ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson 2

18 Se é confusão que quer, confusão terá.


Notas iniciais
OI OI GENTE! Feliz natal meus lindhos e lindhas! Espero que o natal de vcs esteja sendo tão bom quando o meu que entre comida, praia e beijos na piscina está maravilhoso kkkk. Escrevi esse cap aqui na praia, então foi meio corrido, mas espero que gostem. Boa leitura!

Emily desceu as escadas naquela sexta feira. Eram quatro horas da tarde.

Aquela semana ela gravou um clipe inteiro e estava se sentindo bem orgulhosa disso, descobriu um pequeno lado oculto nela, com a ajuda de Sarah, claro.

As meninas estavam assistindo um filme de terror, o qual a loira havia sido excluída por ter dormido assim que voltou da Academia.

– Reunião, coletiva, ou outro clipe? – Sarah perguntou.

– Nada disso – Emily sorriu pegando uma maçã na cozinha – ensaio para a festa da Academia.

– Nossa, verdade – Abby disse – esse ano demorou tanto pra acontecer que até esqueci dela.

Emily sorriu mordendo a maçã.

– Pois é, quando chegamos aqui foi logo na primeira semana – Emily disse.

– Deve ter dado algum problema – Kate deu de ombros.

– E afinal, vai cantar sozinha?

– Não – Emily disse – estou até impressionado do ensaio ser só hoje sendo que a festa é hoje, mas enfim.

– E com quem vai cantar? – Kate perguntou sorrindo.

– Vou descobrir quando chegar na Academia – ela sorriu colocando a bolsa no ombro – volto em três horas... não comam nada gostoso sem mim.

– Gorda – Sarah riu.

– Gorda não, gostosa sim – Emily piscou e saiu de casa rindo.

Entrou na academia aparentemente vazia e foi até a sala em que a Presidente do Grêmio disse para ela ir. Olhou a hora, estava em cima da hora, literalmente eram quatro e meia.

Abriu a porta sorrindo ao ver a banda já fazer um sonzinho.

– Olá – ela sorriu, todos ali a conheciam apenas de vista.

– Olá Davis – oque segurava um baixo preto disse.

Emily sorriu se perguntando como ele sabia seu nome, logo depois se xingou de idiota.

– E então, vocês sabem quem é o outro cantor? – ela perguntou deixando sua bolsa em cima de uma mesa e indo até eles.

– É o Ed – o garoto que brincava com as baquetas disse.

Emily se calou, não fazia ideia de quem era, então não adiantava perguntar. Se sentou com eles enquanto discutiam as músicas que iria ser tocadas que acabaram ficando a critérios do líder dali o baterista, claro, sempre aceitando sugestões das pessoas durante a festa.

A porta se abriu rapidamente.

– Desculpa o atraso, eu estava no treino e meu carro quebrou no meio do caminho...

Emily encarou aqueles olhos verdes e bufou.

– Não acredito nisso – ele disse.

– Sacanagem – ela murmurou se levantando e olhou para o garoto do baixo – Ed?

– É, Ed de Edward, de Charlie Edward Martin.

– Já disse pra não me chamar assim Nicols – Charlie disse erguendo as sobrancelhas e o garoto sorriu levantando os braços em rendição.

– Podemos começar então? – a guitarrista perguntou.

Charlie soltou a mochila no chão mesmo e arregaçou ainda mais as mangas da camisa manga comprida branca.

– Se estiver tudo bem pra ele – Emily o olhou com um sorriso sarcástico.

– Se ela aguentar – ele retribuiu.

Os músicos se olharam com aquela cara de "oque está acontecendo". Eles começaram com The Whay, Charlie deu uma pequena reviradas de olhos que Emily não compreendeu, mas também não ligou, até que ele simplesmente parou de cantar.

– Você está fora do tom.

Emily ergueu as sobrancelhas e soltou um sorriso.

– Claro, bem eu – ela revirou os olhos novamente.

– Sim, você.

Ela optou por não discutir mais e voltaram a ensaiar. Charlie parou o ensaio no mínimo oito vezes para dizer que Emily entrou atrasada, que estava fora do tom, que errou a letra e qualquer outra coisa.

– Cara, não tem nada errado – o guitarrista disse, obviamente estavam todos fartos de parar o ensaio a cada cinco minutos.

– Faça um favor a todos e preste atenção na sua falta de ritmo e me deixe em paz – Emily disse.

E disso iniciou uma discussão.

– Só porque agora você é uma “estrelinha”, ninguém pode te contrariar né?

– Cala a boca Charlie, meu deus você não ta falando nada com nada – ela disse – quem começou com isso foi você seu neandertal!

– Cante certo que garanto que calarei minha boca.

– E você pare de jogar a culpa de tudo em que eu faço porque eu te dei um fora porque você foi egoísta mesquinha!

Ela o olhou com os olhos quase lançando raios contra ele. A raiva estava nítida nos olhos de Charlie, ele era o tipo de garoto que não admitia nem morto que havia levado um fora, ele sempre deu foras, nunca levou, e não era Emily que estragaria essa reputação, por mais que fosse verdade.

– Nossa, você está insuportável agora – ele disse.

– Olha, quer saber? Seja feliz cantando sozinho, desculpa gente, mas assim não dá – ela soltou o microfone no suporte e saiu pegando sua bolsa no meio do caminho – o insuportável aqui é você, seu energúmeno.

Saiu corredor a dentro até sentir alguém segurar seu braço.

– Por favor, a Chris nos mata se você não cantar – ele disse – você é tipo a convidada de honra, qualquer um de nós pode ser substituído, menos você.

– Mas não dá pra ensaiar com aquele ser lá, caso não tenha percebido, ele me odeia.

– Então o burro é ele.

Ela acabou soltando um pequeno sorriso.

– Não diria isso porque parte disso é culpa minha – ela mordeu o lábio – mas também não é justificativa para ele me tratar assim.

Ele sorriu e assentiu.

– Nada é justificativa – ele tocou meu braço – vamos, se ele falar algo, prometo que o faço calar a boca, certo? Por favor, volte.

Suspirei, não podia voltar atrás em meus compromissos, ainda mais um dia antes da festa que pelo jeito deu muito trabalho a presidência da ACBAH.

– Ok, mas por vocês, não por ele.

– Claro.

Assim que ela entrou viu Charlie soltar um sorriso irônico, soltou sua bolsa na mesa e foi até ele pegando o microfone.

– Que fique bem claro que se você encher minha paciência, eu taco esse microfone no meio da sua cara, então fica quieto que não vou falar nada também.

Ele não disse nada, apenas pegou seu microfone e assim começou o ensaio.

* * *

Emily entrou em casa e suspirou fechando a porta atrás de si, só Sarah estava ali assistindo algo despreocupadamente na TV.

– Parece cansada.

– Exausta, brava, e realmente com muita fome.

Ela sorriu.

– Divergências artísticas? – ela perguntou e Emily acabou sorrindo.

– É, quase isso – ela deixou suas coisas em cima da mesa – vocês vão na festa?

– Óbvio né.

– Ok, e como começa em duas horas e meia, estou indo tomar banho porque adivinha? Tenho que chegar meia hora antes pra passar o som.

Sarah riu.

– Kate e Abby foram comprar burritos.

– Ah, que bom – sorri – porque cantando praticamente a festa toda, nem vou comer direito.

– É a vida de estrela né loira.

– Não fale nada porque você também vai passar por isso.

– Torcemos pra que sim – ela disse sorrindo – quero ser ainda pior, tipo, nem conseguir sair na rua.

Emily riu indo até a escada.

– Diz isso agora, mas quando acontecer só vai desejar tomar um café em paz.

– Talvez, mas é minha meta de vida.

E assim a loira foi tomar banho.

Assim que saiu do chuveiro ouviu a baderna no andar de baixo. Se trocou rápido colocando seu vestido preto bem decotado, não o suficiente para parecer uma prostituta, mas para ficar bem sexy e gostosa. Colocou a sandália de salto e com o cabelo ainda enrolado na toalha, desceu as escadas.

– Quero burritos! – ela foi em direção a elas.

– Uhhh ta gata – Abby disse e ela sorriu.

– Ah é? Estou pensando em ir de toalha mesmo.

Ela riram enquanto Emily pegava um dos burritos.

– Com essa cara lavada ai também? – Sarah sorriu.

– Sei que sou linda sem maquiagem, mas um reboca na cara nunca é mal.

– Concordo.

– E quem vai cantar com você? Alguém que conhecemos? – Kate perguntou.

Emily engoliu e olhos para ela com aquela cara...

– É o Charlie né? – Abby fez uma cara de “droga”.

– Sim – Emily respirou fundo – sou capaz, sou Emily Davis, eu consigo atuar por uma hora e meia aquele garoto idiota.

As meninas se olharam, mas não disseram nada.

– Vou tomar banho! – Abby levantou e saiu correndo.

– Não, eu... – Kate tentou protestar e fez cara de choro quando ela a ignorou.

– Usa o nosso, eu vou depois – Sarah disse e Kate sorriu.

– Valeu, te amo.

– Todos amam.

Notas finais
Espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar. Tchau lindhos e lindhas do meu core!