ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson 2
37 Você cansa minha beleza.
Notas iniciais
A distância entre a boate e condomínio pareceu vinte vezes maior dessa vez.
Ela não estava com paciência para esperar mais nada.
Entrou correndo no condomínio e saiu de seu carro batendo a porta com força. Olhou para a porta da casa dele e esticou os braços para pegar a chave que eles sempre deixavam em cima do batente.
Pelo menos ela esperava que continuasse assim.
Sorriu ao sentir o metal do chaveiro em suas mãos e o puxou imediatamente abrindo a porta. A casa estava escura e silenciosa, ascendeu a lanterna do celular e subiu as escadas até o segundo andar.
Seguiu até o último quarto vendo a porta fechada, mordeu o lábio e a abriu devagar. O quarto estaria absolutamente escuro se não fosse a claridade da janela.
Charlie dormia abraçado ao travesseiro, o cobertor cobria até seu pescoço. Ele era tão lindo. Emily quis abaixar aquele cobertor e se jogar nos braços dele, mordeu o lábio se controlando, bastante.
Emily olhou a hora, pouco mais de onze.
Foi devagarzinho até ele sentando na beiradinha da cama sem movimentá-la demais. Sentiu dó de acordá-lo, mas precisava ser agora, ela não aguentava mais. Poderia simplesmente deitar ao lado dele e ficar ali até que ele acordasse, mas provavelmente ele levaria um susto quando acordasse.
– Charlie – ela tocou o cabelo dele o acariciando devagar – acorda, por favor.
Ele franziu os olhos logo antes de abri-los, o carinho estava tão bom que ele só abriu os olhos por causa da voz dela. No momento não pensou quem poderia estar fazendo aquele carinho.
– Emily? – ele franziu o cenho ascendendo o abajur ao seu lado vendo que ele não havia reconhecido errado, mesmo com os olhos semicerrados pela claridade do abajur, conseguiu vê-la perfeitamente.
Ela sorriu sem mostrar os dentes.
– Oi, moreninho.
Ele se sentou fazendo o cobertor escorregar até sua cintura. Os olhos dela imediatamente foram para o corpo dele que só então foi notar o decote avantajado dela. Eram dois tarados, sem dúvida.
A olhou alguns segundos processando a ideia de ela chamá-lo de moreninho, fazia um certo tempo que ele não ouvia aquilo saindo da boca dela.
– O-o que faz aqui?
Pode-se dizer que ele estava em choque.
– Eu preciso falar com você, e precisa ser agora.
Ele a olhou e foi para mais perto dela fazendo uma careta antes. Ele realmente estava com dor. Ficaram tão perto um do outro que ele podia sentir a respiração dela, estava ofegante, mas tentava disfarçar isso, mas o seu peito subindo e descendo não ajudava.
– Pode falar _ ele voltou a olhar os olhos dela.
Emily sinceramente preferia que ele olhasse o decote enquanto ela falava, os olhos dele eram muito intimidadores.
– Eu soube que está com dor.
– Um pouco – ele se arrumou sentado.
Ela mordeu o lábio, toda aquela confiança de antes havia sumido, era uma covarde, isso era algo que não mudaria nunca.
– Você está linda.
Ela sorriu constrangida sabia que estava linda, mas ele dizer isso era diferente, um sentimento de missão cumprida.
– Obrigada – ela o olhou e suspirou, a pouca luz o deixava mais bonito, ainda mais com aquele cabelo bagunçado.
– Então... o que tinha pra me falar que é tão urgente?
– Eu... – ela vacilou. Não sabia o que fazer, nunca havia se declarado daquela forma a ninguém.
Nunca havia se declarado a alguém, na verdade, só como resposta.
Não servia pra isso.
– Você... – ele segurou a mão dela a influenciando.
Emily olhou a mão de Charlie depois indo para os olhos dele, ele estava quente, ele sempre foi quente e ela sempre amou sentir aquele calor.
Antes que ficasse ridícula sua falta de resposta diante do olhar dele ela segurou o rosto dele o beijando. Aquilo resumia tudo que ela pretendia falar, sem dizer que ela estava louca para beijá-lo.
O encaixe de lábios foi perfeito, como sempre foi. Ela delicadamente tocou a nuca dele a arranhando de leve. Ele segurou o rosto dela entre as mãos em uma tentativa de mantê-la ali, depois de tudo que viu, tinha medo dela fugir. Emily era imprevisível, não dava para adivinhar seu próximo passo.
E isso que a tornava tão diferente e difícil.
– Eu te amo _ ela sussurrou depois de algum tempo o beijando.
Charlie abriu os olhos devagar.
– O que?
– Eu te amo – ela sussurrou com o rosto perto do dele novamente – eu fui uma idiota, me desculpa, por favor, me desculpa _ ela abaixou a cabeça.
– Hey, olha pra mim – ele segurou o rosto dela fazendo-a olhar para ele de volta, ficou alguns segundos admirando os olhos brilhantes dela e as bochechas vermelhas de vergonha. Sorriu – eu amo você _ seu sorriso ia ficando cada vez maior.
Ela assentiu sentindo um furação invadir sua barriga e peito, ela ainda tinha medo de ele falar um não. A situação era muito delicada para ela exalar sua confiança de sempre, até porque, no momento parecia um gatinho assustado.
Ergueu os olhos para ele sentindo que ia chorar. Ela odiava parecer fraca, mas no momento não conseguia contralar nada.
_ Tudo bem? _ ele sorriu limpando uma das lágrimas que escapou com o polegar.
Ela sorriu o abraçando.
_ Tudo ótimo.
A apertou contra seus braços o mais forte que conseguia. Meu deus, ela não podia sair dali nunca.
– Porque demorou tanto? – ele sussurrou sentindo a mão dela escorregar por suas costas, queria redecorar cada parte do novo corpo dele novamente.
– Porque eu sou uma burra – ela riu limpando as lágrimas.
– Ou eu um babaca.
– Talvez um pouco dos dois.
Ele sorriu esperando que ela voltasse a olhá-lo. Acariciou de leve o rostinho dela e quando ela o olhou ele a puxou até ele a beijando novamente. Se antes eles estavam bem próximos, agora estavam colados naquela cama. Emily sentia que seu corpo flutuava com cada toque de línguas, naquele momento se perguntou como conseguiu deixá-lo, e ainda pior que isso, como conseguiu sobreviver sem ele. Ela de fato não sabia e nem queria descobrir.
– E porque veio agora? – ele sussurrou fazendo seus lábios roçarem um no outro – não conseguiu esperar até amanhã?
Ela negou sorrindo passando o cabelo dele para o lado.
_ Precisava de você agora _ ela continuou acariciando o cabelo dele que novamente desceu os olhos para o decote dela. Estava tentador demais, e como ela acariciava seu cabelo, ele pôde apoiar a testa no ombro dela e olhar descaradamente para lá.
– Eu estava pronta para te encontrar na boate, mas você não foi _ ela riu _ eu fui pronta pra você, não ia perder a viagem, e até amanhã muita coisa poderia acontecer, tipo a minha coragem sair voando.
Charlie ergueu rapidamente a cabeça para ela.
– Espera, então está assim pra mim? _ ele olhou para a roupa dela rapidamente.
Ela assentiu rindo, parecia tão infantil pensando por aquele lado.
– É idiotice, eu sei...
– Eu adorei – ele a olhou antes de beijar o pescoço dela _ você esta maravilhosa pra não dizer outra coisa.
Emily arrepiou com os beijinhos e ele sorriu mordendo ali logo depois, ela estava muito cheirosa, mais do que o normal.
– Não estava com dor? _ ela abraçou os ombros dele enquanto mesmo continuava entretido com seu pescoço.
Não que estivesse reclamando, não estava, não mesmo.
– Dane-se a dor _ ele sussurrou _ eu fiquei dois anos sem você – ele sussurrou novamente voltando a morder o pescoço dela.
Ela mordeu o lábio e o deitou na cama o beijando. Charlie a abraçou, ela estava geladinha. Seu coração estava batendo tão rápido que ele acharia ser um sonho se não estivesse a sentindo em seus braços.
– O que te fez mudar de ideia tão rápido? – ele sussurrou segurando o rosto dela entre as mãos.
Não esperava que ela fosse atrás dele, na verdade, estava preparado psicologicamente para ficar atrás dela por um bom tempo, até que ela cedesse, ele chutaria que em dois meses no mínimo conseguiria algo.
Ela o olhou e deu de ombros.
– Você – ela piscou vendo que ele a olhava com muita atenção querendo uma explicação – se continuasse sendo grosso e estúpido comigo eu poderia me enganar dizendo que não sentia nada por você, mas sendo lindo desse jeito fica difícil.
Ele sorriu tocando seu nariz no dela.
– Eu arrancaria esse vestido do seu corpo, mas eu estou péssimo, então seria péssimo pra você também, e não quero perder minha reputação de deus do sexo, espero que entenda.
Emily riu acariciando o cabelo dele. Não discordou porque realmente era verdade.
– Se você tentar me deixar de volta, eu te prendo – ele ameaçou beijando o nariz dela – entendeu?
– Eu jamais repetiria esse erro – ela o abraçou devagar para não machucá-lo, se sentia mal por ele estar com dor e não poder fazer nada para ajudá-lo.
– Ótimo – ela riu com a cara que ele fez distribuindo beijos pelo pescoço dele logo depois.
– Senti tanto a sua falta, você não tem ideia – ela suspirou enterrando a cabeça na curva de seu pescoço.
– Se sentiu tanto quanto senti a sua, foi horrível – eles riram e Charlie segurou o rosto dela para olhá-la de volta.
– Você ta mais bonito – ela sorriu o beijando rapidamente – você fica sexy jogando basquete – outro selinho – meu pai te ama – outro selinho – sua voz está mais encorpada e bonita – um selinho mais demorado – e adorei seu cabelo assim _ mais um selinho _ isso está entalado na minha garganta desde que cheguei.
Ele riu.
– Agradeço _ ela riu _ sempre soube que estava babando enquanto eu jogava basquete _ ele sorriu metido _ eu fico gostoso pra caramba, eu sei.
Ela sorriu abertamente revirando os olhos. A modéstia porém continuava intacta.
Eles se deitaram de frente um para o outro e Charlie segurou a mão dela entrelaçando seus dedos nos dele. Ficaram apenas se olhando sem dizer nada, ás vezes Charlie dava um sorrisinho e com a outra mão acariciava o rosto dela.
– Se eu não tivesse vindo, continuaria insistindo em mim? _ ela perguntou de olhos fechados sentindo o carinho em seu rosto.
– Claro – ele sorriu – Emily, eu ia ficar no seu pé até voltar pra mim, mesmo que você continuasse me esnobando.
Ela mordeu o lábio.
– Eu sou uma idiota, desculpa.
– Não não – ele negou chegando mais perto dela – você tem que ser difícil e eu tenho que correr atrás de você, é regra.
Ela riu revirando os olhos chegando ainda mais perto dele, tocou seu nariz no dele, era ótimo estar ali com ele daquele jeito.
_ Estamos no século vinte e um, não precisa não _ ela deu de ombros _ só quando a cagada for sua, no caso, foi minha porque sou uma trouxa.
_ Trouxa não _ ele negou dando um beijinho de esquimó nela a fazendo sorrir _ você é incrível, não cabem dois trouxas nessa relação.
Faria um bom tempo que eles estavam ali quando Emily olhou por cima do ombro dele vendo a hora, arregalou os olhos levando um susto.
– Minha nossa, quase uma e meia – ela se levantou bruscamente assustando o garoto que estava muito concentrado em beijar o pescoço dela enquanto a mesma acariciava seu cabelo. Estava tão bom – eu tenho que ir.
– Fica, por favor – ele a olhou fazendo aquela carinha de cachorrinho.
– Eu queria, de verdade – ela deu um selinho nele – mas eu não posso deixar meu pai uma noite inteira sozinho.
Ele assentiu, esqueceu do sogrinho.
– Claro – ele sorriu, compreendia totalmente apesar de querer dormir colado nela.
Emily o olhou alguns segundos.
– Porque não vai pra casa comigo?
Charlie riu.
– Acho que não, Emy.
– Vem – ela sorriu – não quero te deixar sozinho.
– E seu pai?
– Com certeza ele não vai se importar.
– Emy, eu não to muito bem...
– Eu cuido de você – ela sorriu e Charlie a olhou – eu to de carro, você nem vai precisar se locomover praticamente.
Ele a olhou e Emily fez biquinho.
_ Mas o Edwin...
_ Meu pai te ama, seu bobão, usufrua disso pelo menos uma vez na vida _ ela fez beicinho _ por favor.
_ Não precisa, eu vou ficar bem, amanhã eu passo lá pra te pegar de manhã.
_ Mas eu quero dormir com você _ ela segurou as mãos dele.
Teria que apelar.
Sentou no colo dele o abraçando distribuindo beijos em sua cabeça enquanto arranhava os ombros dele.
_ Por favor _ ela pediu baixinho _ eu quero muito dormir abraçada em você, e vou me sentir muito mal se te deixar aqui doente.
Charlie fechou os olhos, era muito pra raciocinar, ela em seu colo, beijando sua bochecha, arranhando seu ombros daquele jeito gostoso, aquele cheiro...
_ Vamos?
– Só porque eu quero dormir agarradinho com você – ela sorriu estendendo a mão para ele que a segurou o ajudando a levantar.
Charlie colocou uma roupa, pegando outra a colocando na mochila. Emily colocava os saltos enquanto ele colocava tudo que precisaria na mochila.
– Pensando bem, é até bom porque eu posso pedir a permissão dele oficialmente.
Emily riu.
– Que amor – ele sorriu agradecido colocando a mão no coração.
– Eu sou um amor.
* * *
– Pai! – Emily gritou assim que entraram, Charlie se assustou e Emily riu com a cara dele.
– To indo!
Alguns segundos depois Edwin apareceu na escada franzindo o cenho ao ver Charlie.
– Olá.
– Como vai, senhor Davis?
– Bem... – ele sorriu olhando para Emily – querem me informar algo? – ele cruzou os braços, já imaginava o que fosse, e realmente ficou feliz por ter dado certo, se não, Emily sair daquele jeito, haveria sido ma perda de tempo.
Edwin não era um pai normal que rasgaria um vestido daquele, até porque, se era aquele o jeito que ela achou para se sentir mais confiante diante da situação, ele concordava, ainda mais por conhecer o caráter da filha. E ele já teve a idade dela, e adoraria se sua namorada aparecesse daquele jeito.
– Na verdade, sim – Emily sorriu.
Charlie andou devagar até Edwin.
– Eu disse que a entregaria no altar para mim – Charlie sorriu para ele que entendendo sorriu também _ e não vai demorar para isso acontecer.
– Demoraram pra voltar, hein? – Edwin puxou Charlie para um abraço puxando Emily com a outra mão – você cuide da minha filha – Edwin o ameaçou e Charlie assentiu – se a fizer chorar, eu te castro.
Aquela ameaça básica era necessária, se não Charlie acharia que era festa, Edwin gostava dele, mas ele não precisava saber que era tanto assim.
Charlie assentiu mais forte batendo continência.
– Não vai assustá-lo – Emily foi para o lado de Charlie que a envolveu com um braço pela cintura.
– Me diga garoto, você ficou olhando para o decote dela?
Charlie engoliu seco e Emily mandou um olhar ameaçador para Edwin que permaneceu olhando para o garoto.
– Não vou mentir dizendo que não – Charlie confessou, nem dava pra mentir – eu a respeito muito, mas ela está incrível.
– Bom mesmo – Edwin relaxou a expressão, era aquela resposta que queria – funcionou hein filha?
Emily tinha vontade de enfiar a cabeça dentro de um buraco quando seu pai estava por perto.
– Meu deus – ela tampou o rosto.
– Sabe, ela foi assim só pra te atiçar mesmo – ele disse voltando a olhar para Charlie que segurou o riso.
– Como se ela precisasse disso pra chamar minha atenção – Charlie abraçou a cintura dela mais forte.
Edwin sorriu, realmente gostava de Charlie.
– E...
– Chega, chega, chega – ela o interrompeu fazendo os dois rirem – enfim pai, Charlie está meio mal, e eu insisti para ele passar a noite aqui, então sem comportamentos estranhos durante a noite.
– O que você tem? – Edwin o olhou.
– Um pouco de dor... – ele mordeu o lábio – o senhor não se importa? Eu disse a ela que não era necessário, mas ela insistiu. Bem, se fosse minha filha, certamente eu não gostaria muito.
Edwin riu.
– Garoto, eu e essa loirinha temos um acordo desde sempre – ele disse olhando rapidamente para Emily – eu prefiro que ela faça as coisas em baixo do meu teto, vocês já são adultos, confio nela e não sei se deveria, mas confio em você, então fique avontade, só não façam barulho, pretendo dormir.
Charlie sorriu assentindo enquanto Edwin subia as escadas. Era muito legal a relação que ele e Emily mantinham, ele tinha uma relação aberta com sua mãe, mas não chegava a tanto.
– Quer comer algo? – ela perguntou se virando para ele.
Charlie a olhou e sorriu passando a franja dela para trás.
– O quê? – ela sorriu diante do olhar dele.
– Faz tempo que você não me olha assim.
– Assim como?
– Assim – ele deu de ombros a puxando pela cintura lhe dando um rápido beijo.
Emily sorriu com o selinho e estalou outro nos lábios do homem.
– Então sem fome? – ela reforçou e ele sorriu assentindo – cama?
Ele assentiu novamente e os dois subiram as escadas devagar até o quarto de Emily. Charlie olhou cada pedacinho do quarto da menina sorrindo com os detalhes, nunca havia entrado naquele quarto.
– Eu vou tirar essas coisas da minha cara _ ela indicou – você pode deitar, dormir, mexer nos meus livros, sei lá – ela fez um gesto de desdém com a mão – já volto.
Ela entrou no banheiro e Charlie sorriu sentando na cama dela. Tudo ali cheirava a ela, deitou tirando a camisa e a calça jogando ao lado da cama e fechou os olhos. A loirinha era dele de volta
Depois de um tempo Emily saiu do banheiro, o cabelo preso em um coque, o vestido não estava mais em seu corpo, e o rosto livre de qualquer maquiagem.
Era linda.
_ Pensei que quando saísse você já estaria dormindo _ ela sorriu colocando o vestido no cabide.
Durante todo percurso, ele só conseguiu olhar para o corpo dela coberto por aquela lingerie preta.
– Pra cama, loirinha – ele deu um tapinha na bunda dela que riu o olhando por cima do ombro.
Ela fechou a porta de seu guarda roupa se virando para a cama indo até ele, ele colocou os braços atrás da cabeça e olhou para ela sorrindo.
Ela riu.
_ Que pacto que você fez para ficar linda sempre?
Ela deu de ombros e deitou ao lado dele.
_ Talvez o mesmo que você.
Ele riu segurando a cintura dela a deixando de frente para ele.
_ Emy, para evitar as brigas inúteis, você tem que confiar em mim completamente, assim como eu confio em você, ok?
– Eu confio em você.
– Completamente?
– Completamente – ela concordou e ele sorriu a beijando rapidinho.
_ Ótimo, minha missão de vida agora é te fazer feliz, e esse tipo de brigas pode ser evitado.
_ Realmente – ela concordou _ está melhor?
– Quando eu acordar vou estar – ele beijou a testa dela – não tem remédio melhor do que dormir com você.
Ela revirou os olhos.
– Vão começar os clichês?
– Claro – ele riu – clichês são necessários, loira.
– Ah Martin, você cansa minha beleza.
Ele riu e ela riu de volta ficando de costas para ele dando a deixa para o mesmo abraça-la.
– Vish, e ainda continua bonita assim? – ele disse e ela sorriu – boa noite, minha loira.
– Sua é?
– Claro.
– Quem disse?
– Eu – ele beijou o pescoço dela.
– Boa noite meu moreno – ela beijou o braço dele que a envolvia.
– Seu? – ela sorriu, era um palhaço.
– Claro.
– Quem disse?
– Eu – ela virou a cabeça para ele.
– Então ok – ele sorriu a beijando rapidamente e ela se virou para frente novamente – sem rebolar, não posso me excitar nessas condições.
Ela riu e ele sorriu.
– Vai rindo loira, não é você que tem uma coisinha que tem vida própria.
– Coisinha não.
Ele franziu o cenho sorrindo.
– Está insinuando o que acho que está?
– Nunca saberá.
Fale com o autor