Notas iniciais
Boa Leitura ♥

Fiquei chocada com o pedido repentino de Thranduil. Como ele poderia ter chegado a tal conclusão, quando acabara de me dizer que nunca poderia me amar? Não soube identificar o que senti após ouvir tal proposta, uma mistura inusitada de nervosismo, angústia, tristeza, emoção e raiva. Poderia esbofetear a bela face de Thranduil se não estivesse tão transtornada e confusa. Meu corpo amoleceu de imediato e fui segura pelos braços do rei assim que firmei meus olhos sobre os dele, que, mesmo estando firmes e determinados emitiam medo e desespero. Meus sentidos apagaram-se completamente quando ouvi Thranduil me afagar do desmaio iminente.

Acordei em meio aos lençóis de nossa cama. Meu corpo estava totalmente coberto por eles, mas sentia muito frio e suava ao mesmo tempo. O enjoo voltara e me passou pela mente que, ao contrário do que pensei, provavelmente estava doente e não, bem... esperando um filho do rei.

Suspirei afastando tais pensamentos. Naquele momento me senti aliviada por possivelmente estar doente, confesso. Thranduil acabara de me dizer a pior coisa que eu poderia ouvir de sua boca, e eu simplesmente não poderia estar grávida dele. Não suportaria tal coisa.

Mas meu ciclo estava atrasado, e isso ainda me fez temer. O que o rei faria se soubesse que uma humana teria um filho dele? Ficaria feliz? Ele poderia amar meu filho da mesma forma que ama o filho de sua falecida esposa? Eu não queria pensar naquilo e minha cabeça latejava em resposta. Tentei me acomodar melhor e me virei, observando os olhos atentos e brilhosos de Thranduil me vigiarem.

— Está com febre, possivelmente com uma infecção. — O rei sussurrou como se apenas a menção de uma palavra fosse me machucar. — Mas não se preocupe, já providenciei o remédio. Está curtindo em água por algumas horas antes de poder bebê-lo.

—Obrigada. — Assenti e me calei, tentando não fazer sinal algum do meu verdadeiro estado. Minha mente me esmagava sem dó nem piedade naquele momento, repetindo e repetindo as palavras do rei...

"Elfos amam apenas uma vez em toda a sua vida."

Aquilo doía todas as vezes que se repetia. Junto à frase, um toque, um beijo, um momento eram relembrados por mim, ao qual eu poderia jurar que era feito de puro amor. Quando Thranduil me beijara pela primeira vez. Quando ele me ouvira. Quando me libertara e quando fora atrás de mim. Quando matou um ser sem nem pensar duas vezes por minha causa. Quando cuidou para que eu me sentisse segura. Quando deixava as luzes acesas no meu quarto caso tivesse algum pesadelo. Quando fizemos amor pela primeira vez e todas as vezes a partir dali, quando ele se abria e me contava diversos segredos seus e de seu reino. Eu poderia jurar que o que via em seus olhos era amor.

Mas ele não é mais capaz de amar... nunca será meu de verdade. Sempre terá ela em seus pensamentos e em seu coração.

Thranduil encarava-me entristecido, possivelmente tentando desvendar o que estava passando por minha mente. Não diria a ele sobre minha principal suspeita, não enquanto esta não se concretizava.

— Ris... — Thranduil recomeçou, sentando-se ao meu lado na cama. — Por favor, eu não queria lhe machucar dessa forma. Apenas queria deixar as coisas claras, sou um elfo, um elfo velho e que já fora casado antes. É uma condição especial que temos por causa da longa vida que vivemos.

— Me é estranho, Thranduil. — Rebati, percebendo minha voz falhar miseravelmente. Cocei a garganta e continuei. — Se ainda a ama, por que está comigo? O que foi tudo isso?

Thranduil hesitou um pouco antes de fazer menção à fala. Algo me dizia que, o que quer que ele falasse, eu não iria gostar nem um pouco. Deixou seu olhar vago por uns instantes antes de virar para mim novamente, mas eu sabia o que aquilo significava: ele não tinha como contar algo obscuro e tentaria esconder.

— Não sou capaz de amá-la e entregar meu coração a você com a mesma intensidade que fazemos pela primeira vez. É o modo no qual guardamos a memória e amor da pessoa escolhida pelo resto de nossas vidas... — explicou, e senti meu coração descompassar a cada palavra solta por ele. Tentava não me magoar, sabia disso, mas era impossível. — E, por isto, amamos sem medidas e somos fiéis, como um laço que nos prende ao corpo do outro...

— Então você...? Como pôde se deitar comigo? — perguntei furiosa e sentindo nojo de mim mesma. Eu era como... amante? Como, se ele deveria ser fiel?

— É assim até que a morte nos separe, quando isso acontece, o outro está livre para ter relações com outras pessoas. Mas a maioria não consegue e o corpo fica em estado de luto eterno, como o meu estava até lhe conhecer. Você despertou-o. Me ressuscitou. São poucos elfos que conseguem viver algo após a morte do companheiro, não é algo comum. E não sabe como fiquei ao perceber que estava me rendendo ao desejo que, aos poucos, você realimentou em mim. Aquilo não poderia acontecer, não comigo, que blindei cada centímetro do meu corpo contra todo o tipo de sentimento ao meu redor. Mas você conseguiu, Ris: me despertou como um dragão adormecido que sente cheiro de um tesouro, dominou minha mente e meu corpo. E eu a quis, quis possuí-la e domá-la primeiramente, depois quis que você o fizesse em mim...

— Então, você pode dormir comigo, mas não pode me amar? — Eu estava entendendo direito? — Thran, eu não estou entendendo. Você deveria permanecer fiel...

—Ris...

—Você poderia me trair, não é? — perguntei, tentando esconder meu desespero que despontava em minha voz.

Thranduil encarou-me atônito.

— Lhe trair? Mel, tente entender: não é comum um elfo despertar de seu estado de luto uma vez. Duas seria praticamente impossível, não se preocupe com isso. — Ele disse e não me convenci disso, mas maneei a cabeça fingindo concordância, pois sentia latejar cada parte violentamente.

Enquanto eu evitava alongar o ciclo sem fim da conversa, Thranduil levantou-se e buscou o remédio o qual praticamente enfiei pela minha garganta, o gosto amargo torceu meu estomago, mas segurei-o firme lá.

— Agora, tente dormir um pouco. – Aconselhou enquanto acariciava meus cabelos.

Não falei nada, apenas deitei enrolando-me aos cobertores. Thranduil permaneceu ao meu lado até pegar no sono.

Já era tarde quando acordei. A cabana estava silenciosa e passei alguns minutos encarando o teto tentando digerir a conversa que antes tivera com Thranduil. Pensei e repensei no que faria a partir dali. Eu não queria ficar ao seu lado imaginando que meu posicionamento em sua vida era apenas de uma amante. Jamais! Mas para onde eu iria naquelas condições? Tinha certeza de que estava prenha e não sabia como era para uma humana dar à luz um bebê elfo.

Segurei as lagrimas nos olhos e levantei-me da cama cambaleando até o portal do quarto.

Na sala, encontrei o rei cabisbaixo sentado em meio às almofadas no chão.

— Ris, finalmente acordou! – Exclamou indo em minha direção. — Estava ficando preocupado.

A aproximação inesperada de Thranduil me assustou e, talvez pelo susto, algo se revirou em meu ventre e senti uma pontada vinda do útero que poderia me fazer chorar se não estivesse tão concentrada em não colocar Thranduil à par do que me acontecia.

Pouco mais de dois meses que me entreguei a ele pela primeira vez. Poderia ter acontecido naquele mesmo dia, naquela mesma hora.

Quando a mão do elfo segurou o meu braço com delicadeza, foi quando senti, novamente, o leve impulso involuntário em meu ventre. Espantei-me com a entranha sensação. Não doera desta vez, mas como diabos em tão pouco tempo ele poderia estar revirando? Apenas dois meses e eu já sentia o feto brincar em minhas entranhas.

O líquido quente em meus olhos se formou quando me virei lentamente para encarar Thranduil, o que o fez me olhar com evidente preocupação.

Eu não tinha palavras, não sabia como reagir a recente descoberta. Deixei, então, as lágrimas emanarem dos meus olhos quando desviei de Thranduil e sentei-me sobre o sofá. Quando realmente descobri o que estava acontecendo me dei conta que estava perdida. Eu não queria ser rainha, não desejava me prender ao reino da floresta, muito menos governá-la. Thranduil sabia da minha sede de liberdade, mas o que fizemos era algo sem volta. Ele não me amava e não poderia me amar, mas talvez amasse nosso filho como ama Légolas. Pelos céus, não estava mais sozinha, não cabia a mim tais decisões. Aquele ser que eu gerava sofreria as consequências se eu agisse tal qual aquela garota burra que fugiu da cidade do lago por causa de suas obrigações.

Thranduil ajoelhou-se em minha frente e levantou a minha cabeça com suas mãos em minhas bochechas regadas pelas lágrimas.

— Porque está chorando, Ris? Está com dor? — ele perguntou enquanto enxugava cada parte molhada em minha face.

— Pouco mais de três meses que estamos aqui, Thran.

— Completaram-se três luas há cinco dias. Este é o motivo do seu choro? Está arrependida pelo tempo que esteve comigo? Por tê-la desviado de seus verdadeiros objetivos? Ou, talvez, tenha tido outro pesadelo? Diga-me, seus pesadelos voltaram?

Levantei-me do sofá e caminhei até a janela enxugando as lágrimas com as mãos, deixando-o ainda de joelhos ao pé da mesma.

— Ris, você revelou-me seus sentimentos horas atrás. Eu nem sequer cogitei que alguma mulher, ou vendë, algum dia novamente nutriria por mim tão precioso sentimento. Por tudo o que me é sagrado, não sabe o quão feliz estou por isso. Gostaria que compreendesse a minha situação em relação ao amor e que entendesse o que desejo cada vez que olho para você, e cada vez que meus pensamentos se voltam a você. Eu não quero deixa-la nunca. Quero que fique ao meu lado até que a morte nos separe. Quero que sejas a minha rainha, apesar de ter me dito a algum tempo atrás que desejavas a liberdade mais do que qualquer coisa. Mas, por Ilúvatar, pense no quão bem você poderia governar ao meu lado...

Rainha? Era real o que ele estava me propondo beirando ao desespero? Me virei e o encarei.

— Não se importa por eu ser uma mera mortal? – Tentei caçoar, mas para a minha raiva, a entoação da minha voz beirou ao desespero.

— Eu posso não conseguir amar novamente, mas a minha afeição por você faz com que o meu desejo em a ter ao meu lado seja mais forte. Não me importo em parecer fraco, mesmo me lembrando de todas as palavras amargas que lancei a você quando lhe conheci. Não me importo no que irão falar sobre eu ter ao meu lado uma rainha da raça mortal, mesmo ela sendo de origem humilde. Não me importo como ficará a minha reputação na visão dos outros reinos. E sou o rei, e o que quero é tê-la, protege-la, afagar lhe os cabelos enquanto dorme em meus braços noites e noites até os seus dias terminarem. Eu quero você em minha vida. Desejo que faça parte da minha família, você e todos os seus parentes que você desejar ter por perto.

— Aceito! — respondi-lhe interrompendo meus confusos pensamentos.

— O que disse? – Thranduil nutriu uma mistura de surpresa, dúvida, felicidade, sei lá distinguir! – Está aceitando casar-se comigo sem levantar nenhuma pergunta, ou brigar comigo, gritar, caçoar ou jogar em minha face o quanto me acha indigno de ti?

— Aceito sem brigas, gritos, ironias e tudo o mais. Não o culpo pelo infeliz destino dos elfos em amar apenas uma vez. Sei que vai tentar me suportar a cada dia como vem fazendo durante estes quase três meses.

Sorri ao ver a cara de felicidade e o brilho nos olhos marejados de Thranduil após ele avançar e beijar-me ofegante em alivio a ameaça a me perder. Era evidente que estava feliz com a minha decisão, mas só eu sabia que não só aceitei por mim, ou para minha própria felicidade, mas para algo que já estava gerando em mim e que na hora certa eu o revelaria.

— Eu preciso lhe contar algo que ainda não mencionei. – Continuou o rei antes de qualquer coisa, e pelo seu olhar eu não iria gostar nada. – Lembra-se do nosso pacto?

Franzi o cenho antes de concordar com um aceno de cabeça. Não tinha como esquecer daquela noite, mesmo que os anos danifiquem minhas memórias, porque era de uma importância significativa.

— Eu... nós ainda estávamos devendo o seu cumprimento. – Confessou. Me senti gelar dos pés à cabeça.

— Jura? – A minha face estava ficando gelada assim como minhas mãos.

— Acalme-se, por favor. – Tentou sorrir, mas saiu torto. – Sim, mas nós já resolvemos isso, não é mesmo? – Thranduil piscou para mim, contudo não gostei nada.

— Espera um minuto... – raciocinei enquanto andava pela sala. Por um momento eu não havia me esquecido das regras daquele acordo. – O pacto dizia que se não cumpríssemos nossos corpos enfraqueceriam até a morte. Então foi por isso que viajou meses atrás da minha pessoa? Por que se não o cumprisse, iriamos definhar?

O semblante de Thranduil passou de branco para vermelho em alguns segundos.

— Sim. – Ele se aproximou e tomou minhas mãos para si. – Mas escute, Ris, juro à você que estava apenas pensando no nosso próprio bem.

Me senti ainda mais baixa quando ouvi tais palavras. Então o nosso ato de amor não passava de um truque para que ele não morresse? Estúpido!

Meu ventre se contorceu novamente enquanto encarava o rei de mãos dadas à minha. Não sei como, mas o meu sentimento que antes era puro amor estava se tornando um ódio inexplicável acima de suas atitudes. Para que esconder tais coisas?

— Por que não me contou? – Questionei, soltando-me dele.

— Porque estavas fragilizada e com um trauma nas costas que a perturbou por dias. Não queria trazer novos problemas para si. – Ele comunicou, não deixando-me escapar da firmeza dos seus olhos. – E eu a queria, não só por causa de um pacto que poderíamos nos matar. Na verdade, há muitas coisas por trás dos meus sentimentos que são impossíveis de explicar agora, mas eu sei que um dia descobrirá.

Pela primeira vez em tanto tempo senti que o rei estava sendo o mais claro que podia, mas ainda assim deixando perguntas no ar que me faziam revirar os olhos. Para que ser tão misterioso daquela forma?

— Eu não queria que achasse que estava sendo obrigada a ir para a cama comigo, apenas que estávamos fazendo aquilo porque nós dois queríamos. Esperei pelo seu tempo e continuaria esperando, mesmo que cada vez mais fracos.

Assenti e engoli o máximo de ar que pude antes de recomeçar uma briga. Não precisava daquilo naquele momento, apenas queria relaxar o meu corpo e implorar intimamente que o pequeno ser que carregava dentro de mim parasse de se agitar.

Recebi em meu dedo um de seus anéis reais de esmeralda, os quais ele guardara em um pequenino baú. Disse que quando estivéssemos em Mirkwood trocaria o anel por uma joia digna de uma noiva.

Eu passei as últimas horas aérea. Os últimos acontecimentos me deixaram presa em meus pensamentos. Precisava encontrar um modo de como contar para Thranduil que a minha doença, não era doença, mas sim o futuro príncipe ou princesa da floresta. Precisava arranjar uma cara de pau em minha própria face para voltar à Cidade do Lago e contar ao meu pai que iria me casar, mas não com Kirkel. Pior ainda, precisa contar que estava grávida antes das núpcias e ainda por cima de um elfo!

— Eu preciso de ar. – Informei, assistindo os legumes no prato que o rei colocara para eu comer ficarem cada vez mais sem cor diante à minha visão.

— Agora? Não tocou em sua comida. Precisa se alimentar, Ris.

— Só de olhar para comida meu estomago se contorce. – Fiz uma careta a qual o fez rir. – Eu preciso de alguma fruta doce e fresca, minha boca parece amarga demais depois de tantos absurdos.

Não analisei a expressão dele para deduzir o que pensou das minhas palavras, apenas deixei o guardanapo dobrado sobre a mesa, catei a primeira cesta que vi na minha frente e sai pela porta da cozinha.

O aroma das grandes árvores frutíferas me deu alívio. Catei algumas maçãs caídas ao chão e depositei na cesta afim de empilha-las depois para os cavalos comerem. Colhi o quanto pude enquanto pensava em um modo de resolver os problemas e contar ao rei sobre minhas dúvidas, e então ouvi um barulho entre os grandes e volumosos arbustos.

— Quem está aí? – não obtive resposta. Então abaixei-me e me armei, cautelosamente, com um pedaço inútil de galho num ato instintivo. – Thranduil, é você? Não tem graça me assustar assim!

Nada saiu do arbusto ao qual encarava, mas outra coisa me agarrou por trás e tapou a minha boca com sua mão, enquanto a criatura escondida atrás daquele maldito arbusto se revelou. Tentei gritar por Thranduil, esperneei, chutei na tentativa de me livrar, mas foi inútil.

Com dificuldade os Orcs me puxaram até um animal feroz que os carregavam e logo ele embrenhou-se dentro da floresta fazendo com que a visão da cabana, para o meu desespero, desaparecesse completamente.

Já estávamos longe da clareira, e meu coração disparado a mil, imaginando o que tais criaturas queriam comigo. Eles pronunciavam palavras incompreensíveis, mas intimamente eu sabia que eles não fariam nada agradável, contudo depois das palavras toscas eles pararam. Fui jogada ao chão feito um saco de batatas, tive tanta raiva que seria capaz de fulminar um deles com os meus olhos se pudesse.

Com os pés e mãos amarradas com cordas, e a boca atada com um lenço imundo, eu rastejei até uma arvore e forcei o corpo até ficar sentada e recostar no caule, comecei a tentar afrouxar as amarras das mãos enquanto assistia eles discutindo alguma coisa. Provavelmente me partiriam ao meio e me comeriam ainda crua, levando em conta que é o modo preferido deles de comer carne humana.

Senti novamente a fisgada no ventre, desta vez ainda mais intensa, de forma que chegou a doer. Logo me arrependi de não ter contado de início a Thranduil que estava grávida. Se tivesse contado, talvez eu não estaria passando por aquilo e ele me levaria imediatamente até o castelo para cuidar de mim. Mas o que os Orcs faziam lá, espreitando na floresta? Ninguém sabia da cabana além de Thranduil e Legolas, aliás aquela casinha era tão escondida que nem mesmo eu saberia voltar lá.

A dor se intensificou e eu lutei para não demonstrar que sofria para as criaturas não verem. Então percebi o motivo de termos parado.

Na trilha ao longe avistei cabelos ruivos e dourados se movimentando aos galopes do cavalo.

Meu desespero foi tanto que meu pulso deslocou quando a corda se rompeu, me fazendo derramar lágrimas de dor. Livrei as mãos e puxei as cordas dos pés e livrei a minha boca do imundo lenço. Levantei-me devagar e retrocedi de fininho enquanto os Orcs burros estavam ocupados observando para onde iria o pequeno grupo de elfos. Quando já estava em uma distância segura livre das vistas dos Orcs, corri em desespero.

Notas finais
Lembrando que os comentários podem estar confusos, leia-os sob sua responsabilidade. Até o próximo!