Notas iniciais
Oi oi gente! Demorei, mas to aqui meus queridos. Mais um cap esperado, então creio que vão gostar. Boa leitura!

Emily abriu a porta da casa de forma bruta. Sarah comia algo com o cheiro bem agradável acompanhada de Abby, enquanto Kate colocava café dentro de uma xícara.

As três olharam para ela juntas e Sarah sorriu.

–Bom dia, cinderela –ela disse –que roupa é essa?

–Porque foi embora mais cedo? Tudo bem com seu pai?

Emily assentiu de leve deixando sua bolsa em cima do sofá.

–Eu dormi com Charlie.

Kate tossiu e Abby até deixou o garfo cair no prato, Sarah riu.

–Tava demorando! –ela gritou e Emily a olhou indignada.

–Isso não é brincadeira! –ela disse brava.

–Olha, estou surpresa, mas nada chocada –Abby deu de ombros agora sorrindo também.

Kate apenas olhou para Emily e deu de ombros.

–Eu esperava a ajuda de vocês, mas obrigada –ela pegou a bolsa e subiu as escadas zangada.

–Emy, espera –Kate se levantou e a puxou pelo braço –quer desabafar?

–Não mais –ela puxou seu braço e entrou no quarto batendo a porta.

Kate desceu as escadas e olhou para as meninas.

–Ela está em conflito e vocês são péssimas amigas! –Kate deu um tapa no braço de Abby.

–Nem vem que você deve ter pensado a mesma coisa –Sarah disse –desde o momento que essa menina pisou aqui de volta, eu sabia que isso aconteceria, e como eu disse, demorou até.

–Você não tem coração? –Kate suspirou –ela acabou de ser traída.

–O Charlie é incomparavelmente melhor do que Jay, ela fez um bom negócio –Abby sorriu.

–Sabemos disso –Kate disse –mas ela tem que se tocar sozinha e vocês agindo desse jeito enquanto ela está confusa não é uma boa maneira de ajudar.

–Mas ela já sabe! Eles já namoraram Kate! –Sarah disse –e se transaram, pronto, Emily não vai pra cama com qualquer um, nós e eles sabem disso.

–EU TO OUVINDO TUDO, OK? –Emily apareceu na escada –sabe oque eu acho? –ela suspirou –que ao menos uma vez na vida eu queria que me ouvissem sem dizer que estou fazendo tudo errado.

Ela terminou de descer as escadas já com outra camiseta e uma bolsa na mão juntamente com a camiseta de Charlie.

–Entreguem isso a ele –ela jogou a camiseta em Sarah indo até a porta.

–Aonde vai?

–Pra minha casa –ela disse –e a propósito, agradeço a ajuda.

Ela fechou a porta e as meninas se olharam.

–Dessa vez a coisa é séria –Abby disse –e nós fomos completas idiotas.

–Vocês duas, me tirem disso –Kate apontou para as duas e foi para seu quarto.

Abby olhou para Sarah que deu de ombros suspirando.

–A verdade é dura, mas necessária –ela disse.

–Bom –Abby deu de ombros –pelo menos a fizemos pensar no assunto.

Sarah sorriu.

–Colocamos a pulginha atrás da orelha dela e acho que isso já ajuda.

–Espero que sim –ela ergueu a mão e as duas se cumprimentaram.

* * *

Outro jogo, mas dessa vez Emily não foi, e as meninas não a obrigaram a ir.

Ainda bem. E então, ela ficou com seu pai mesmo, era final de semana e não tinha nenhuma gravação no final de semana. Os dois primeiros clipes que ela havia gravado já haviam ido ao ar e ela estava feliz com a repercussão, ainda mais sendo que boa parte dela era positiva.

Mas bem, a cabeça dela estava uma completa confusão para ela pensar em algo que não fosse relacionado a resolver isso.

Entrou em casa, Lucy era um máximo, havia feito o almoço dela também antes de sair. Emily sorriu abrindo a embalagem com o seu nome sorrindo ainda mais vendo panquecas.

–Oi pai! –Emily gritou da cozinha. Ela sempre entrava pela cozinha.

–Oi anjo!

Ela sorriu mais abertamente pegando suas panquecas indo até a sala onde Edwin assistia a um jogo de Rugby com um jornal em mãos.

–Viu as panquecas... ?

–Uhum –ergueu o prato com elas e ele sorriu.

Ela deixou o prato na mesinha de centro e abraçou forte seu pai enterrando a cabeça em seu ombro. Edwin ainda estava indignado com toda a história do Jay, mesmo que já tivessem se passado duas semanas, e ainda garantia a ela que se ele cruzasse seu caminho, Edwin seria preso por matá-lo.

–Por que não saiu com as meninas?

–Elas foram em um jogo de basquete.

–E você não quis ir?

Ela negou.

–Por quê?

Ela o olhou e Edwin piscou.

–Está escondendo algo de mim, mocinha?

–Eu? Nunca –Edwin riu.

–Deixa eu adivinhar –ele tossiu melhorando a voz –eu não posso saber ainda porque não é concreto, muito menos provável, tornando o assunto irrelevante e desnecessário.

Emily sorriu.

–Exatamente, senhor Davis, exatamente.

–Ahhh como ter filha é complicado!

Ela riu o abraçando ainda mais forte.

–Eu sou a alegria da sua vida, nem vem.

–Nunca disse que não era –ele beijou a cabeça dela que sorriu.

–Mas não se preocupe, depois eu vou jantar com elas e você tem um minutinho de paz.

Ele riu e a menina o olhou.

–Eu tenho paz com você.

–Que pai mais lindo que eu tenho, meu deus! –o abraçou com força o fazendo sorrir abertamente.

* * *

Emily foi de taxi até o clube já que Sarah estava de carro. Tinha acabado de sair do estúdio e foi mais um dia sem ver Jay, ela ficava grata por isso.

Ela entrou fazendo o caminho já conhecido até a quadra, se não se enganava o jogo estava acabando, ou se tivesse sorte, já teria acabado.

Se assustou como barulho tremendo olhando dentro da quadra, é o jogo estava acabando. Emily ergueu os olhos procurando as meninas e riu ao ver Kate nas costas de Abby parecendo iria dar a luz, e Abby segurava o Cupcake com força para ela não despencar dali.

Ela se apoiou na entrada para não atrapalhar os jogadores. Olhou para a quadra prestando atenção nas pessoas correndo de um lado a outro e no meio de todos, ela achou Charlie. Como sempre no final do jogo, suado, com o cabelo escorrendo pela testa e a roupa grudando em seu corpo. Emily o olhou por alguns segundos e piscou desviando o olhar.

Ela nunca foi muito boa em esportes, mas quando uma buzina tocou e o time dos garotos começaram a pular uns nos outros ela supôs que eles havia ganhado, já que não conseguia ver o placar dali. Sorriu ao ver como as meninas pareciam felizes, Emily decidiu esperar até se manifestar ali. Todos começaram a sair em peso do ginásio e Emily apenas esperou observando a multidão passar.

E então ele saiu rindo com uma toalha no ombro e o braço enganchado no manequim do vôlei. Ele não estava mais tão suado, mas seu cabelo ainda estava molhado, mas poderia ser água agora, ela não ligava.

Ele olhou para ela de relance, mas imediatamente voltou os olhos para ela.

–Oi –ele disse e engoliu seco depois –você estava no jogo? E-eu não te vi.

Ela negou.

–Não, eu acabei de chegar.

Ele assentiu e olhou para Jen.

– As menina estão lá ainda.

Ela assentiu.

– É, eu sei.

Ele sorriu forçado voltando a dar o braço para Jen segurar.

A garota semicerrou os olhos para Emily como se a analisasse, análise essa que durou pouco mais de dois segundos até ela e Charlie saírem.

Emily piscou olhando para eles se retirarem e sumirem da visão dela.

–Emily, há quanto tempo está aqui? –Kate disse aparecendo do nada.

–Alguns minutos.

–Oi loira –Emily e Sarah se cumprimentaram.

–Nós vamos buscar algumas coisas em casa, você quer vir ou prefere esperar com Abby? –Kate perguntou.

–Eu espero –Abby sorriu.

Elas foram e Emily e Abby se sentaram na arquibancada vazia.

–Eu vou comprar um suco –Abby suspirou –quer algo?

Emily negou.

–Você está bem?

Ela assentiu e Abby franziu o cenho.

–Certo... já volto loira, não se perca.

–Ok.

Abby saiu e Emily tirou o celular da bolsa lendo todas as mensagens acumuladas de grupos. Não tinha nada pra fazer mesmo.

–É você, não é?

Emily ergueu os olhos do celular e franziu o cenho ao ver a manequim do vôlei.

–Eu... o que? –a loira ergueu as sobrancelhas.

–Eu suspeitava, mas hoje eu tive certeza –ela disse subindo os degraus da arquibancada até Emily.

–Certo, eu não faço ideia do que você está falando.

–Não se faça de tonta, porque burra pode ser, mas tonta não –ela chegou no mesmo degrau em que a garota permanecia sentada.

–Burra? –Emily acabou rindo, adorava quando a chamavam de burra e ela provava o contrário –certo, vai me falar o motivo pra tanto ódio gratuito ou continuar agindo como se eu fizesse ideia do que você está falando?

–Você é a vagabunda que fez aquilo com o Charlie que o transformou numa pedra.

Ata, o moreno era fofoqueiro, ótimo.

–Vagabunda é você sua tábua –agora ela se levantou –oque você tem na cabeça pra vir xingando as pessoas desse jeito? Pra jogar vôlei não precisa de educação?

–Vagabunda sim, você o deixou.

–Ele disse por que eu fiz isso? Se deu ao trabalho de falar a história toda ou só disse oque era útil para si?

–Ele não entrou em detalhes porque a resposta foi extorquida dele, mas isso não vem ao caso.

–Então querida, antes de ir xingando uma pessoa, saiba os dois lados da história, ok fofa? –Emily sorriu.

– Eu não sei tudo, mas sei o suficiente, e acredito nele.

– Que bom que acredita, é realmente adorável, mas não me interessa oque você faz ou deixa de fazer, deveria pensar da mesma forma.

–Porque voltou? Te expulsaram do circo?

Emily suspirou. "Não bata nela, não bata nela". Ela estava tentando ser civilizada, mas tava difícil.

–Eu não te devo satisfação nenhuma, ok? Ok –Emily colocou a bolsa no ombro –agora saia da minha frente ante que eu te faça rolar por essa arquibancada porque minha paciência que já é curta, está quase no fim.

Jen ergueu as sobrancelhas.

–Não se preocupe, do chão não passa –Emily sorriu antes de se desviar dela.

Um estalo do nada.

Emily piscou algumas vezes sentindo sua bochecha começar a arder, o barulho foi alto, e seu rosto doeu na mesma intensidade da altura daquele estalo.

A loira tocou a bochecha com calma, estava quente e latejava de dor. Olhou para a morena franzindo os olhos que já não estavam mais azuis, estavam pretos.

O tapa foi revidado e Jen ia jogá-la da arquibancada, mas se controlou.

– Você é retardada? – Emily disse enquanto Jen parecia surpresa por ela ter revidado o tapa, mas na verdade só estava surpresa com a força dele – eu nem te conheço, então sossega o facho ai.

–Você acha que magoar as pessoas desse jeito é algo divertido?

–Cala a boca sua vareta porque você não sabe nada de mim.

–Sei o suficiente, Davis –ela riu –acha mesmo que merece alguém como o Charlie?

–Você acha que merece? –Emily ergueu as sobrancelhas.

–Somos amigos sua destrambelhada.

–Mas você quer ser mais do que isso, não é mesmo? –Emily sorriu de lado –não conseguiu nada? Eu sinto muito, mas sabe, pelo oque eu lembro... – ela olhou a menina de cima a baixo – Charlie gosta de carne.

Jen foi bater nela novamente, mas Emily desviou um passo a fazendo se desequilibrar, olhou a menina e riu debochada.

– Ohohohou querida, cuidado, não vai querer que eu me descontrole – ela disse.

–Fique longe dele –Jen disse já furiosa –bem longe dele.

–Eu já faço isso.

–Não sabe a tremenda burrice que fez ao deixá-lo, Charlie é... incrível, você deve ser muito retardada pra fazer algo assim.

–Eu tive meus motivos que na época eram muito mais que certos –ela disse –mas como sempre todos só olham o lado dele que sofreu sem mim e tudo mais, mas analisar a minha situação que é bom, nada não é? – ela bufou – mas bem como já disse, eu não devo nenhuma satisfação a você, então vá correr atrás de uma bola porque eu tenho mais oque fazer.

–Como ele te aguentou?

–Ele te aguenta então não deve ter sido difícil –Emily deu de ombros saindo da quadra.

–Loira oxigenada!

–Isso se chama inveja, vareta –Emily riu saindo da quadra.

Se apoiou na parede ficando séria.

Não havia recebido apenas um tapa por fora, por dentro também, apesar de disfarçar bem, ela sabia que havia feito besteira, mas nenhuma manequim do vôlei tinha direito de ficar esfregando isso na cara dela.

Já estava ferrada emocionalmente o bastante.

Piscou enxugando uma lágrima fujona.

– Emy?

Ela disfarçou bem olhando para Abby.

– Sim?

A garota franziu o cenho suspirando.

– Precisa de água?

– Talvez mais do que água – ela olhou para a garota – mas por enquanto água está bom – ela pegou a garrafinha da menina dando um grande gole.

– Aconteceu alguma coisa...?

Emily negou e Abby a olhou com aquela cara, aquela maldita cara de pena que Emily odiava.

– Não me olhe assim.

– Desculpa – Abby pegou novamente a garrafinha tomando um grande gole – tem a ver com... ele?

Emily mordeu o lábio e deslizou as costas pela parede sentando no chão começando a chorar.

Abby quase arregalou os olhos. Emily chorando? Isso era novidade.

– Ele ainda está aqui, porque não fala com ele?

Emily a olhou.

– Ele está aqui? Onde?

– Na academia, lá nos fundos.

A loira imediatamente se levantou limpando as lágrimas.

– Eu não demoro.

Abby a olhou se afastar e mordeu o lábio, não tinha certeza se essa conversa seria boa ou não.

Notas finais
Não esqueçam de deixar seus maravilhosos comentário aqui em baixo porque isso me alegra bastante. Então é isso meus queridos e queridas, até o próximo!