Notas iniciais
Desculpem a demora, eu estava sem criatividade. Boa leitura.

Vinte e Cinco

Versão Misaki

L me levou direto para ver os pinguins nadando, ele não parava de rir com os pinguins.
-Não acredito que você vai entrar lá dentro. –falei.
-Claro que vou, quero alimenta-los. Um por um, com peixinhos. –disse L entrando na área dos pinguins.
Fiquei analisando ele do lado de fora, que gracinha, ele parecia uma criança junto aos pinguins. Pensei, como será se nosso relacionamento der certo por anos e nós dois acabarmos nos casando, imaginei nossos filhos, cabelos pretos, olhos verdes, vermelhos ou negros e misteriosos iguais ao do L. Se puxarem ao L, serão perfeitos. Do nada a mulher que o L havia comentado, aquela dos olhos, me veio em mente. Isso me deixou abalada, porque eu ainda não estava feliz com isso, será que é porque eu irei tirar os olhos de alguém para a minha felicidade, porque a mulher não se ofereceu ou porque quero ver o L feliz, e não deixar a pobre moça ver seu tratamento. Droga, porque esses pensamentos surgiram justo agora? Quando L está ali, sorrindo, todo lindo e encantado. Sentir minhas lagrimas escorrerem, e junto a elas um leve sorriso e uma pequena dor no peito.
-Amor você está bem? –perguntou L surgindo atrás de mim. Percebi porque ele estava cheirando a peixe. –Misaki?
-Estou...Bem. –falei enxugando as lagrimas.
-O que você estava pensando? –perguntou e logo limpou mais uma lagrima que caia no meu rosto.
-A moça...Dos olhos. –ele me abraçou.
-Misaki, pense nisso depois, por favor. –senti sua voz falhar. L estava chorando ou estava querendo chorar?
-Porque se importante tanto com ela? –olhei para ele.
-Ela...-percebi uma lagrima escorrer em seu rosto. –Ela era amiga da minha mãe, e também ajudou a minha mãe e a mãe do Mello a cuidarem de nós quando nascemos, principalmente depois que o Near nasceu. Ela continuou cuidando de nós no orfanato e depois que os meninos vieram para cá, ela descobriu que tinha câncer, perdeu o marido e um filho que tinha acabado de nascer. Ela se internou. É por isso ela importa muito para mim e para os meninos.
-Mas porque...Porque ela quer fazer isso? –eu o abracei. L estava quase desabando em meu braços.
-Porque queremos ver vocês duas felizes. Não queremos que ela veja seu tratamento e não queremos que você continue vendo essas....-ele engoliu o choro. –Coisas. Eu te amo muito Misaki, mais do que a mim mesmo!
Aquelas palavras, acabei chorando novamente, mas desta vez, eu estava chorando junto com ele. Senti ele me apoiando e eu estava ali para fazer o mesmo. L se soltou de mim.
-Eu não quero que nada estrague esse dia. Vamos, quero ver você sorrindo novamente.
-O que faremos agora?
-Vamos ver tubarões. –arregalei os olhos. Ele me faz ficar bem em um instante.
-Minha nossa. Você é doido.
-Anda, anda. Relaxa, não vamos alimenta-los, ou nadar com eles. Podemos nadar com golfinhos. Quando voltarmos para o Japão, vamos com os meninos para um Zoológico, depois em uma fabrica de brinquedos e depois em uma fabrica de chocolate. Assim agrada todos com suas coisas preferidas. –L sorriu.
L me arrastou para ver os tubarões, cada um mais estranho que o outro.
-Credo, eles são...ahh-gritei quando o tubarão se aproximou.
-Haha. Você é uma graça. Esses vidros não quebram.
-Eu sei, mas eles dão medo. –me escondi atrás dele.
-Eles são fofos. –L fez um biquinho.
-Para com isso. Não faz mas essa cara. –sai de trás dele. –Quero ver as focas.
-Okay, okay. Bibi-kun (bibi-kun significa gatinho medroso) –Antes vamos ver um polvo.
-Polvo? Que nojo.
-Polvo, polvo, polvo. –ele começou a cantar.
-Você esta sendo chato.
-Estou sendo fofo. –ele riu e saiu em direção a área dos polvos. –Será que eles são roxos?
-Ryuzak...Me espera. –gritei indo atrás dele.
Depois de ver vários animais marinhos bizarros e que o L acha fofo. Finalmente fomos para o mergulho, tivemos que ir para um barco. Vestimos as roupas de mergulho.
-Misaki, entra no barco. –L estava esperando eu entrar para poder entrar no barco.
-Esse coiso aqui é pesado. –reclamei. Finalmente entrei no barco.
-Minha nossa. Misaki, me ajuda. –L estava rindo. –Eita. –o barco se afastou um pouco do porto.
-Pula.
-Esta louca? Isso aqui pesa. –comecei a rir. Até que ele conseguiu entrar no barco.
-Estão prontos? –perguntou o piloto do barco.
-Sim. –respondemos juntos.
Chegamos ao lugar aonde iriamos mergulhar, o mar era azul quase transparente. Era lindo.
-Vamos Misaki. –L estava sentado na beirada do barco, já colocando a mascara de mergulho. Me sentei ao lado dele e coloquei minha mascara.
Nós dois cimos na agua juntos, e neste tempo, L segurou minha mão. O mar era lindo, tinham vários tipos de peixes exóticos, aqueles que eu nunca havia visto. L apontava para todos os peixes lindos e diferentes. Vimos golfinhos, raias, conchas, L estava com uma câmera aquática para tirar foto de tudo. Ele não soltava a minha mão, isso me dava segurança, acho que eu estava com medo de ver tubarões. A luz do sol refletia na agua e ficava cada vez mais lindo, aquele mar azul oceano era ainda mais lindo ao lado de baixo. L não parava de tirar fotos, era engraçado. Uma hora depois nós voltamos para o barco.
-Isso foi cansativo, mas valeu a pena. –disse L, já tirando a roupa de mergulho e ficando somente de bermuda.
-É sim. Podemos nadar? –perguntei também tirando a minha roupa de mergulho.
-Boa ideia. Que horas são?
-Três da tarde senhor. –disse o piloto do barco.
-Por isso estou com fome. –L olhou para mim. –Vamos fazer um piquenique no barco.
-Trouxe comida?
-Sim, lanches. Comprei e pedi para trazer para o barco.
-Quando fez isso?
-Quando você foi no banheiro. –ele tirou algumas coisas da cesta de piquenique. –Suco de laranja, quatro sanduiches naturais, frutas e...
-Cereja. –olhei me sentando ao lado dele. –Amo cereja.
-Essa é novidade. Eu já desconfiava, por isso mandei trazer cerejas.
Nosso piquenique foi muito bom, tudo estava muito gostoso, L me deu cereja na boca, acho que era um pequeno charme dele. Que fofo.
-Que delicia. –falei me deitando na madeira do barco que estava coberta pela a minha canga. L já estava deitado com a cabeça apoiada em seus braços. Que cena linda, ele ali só de bermuda, na luz do sol. Acho que vou agarra-lo.
-Senhor, posso recolher as coisas?
-Pode sim, esta livre para seu almoço. –disse L para o piloto do barco. L estava com os olhos fechados.
-Com licença. –o piloto saiu e foi para a parte de baixo do barco.
-Que dia lindo. –eu fiquei olhando para o céu, que tinha poucas nuvens.
-Perfeito! Seria melhor se...-ele olhou para mim. –Depois de ontem você deve estar cansada. Não podemos fazer isso duas noites seguidas.
-Ainda não está a noite. Mas eu adoraria fazer de novo. –ele sorriu e subiu em cima de mim. Prendendo minha cintura com suas pernas. Ele abaixou até o meu pescoço e deu um leve beijo, subiu um pouco para meu ouvido e sussurrou.
-Quem sabe mais tarde, agora temos que descansar para nadar um pouco. –ele saiu de cima de mim e se deitou novamente ao meu lado.
Nós dois ficamos falando sobre os peixes que vimos, sobre os desenhos das nuvens durante meia hora ou mais, só sei que perdemos a noção do tempo.
-Bem Misaki, hora de nadar. –L se levantou.
-Ryuzak, protetor solar. –mostrei para ele.
-Eu só irei passar, se você passar em mim. –ele me lançou um olhar malicioso.
-Você irá passar em mim também? –perguntei pegando o protetor na bolsa de praia.
-Hm...eu começo? –levantei e comecei a passar o protetor nas costas do L. Ele passou no restante do seu corpo. –Perfeito, minha vez.
Eu me deitei na canga de costas para ele, e logo L começou a passar o protetor em minhas costas. Ele foi descendo pela a cintura e indo para as minhas pernas. Logo ele terminou de passar o protetor.
-Droga. –ouvi ele sussurrar.
-O que foi? –me virei para olhar em seus rosto. Ele estava me analisando.
-Fiquei excitado. –L se virou e caiu no mar.
-L...-gritei, fiquei assustada. Ele começou a rir. –Você é louco? Quer me matar do coração?
-Só se for de tanto te amar. –meu coração disparou de alegria.
-Que lindo. –dei um sorriso para ele e pulei na agua.
-Pulo sexy. Agora eu caso. –ele me puxou para mais perto. –Eu tinha pulado.
-Eu percebi. –olhei para ele me lembrando do que ele disse sobre o “agora eu caso”. –O que você quis dizer com “agora eu caso”?
-Se você ficar me provocando, serei obrigado a pedi-la em casamento.
-Eu aceito.
-Que graça.
-Ainda não, estamos muito novos para isso.
-Temos dezesseis anos, e estamos sozinhos em uma ilha que é minha em Miami. O que que tem irmos para Las Vegas nos casar. Uma vida de ação e aventura. –ele me puxou pela a cintura e me levantou, fazendo com que eu colocasse minhas pernas em volta de sua cintura.
-Caramba, porque eu não te conheci antes. –me segurei em volta de seu pescoço. –Até aqui você me pega deste jeito. Agora eu caso. –ele riu.
-Como seriam nossos filhos? –perguntou.
-Não sei. Adoraria saber.
-Porque não tentamos ter um? –olhei atenta pra ele. Agora ele ficou doido.
-Eu quero muito um filho seu. Mas para daqui há uns cinco ou seis anos.
-Concordo, só queria deixa-la assustada.
Nadamos por um bom tempo. Voltamos para o barco e logo voltamos para a ilha. Chegando lá, eu fui tomar um banho e ele foi levar algumas coisas para lavar. Depois L foi tomar um banho e eu fiquei vendo um programa de moda.
Depois do banho de L nós dois acabamos tendo uma pequena recaída. L estava muito excitado, e eu também, mas a culpa não era a minha.
-Nossa. Como nós dois aguentamos fazer duas noites seguidas? –perguntou.
-Não sei, mas foi bom. E como ficou as fotos?
-Sei lá. Tive uma ideia, você pega soverte para nós, enquanto isso eu vou passando as fotos. –L se levantou e colocou a calça. Eu me levantei e ao invés de vestir as minhas roupas, vestia camisa branca e de mangas compridas de L. Antes da nossa recaída, L estava com suas roupas de rotina, camisa branca e de manga cumprida e a calça azul, só depois que vesti a camisa dele foi que percebi que ele era bem mais alto que eu.
Desci e peguei os sorvetes, ninguém estava na cozinha ou em parte alguma da casa. Só então notei que eu e L estávamos realmente sozinhos naquela casa enorme e linda. Subi as escadas morrendo de medo, de alguém chegar e me ver somente com a camisa do L. Cheguei lá em cima e ele estava sentado em uma mesinha de escritório com o notbook.
-Essas são as fotos? –perguntei enquanto entregava o pote com sorvete para ele.
-É sim, ficaram muito legais. –ele pegou o pote e coloquei o meu ao lado do dele na mesinha de escritório. Me escorei em seus ombros e ficamos comentando sobre as fotos.
-Eu não tinha reparado como esse peixe é estranho.
-O que queria, é um peixe com os olhos arregalados.
-Ele tem olhos arregalados? Mas eu estava falando do peixe que incha. –começamos a rir do nada. Até ele desligar o notbook e me olhar de cima a baixo novamente. –Que sexy. Deveria usar minhas roupas mais vezes.
-Nem pense nisso. Os sorvetes vão derreter.
-Okay, okay. –tomamos nossos sorvetes e fomos dormir, foi um dia cansativo e divertido.

Notas finais
O que acharam? Deixem nos comentários, espero que o próximo eu consiga escrever hoje mesmo na terça a noite ou na quarta, aguardei curiosos. Bjus amo vocês.