápido logo a alcançou abraçando a menina pela barriga a tirando do chão.

– Te peguei.

Começou a fazer cócegas nela inteira a fazendo se contorcer de rir, Kate foi parar no chão ainda se contorcendo e Nathan não aliviava nem um pouco. Se as pessoas passavam e ficavam olhando como se fossem loucos? Sim, claro. E eles ligavam? Obviamente não.

O sinal bateu e Nathan a soltou. Kate estava ofegante e totalmente descabelada, Nathan riu com o estado que havia deixado sua namorada.

– Crueldade – ela disse arrumando o cabelo que em dois segundos estava normal de novo.

– Você que começou, Cupcake – ele disse a puxando pelo queixo depositando um selinho em seus lábios depois se levantando – quer vir no colo?

Ela sorriu e pulou nas costas dele que segurou as pernas dela que o abraçou forte. E assim foram para a sala.

. . .

Abby estava tranquilamente conversando com Sam na sala, ela tentava não olhar os músculos do garoto enquanto o mesmo se alongava, mas bem, era algo meio impossível, ele podia ser gay, mas era gostoso pra caramba.

Adam entrou na sala daquele jeitinho gracioso, estava com uma malha preta e a camiseta regata da academia, como todos os garotos ali.

– Até seu jeito de olhar pra ele mudou – Sam disse.

– Deixa de ser besta, foi só um beijo, nada mais – ela disse. Para Sam ela claro que contou né, e para as meninas logo contaria se fosse necessário claro, se não pra que um interrogatório desnecessário?

– Uhum só um beijo – ele disse irônico e Abby riu daquela voz.

– É, só um beijo – ela olhou para ele que estava cercado de meninas – veja, ele já está todo mulherengo de novo.

Sam ficou meio feliz com isso.

– Você não merece um cara como ele, meu bem.

– É – ela concordou.

Quando a aula acabou Abby demorou pra sair por estar cansada e preguiçosa.

– As pessoas não dão mais oi?

Ela se virou e viu Adam ali parado com as mãos nos bolsos e seu sorrisinho de galã como ela se acostumou a ver.

– Oi – ela colocou a bolsa no ombro – tchau.

– Não senhora – ele a segurou.

– O que você quer?

– Você – ele a puxou para si assustando a menina.

– Então mil desculpas, mas não – ela se soltou indo até a porta.

– O que aconteceu? – ele a seguiu fechando a porta assim que ela abriu e cruzando os braços meio confuso.

– Nada, por isso mesmo eu quero ir embora.

– Mas e ontem...

– Foi um impulso, eu estava com sono e sei lá o que deu em mim – ela disse – mas tudo bem, você age como se não tivesse acontecido, eu também e você pode voltar a pegar todas as meninas que quiser, eu não me importo.

– Eu me importo – ele ergueu as sobrancelhas – não acredito que pensa que eu sou um galinha que sai pegando todo mundo.

Ela suspirou.

– Você disse que não era, eu quis acreditar, mas hoje de manhã você já estava todo animadinho com as meninas – ela disse – mas eu sou idiota por natureza, não se culpe por ter conseguido me enganar.

– Não diga isso, eu não sou assim – ele disse – o Adam que você viu ontem a noite, é o verdadeiro.

Abby revirou os olhos.

– Ok, Adam verdadeiro, eu tenho que ir.

– Abby eu sou todo sociável com as pessoas durante as aulas porque é isso que meus pais querem, que eu dê atenção a todos e trate cada um como meu aluno preferido.

– E eu sou mais uma, eu entendi, agora pode me dar licença?

– Você não é mais uma das minhas "favoritas" – ele segurou a cintura dela – você é a favorita e eu não quero que seja apenas minha aluna – ele chegou com o rosto bem pertinho do dela – quero que seja minha, só minha.

Ela levantou os olhos para os dele.

– O que?

– Se você for minha, eu garanto que serei seu – ele beijou a bochecha dela depois indo para seus lábios.

Ela o abraçou com força pela nuca retribuindo o beijo gostoso do menino.

– Mas tem uma coisa – ele disse quando se separaram – para o seu bem, meus pais não podem saber disso, de jeito nenhum.

Ela franziu o cenho.

– Por quê?

– Porque essa foi a condição para eu vir dar aula aqui, não me envolver com nenhuma aluna... infelizmente você existe então isso seria impossível.

Ela acabou sorrindo meio sem graça.

– Isso não vai dar certo...

– É só por um tempo, eu prometo – ele segurou com mais força o corpo dela – eu só tenho que prepará-los, depois eu falo – ele sorriu – e tem mais, eles estão novamente naquela fase de separados apaixonados e não duvido nada que vão voltar daqui a um tempo, e quando eles estiverem de bem com a vida, eu também vou ficar.

Ela assentiu.

– Ok.

– Você é incrível – ele a abraçou.

– Eu sei – ela sorriu metida e ele sorriu.

. . .

Três batidas na porta. Charlie franziu o cenho se levantando e indo até a porta.

A abriu e se surpreendeu ao ver Emily, de um modo bom, claro.

– Oi – ela disse toda meiga e Charlie sorriu.

– Oi Emy – ele sorriu abrindo passagem para ela entrar – que surpresa mais agradável.

Ela sorriu deixando sua bolsa em cima da cama de Charlie.

– Eu fui expulsa de casa pela Abby.

– Por quê?

– Porque eu estava a interrogando... ai ela mandou eu vir transar com você e deixá-la comer em paz.

Charlie sorriu fechando a porta.

– Nossa, passei a gostar mais da Abby de repente – ele disse coçando o queixo e Emily riu.

– Mas não foi por isso que eu vim seu tarado.

Ele fez um bico triste se aproximando dela.

– Nem uma rapidinha?

– Ok, eu posso pensar no seu caso – ela o abraçou pelo pescoço.

– Ebaaaaa – ele a abraçou pela cintura e Emily riu.

– O senhor só pensa em sexo, senhor Martin? – ela beijou a bochecha dele várias e várias vezes.

– Não só em sexo, mas... é que é tão bom, ainda mais com você – ele beijou a testa dela a abraçando com mais força.

– Sendo assim eu analiso seu caso.

Ele sorriu se inclinando para beijá-la.

– Mas então, qual foi seu propósito ao vir aqui além de transar comigo?

Ela riu o beijando rapidamente depois.

– Eu queria falar sobre nossos pais e... o fato de eles terem namorado.

– É, eu ainda estou chocado com isso.

– Não é o único.

Charlie sentou e Emily se deitou no colo dele apreciando o carinho que o moreno havia começado em seu cabelo.

– Eu interroguei minha mãe e ela me contou tudo detalhado – Charlie disse.

– Eu também interroguei meu pai – Emily disse _ mas ele não foi tão detalhista assim.

– E o que descobriu?

– Que eles se amavam muito, mas meu pai é homem então fez besteira e sua mãe com razão se enfezou e terminou tudo.

– Bom, não foi uma simples besteira – ele disse.

– É, meu pai não me especificou na verdade, você sabe o que ele fez?

– Hã... ele beijou uma "vaca" – ele disse entre aspas com os dedos e Emily franziu o cenho.

– Meu pai? Impossível.

– Foi o que minha mãe me disse.

– Mulheres costumam exagerar, eu grande exemplo disso.

– Está chamando minha mãe de mentirosa?

– Não, você que está chamando meu pai de traidor.

– Não, só estou repetindo o que minha mãe disse.

– Eu tenho certeza que meu pai não a traiu, ele pode ter feito a besteira que fosse, mas não foi essa, com certeza.

– Como pode ter tanta certeza?

Ela se sentou.

– Porque eu conheço meu pai e ele jamais faria isso.

– E eu conheço minha mãe e ela não mentiria pra mim.

Eles se olharam com os olhos semicerrados de raiva.

– Tenho certeza que o que quer que seja que meu pai fez, não era pra tanto exagero.

– Exagero? – Charlie riu – disse a menina que saiu correndo da lanchonete e foi atropelada por uma suposição falsa.

– POR SUA CULPA! – os olhos dela lacrimejaram.

– Culpa o caramba porque eu não fiz droga nenhuma! Foi você que bancou a maluca e não me deixou nem explicar, você é assim, toma suas decisões e dane-se o mundo!

– Porque ver uma vagabunda com a mão na perna do meu namorado é algo que tem que ser levado na calma!

– Quando vai sair igual a uma louca pra ser atropelada sim, é algo que tem que ser levado na calma!

– Então a culpa é minha? É isso?

– Sim! E eu idiota ainda fui igual a um retardado no hospital e depois ainda pedi desculpa!

Os olhos dela tinham tantas lágrimas que ela nem conseguia mais enxergar Charlie.

– IDIOTA!

– DONA DA RAZÃO!

– METIDO!

– CHATA!

– ENERGÚMENO!

Charlie suspirou.

– O que você disse?

– Que eu te odeio seu Neandertal, energúmeno troglodita! – ela deu um soco no peito dele abrindo a porta e saindo.

– Dane-se você também! – ela se virou rapidamente descendo as escadas.

– Igualmente!

– Ótimo!

– Ótimo!

Charlie chutou a porta depois se jogou na cama colocando as mãos na cabeça.

Menina orgulhosa do caramba.

Notas finais
Eu precisava fazer isso cara, eu necessitava fazer esses dois brigarem, porque tava tudo muito bom, muito bonito, e a vida não é assim minha gentei, então vamos ser realistas. Se quiserem me dar uns tapas ou até me matar, falem isso nos comentários que eu vou ficar feliz de você ter comentado, espero que tenham gostado de qualquer forma e até sábado que vem. COMENTEM A MARATONA!!! Bjs.