A vida pelo o Amor
22 Vinte e Dois
Notas iniciais
Fiquei chorando o caminho todo, não demoramos menos de vinte minutos para chegarmos a casa do doutor.
-Querida, chegamos. –disse Oka –san.
-Não muito. –falei saindo do carro. –É aqui?
-Sim. –um senhor abriu a porta da casa.
-Olá, eu sabia que ttinha escutado um barulho de carro. Você deve ser a Alma...-ele parou para analisar.
-Sim, sou eu.
-Esta deve ser a Misaki, estou certo?
-Sim.
-Entrem por favor. –disse o senhor saindo do caminho para que pudéssemos entrar. –Eu sou um velho amigo de Watari, eu trabalhei no orfanto, e vim com eles para o Japão. Sou o único doutor que eles confiam. Lawliet me falou muito de você.
-Olá, sejam bem vindas. –disse uma senhora, parecia ser sua esposa. –Eu sou a esposa dele.
-Qual o nome de vocês? –perguntei.
-Nos chame de senhor e senhora, ordens do Lawliet.
-Entendo.
-Veja só você, quer algum chá? Você não me parece muito bem minha jovem.
-Senhora, minha filha ainda esta abalada com o plano doido de Lawliet. –disse Oka-san.
-Eu ficarei bem. –falei, pegando a xicara de chá que a senhora me ofereceu. –Obrigada.
-Bem, agora é só esperarmos o seu marido.
O senhor ficou nos contando sobre como conheceu o Watari, fui bem engraçado, e aquilo me animou muito, eu aproveitei e liguei para Mello, eles já estavam a caminho do Japão. Depois de um tempo ouvimos um barulho de carro, era meu pai em um carro de uma casa funerária.
-Chegaram. –disse o senhor. Olhei para fora e ele e o meu Outou-san tiraram a maca onde estava o L. Senti um alivio enorme quando vi o L, mas ele ainda estava desacordado.
Eles entraram com a maca para o quarto do médico, colocaram o L na cama, e logo em seguida o médico colocou um soro em na veia de L.
-Para que o soro? –perguntou Oka-san.
-Só por precaução. Quanto tempo ele esta dormindo?
-Cinco ou seis horas, eu acho. O enterro não demorou muito, isso ajudou a chegar mais rápido. –disse Outou-san.
-Então ele acordara em breve. Pode ficar calma Misaki.
-Posso fazer companhia a ele? –perguntei.
-Sim, quando ele acordar nos avise. Pessoal querem um café, pelo o cheiro acho que minha esposa fez um bolo.
-Claro. –Oka-san e Otou-san saíram junto com o médico, me deixando sozinha com o L.
-Ryuzak? Por favor acorde logo. –como da ultima vez eu escorei a cabeça em seu peito, mas não ouvi seu coração bater.
Acabei pegando no sono, não sei por quanto tempo fiquei dormindo mas acordei ouvindo vozes.
-Fale mais baixo para não acorda-la. –acho que era minha Oka-san dizendo isso. Continuei fingindo que estava dormindo.
-Vocês chegaram quase duas horas da manhã. –eu não resisti e levantei, porque o médico estava tão preocupado?
-Ah...Misaki já acordou. –disse Oka-san.
-O que houve?
-Misaki, você lembra o horário que deu o remédio ao Lawliet? –perguntou meu Otou-san.
-Acho que ia dar sete horas da noite. –falei me erguendo.
-Que horas foi o enterro?
-As nove horas, tive que fingir que só tinha vaga para esse horário, isso ajudou muito. –disse Otou-san.
-Isso é mal. Ele está desacordado a oito horas, o efeito do remédio normalmente dura de quatro a cinco horas.
-O que?! –gritei. -Ryuzak, acorda.
-Misaki, filha. –eu estava desesperada, eu poderia ter matado ele.
-Ryuzak?! –mais uma vez, meu Otou-san segurou meus braços.
-Eu devo ter algum calmante. –disse a senhora.
-Fique calma, ainda a chances, seria muito sério se ele ficasse mais de doze horas desacordado.
-Aqui está. Tome minha filha, você ficara mais calma, claro se seus pais permitirem. –a senhora olhou para minha Oka-san.
-Misaki, tome. Você ficara melhor.
-Não, eu não quero! Eu quero o L! –comecei chorar novamente, desta vez foi bem pior.
-Filha! –minha mãe deu um grito. –Se você não tomar por bem, terá que tomar por mal.
-Alma?! –disse Otou-san.
-Me desculpe, mas é para ela ficar calma. Deste jeito ela não tem condições de ficar assim, enquanto ele não acorda. –eu me soltei do meu pai e peguei o copo da mão da senhora. Tomei a água com o comprimido em um só gole.
-Eu te amo! Acorda. –me joguei no chão ao lado da cama e peguei uma das mão de L. Senti duas mãos quentes e suave tocar meus ombros.
-Porque não se deita, pode ficar aqui junto com ele. –era a senhora. Ela me ajudou a levantar do chão, e pediu para que eu deitasse ao lado dele. –Nós devemos deixa-los sozinhos.
Mais uma vez, todos saíram do quarto, nos deixando a sós.
-L...não me deixe. –falei ainda chorando muito. O efeito do remédio chegou mais rápido do que pensei, eu dormir abraçada a L.
Não sonhei com nada, quando o efeito do remédio começou a passar e eu comecei a despertar de ouvi alguém dizer alguma coisa parecida com “Parece um anjo”, era uma voz agradável, e foi essa voz que me fez despertar de vez. Assim que acordei senti uma mão tocar meu rosto, era uma pele fria, mas seu toque era suave.
-Amor? –disse, fiquei feliz quando notei que era a voz do L. –Meu anjo, esta acordada?
-L. –eu o abracei como se nunca m ais fosse vê-lo novamente, como se ele fosse a única coisa que importasse para mim naquele momento, e ele realmente é a única pessoa pela a qual eu daria minha vida para vê-lo sorrir. –Você acordou.
-Sim, ainda cansado mas estou bem. E você...seus olhos estão inchados. –L me analisava.
-Estou melhor agora. –levantei para olhar para ele. –Droga, você me assustou, você....
-Eu te amo! –essa frase me fez calar a boca. –Eu estou bem, eu disse que tudo iria dar certo.
-Mas...você ficou oito horas desacordado, não me culpe. –eu me ajoelhei na cama de frente para ele.
-Misaki... –disse se levantando com um pouco de esforço e com um lindo sorriso no rosto. –O que importa é que estou com você. E que nós dois estamos bem.
-L?! –gritou alguém entrando no quarto. –Graças a deus, você esta vivo!
-Near...-Near pulou com tudo em cima da cama para abraçar o L. –Cuidado.
-Eu estou bem Near.
-Achei que nunca mais fosse te ver.
-Esta...me apertando. –disse L.
-Desculpe. –disse Near, enxugando as lagrimas com a manga da blusa.
-Que bom que você esta bem. –disse Mello.
-Ei, você não vai dar um abraço no seu irmão aqui? –disse L.
-Sim. –Mello se aproximou e parecia estar com medo de abraçar o L, parecia que se abraçasse forte ele iria quebrar ou desmontar.
-Misaki. –Near me abraçou. –Obrigado por cuidar dele.
-Sim, sim.
-Obrigado Misaki. –disse Mello.
-O pessoal, acreditaram? –perguntou L.
-Sim. –disse o Otou-san entrando no quarto. –É saber que você está bem.
-Obrigado. Tem certeza de que eles acreditaram?
-Sim, acabei de falar com eles. Bem o que eu faço agora?
-Você irá trabalhar com o Near a partir de agora. Eu liguei para o seu chefe na Inglaterra e pedi para colocar seu nome falso em sua ficha, por precaução.
-Esta bem.
-Ryuzak. –disse Oka-san. –E eu irei cuidar muito bem desses dois.
-Acredito que sim.
Depois dessa noite, todos nós dormimos. A casa do médico havia muitos quartos, L se recuperou rápido. Quando acordamos havia um café da manhã pronto e bem cheiroso, o dia foi calmo e muito divertido, Mello e Near passaram o dia conosco. Fomos para o aeroporto ao anoitecer, meus pais passaram lá para levar o L.
-Tchau Ryuzak, até mais. –gritaram os meninos.
-Tchau. –eu o acompanhei até a entrada do avião. –Seu cuida, nos vemos daqui uns dias.
-Eu amo você! –falei.
-Eu sei, eu ouvi você dizendo ontem. –L me beijou e logo foi pega o avião.
Meu Otou-san deixou eu e minha mãe no hotel e foi para a empresa formada pelo o Near.
Se passou dois três dias desde a viagem do L, e ele nem se quer me deu noticias. Eu estava começando a ficar preocupada. Para o QG, meu Otou-san não aguentou a morte do L e largou o caso, e fomos fazer uma viagem para fora do país e que voltaríamos no ano seguinte antes das aulas começarem. Meus amigos acham que minha família foi viajar com o pessoal do L, enquanto eu estiver no Japão, não poderei mandar cartas.
-Miksai, atenda o celular. –gritou Oka-san do quarto.
-Esta bem. Alô?
-Misaki, é o Mello. –nossa eles resolveram dar noticias.
-O que foi? Esta tudo bem?
-Sim, L pediu para avisar que ele esta bem, e pedir desculpas por não manter o contato, ele não quer ariscar.
-Entendo. Era só isso? Como estão vocês e o Near?
-Estamos bem, Misaki eu já estou com o meu pessoal. Eu avise ao L e ele me pediu para anunciar que você já pode viajar.
-Mas já? Finalmente.
-Esta bem. Até mais, tenho que desligar, cuide do L esta bem.
-Sim. –Mello desligou o telefone.
Arrumei as malas correndo, com as roupas que o L mando eu levar, minha Oka-san já havia feito as minhas malas assim que soube do plano. Tivemos sorte quando cheguei, só havia mais um passagem para Miami. Mello ligou novamente.
-Misaki.
-O que?
-O L pediu para informar que ele vai te buscar no aeroporto. Me ligue quando estiver chegado, eu terei que avisar o L. –Mello estava sendo seco e insensível.
-Esta bem.
-Querida se cuide viu.
-Esta bem Oka-san.
-Me chame de mãe, Oka-san é sem graça. Nos vemos logo.
-Para onde você vai?
-Alguém tem que tomar conta do Near, Mello sabe se virar. –me despedi de minha mãe e entrei no avião. Foi a viagem mais longa que já tive, assim que cheguei mandei uma mensagem para o Mello avisar o L. Fiquei esperando o L duas horas no aeroporto.
-Baby. –senti alguém sussurrar em mus ouvidos. Era ele, mais lindo do que nunca, roupas de praia e coloridas.
-Ryuzak. –levantei para abraçá-lo.
-Aqui você pode me chamar de Lawliet ou L. –ele devolveu o abraço com um beijo.
-Amor.
-Amor? Já sei apelidos carinhosos, eu aceito baby. –continuou me beijando. –Vamos?
-Sim. –L pegou minhas malas. –Como chegaremos lá e quanto tempo demora para chegar?
-Suas perguntas. Chegaremos em duas horas, com parada para o almoço serão duas horas e meia. Vamos de carro.
-Sabe dirigir?
-Sim, tenho um carro aqui.
-Amor, eu notei que você não esta curvado. Sempre que ficava em pé você ficava curvado.
-Ah sim. Eu arrumei minha postura, infelizmente não tirei as olheiras. –ele esta todo sorridente. –Iremos a um restaurante de comidas do mar, são uma delicia.
-Claro. –entramos no carro. L foi me falando como era a casa na ilha, que só havia uma entrada que é por uma ponte.
-Chegamos. –o cheiro já estava me conquistando.
-Nossa, o cheiro é uma delicia. –falei ainda dentro do carro.
-Sim, é uma delicia. –L saiu do carro e abriu a porta para mim.
-Onde esta o Lawliet e o que você fez com ele? –falei.
-Estou aqui, sendo eu mesmo. Meu raciocínio caiu 40%. E também estou sendo romântico, acho que sempre fui assim. –eu ri.
-Vamos entrar? –L pegou em minha cintura e nós entramos no restaurante como um verdadeiro casal.
-Nossa, aqui é muito legal.
-Com certeza. Senhorita. –disse puxando a cadeira para eu poder me sentar.
-Onde esta o cardápio? –perguntei analisando as coisas que estavam na mesa.
-Eu já sei o que iremos pedir. Uma cortesia do chefe, ele me conhece desde que vim aqui a primeira vez.
-E quando foi essa primeira vez?
-A primeira vez que estive na ilha, eu vim aqui com os meninos e sempre pedimos o mesmo prato cada um.
-Nossa. –o garçom chegou.
-Posso falar com o chef?
-Sim. –o garçom foi chamar o chefe e ele logo chegou em nossa mesa.
-Ah, Lawliet. Como é bom vê-lo novamente. –o chefe estava feliz.
-Sim claro.
-E quem é está jovem, maravilhosa?
-Esta é a Misaki, minha namorada. –eu fiquei feliz, ele disse que sou namorada dele.
-Hm. O que iram querer? –perguntou o chef.
-O mesmo de sempre para os dois.
-Como sempre o meu melhor prato.
-Nossa, vocês são mesmo amigos. –falei assim que o chef saiu.
-Sim.
O almoço foi uma maravilha, a sobremesa também. Fomos para a ilha comentando sobre o as crianças que estavam atrás de nós.
-Eu disse, eles não ficavam quietos.
-Estou acostumado, eu vivo com o Mello e o Near se esqueceu? –disse L.
-Não. Ai, ai vocês três.
-Chegamos. –a casa era enorme e toda de vidro e madeira, era muito linda.
-Nossa é linda, e esse lugar é maravilhoso. –eu estava fascinada.
-É sim, adoro este lugar.
-A madeira não estraga? –falei saindo do carro.
-Isso é metal, a tinta que parece madeira.
-Esta explicando. –nós entramos na casa, e a casa era linda por dentro. –Minha nossa! Este lugar fica cada vez melhor.
-Eu sei. Peter, pegue as malas fazendo favor. –disse L para um homem que havia aberto a porta para nós.
-Mordomo?
-Sim.
-Há empregados aqui também? –perguntei.
-Com certeza. –L me abraçou. –Farei de tudo para ser os melhores dias de sua vida.
-Será. –L me beijou.
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