Ah, ótimo. Onde estou? Não me lembro de nada. Mexi meus braços e percebi que eu estava acorrentada. Eu me coloquei de joelhos e olhei para a escuridão. Estava muito escuro para se enxergar algo. O que houve comigo?

Tentei me soltar de várias maneiras, mas as correntes estavam muito apertadas, já estava suando de tentar. Eu estava fraca. Pensei em gritar, mas acho que ninguém não vai ouvir.

Procurei algum ponto de luz, de menor que fosse, mas procurei. Não achei nada além do silêncio mortal.

Eu tentei manter a calma e procurar me controlar, foi quando escutei um estralo na minha cabeça. Noah. Onde ele está? Respirei fundo e tentei me acalmar novamente. Eu não tinha muitas opções, teria que fazer algo. E então uma luz se acendeu sobre mim, meus olhos lacrimejaram, os fechei por um momento. Quando os abri vi encostado na parede de olhos fechados. Noah. Meus olhos se arregalaram por vê-lo ali. Ele não parecia muito bem estava com as mãos para trás — provavelmente preso – e com um pouco de sangue que sai da sua cabeça. Nada muito sério, eu acho.

Tentei me soltar mais uma vez e foi quando das sombras Alan saiu. Ele caminhou lentamente até mim e então se ajoelhou. Ele me olhou por um tempo e disse:

- Como vai querida?

Eu o olhei mortalmente e em silêncio.

Ele suspirou e disse:

- Desculpe ter que envolvê-lo, mas é só que eu não via outra maneira de trazer você até mim. – Ele disse dando uma olha em Noah que parecia recuperar a consciência.

Voltei a olhar Alan e disse com a voz vazia:

- Bom, eu estou aqui. Agora o solte.

Alan riu como se tivesse lhe contado uma piada. Quando ele tomou seu controle disse:

- Pra ele chamar a policia e tentar me matar? – Ele riu mais uma vez. – Nem pensar. Quero mantê-lo vivo, não quero matar um dos nossos. Só vou soltá-lo assim que eu acabar com você.

Eu o olhei irritada e disse:

- Então faça isso logo.

Alan mostrou um sorriso amargo e disse:

- Não. Quero me divertir primeiro. – Ele se aproximou mais. – Quero ver você sofrer.

Olhei dentro de seus olhos sem me importar com o que vai acontecer comigo e perguntei:

- Por que quer tanto me matar? O que nós fizemos pra você?

- Vocês matam pessoas! – Ele gritou.

- Eu nunca matei um humano na minha vida! – Gritei de volta.

Alan desviou o olhar de mim e disse:

- Bom, minha mãe foi morta por um da raça.

- Não foi propósito. – Eu lhe disse duramente.

- Você não estava lá. – Ele, por outro lado, usou um tom mortal.

Fiquei em silêncio sem um argumento para discutir isso. Eu não sabia ao certo o que havia acontecido, talvez fosse verdade. Por qual outro motivo ele entraria nisso?

Ele suspirou e disse:

- Bom, tudo isso vai acabar mesmo. – Ele olhou para o chão com meio sorriso no rosto.

Eu franzi as sobrancelhas de confuso e perguntei:

- O que? Do que você está falando?

Ele voltou a me olhar com um sorriso maior ainda e disse:

- Uma guerra.

Meus olhos se arregalaram.

- Guerra? – Arfei.

- Os caçadores já estão na cidade, só esperando a hora de varrer a cidade inteira, até chegar ao acampamento.

Eu continuei o olhar sem acreditar no estava ouvindo. Ele ia matar todos nós, vai nos pegar desprevenidos. E naquele momento eu queria me soltar e contar a todos há meus irmãos, a Agnes... Mas eu só podia esperar para ele me matar e, em seguida, levar seu exército ao acampamento.

Fechei os olhos tentando me livrar desse pensamento.

- Desculpe, mas eu tenho que fazer isso. – Ele disse com uma falsidade imensa na voz e isso me abrir os olhos e o olhar incrédula. – Bom, é aqui que terminamos. É uma pena ter que eliminar um rosto tão lindo.

Ele passou os dedos em meu rosto e então me afastei com nojo. O olhei com desgosto de disse com todo o veneno em minha voz:

- Vai pro inferno.

Ele sorriu forçadamente e disse:

- Eu irei. E seu pai irá adorar se vingar de mim, mas eu vou estar morto e ele não vai pode fazer nada.

Eu deixei um sorriso sombrio cruzar meu rosto e eu disse:

- Você não faz ideia de como ele vai conseguir fazer você querer sumir.

Ele me olhou com um pequeno ponto de duvida, mas, então, isso desapareceu e disse:

- Eu vou correr o risco. – E então ele tirou um punhal do bolso e colocou na frente de meu rosto.

- Aquilo que vocês controlam, irá matar todo vocês. – Ele disse pra si mesmo. – E vamos começar por você.

Eu o olhei sabendo o que vinha em seguida, então pensei:

Bom é o fim. Te vejo no outro lado Noah.

Fechei olhos e... E espera um pouco, a dor não veio só um barulho de corrente se batendo. Abri os olhos e vi Noah com a corrente em volta do pescoço de Alan, o puxando para longe de mim. O punhal estava diante de mim, caído. No desespero de ver que Noah não iria aguentar muito tempo Alan daquele jeito, minha mente se esvaziou e as correntes em minhas mãos caíram. Mas ao mesmo tempo Alan se jogou pra trás e Noah bateu contra a parede. As correntes que estavam em volta do pescoço de Alan se afrouxaram e ele se virou para Noah. Alan tentou lhe dar um soco, mas ele desviou e Alan acabou atingindo a parede.

Agnes estava certa, os caçadores evoluíram, pois a onde Alan havia atingido trincou. Eu saí da minha posição e corri em direção a Alan. No exato momento em que ele iria atingir Noah, pulei em suas costas e o puxei para trás. Ele bateu contra parede novamente, na esperança de eu soltar, mas isso não me fez o soltar, eu era resistente demais para isso dar certo.

Pulei de suas costas, o peguei pela blusa e o rodei. E com o impulso o fiz bater violentamente na parede. Ela caiu no chão.

- Noah! – Eu o chamei. Ele estava olhando Alan cair. – Vamos!

Ele correu para meu lado. Segurei sua mão e entramos nas sombras.