Notas iniciais
Boa leitura, e tentem não chorar.
Vinte e um

Acordei tarde e L não já havia saído, levantei, me troquei. Quando fui para a cozinha notei que os meninos também não estavam em casa, fiquei sem o que fazer e acabei fazendo uma faxina no apartamento.

-Tadaima. –gritou Mello.

-Olá...esqueci como se diz bem vindo em japonês.

-Tudo bem...O que aconteceu aqui? –Mello analisou bem os moveis, que estavam fora do lugar.

-Eu fiquei entediada e resolvi fazer uma faxina.

-Nossa.

-Onde está o Near? –perguntei, olhando para atrás dele.

-Na sua casa.

-Como? O que ele faz lá?

-Sua mãe preparou um excelente café da manhã. –ele me analisou bem. –Misaki posso arrastar os moveis para o lugar?

-Sim.

-Misaki...eu não sei como dizer mas, eu preciso lhe contar uma coisa.

-O que? –perguntei, ajudando o Mello a colocar o sofá no lugar.

-L me pediu para lhe dizer uma coisa. Não fique assustada, mas o L irá executar o plano hoje. –eu fiquei em choque.

-Mas...Porque? –me sentei no sofá. -Ele havia me prometido que seria outro dia.

-Sim, ele falou. Mas ele mudou de ideia, eu vim lhe trazer o Death Note, nós fomos pega-lo lá no cofre.

-Eu tinha até me esquecido. Achei que eu fosse pega-lo ante ontem, mas a shinigami não disse nada e muito menos o L.

-Eles tiveram um probleminha no cofre.

-Misaki Mei. Estou lhe dando a posse do Death Note. –disse a shinigami, me entregando o caderno assim que entrou no apartamento.

-Sim.

-Misaki, me empreste por um segundo, eu vou guarda-lo para você. –Mello pegou o caderno e foi para seu quarto. A shinigami ficou me encarando o tempo todo, foi só ai que o me dei conta, que era o Mello que iria cuidar de minha agenda falsa.

-Com licença, Mello está? –perguntou um agente na porta.

-Sim, Mello um homem quer falar com você.

-Peça para ele entrar e vir ao meu quarto.

-Entre por favor. –o homem entrou e a shinigami continuava na sala, junto a mim.

Depois de alguns minutos Mello voltou para a sala sem o caderno, mas com uma agenda rosa.

-Bem Misaki eu já guardei e olha aqui sua agenda. Você estava procurando por ela ontem, eu achei hoje de manhã e resolvi guardar.

-Muito obrigada Mello. –agradeci alegre, fingindo que sabia do que ele estava falando.

-Eu vou descer. –disse a shinigami saindo do apartamento.

-Vou junto. –disse o agente.

-Misaki você sabe o que tem que fazer com essa agenda, certo? –perguntou Mello.

-Sei sim. Você sabe o horário em que devo ir para o QG?

-Não, se eu fosse você ia agora.

-Mas e você e o Near?

-Nós vamos viajar hoje, só estamos esperando o Watari. Nossas coisas já estão pronta, você sabe o meu papel e o do Near.

-Sim. Vocês iram viajar e fingir que não sabem do caso, e quando receberam a noticia de que o L morreu, ai vocês voltaram no dia do enterro. Depois você ira sumir e ir para algum lugar.

-Exatamente. Então, até mais Misaki, quando o L estiver na casa do médico você me liga, o numero esta nessa agenda, na pagina colorida de telefones. –olhei a pagina que ele dissera.

-Odeio admitir, mas irei senti falta de vocês, e se algo de errado acontecer eu te ligo do mesmo jeito. –Mello me abraçou.

-As coisas ocorreram bem.

-Mello, o Watari chegou. –Near chegou no apartamento.

-Ah. Near já se despediu do L? –disse Mello.

-Sim. Ainda estou cismado com esse plano do L. –Near correu e me abraçou. –Vou sentir tanta sua falta, mas eu sei que logo te verei.

-Também sentirei sua falta. –olhei para Near e ele estava quase chorando.

-Eu sou forte...eu sou forte. –repetia enquanto se afastava de mim.

-Near onde estão suas malas? –perguntou Mello, colocando as malas dele na sala.

-No meu quarto.

-Meninos, estão prontos?

-Sim. –disseram. Quando vi Mello e Near saindo pela porta, me bateu um aperto no coração como se alguma coisa ruim fosse acontecer, mas meus pensamentos voltaram para L. Desci para o QG e todos estavam lá. Algumas horas depois Near ligou para falar que chegaram bem, isso me deixou aliviada, Watari estava bem, então isso me ajudou a relaxar. Faltava dez minutos para as quatro da tarde, L estava tomando seu café, Raito estava parado perto da escada, os agentes foram tomar café, a shinigami estava junto de L e foi exatamente para onde eu fui, ficar o tempo todo vigiando L e a shinigami. O QG esta em completo silencio, até o L começar a fazer perguntas há shinigami.

-Uma página desse caderno assassino foi removida. –começou L. –A pessoa cujo nome for escrito neste pedaço morrerá?

-Nunca experimentei isso antes, então não sei. –disse a shinigami. Eu só fiquei olhando para saber onde L queria chegar.

-E é verdade que shinigamis só comem maçã? –de onde ele tirou isso.

-Absolutamente não. Todavia, nossos estômagos são atrofiados...Alias, evoluídos, e não precisamos nos alimentar. –essa shinigami é completamente estranha. Eu estava rindo por dentro com essa conversa deles. L não parava de comer.

-Yagami. Você é livre para sair daqui quando quiser, mas nunca sai. Mesmo quando a senhorita Misa vem vê-lo, ficam apenas poucos minutos juntos. Ser “livre” significa que podem sair para sair.

-Ainda não tenho a conclusão do caso Kira. Não me sinto à vontade para ter uma relação. –disse Raito. –Ou esta dizendo que minha permanência aqui é um estorvo ?

-Não.

Misa veio ver o Raito, então eles ficaram um tempo na entrada do prédio, mas foram menos de vinte minutos. L não parava de trabalhar ou então de olhar o caderno.

-O tempo lá fora esta fechando. –falei olhando pela janela.

-Ai vem chuva. –disse L.

-Como isso é possível?! –disse chefe Yagami, chegando no QG. –Criminosos começaram a morrer de novo?!

-Dezesseis, desde ontem...Todos noticiados após a morte de Higuchi. –disse um dos agentes, que estava olhando para a tela do computador.

-Isso é horrível! –disse Matsui.

-Isso significa que Higuchi não era Kira, afinal? –continuou chefe Yagami.

-Não, certamente ele matou criminosos antes de ser capturado. –respondeu Raito.

-Então...Outro Kira está em ação...-disse um dos agentes. Não consegui lembrar o nome dele, fiquei o tempo todo olhando para eles de longe, não quis me meter. Meu pai não estava no QG neste dia.

-Porque?! –gritou Matsui, com as mãos na cabeça.

-Maldito Kira. –disse Raito. L estava em silencio.

-Foi depois que libertamos Amane, não? –L resolveu se manifestar. Mas o que ele quis dizer com isso?

-Ryuzak, não comece de novo! Misa não tem nada haver com isso. –reclamou Raito. –Os assassinos começaram após a morte de Higuchi.

-É verdade. –L virou a caixinha de biscoitos. –Bem, se a outro caderno e alguém o está usando...Eu capturarei tal pessoa.

Minhas perna tremeram, L era completamente diferente quando estava no QG, ele fica sério e misterioso, e fora do QG ele é...Ele mesmo.

-Mas, Ryuzak, mesmo que capture a pessoa que está escrevendo os nomes no caderno, acha que poderia condena-la por assassinato em massa? –perguntou Raito.

-Sim é obvio! –disse Matsui. –Quem quer que tenha sido, sabia que mataria pessoas, e mesmo assim escreveu os nomes! Devíamos tornar publica a existência do caderno e destruí-lo.

-Destrui-lo seria o jeito fácil, mas certamente seria a opção adotada pelo alto escalão. –disse um dos agentes.

-Quando capturarmos o assassino, será atribuída pena de morte, ou prisão perpetua. –disse L. Isso de certa forma me assustou.

Meu pai chegou no QG no mesmo horário em que L estava saindo, eu o segui, a onde será que ele iria.

-Ryuzak? –perguntei, andando atrás dele.

-Me desculpe Misaki, mas eu não pude evitar. Tive que mudar meus planos, ainda mais agora que descobri que você corre risco de vida. –fiquei desesperada.

-O que? –gritei.

-Fale baixo. Yagami descobriu sobre nosso relacionamento, provavelmente ele desconfia que você saiba mais do que devia sobre o caso, ainda mais que você esta com a posse do Death Note que estava no cofre. –L segurou meus ombros e olhou diretamente em meus olhos. –Eu não quero perde-la, mas confio que a shinigami não matará você e nem os meninos, mas a Misa pode fazer isso, ela com certeza adquiriu os olhos de shinigami, assim ele pode ver o nome das pessoa e o dia em que ira morrer. Misaki eu quero você o mais longe daqui possível, pelo menos até tudo isso acabar.

-Mas...

-A Misa não sabe qual seu nome verdadeiro, eu disse a ela que o nome Misaki Mei era falso. Ela adquiriu os olhos de shinigami faz pouco tempo, e desde esse dia, eu não permito que ela a veja, quero que você fiquei longe da Misa, no dia do enterro vocês não iram. Você ira ficar na casa do médico, com seu pai e os agentes do Near. Você ficara esperando o Mello e o Near.

-Mas, ele não viajaram?

-Sim, e eles voltaram no dia do meu enterro, mas chegaram assim que todos forem embora, eu já estarei na casa do médico. Neste dia em diante eles começaram a parte deles do plano.

-Mello me pediu para ligar assim que você chegasse na casa do médico.

-Eu sei, será o seu aviso de que eles podem ir para a casa do médico. Seu pai ira cuidar de tudo junto com sua mãe.

-Colocou minha mãe no meio disso?

-Ela se ofereceu.

-O que ela tem que fazer?

-Vou explicar o plano desde o inicio pele ultima vez. Quero você misture o remédio no meu café, ele ria fazer efeito uns dois minutos depois, quando Watari apagar tudo, você irá esperar de dois a três segundo e escreverá meu nome na agenda.

-Na folha toda branca?

-Misaki, toda a agenda que o Mello te deu, foi feita com folhas do Death Note. Depois que você escrever meu nome, você espera até que eu caia no chão, assim você começa a fazer escândalo, ou qualquer outra coisa.

-Pelo menos sou boa atriz. –L riu.

-Bem, seu pai ira pedir para um dos agentes ajuda-lo a me tirar do QG, nisso seu pai vai ligar para sua mãe vir buscar você. Vocês duas vão direto para a casa do médico, seu pai irá ligar para o cemitério, o pessoal no casa funerária ira me levar para o casa funerária. Eu ficarei escondido na casa funerária até a hora do enterro que será, de madrugada, claro que seu pai vai arranjar tudo.

-Esse arranjar é fingir, certo?

-Sim. Eles me colocarão no caixão até o pessoal chegar, o meu enterro será privado, somente para os agentes. Eles colocaram o meu caixão no carro, nisso eles vão me tirar do caixão e colocar saco de areia, depois eles levaram o caixão para enterrar e o carro me levara para um carro, onde estará o seu pai, seu pai ficara perto do carro e vai esperar todos irem embora, nisso ele me levara para a casa do médico e depois ira buscar o Near e o Mello no aeroporto, nisso os meninos vão para a casa funerária, fingir que foram me ver, depois eles iram para a casa do médico.

-O que eles iram fazer lá?

-Bem, o Near quer ter certeza de que eu ficarei bem, eles ficaram lá até eu acordar, depois eu vou viajar e você irá ficar com sua mãe em um hotel até o dia da sua viagem.

-Quando será esse dia?

-Quando o Mello der o aviso para sua mãe de que ele está com o pessoal dele.

-Como eu colocarei o remédio na sua bebida?

-Isso você decide. Misaki eu vou lá em cima no telhado. O remédio está com seu pai. –L saiu e me deixou sozinha, desesperada. Mas eu tinha que manter a calma, ou tudo irá dar errado.

-Pai, comprou meu remédio? –perguntei entrando no QG?]

-Remédio? Ah, sim. Cadê...aqui esta ele. –meu pai me entregou uma caixinha.

Desci para a cozinha, e pedi um café para o L, e fui para o QG.

-L eu fiz o seu café, e coloquei o que pediu. Qual é mesmo o nome daquilo? –disse entregando o café para L.

-Obrigada. –ele me olhou de um jeito, que me deixou cismada. Me sentei e fiquei esperando o momento exato de tudo. Só depois que eu sentei, foi que eu notei que L e Raito estavam molhados, mas não me importei, estava preocupada com outra coisa.

-Que chuva. –reclamei. –Ryuzak, porque você esta molhado?

-Eu estava na chuva. –era a cara dele fazer esse tipo de coisa.

-Hm.

-Ryuzak, estamos conseguir a aprovação de outros países para esse plano. –eu de certa forma não sei de nada do que eles estavam falando.

-Watari, foi tudo bem? –perguntou L.

-Não. –disse Watari pelo o computador.

-Como eu esperava...Mas por favor, consiga a aprovação para a utilização deste caderno. –eu fiquei assustada.

-Sim.

-Ryuzak, o que você pretende fazer? –perguntou Raito.

-Quero testar o caderno e ver com meus próprios olhos. –meu coração disparou.

-Mas já vimos o poder deste caderno. –disse o chefe Yagami.

-Se escrever um nome, terá que escrever outro no intervalo de treze dias. –agora eu quase tive um infarto.

-O escritor será um criminoso que seria executado em breve. Fizemos um acordo, se ele estiver vivo depois de treze dias, ele estará livre.

-Mas, a vida de uma pessoa...-começou chefe Yagami, mas L o interrompeu.

-Estamos muito perto! Se isso for esclarecido, o caso será resolvido em um passo! –L alterou o tom de voz, de calmo para agudo. Logo o barulho de um trovão aterrorizou a todos, logo em seguida as telas dos computadores ficaram brancas.

-O que é isso?! Um blecaute?! –gritou Matsui apavorado.

-Watari. –disse L. –Watari.

Do nada apareceu uma mensagem nos computadores “Arquivos deletados”. Só então tive a prova de que o plano do L estava prestes a acontecer.

-Dados deletados? O que esta acontecendo? –perguntou meu pai, fingindo estar preocupado.

-Ordenei Watari para deletar os dados, caso algo inesperado acontecesse a ele. –disse L.

-Algo inesperado..?

-Não pode ser!

-Aquela shinigami.

-Tem razão ela desapareceu. –olhei para L, e ele balançou a cabeça em confirmação para que eu esperasse ele tomasse o café e logo escrever o nome dele.

-Preciso de um gole de café, essa shinigami. –L fez uma voz aguda novamente. Assim que L tomou o gole de café, eu peguei a agenda e uma caneta, eu tinha que esperar ele dar algum sinal.

-Ela não está aqui. O que esta havendo? –os agentes começaram a ficar desesperados. Assim como eu, meu pai não tirava os olhos de L. Então sem perceber, eu já estava escrevendo o nome de L na agenda.

-Pessoal, a shini... –L começou a cair da cadeira, para minha surpresa Raito o agarrou e caiu junto com ele. Do nada o aperto no coração e a vontade louca de gritar.

-Ryuzak?! –gritei me levantando da cadeira e indo em direção a ele.

-Ryuzak, o que houve? –gritou Matsui, olhei para meu Outon-san de relance, e ele estava no telefone imaginei que fosse com minha Oka-san.

-Ryu...zak...fale comigo. –me ajoelhei ao lado dele e comecei a chorar, acho que o choro não foi atuação. –Ryuzak?!

Olhei de relance para o Raito e notei um sorriso em seu rosto, só ai me dei conta que ele era Kira. Quase pulei no pescoço dele, mas meu Outon-san me agarrou por trás.

-Querida, eu sinto muito. –eu não conseguia parar de chorar.

-Ryuzaki?! –gritou Oka-san que tinha acabado de chegar. –O que...O que aconteceu?

-Ele...-disse meu Outou-san. –Só tire a Saya daqui.

-Não eu não quero! –comecei a gritar. –Quero ficar com ele!

-Esta bem. –mamãe me arrastou para o elevador, mas os meus sentimentos não estavam parecendo atuação.

-Misaki você esta bem? –perguntou Oka-san, mas eu não consegui tirar os olhos de L. –Misaki?

-Como acha que estou? –olhei para minha Oka-san. –Estou morrendo de medo de perder o amor da minha vida por causa da quele cretino!

-Misaki, o Ryuzak esta bem. –minha Oka-san me abraçou. Entramos no carro e eu estava com dor de cabeça de tanto chorar. –Nós vamos para a casa do médico, tenho certeza de que o Ryuzak ficara bem querida.

Notas finais
Espero que tenham gosta, e se vocês tiveram chorado..bem, eu entendo o porque.