Adrian

Faz dois dias que aquele loiro chato me trouxe para o fundo do mar, esse lugar é muito entediante, não tem nada de bom para fazer aqui, não posso negar que a comida e o quarto em fico são ótimos, mas eu não suporto essas pessoas, elas olham para aquele metido como se devêssemos alguma coisa para ele, não pedi que me curasse, não pedi que me trouxesse para a Grécia e muito menos para esse templo no meio do mar, mas naqueles dias estava tão fraco por causa da perda de sangue que não conseguia impor as minhas vontades, sequer conseguia raciocinar, estava fraco demais e para aumentar a minha raiva tive que aceitar que as empregadas daquele riquinho cuidassem de mim.

Meu sangue ferve de ódio, já estou acostumado a ter esse sentimento dentro do meu coração mas dessa vez ele está com mais força, me lembro de todas as maldades que já fiz, roubei várias pessoas, principalmente mulheres, elas andam com bolsas de uma forma que são alvos fáceis, também já peguei muitas carteiras que os homens deixaram no bolso traseiro da calça.

Meu aprendizado no mundo do crime começou desde que eu tinha uns 6 anos, meus pais me ensinaram tudo o que sabiam, aos 6 aprendi a roubar, aos 8 já atirava e conhecia todos os tipos de drogas que vendemos para os riquinhos da capital, sempre observei como as vagabundas ficam loucas após usarem algum comprimido, quando imagino a minha vida aos 18 anos, o que desejo é me tornar um traficante, algo que estou perto de realizar e ter muitas vagabundas para me satisfazerem mas meus planos mudaram por causa desse louco que se diz ser um deus grego, eu o detesto e o meu maior desejo agora é o matar.

Infelizmente não sei se conseguirei me vingarei daquele maluco por ter me trazido para esse lugar horrível, pois sinto que ele é bem mais forte que eu, então decidi brigar com todos os outros e assim ele será obrigado a me deixar viver em paz e voltarei para o meu país.

O garoto que eu mais irritante depois daquele maluco é o Sorento, não suporto como ele parece se achar super aos outros, outra coisa que odeio é que vive do lado daquele louco, até parece um cão de guarda do riquinho e eu não suporto pessoas que parecerem serem superiores aos outros, nunca fiz nem questão de nada com ele.

Sorento: Estou me sentindo bem tranquilo nesse templo, mas sinto saudades dos meus pais, faz semanas que nem converso com eles por telefone, sei que devem estarem preocupados comigo, sinto falta da minha casa, mas sei que agora o meu lugar é ao lado do meu deus.

Estava em pé encostado em muro pensando na minha vida quando recebo um soco no rosto, foi tão forte que me fez perder o equilíbrio e cair no chão, não esperava receber esse golpe, olho para o Adrian que parece fora de si.

Por que me bateu?

Adrian: Por que te odeio.

Parto para cima dele usando toda a minha força, esse chato não sabe lutar bem e consigo o machucar bastante, mas infelizmente aquele louco aparece e nos separa.

Julian: Estava conversando com Bian quando sinto o cosmo de Adrian cheio de ódio, instantes depois percebo que ele estava brigando com Sorento, vou até ele e uso os meus poderes para os separar, ver o meu amigo muito machucado me deixa com muita raiva e não sei o que fazer para disciplinar esse moleque.