ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson 2
30 Os efeitos do álcool.
Notas iniciais
Emily piscou algumas vezes abrindo os olhos, olhou para a porta a sua frente franzindo o cenho ao não ver seu calendário ali. Naquele momento ela sentiu um aperto e imediatamente olhou um pouco para baixo vendo um braço a abraçar pela barriga. O soltou dela e se virou bruscamente para ver quem era. Os olhos da menina se arregalaram.
Charlie dormia bem sossegado com o lençol cobrindo seu corpo da cintura pra baixo. Emily olhou abobada o físico do garoto, ele definitivamente estava bem mais definido. Ela mordeu o lábio até voltar a terra.
"Que merda eu fiz?"
Ela se levantou sentindo uma brisa em seu corpo. Estava nua, completamente nua.
Puxou o lençol que cobria Charlie se cobrindo ela mesma com ele. O garoto murmurou algo, mas permaneceu dormindo.
Ela olhou de relance para o resto do corpo dele, ela sabia das ereções matinais dos homens, mas nunca pensou eu fosse tão grande assim. Chacoalhou a cabeça novamente pegando uma almofada jogada no chão e atirou nele.
– Charlie!
Ele levou um susto com a almofadada na cara e acordou olhando diretamente para Emily.
– Meu deus, oque foi?
– O QUE FOI? – ela gritou e ele arregalou os olhos, agora ele quem estava assustado.
Ela olhou ao redor rapidamente, reconheceu o quarto dele mesmo que ele estivesse um pouco diferente.
– Oque eu estou fazendo aqui? – ela disse.
– Não é óbvio? – ele disse surpreso por ela, que era tão inteligente fazer uma pergunta tão óbvia.
– Eu to falando sério! – ela pegou uma blusa e jogou nele – eu estava bêbada e você se aproveitou de mim!
Ele ergueu as sobrancelhas e se sentou.
– Certo, você estava bêbada, mas tem certeza que eu que me aproveitei de você?
Ela ficou quieta alguns segundos.
– Oque quer dizer com isso?
– Não me diga que não lembra.
Ela o olhou e negou.
Charlie riu.
– Para de rir!
Ele se apoiou nas almofadas não ligando para sua nudez.
– Quer tentar lembrar sozinha ou quer que eu conte?
Ela piscou sentando na cadeira de rodinhas ainda agarrada ao lençol começando a lembrar da noite passada.
Emily estava dançando ouvindo a batida alta da música e se movendo no mesmo ritmo, o máximo que conseguia.
– Emy.
Ela olhou para trás vendo Charlie, aquela camisa cinza de botões marcava muito bem o corpo do menino, e aquela sem dúvida foi a primeira coisa que ela notou.
– Oi Charlie – ela sorriu.
O garoto a olhou vendo aquele sorriso direcionado para ele e sorriu também. Ele ainda tinha um pouco de juízo, podia estar caindo de bêbado, mas sabia oque estava fazendo.
Ela continuou dançando então ele fez o mesmo, se isso significava poder ficar perto dela, ele aceitava.
Ela tropeçou de volta e ele a segurou para que ela não caísse com tudo no chão.
– Já bebeu? – ele perguntou rindo do quase tombo.
– Um pouquinho – ela sinalizou com a mão e continuou a rir alto.
Ela segurou nos braços dele para se equilibrar e voltar a ficar em pé totalmente, e depois olhou para o roso do garoto, ele parecia bem melhor que ela, mas ainda assim, estava alterado.
– Seu braço é duro – ela apalpou aquela região apertando.
Ele sorriu sem graça e ela passou as mãos para o peito dele.
– Seu coração – ela olhou para o rosto dele – ta batendo rápido.
– Consegue pensar em um motivo pra ele estar assim? – ele segurou a cintura dela.
– Pulou muito? – ela sorriu.
– Quem dera fosse.
Eles se olharam e Charlie acariciou o rosto dela.
– Sabe, foi ótimo ter terminado com aquele besta – ela disse meio risonha.
– Eu concordo plenamente – ele riu sentindo um arrepio quando ela segurou a nuca dele.
– Assim eu não me sinto tão culpada por estar gostando de você – ela o soltou olhando pro chão voltando a rir – porque você também está sendo um idiota.
– Não tanto – ele deu de ombros pegando dois copos de bebida quando o homem com a bandeja cheio deles passou.
– Agora menos que antes, mas sim – ela aceitou o copo que ele ofereceu a ela – oque é? – ela cheirou a bebida.
– Não sei – ele fez o mesmo – tem cheiro de Vodca.
– Eu não lembro o cheiro da Vodca – ela riu de si mesmo e Charlie a acompanhou.
– Então no três?
Ela assentiu.
– Um.
– Dois.
– Três! – disseram em uníssono e viraram o copo garganta abaixo.
Emily tossiu e Charlie riu pegando o copo da mão dela.
– Acho que chega, não é? – ele riu deixando os copos vazios no parapeito da janela.
Ela assentiu rindo se recuperando da tosse com a mão no peito tentando voltar a respirar.
– Você ta legal? – ele segurou o pulso dela que ainda ria lutando com o fôlego para respirar.
– Ótima! – ela se atirou nos braços dele e Charlie a segurou forte rindo da situação dela.
Viu o rosto dela tão perto do seu e a falta de sanidade falou mais alto quando ele a puxou pela nuca a beijando. Assim que sua língua tocou na dela seu coração saltou e ele a pressionou na parede com força.
– Charlie – ela suspirou contra os lábios dele.
Ele a olhou esperando ela falar, mas a mesma não disse nada, só o agarrou pela nuca voltando a beijá-lo. Charlie escorregou a mão pela cintura dela e apertou forte a bunda da garota por cima da calça preta.
Emily mordeu o lábio dele passando a mão por seu peito.
– Eu não deveria fazer isso com você assim.
– Como se eu me importasse – ela voltou a beijá-lo e ele pressionou forte o corpo no dela – tente não ser um cavalheiro, só hoje.
– Lembre-se que foi você quem pediu quando acordar amanhã.
* * *
Charlie abriu a porta de seu quarto com um chute e Emily sugou o lábio dele abraçando a cintura dele com as pernas ainda mais forte pra não cair. Ele socou a parede a pressionando ali ao mesmo tempo que procurava o interruptor.
Eles riram quando caíram na cama quicando algumas vezes. Emily o puxou pela gola da camisa começando a abri-la o mais rápido que conseguia. Charlie mordeu o pescoço dela descendo o zíper da calça preta da menina. Terminou ele mesmo de tirar sua camisa já aberta e a jogou no chão descendo a calça dela a jogando no mesmo local onde se encontrava sua camisa. Subiu as mãos passando pelas pernas dela chegando na regata branca justinha. Ele encarou o sutiã azul com um laço branco no centro. Mordeu o lábio descendo os olhos pela barriga lisinha e sorriu de lado.
Jay era mesmo um completo idiota por deixá-la escapar.
Ele apertou o seio esquerdo por cima sutiã e Emily gemeu sorrindo, apressado ele baixou o sutiã sugando o seio direito enquanto sua mão descia pela barriga dela entrando por baixo da calcinha. Emily gemeu mais alto puxando os cabelos de Charlie que sorriu ao senti-la encharcar seus dedos que a massageavam rapidamente.
– Ch-Charlie!
O garoto sorriu mordiscando o mamilo dela oque a fez dar um pulinho. Emily o puxou pelo rosto e girou seu corpo o deixando por baixo. Ela segurou o maxilar dele o beijando rapidamente abrindo o fecho de seu sutiã o deixando cair ao lado da cama. Arranhou o peito dele e desceu beijando todas as curvas daquele abdômen definido. Lambeu a virilha dele mordiscando um de seus gominhos tentando abrir o botão de seu jeans descendo o zíper logo depois. Abaixou a calça junto com a cueca até os joelhos dele e segurou seu membro lambendo a cabeçinha.
Charlie gemeu surpreso, não esperava aquilo.
Emily engoliu o membro do garoto que gemeu agarrando o cabelo dela o prendendo com a mão para poder vê-la engolir todo seu membro. Ela o olhou e Charlie soltou um ofego, a palavra gostosa era a única coisa que invadia sua mente. Ele estava quase chegando ao seu ápice quando ela parou.
Ele a olhou em um mix de surpresa e indignação e ela sorriu com os lábios vermelhinhos mordicando o debaixo logo depois.
Ele suspirou pensando como havia ficado tanto tempo sem ela.
Emily subiu a cabeça até a dele lambendo o lábio inferior de Charlie bem devagarzinho.
O garoto gemeu apertando a bunda dela com as duas mãos. Emily lambeu os próprios lábios o mordendo depois.
– Delícia.
– Fica quietinho e use a boca pra outra coisa.
Charlie rosnou a colocando novamente contra o colchão e rasgou a calcinha dela a jogando em qualquer canto. Ela ergueu as sobrancelhas surpresa e Charlie a deixou mais surpresa ainda quando a penetrou com toda força sem aviso prévio ou pelo menos um olhar diferente.
Ela gritou, tão alto e forte quanto ficou o ego do garoto naquele momento.
Charlie rosnou apreciando a sensação de estar dentro dela novamente, era magnífico. As unhas comprinhas da menina desceram arranhando as costas dele que revirou os olhos de prazer.
– Por favor – ela gemeu – me come.
Ele começou a se movimentar rápido e com força dentro dela. Charlie mordia o pescoço dela enquanto entrava nela cada vez mais forte e rápido, os dois gemiam falhando enquanto Charlie a segurava firme pela cintura com uma mão e com a outra se apoiava ao lado da cabeça dela para não despencar em cima da mesma. Ela não conseguia nem pensar há quanto tempo não sentia tanto prazer.
– Gostosa.
Emily o puxou pela nuca voltando a beijá-lo gemendo um nos lábios do outro, ela segurou a cintura dele para ele parar. Antes que ele pudesse perguntar oque havia acontecido ela novamente ficou por cima dele e se apoiando no peito dele começou a subir e descer com a cintura. Charlie gemeu sorrindo e segurou a cintura dela a ajudando com os movimentos.
O garoto a puxou fazendo-a se inclinar sobre ele deixando os seios dela em seu rosto enquanto mantinha o ritmo das estocadas.
A loira gemeu mais alto melando todo o membro do garoto mantendo o ritmo para que ele também atingisse seu ápice oque não demorou nada para acontecer. Charlie enfraqueceu soltando a cintura de Emily que deitou completamente por cima dele. Ele respirou fundo abraçando o corpo dela.
– Meu deus – ele a apertou em seus braços.
Charlie respirou fundo e fechou os olhos com um sorriso idiota, há tempos ele não se sentia assim depois de uma transa.
– O basquete fez muito bem a você – ela mordeu o pescoço dele que sorriu.
Eles ficaram algum tempo em silêncio até Charlie suspirar.
– Emily, eu sei que não é o melhor momento para dizer isso, mas... – ele engoliu seco – eu não vou ter coragem de dizer isso outra hora.
Sentiu a respiração pesada dela em seu peito e tirou o cabelo dela da frente de seus olhos devagar para olhá-la, não se surpreendeu ao ver que ela estava dormindo, fechou os olhos se condenando por não ter sido mais rápido.
Tirou ela de seu peito e levantou trancando a porta, passou a mão no cabelo, apagou a luz e pegou um lençol se deitando ao lado dela os cobrindo. Com o movimento da cama ela se mexeu ficando de costas para ele e Charlie sorriu a abraçando encaixando seu corpo no dela.
Podia se arrepender depois porque no momento só queria grudar seu corpo no dela e descontar seu cansaço em uma boa noite de sono.
Emily piscou mais uma vez e o olhou.
– Não, eu não podia... – ele colocou uma mão na cabeça permanecendo segurando o lençol com a outra.
– Olha, você estava alterada, eu também...
– Como viemos parar aqui?
Charlie franziu o cenho.
– De taxi – ela assentiu, era a única parte que não lembrava.
– Menos mau.
– Olha, não precisa se culpar.
– Como não? – ela o olhou – eu... transei com você, você faz ideia de quanto isso é errado?
Charlie a olhou e sua expressão fechou.
– Nunca foi errado, porque agora seria?
– Porque eu não gosto de você!
– Não foi oque disse ontem.
– Eu estava bêbada, tão bêbada que quase não lembro, então não leve nada a sério que eu fiz.
– Não jogue a culpa na bebida porque você sabe que quis transar comigo – ele disse bravo se levantando – admita que fará melhor para você.
Ela o olhou descendo os olhos diretamente para... lá.
– Você quer, por favor, se cobrir?
Ele suspirou bravo abrindo uma gaveta e colocando uma cueca preta, ele não tinha a menor vergonha de ela vê-lo nu, afinal, já havia visto inúmeras vezes.
– Essa não é a questão.
– Também! – ela se levantou ainda segurando forte o lençol – nossa relação não é mais do que profissional, Charlie, eu não te quero na minha vida e sei que isso é recíproco.
– Talvez fosse, mas não é mais! – ele engoliu seco.
– Não é oque o seu comportamento aponta.
– Eu estava bravo, ok? – ele gritou e passou os cabelos para trás – e você também me tratou mal desde que chegou.
– Porque você foi um babaca!
– Eu peço desculpas por isso – ele a olhou e suspirou – eu fiquei sem chão quando você voltou ok? E eu sei que já te disse isso e não estou usando como desculpa, mas eu sofri sua ausência, eu me remoí cada dia desde que você me deixou, e você voltar assim do nada não gerou uma reação boa em mim oque é absolutamente compreensível não acha?
– Eu não reagi dessa forma e as circunstâncias foram as mesmas.
– As mesmas? Você me deixou, Emily, você quem decidiu ir, então eu digo que sim, eu sofri muito mais que você possa sonhar que eu sofri.
Ela engoliu seco.
– Já te pedi desculpas por isso.
– E você acha que se eu não tivesse aceitado teria transado com você noite passada? Mesmo que estivesse bêbedo?
Ela voltou a engolir seco e olhou para o chão.
– A única coisa que eu sei é que foi um erro, um erro absurdo.
– Não acho que pelas circunstâncias tenha sido algo bom, e eu pensei que me arrependeria, mas antes de dormir quando eu olhei pra você encolhida nesse lençol – ele apontou para o corpo dela – vi que foi a coisa mais cera que eu fiz nos últimos tempos.
Ela o olhou.
– Isso não vai se repetir – ela começou a ir atrás de suas roupas.
Charlie suspirou piscando devagar.
– Eu rasguei sua camiseta – ele abriu seu guarda roupa tirando uma camiseta preta dos Beatles – fica com ela – ele a entregou para a garota que já havia achado o resto de suas coisas.
– Obrigada – ela foi até o banheiro.
Quando fechou a porta Charlie fechou os olhos suspirando.
– Droga.
Ela saiu vestindo a camiseta dele arregaçando as mangas até os cotovelos já que elas eram estupidamente grandes.
– Desculpa – ela abriu a porta do quarto dele saindo.
Charlie sentou em sua cama olhando para a porta.
– Acho que quem deve desculpas sou eu – ele se deitou – por ser um idiota.
Fale com o autor