A Única Esperança
22 Sentimentos
Julian
Viajei por três meses pelos mares, visitei muitos países diferentes, conheci culturas e costumes muitos diferentes dos gregos, mas por todos os lugares onde andei vi pobreza, mentira, ganância, inveja, roubos, bebidas e drogas destruindo a vida das pessoas e as sociedades simplesmente ignoram tudo que acontece de errado, ninguém faz nada para mudar a realidade dos outros, pois todos são egoístas e só pensam em si mesmos.
No meio de tanta dor e sofrimento encontrei meus seis generais marinas, cada um deles tem um trauma diferente que são frutos da sociedade injusta.
Acolhei os seis e lhes um lar para morar, lhes dei atenção, compreensão e carinho, os tratando como se fossem meus irmãos de sangue, perto deles eu continuei calmo e bondoso.
Mas dentro do meu coração, os piores sentimentos cresciam e chegam ao ponto do meu coração ficar repleto de ódio, eu senti um imenso desejo de acabar com a humanidade e sei que se tentasse fazer isso, conseguira facilidade pois a única deusa que defende os humanos é Atena que no momento não passa de uma criança que sequer tem controle total do seu cosmo, tenho certeza que ela jamais me venceria em uma luta.
A única coisa que me impediu de fazer mal aos humanos foi o amor que sinto pelos meus marinas, sei que eles sofreriam com o fim da humanidade, pois mesmo que seus corações estejam magoados, eles são humanos e não viveriam em paz sabendo que destruí toda a vida humana, pelo contrário, me o odiariam.
Eu estou muito confuso mas sei que sou o único que pode ajudar os meus guerreiros a superarem os seus traumas então resolvi que o melhor a fazer era irmos todos para o fundo do mar, lá é o único lugar onde poderíamos ficarmos sossegados e eu não teria vontade de matar ninguém.
No dia anterior a nossa partida para o templo submarino tive uma visita indesejada, jamais pensei que o mestre do santuário viria conversar comigo, o tratei bem mas não gostei de saber que sempre vigiou o meu cosmo, isso me fez ter muita raiva dele mas como no momento estou muito preocupado com outras coisas não falei que desejo destruir a terra, apenas falei que Perséfone é a sua inimiga imediata para que me deixasse em paz e isso funcionou.
No dia seguinte eu e os meus guerreiros estávamos em paz que só poderíamos sentirmos no fundo do mar, é muito bom observar as águas profundas, elas me acalmam e me ajudaram a pensar sobre o que farei no futuro.
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