A vida pelo o Amor
29 Vinte e Nove
Notas iniciais
Vinte e nove
Versão L
Faz um dia que estou nesse quarto de hotel, é um tédio, o dia todo vendo televisão ou então jogando e comendo. Minha sorte é que fica um pouco longe da cidade, não achei que ficar alguns longes da Misaki me deixaria tão mal.
Isso tudo é muito ruim, por um lado foi muito bom deixar os meninos sozinhos por algum tempo, pelo o que percebi, Near esta começando a crescer. Meu dia esta demorando demais para passar.
-Alô. –falei ao ligar para o pai da Misaki.
-Ryuzak, não acha um pouco ariscado ligar para cá?
-Pode até ser, mas...Como está a Misaki?
-Nada bem. Estou realmente bravo com o senhor, mas...Ela realmente parece que estar sofrendo com sua morte.
-Ela está ai no momento? –perguntei com expectativas dela entender o que eu quis fazer.
-Não. A Alma deu uma saída com ela, para conversar. Coisas de mulheres.
-Diga a ela que eu sinto muito.
-Otou-san, já está em casa? –escutei a voz da Misaki através do telefone.
-Vocês duas chegaram.
-Sim. Quem é querido? –desta vez foi a mãe dela.
-O...-não ouvi mais nada.
-Ah claro. –disse Alma. –Misaki hoje você irá me ajudar com o jantar?
-Oka-san...Não estou muito disposta para isso. Vou para o meu quarto. –e eu senti a tristeza em sua voz através do telefone. Ao ouvir o som de sua voz mais uma vez, eu engoli o choro.
-Eu tenho que desligar, até mais. –disse o pai da Misaki, logo em seguida desligou o telefone.
Que raiva, eu causei isso a ela, tenho que arcar com as minhas próprias consequências. Eu sou forte, posso fazer isso. O telefone tocou.
-Alô.
-Ryuzak, que ideia maluca você tem em mente desta vez? –era o Mello.
-Nada demais.
-Você esta fazendo ela sofrer? Um gênio pensou em tudo, porem isso ira acabar com você.
-É para o bem dela.
-E para o seu mal. Consigo perceber ao som de sua voz que voz não esta mais aguentando de saudades dela. –que saco, ele tem toda razão.
-Consigo controlar meus próprios sentimentos.
-Não minta para mim Lawliet, eu te conheço muito melhor do que a palma da minha mão. Da ultima vez que se apaixonou tentou se matar, já contou isso a ela?
-Nunca irei conta-la.
-Claro que vai. Lawliet, eu e o Near só viemos para o Japão porque você tentou se matar por causa de uma garota e foi parar em uma clinica de reabilitação.
-Estou arrependido tem razão, desta vez será diferente eu prometo. –porque estou prometendo algo que não sei se vou conseguir cumprir.
-Só...Não faça nenhuma bestara novamente esta bem. Se precisar de alguma companhia eu estarei aqui.
-Como esta indo o caso?
-Tem razão, é o Raito. Não se meta com isso, quando tivermos algumas noticias nós ligaremos. Tcahu se cuida por favor L. –sua voz ficou mais suave ao pronunciar o meu nome. –Um dia prometo que irei te ver, se eu conseguir.
-Só não sei oque eu irei ficar fazendo aqui todo este tempo.
-Relaxa meu primo, nos vemos um dia desses, até mais. –Mello desligou o telefone.
Joguei o celular em cima da cama e me joguei junto, mas isso fez com que o celular caísse no chão, sorte que tinha um tapete. Peguei um pacote de pirulito que estava em cima da minha cabeceira da cama. Mas que tédio.
Fiquei o restante do dia vendo televisão e comendo doce, como fiz ontem. Tomei um banho e voltei para a cama, mais uma vez o telefone tocou.
-Ryuzak, sou eu espero que esteja sozinho.
-Near, oque aconteceu? –pergunto.
-A irmã do Yagami esta traumatizada, eles foram viajar por um tempo. Calor que o Yagami não deixou o caso, coitada da menina.
-Esta preocupado com ela? –mudei meu tom de voz para um tom malicioso.
-Minha nossa Ryuzak, nem pense nisso. Só estou preocupado, vai que o Mello tenha causado algo a pobre menina.
-Fique calmo, ela irá ficar bem. O que tem a me dizer?
-Quero te contar o que aconteceu nesses três últimos dias.
-Espera, a quanto tempo estou aqui?
-Três dias.
-Jura? Achei que eram dois contando com hoje. –relaxei na cama. –Acho que estou enlouquecendo.
-Depois nós conversamos sobre isso, quero lhe contar o que aconteceu.
-Esta bem.
-Um novo shinigami apareceu, ele estava atrás do outro Death Note, aquele que esta com o Meelo.
-Para quem esse shinigami apareceu?
-Não sei exatamente, só sei que o Mello conseguiu vê-lo. Yagami descobriu sobre o orfanato. –minhas pernas tremeram. Isso normalmente não me surpreenderia, mas acho que a preocupação com os meninos e a saudade da Misaki me deixam como um ser humano normal e sensível.
-Ele já descobriu que são vocês dois?
-Sim, inclusive já esta sabendo que o Mello esta com o caderno.
-Near, como sabe disso tudo?
-Ajuda do pai da Misaki, lembra ele voltou a trabalhar para o Yagami, para vigia-lo.
-Tinha me esquecido disso.
-Adivinhe, parece que esse novo shinigami gostou de chocolate.
-Obra do Mello, esse menino.
-Eu sei, eu sei...Continuando, as duas regras que você achou que eram falsas, realmente são falsas. Eles descobriram o esconderijo do Mello, o pai do Yagami esta com os olhos de shinigami. Os criminosos do Mello morreram, só restaram dois deles, o pessoal do Yagami entraram no esconderijo do Mello. Pegaram o caderno de volta.
-Que saco, esse Yagami esta me dando muito mais trabalho do que eu pensei.
-Sinto muito em dizer, mas o Mello quase se feriu, ele explodiu o lugar e o rosto dele quase ficou queimado. Ele não contou, um dos criminosos dele atirou no chefe Yagami. –senti meu sangue ferver de preocupação.
-Que merda. Near, o que ele acha que esta fazendo? –quase gritei.
-Eu não sei. Ele nunca me diz sobre seus planos.
-Ele explodiu o lugar com o chefe Yagami dentro? Mello estava lá dentro? –comecei a ficar desesperado.
-Sim. O chefe Yagami está no hospital, Mello conseguiu fugir.
-Ele este bem?
-Qual dos dois?
-Near, pelo o amor de deus, o Mello esta bem?
-Não sei ainda, ele não deu noticias.
-Mas, ele me ligou hoje.
-Foi antes de tudo. Preciso desligar, ligo mais tarde para ter noticias do Chefe Yagami.
-Near...-ele desligou antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa.
Fiquei desesperado, o Mello esta saindo de seu próprio controle, isso é terrível. Mais uma vez eu não estou me sentindo eu, pela a primeira vez estou me importando seriamente com os meus agentes...Bem agora não são mais meus e sim do Raito, tudo isso é obra dele. Com certeza foi ideia dele mandar o chefe Yagami para matar o Mello...Por um momento na minha vida, se o Mello estiver ferido e o Chefe morrer eu juro seriamente que mato aquele desgraçado, ou pelo menos fasso com que um dos dois matem ele. O telefone tocou mais uma vez, atendi o telefone correndo.
-Near?
-Não, é o Mello. –me deu um certo alivio escutar a voz do Mello.
-Graças a deus, você está bem?
-Vejo que o Near já contou a novidade.
-O que você tinha em mente? Esta louco?
-Me desculpe, mas a situação fugiu do controle. Preciso lhe contar uma coisa.
-O que? Você ainda não me disse se está bem.
-Estou bem. A regra que diz sobre os treze dias é totalmente falsa, acho que o Near já lhe disse isso.
-Como ele sabe?
-Mandei um e-mail, o restante deixei para contar para você.
-Continue.
-O Kira usou as regras para forjar a sua inocência após este período. –a curiosidade esta me matando. Fico feliz que Mello esteja bem, mas, o Raito esta brincando seriamente com os meninos. –É só isso mesmo.
-Preciso saber como o chefe Yagami está.
-Bem...Só um segundo, recebi uma mensagem do Near. –Mello passou alguns minutos fora do telefone. –Ryuzak...Não se desespere.
-O que foi? Mello...Ele...-não consegui continuar, eu senti que a noticia não era boa.
-O chefe Yagami não resistiu. –senti meu coração desparar. Porque eu estou me importando tando com ele? Raito tirou a vida do próprio pai, como pode. Como uma pessoa pode ser tão insensível.
-Porque...-fiquei sem palavras.
-Fique calmo, eu vou ver o Near e depois passo ai, acho que irei passar alguns dias com você, o Matt pode ir junto?
-Claro. Será muito bom se vocês virem, preciso de companhia ou irei morrer de tédio.
-Você não irá morrer. Tenho que desligar.
Depois de tudo isso eu acabei caindo no choro. Mas que raiva, tudo isso com a Misaki acabou me deixando sensível. Choerei de alivio pelo o Mello estar bem, mas também de tristeza pelo o chefe Yagami, com certeza ele era um bom homem e um bom agente.
-Ryuzak, chegamos. –ouvi alguém bater na porta. Levantei correndo do sofá e fui atender a porta, só então me lembrei que estava apenas de pijama.
-Nossa Lawliet, você está péssimo. –disse Matt, logo começou a rir. –Brincadeira, é que tinha me esquecido das suas olheiras.
-L, a quanto tempo você esta de pijama?
-O dia todo.
-Que horror, você não esta tomando banho?
-Claro que estou, troco de pijama todos os dias. Mas não quero trocar a roupa. –me joguei no sofá novamente.
-Que bagunça, a faxineira não esta limpando essa quarto?
-Esta, mas ela não veio hoje.
-Lawliet meu caro amigo, eu não sei o que esta acontecendo com você. Tudo isso é por causa dessa tal de Baby? –Matt sentou no outro sofá, com um joguinho.
-O nome dela é Misaki, não se esqueça disso.
-Calminha meu primo. Vou pedir o jantar, o que vocês querem? Pizza, Hamburguer ou algum tipo de comida japonesa.
-Yakissoba. –gritou Matt.
-Existe algum Yakissoba com chocolate?
-Que nojo Mello. –comecei a rir. Esses dois mal chegaram e eu já estava me sentindo melhor.
-Que bom que vocês vieram. Agora só falta o Near e a...-lembrei da Misaki sorrindo para mim em uma foto que tirei dela no barco.
-Como ela é Lawliet? –Matt estava me encarando.
-Linda, perfeita.
-Tem alguma foto dela? –peguei uma foto nossa e uma dela sozinha, que tiramos aquele dia no barco. –Ainda esta com as fotos na carteira, você deve gostar dela mesmo.
-Quietos vocês dois, estou no telefone. –sussurrou Mello.
-Desculpe. Uau, ela é mesmo linda.
-É sim.
-Está explicado o porque você não consegue esquece-la. –ele me devolveu a foto.
-Obrigado. O jantar chegará logo, enquanto isso, L e Matt, vamos descer um pouco na piscina do hotel.
-Mas é ao ar livre.
-Meu deus L. –reclamou. –Como você está acabado. Então anda, pode desabafar.
-Isso desabafar é muito bom. Porque não fazemos isso enquanto nós jogamos algum jogo ou pensamos em algum plano para acabar com o tal de Yagami Raito. –Matt começou a falar sem parar o resto da noite, o impressionante é que ele não largou o jogo. Ele tem um vicio com coisas eletrônicas, fora o cigarro.
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