Notas iniciais
Não tenho certeza ainda, mas esse pode ser o penúltimo ou o antepenúltimo capítulo. Mas deixa em Off.
Boa Leitura ;)

- Droga! – Foi tudo o que eu pude dizer.

Noah e eu saímos da sombra de uma árvore. O lado bom é que foi na floresta perto do acampamento onde devia estar meus irmãos e Agnes. O lado ruim é que foi numa descida.

Nós caímos e rolamos ladeira abaixo. Senti que estava ganhando machucados enquanto rolava pela descida, até que bati violentamente contra uma árvore que me fez parar. Fiquei parada imóvel pela dor que surgia de vários lugares do meu corpo.

Eu estava de olhos fechados quando ouvi barulho de grilos perto de mim. Era de noite, eu havia ficado bastante tempo com Alan. Eu abri os olhos e me apoiei pelos cotovelos. Procurei Noah, mas nada. Levantei-me sentido como se todo meu corpo fosse explodir, coloquei a mão em meu braço esquerdo por ele doer mais do que tudo e comecei a caminhar procurando por Noah. Uns metros à frente pude ver sua silhueta caída de barriga para baixo. Ele também havia parado por causa de uma árvore. Corri até ele, me ajoelhei ao seu lado e o chacoalhei. Ele não se mexia e isso me fez ficar histérica.

- Noah! – Eu gritei.

Ele franziu as sobrancelhas de olhos fechado e isso me suspirar de alivio.

- Noah, acorda. – Eu disse o virando de frente para mim. – Noah!

Ele abriu os olhos e perguntou:

- Eu estou morto?

Eu revirei os olhos e disse:

- Não, seu idiota. – Eu disse tentando o fazer se sentar.

Quando ele se sentou com uns resmungos, perguntei:

- Você está bem?

Ele me olhou e disse:

- Melhor impossível. – Ele me deu um sorriso forçado e então sua expressão ficou séria. Ele passou o dedo em minha bochecha onde doía um pouco. – Você se machucou.

Eu desviei o olhar e disse:

- Não é nada.

Então escutamos barulhos de pessoas correndo, e ficava cada vez mais audível. Fiz com que Noah se levantasse e então um pouco mais acima vejo a silhueta de Gareth.

- Haide! – Escuto Agnes gritar de longe.

Quando Gareth ganha um foco de nós dois, ele para e grita pra trás:

- É ela!

Ele volta a nos olhar, mas vejo que ele me manda um olhar bem significativo.

E, do nada, Agnes surgi das árvores. Ela se joga em cima de mim e por um momento achei que eu fosse cair, mas continuei firme em meus pés. Mordi os lábios por conta da dor que ela me causo com seu choque. Noah nos olhos sem entender.

- Você está viva! – Ela diz me soltando e me olhando ansiosa.

Eu dou uma olhada rápida para Noah que parecia confuso. E, em seguida, vejo Ross e Jean aparecerem em meio às árvores. Minha expressão fica nervosa.

- O que houve? – Ross pergunta chegando mais perto. – Agnes ia nos contar uma coisa, quando vocês apareceram...

Eu desvio o olhar de Ross e coloco em Agnes.

Ela me olha sem ter muitos argumentos e diz:

- Já era meia noite, e eu precisava dizer.

- Dizer o que? – Jean pergunta.

Agnes se vira pra ele, mas não diz nada.

Ross me olha por um momento e pergunta:

- Você sabia onde ela estava?

A voz dele soava muito ameaçadora. Era como se ele tivesse visto isso em meus olhos.

Agnes engoliu um pouco de saliva sem saber o que fazer. Então eu me coloquei em sua frente e disse:

- Olha, Agnes não tem culpa de nada, certo? Sou eu. – Suspirei. – Eu fui atrás do Noah.

Todos olharam para Noah que não tirava os olhos de mim.

- Por quê? Onde ele estava? – Nero perguntou irritado.

- Alan me pegou como refém. – Noah respondeu.

Todos me olharam sem acreditar por um momento, então olharam para Agnes mortalmente.

- Você sabia onde ela estava? – Ross perguntou novamente com a voz azeda.

- Ah, bom... – Senti Agnes dar de ombros atrás de mim.

- E não nos contou... – Jean disse com a voz enjoada.

- Não! Quer dizer, sabia, mas... – Ela se colocou ao meu lado histérica, procurando por um argumento. – Eu ia contar, quando fosse meia noite... Se ela não voltasse.

- Ah, sério? – Gareth perguntou ironicamente. – Porque eu acho que você não diria nada.

Eu suspirei irritada e disse:

- Meninos, vocês estão exagerando.

- Exagerando? – Nero repetiu sem acreditar no que havia acabado de escutar. – Você podia estar morta!

- Mas não estou! – Eu gritei sem me controlar.

Todos me olharam em silêncio, a minha voz ainda fazia eco pelas árvores. Eu suspirei tentando me acalmar e comecei novamente:

- Meninos, eu não podia deixar vocês saberem, se não o Noah já estaria morto. – Eu disse tentando ignorar sua presença. Odiava me expressar na sua frente. – Ele é muita das razões de eu me arriscar desse jeito.

Senti que todos desviaram o olhar do meu. Olhei para Noah e vi sua expressão suave, e então percebi que eu disse a coisa certa.

Eu suspirei e disse:

- Olha, eu descobri uma coisa. – Olhei para Agnes. – Sua mãe não sabia o que era, porque não era uma coisa muito fácil de descobrir.

Agnes me olhou sem entender e perguntou:

- O que é então?

- Alan está criando um exercito. – Noah disse.

- Um exercito? Um exercito de que? – Agnes perguntou o olhando confusa.

- Caçadores. – Respondi com um tom sombrio, já imaginando a cidade sendo invadida por eles.

- O que? Como assim? – Nero perguntou.

- Alan vai fazer uma limpeza na cidade, eu só não sei como. – Eu disse pensativa.

- Limpeza? – Ross repetiu tentando entender.

- Ele vai fazer isso no centro. – Noah murmurou.

Nos o olhamos.

- O que? – Nero perguntou com as sobrancelhas levantadas.

Noah os olhou já sabendo o que dizer.

- Alan precisa pegar todos vocês desprevenidos e ao mesmo tempo, então só tem um lugar onde todos eles vão estar. – Noah nos esperou terminarmos a frase, mas não sabíamos onde seria, então ele revirou os olhos. – Madison Square Garden.

- Ah. – Fizermos ao mesmo tempo.

- É onde todos os semideuses passam. – Agnes disse confiante. – Mas nos só sabemos onde vai ser, quando não.

- Na hora do almoço. – Noah disse. – É quando todos saem.

Todos o olharam espantados. Noah nos olhou e arfou:

- O que? Eu sei das coisas, está bem?

Agnes desviou o olhar do dele e me disse:

- Ele tem talento pra ser detetive, sabia?

Eu dei de ombros e lhe dei um grande sorriso.

...

- Não podemos simplesmente atacar a cidade. – Um dos filhos de Zeus disse.

- Não vamos atacar a cidade. – Ross lhes disse. – Nós precisamos avisar os outros e eu estou pedindo para vocês nos ajudarem.

- Ajudar como? – Uma filha de Afrodite perguntou dando um passo a frente.

Ross me mandou um olhar hesitante e eu o olhei com um olhar que dizia “Não temos escolha. Diga.”. Ele voltou a olhar os semideuses que esperavam uma resposta e então disse lentamente:

- Preciso de vocês para uma batalha, uma batalha para defendermos nosso território. E os humanos.

Alguns semideuses soltaram uma risada irônica como se aquilo fosse loucura, e era, mas não tínhamos escolha.

- Ah, vamos lutar por nosso território? – A mesma filha de Afrodite perguntou com um tom irônico. – E vamos proteger a raça dele? – Ela apontou o dedo para Noah que olhou para os olhos dos semideuses.

- Ei, eu tenho ouvidos pra escutar o que você fala. – Ele a disse irritado.

Ela o olhou mortalmente e isso me deixou irritada. Ninguém o olha assim além de mim.

- Certo. Já chega. – Jean se colocou no meio, e isso foi uma má ideia.

A filha de Afrodite o olhou irritada e disse:

- Cala a boca cadáver!

Agnes a olhou sem acreditar no que havia acabado de ouvir.

- Ei, melhor você morde essa sua língua, se não eu arranco ela.

A filha de Afrodite a olhou cega de raiva, mas não disse nada. Por algum motivo todos do acampamento haviam criado algum respeito por ela.

Eu não podia ficar ali esperando algo cair do céu e fazer todos mudarem de ideia, então eu suspirei e gritei com todo o ar em meus pulmões:

- Ei!

Todos me olharam, todo mundo mesmo. Eu hesitei por um momento, mas foi quando Noah pegou minha mão. Eu o olhei sem entender e então ele sussurrou pra mim:

- Não importa o que você faça ou diga, vou estar aqui.

Meus olhos ficaram um pouco úmidos, mas ignorei isso. Eu suspirei e disse lentamente:

- Eu sei que vocês não querem lutar, muitos de vocês não mesmo, mas outros querem. Eu não sei exatamente o que vai acontecer, eu não sei quantos caçadores serão, mas eu sei que se não fizemos algo, muito dos nossos primos vão morrer. – Silêncio. – Acredito que alguns de vocês se importam com isso. Não estou obrigando ninguém a lutar, só não podemos deixar que eles acabem com nós como se fossemos insetos.

Eu podia ouvir os resmungos deles. Por algum motivo eu senti que aquilo estava dando certo.

- Gente, – Gareth se colocou no meio. – eles mataram a Dóris! E vocês vão deixar assim?

- É claro que não! – Um filho de Hermes gritou do fundo.

- Certo! – Eu gritei. – E o que vamos fazer?

- Lutar! – As vozes começaram.

- Por quem? – Noah gritou pra eles.

- Por nossa família! – Eles gritaram de volta.

- Vamos arrebentar! – Um dos filhos de Zeus gritou audivelmente.

Todos os semideuses começaram a levantar suas armas para o alto e gritarem.

Eu comecei a festejar, mas algo estralou na minha cabeça, precisava fazer uma coisa antes que fosse tarde demais. Eu parei e olhei Noah séria.

- O que? – Ele perguntou deixando um tom preocupado sair.

Ei ignorei sua pergunta e olhei para onde meus irmãos estavam.

- Ei! – Gritei pra eles.

Eles me olharam e eu disse:

- Levem o Noah para casa.

- O que? – Noah arfou ao meu lado. – Por quê?

Eu voltei o olhar e disse:

- Pra minha casa.

Ele me olhou sem entender e Nero perguntou:

- Mas enquanto ao Cérbero?

- Não deixem ele comer Noah. – Eu lhes disse séria.

Noah arregalou os olhos apavorado.

Eu andei até a sombra, mas foi quando Ross me pegou pelo ombro e me fez virar pra encará-lo.

- Aonde pensa que vai?

Eu suspirei cansada e disse:

- Preciso fazer uma coisa.

Ross me olhou tentando entender o que eu pretendia fazer. Geralmente ele tinha razão em não me deixar ir sozinha pra lugar nenhum, mas desta vez precisava que ele confiasse mim, por mais difícil que fosse. Ele me olhou hesitante, mas, então, me soltou mal-humorado e disse:

- É pra voltar.

Eu balancei a cabeça positivamente e entrei na sombra.

...

- Onde você estava? – Olga perguntou enquanto eu entrava pela porta da frente. Eu não tinha a mínima ideia de que horas eram. – Eu quase chamei a policia pra procurar por você.

Ela estava brava, e com razão. Fiquei fora o dia inteiro sem dar noticias. Eu a olhei com um meio sorriso, talvez eu nunca mais fosse ver isso novamente.

Ela veio até mim e viu minha expressão. Isso a irritou mais ainda.

- E que sorriso é esse na cara? – Ela perguntou com um tom duro. – Está de castigo mocinha.

Eu arregalei os olhos e arfei:

- Por quê? Eu não fiz nada.

- Exatamente. – Ela disse histérica.

Mas foi quando John apareceu da cozinha com as mãos nos bolsos de sua calça jeans, como um garoto jovem.

- Olga. – Ele a chamou.

Ela o olhou com olhar mortal, mas, então, suspirou irritada e disse:

- Escapou dessa.

Eu balancei a cabeça fingindo estar um pouco apavorada.

Ela se virou e caminhou até ele. E enquanto passava ao seu lado, com fumaça saindo de seu ouvido com uma chaleira, disse:

- Cuide dela.

John simplesmente fez uma careta. Ele me olhou com um olhar de que eu estaria devendo essa pra ele, mas eu só sorri de volta.

...

Era meia noite, eu não tinha certeza se eu voltaria pra cá. Então precisava aproveitar cada momento.

Fui ao quarto deles, entrei lá dentro silenciosa. John estava com os braços em volta de Olga, e isso me fez ficar algum tempo ali, os vendo.

Eles sempre foram minha família, me acorelham quando eu precisei de abrigo, de uma casa. Cuidaram de mim como se eu fosse filha deles. E eu nunca poderei retribuir isso.

Eu caminhei sem fazer barulho até o lado da cama, e dei um beijo na bochecha dos dois. Eu suspirei e então entrei na sombra.

...

- Onde estava? – Noah me perguntou quando eu saí da sombra da sala de treinamento. Todos estavam lá.

- Me despedindo. – Eu disse indo para seu lado.

Ele me olhou confuso, mas foi quando papai entrou pela porta violentamente.

Ross, Agnes, Jean, Gareth e Nero correram para nosso lado.

- Diga que o boato que estão circulando pelo acampamento é falso. – Papai disse lentamente e parando diante de nós. Ele olhou Noah e então olhou para nós novamente. – O que ele faz aqui?

Eu suspirei e disse:

- Pai, eu queria muito dizer que é tudo bobagem, mas não é.

Ele me olhou sem acreditar naquilo que estava ouvindo. E então começou:

- O que vocês fizeram? Estão chamando outros semideuses para uma batalha, vai expor todos nós! Vocês não vão!

Eu o olhei irritada e gritei:

- Pai, eu não sou mais uma criança! Eu fiz minhas escolhas e você nunca se importou! Quando eu me apaixonei você aprovou! E agora que eu decidi isso, você diz que eu não posso fazer...

Ele me olhou muito, mais muito bravo mesmo. Era um ódio mortal por tudo aquilo.

- Você não vai! – Ele gritou de volta.

Eu suspirei e disse calmamente:

- Pai, você me treinou pra ser uma guerreira. E isso é pessoal.

Ele parecia que estava se acalmando, parecia que aquilo estava entrando na sua cabeça.

- Eu posso vencer, pai. – Eu disse dando um passo em sua direção. – Lembra, eu sou forte, como a mamãe.

- É por esse motivo que eu não posso perder vocês. – Ele disse sério. – Vocês são os mais próximos que eu tenho dela.

Eu suspirei e disse lentamente:

- É por isso que você precisa me deixar ir.

Ele me olhou com um olhar de hesitação, eu sabia que ele não queria que eu fosse para essa batalha, sabia que eu tenho uma grande chance de não voltar.

...

- Bom, eu vou para o acampamento preparar o pessoal. – Agnes nos disse.

Eu balancei a cabeça positivamente.

Ela fez uma careta e disse:

- Vejo vocês no campo de batalha.

Ela olhou para Jean que parecia estar distraída, mas, então, saiu.

- Meninos. – Chamei. Eles me olharam. – Vocês podem me deixar sozinha com o Noah um momento?

- Claro. – Nero disse indo pra porta da sala de treinamento. Os outros o seguiram. Ross hesitou por um momento, mas, então, saiu.

Quando o olhei ele estava com os olhos em mim. Suspirei e ele perguntou:

- Por que me disse aquilo?

Eu simplesmente dei de ombros.

- Você não vai voltar, não é? – Ele disse parecendo meio histérico. – Você mentiu para o seu pai.

Fechei os olhos pensando em algo mais coerente para dizer, mas nada vinha em minha cabeça. Abri os olhos e o olhei em silêncio. Ele ainda esperava minha resposta, então suspirei e disse lentamente:

- Há uma grande chance de eu não voltar, mas também há de que eu volte.

- Mas você acha que não vai voltar.

- Eu só estou me adiantando. – Eu continuei lentamente.

- Se adiantando? – Ele perguntou ironicamente. Cada palavra já estava virando uma piada.

- Noah...

- Você vai passar por aquela porta, e eu nunca mais vou te ver. – Ele me interrompeu irritado.

Pude ouvir seus dentes se batendo de raiva. Eu o olhei e disse lentamente para que ele pudesse entender:

- Noah, eu vou voltar.

Ele soltou um riso irônico e perguntou:

- Qual é a garantia que eu tenho de que você vai voltar mesmo?

Olhei-o séria e disse:

- Eu tenho você.

Ele me olhou preso em minhas palavras. Não tinha o que dizer, ele sabia a verdade.

- Eu tenho os meus irmãos, o meu pai, a Olga e o John. Esses são os meus motivos pra voltar. Mas eu não sei o que vai acontecer lá. – Noah desviou o olhar do meu. – Eu sinceramente não sei. Nunca estive numa batalha, pelo menos, não com estranhos, e, ainda mais, com caçadores. Eu vou ter que usar todos os meus poderes, até os que eu nunca usei. Isso vai me deixar fraca.

Ele voltou a me olhar, mas agora com um olhar triste e disse:

- Então fique.

Eu o olhei tentando dizer o que ele queria ouvir, mas seria mentira.

- Eu não posso deixar os meus irmãos irem sozinhos lá, eu nunca iria me perdoar se algo acontecer...

Ele desviou o olhar do meu outra vez, e agora pude ver que algo estava brotando de seus olhos. Então eu me movi para lhe dar um abraço. Ele passou os braços ao redor de mim fortemente e escondeu o rosto em meu ombro.

Ficamos daquele jeito por um bom tempo até que ele me soltou, pegou meu rosto com as mãos gentilmente e disse:

- Me promete que você vai voltar.

Eu balancei a cabeça negativamente.

- Por favor...

- Não posso mentir pra você. – Eu o interrompi.

Ele abaixou o olhar e eu disse:

- Você que tem que me prometer uma coisa.

Ele voltou a me olhar e eu continuei:

- Vai seguir com sua vida. – Eu disse cada palavra lentamente. – Vai ter uma vida normal, e vai me esquecer se eu não voltar.

- Eu não posso fazer isso.

- Noah, eu não estou pedindo. Você é humano, tem muito anos pela frente e vai encontrar uma garota normal...

- Eu não quero uma garota normal. – Ele me interrompeu. – Eu só quero você.

- Eu não sei o que vai acontecer lá, só quero que já esteja pronto para o que vier.

- Por que está fazendo isso? – Ele perguntou indignado.

Eu suspirei frustrada e disse:

- Noah, eu juro, eu queria muito mudar isso. Mas eu salvei você aquela noite. E não me arrependo nem por um segundo de ter feito aquilo, só de ter colocado você em perigo todo esse tempo.

Ele tirou as mãos de meu rosto e eu as peguei. Entrelacei os dedos em seus e lhe dei um beijo.

Eu não tinha certeza de mais nada, só sabia que talvez eu não voltasse e tinha que aproveitar cada segundo com ele.