A vida pelo o Amor
28 Vinte e Oito
Notas iniciais
Vinte e Oito
Versão L
Durante toda a nossa viagem, Misaki não falou comigo, nem se quer olhou para mim. Estou péssimo com isso, mas uma hora ela ira entender que isso faz parte do meu plano. Tudo para protege-la.
Chegamos no Japão em poucos minutos, o pai da Misaki veio nos buscar.
-Filha, como você esta? –disse abraçando-a.
-Otou-san. Que saudade. –ela devolveu o abraço. Notei que estava feliz em vê-lo mas....teria sido melhor se nada daquilo tivesse acontecido.
-Como vai Ryuzak?
-Não muito bem. Os meninos estão bem?
-Sim, eu dei a noticia a eles de que você estava voltando.
-Muito obrigado. –entramos no carro e Misaki continuou olhando somente para frente. Seu pai perguntava da viagem e ela não respondia, fiz questão de responde por ela.
-Chegamos ao seu hotel Ryuzak. –eu sai do carro e o pai dela veio atrás de mim. –Isso faz parte do plano de você terminar com ela para que pareça que ela esteja triste com sua morte?
-Sim, ela não sabe disso então por favor, não comente nada. Só diga que eu a amo muito.
-Ryuzak...Faze-la sofrer. Não sei como nãos estou furioso com você por causa disso.
-É para o bem da sua filha. Preciso ir. Diga aos meninos que quero manter contato durante todos esses dias.
-Se cuide Ryuzak. –ele entrou no carro e eu subi para o meu quarto. Larguei as coisas em qualquer lugar, fechei as cortinas, apaguei as luzes e liguei a torneira da banheira. Tirei minha roupa e joguei em cima da poltrona. Entrei na banheira e fiquei ali por um tempo. Lembranças da Misaki vinham e iam o tempo todo, lagrimas não paravam de escorrer do meu rosto, eu já imaginava que iria sofrer muito nesses dias que ficarei longe dela, mas não imaginei que seria tanto. Mal cheguei e a saudade é enorme, aquele cheiro do cabelo dela, a pele macia, tudo me faz ficar com saudades, qualquer mínima lembrança do amor da minha vida me fazia chorar.
Fiquei horas chorando na banheira, eu era forte, porque eu estava agindo de certa maneira. Sai da banheira, coloquei uma cueca e me joguei na cama, todo esse tempo chorando deixou meu corpo dolorido, fraco e de certa forma , com muitas saudades dos agrados, dos abraços dela. Quem diria que aquela menina que eu conheci a dois meses atrás, me faria tanta falta hoje em dia. Ouvi o telefone tocar, mal consegui levantar da cama para atender, mas consegui alcançar o telefone sem sair da cama. Ele ficava ao lado, logo em cima do gabinete.
-Alô?
-Ryuzak, como você está? A Misaki esta péssima. –era o Near.
-Como acha que estou? Não achei que seria tão difícil ficar longe dela, isso porque faz três horas que o pai dela me deixou no hotel. Eu não estou comendo doces, isso é péssimo.
-Por favor, não vá fazer o que você fez da ultima vez, só quero que você fica firme.
-Eu vou ficar bem.
-É o que eu espero. –Near estava diferente, parecia que tinha amadurecido desde a nossa ultima conversa.
Fale com o autor