A vida pelo o Amor
31 Trinta e Um
Notas iniciais
Trinta e Um
Versão Misaki
Depois de passar quatro dias longe do L eu não sabia mais o que fazer. Muitas coisas estavam acontecendo, aquele desastre da invasão no prédio do L, o Near correndo perigo. Estranho, fiquei tão preocupada com ele como se fosse alguém da minha família, uma pessoa muito querida. Imagino que agora ele esteja com o L. O que eles devem estar fazendo?
Passei dois dias chorando, não sabia se era preocupação ou se era saudades deles. Talvez os dois. Minha oka-san fez questão de sair comigo todos esses dias só para me deixar melhor, foi bom eu me diverti bastante. Fazia tempo que não passava um tempo com minha oka-san.
Sei que irá parecer estranho mas, meus pais querem que eu vá conhecer aquela moça de quem o L falou, não me lembro do sonho dela.
-Oka-san, qual o nome daquela moça? –perguntei tentando me lembrar.
-Ela não disse seu nome verdadeiro. Ela disse que gosta de ser chamada de Yue. Yue comentou que o Ryuzak sempre gosta de chamar ela por vários nomes diferentes. –respondeu entrando no carro.
-Eu não sei o porque estou indo visita-la com a senhora.
-Misaki, eu quero que você a conheça. Ela é uma amor de pessoa. Quando falei de você para ela, ela ficou super feliz, disse que você merece os olhos dela.
-Oka-san, eu não acho isso certo.
-Misaki...creio que o Ryuzak tenha lhe dito que ela esta morrendo.
-Sim.
-Ela já esta sem seus cabelos e fraca. –me lembrei de cada palavra que o L disse sobre ela.
-Eu...-não consegui achar palavras para responde-la. Resolvi me manter calada.
Ao chegarmos no hospital onde ela estava, nós fomos direto para o quarto dela.
-Alma, como é bom vê-la novamente. –disse a moça, com uma voz fraca.
-Igualmente.
-Esta deve ser a Misaki.
-Sim. É a minha filha. Vou deixa-las um pouco a sós. –disse Oka-san, saindo e nos deixando sozinhas. A moça estava deitada em uma cama.
-Ryuzaki me falou sobre a senhora. –falei.
-Vejamos...-ela tossiu um pouco. –Ele também me contou muito sobre a senhorita.
-A senhora o conhece a muito tempo?
-Me chame de Yue, por favor. –ela me encarou por um tempo. –Eu o conheço desde quando eles eram pequenos. Eu fui uma amiga de sua mãe.
-Ele havia me dito que você trabalhava com ele.
-Para a mãe dele. Eu a ajudava a cuidar dos meninos. E continuei ajudando quando ela se foi.
-Porque ele não me disso isso?
-Lawliet não gosta de falar muito sobre seu passado. Claro, dependendo do que ele fala. Quando se trata de mim, ele inventa histórias. Faz isso desde pequeno.
-Quantos anos a senhora tem?
-Trinta e nove, a mesma idade da mãe dos meninos. Ele lhe falou sobre o passado dele?
-Somente de como conheceu os meninos e outras coisinhas. Mas não muito sobre você. –fiquei curiosa para saber como eram os pais do L, o porque ele quase não falava dela.
-A mãe deles eram uma mulher maravilhosa. Uma excelente mãe. O pai dele era um excelente homem e um bom pai. O mesmo para os pais do Mello que infelizmente morreram cedo.
-Será que a senhora tem alguma lembrança deles?
-Ah...tenho sim. Pegue uma caixa azul ali na gaveta por favor. –me levantei e peguei a caixa exatamente aonde ela indicara. –Veja, aqui esta uma foto dos pais dos meninos, inclusive os pais do Mello também estão na foto. A loira é a mãe do Mello, os dois homens idênticos são os pais dos meninos.
Mello é bem parecido com a mãe dele. Loira, olhos verdes e cabelos compridos. Os dois homens são idênticos um ao outro. Cabelos bem pretos, olhos azuis, um deles tinha olheiras. Imaginei que este fosse o pai do L.
-Então ele puxou as olheiras do pai dele? –perguntei rindo.
-Sim.
-Acredito que esta outra mulher seja a mãe dele e do Near.
-Exatamente. –respondeu com um sorriso no rosto. Olhei novamente para a foto, a mãe dele tinhas longos fios de cabelos cinzas e olhos bem escuros. –Eles dois puxaram os olhos da mãe. Acreditem ou não, o Near não é parecido com a mãe dele. Somente os olhos e o cabelo. Mas o Lawliet, é igualzinho, inclusive a fascinação por doces, o jeito e todo o restante. Near parece muito com o pai dele. Bem brincalhão.
-Vejo que o Mello puxou a mãe dele.
-Verdade...-deu uma risada. –Ele é igualzinho a ela. Hm...Uma coisa que todos tem em comum é a inteligência, que vieram de seus pais. Os dois homens eram extremamente inteligentes. A mãe do Mello era de uma inteligência natural, mas a do Lawliet tinha um QI alto.
-Esta explicado. Yue...me desculpa perguntar mas, porque se ofereceu para doar os seus olhos? –disse, guardando a foto de volta na caixa.
-Estou atendendo um pedido dos meninos.
-Dos meninos?
-Sim, dos três. Eles não querem que eu veja o me sofrimento. E também não querem ver você com este tapa-olho. –pontou para meu rosto. –Tenho pouco tempo de vida Misaki, e eu prometi a mãe deles que sempre os deixaria feliz, mesmo que tivesse que desistir de minha vida por eles. Creio que esta foi a mesma promessa que a mãe do Lawliet tenha feito para a mãe do Mello em seu leito de morte.
-Confesso que...-olhei para o chão confusa. –Não acho isso certo.
-Pois acho que você deveria aceitar. Por eles.
-O que adianta? Ryuzaki e eu não estamos mais juntos. –ela riu. –Porque esta rindo?
-Ele fez isso para protege-la. Eles estão chegando a um aparte do caso que suas vidas estão em risco. Lawliet não quer você envolvida nisso. Ele não lhe falou sobre o porque o Mello e o Near vieram para o Japão?
-Não.
-Eles sempre cuidaram de mim como se fosse a mãe deles. Eu tinha uma filha, igualzinha a você. Lawliet a adorava, ela tinha seis anos quando morreu. Nisso ele te viu pela a primeira vez no noticiário sobre a experiência de seu avô. Ele pesquisou sobre você, viu que você tinha o mesmos olhos que ela, a mesma cor da pele, o mesmo tom do cabelo. Quando ele te conheceu percebeu que tinha o mesmo jeito. –ela respirou fundo. –Lawliet passou por uma fase difícil de sua vida, logo depois que soube sobre minha doença, na mesma época que minha filha morreu, logo depois foi o meu marido. Ele era como um pai para eles.
-Qual era o nome de sua filha?
-Saya. –meu coração acelerou ao ouvir aquele nome.
-Lawiliet tentou achar em todas as meninas o que ele procurava.
-A personalidade de Saya?
-Não. Ele tentava achar você. –Yue tomou um grande gole de agua.
-Eu? Mas eu sou igual a Saya.
-Talvez o brilhos dos olhos sejam o mesmo ou algumas outras coisas, mas havia uma coisa...Há uma coisa em você que a Saya nunca teve e talvez não teria. Visão. Saya não podia enxergar. Isso faz o Lawliet querer que você fique sem esse tapa-olho. O que ele procurava em outras garotas não eram a visão e sim os olhos verdes, esperançosos e cheio de alegria, que somente você possui e a mãe dele possuía. –eu fiquei sem palavras. Porque ele nunca me disse essas coisas? O que mais ele esconde? –Misaki, ele sempre gostou de você, ele passou a ver tudo isso em você, quando vocês dois estudaram juntos. Você era a única que além de ter olhos, tinha a personalidade e alegria de sua mãe. Era isso que ele queria, uma garota que saberia o que ele queria sem mesmo ele dizer. Uma garota que o entendesse, que fosse linda e que tem tudo aquilo o que ele gosta.
-Ele queria apenas a mãe dele de volta.
-Não. Porque nesses últimos dois meses, ele descobriu que você é muito melhor do que ele pensava. Antes ela a queria por que você rinha tudo aquilo que era importante pra ele. Mas o fato de você desafia-lo o fez se apaixonar por você. E é isso o que ele quer, a Misaki Mei.
-Mas porque? –perguntei quase chorando.
-Porque ele odeia que o desafiem. Ele não suportou que você o desafiasse, e foi por isso que ele gostou de você. Porque você é única. O Lawliet ficou muito mal e caiu em uma depressão depois que meu marido e minha filha faleceram, eu já estava internada havia três semanas. Foi por isso que os meninos vieram para o Japão...porque o ele tentou se matar mas não conseguiu, ele não teve coragem, deixou apenas uma marquinha que não causou nenhum problema sério. Misaki, entende o porque eu quero vê-los felizes? -comecei a chorar sem parar. Aquilo tudo era novidade para mim, meu coração estava apertado, a saudade dele aumentava cada vez mais e mais. Eu não conseguia imaginar o L nessa situação, com certeza ele sofreu muito.
Depois que me acalmei, nós continuamos conversando. Minha oka-san entrou no quarto do hospital e ficou conversando com ela, teve uma hora que ela passou mal e nós tivemos que esperar do lado de fora. O doutor ficou um tempão dentro do quarto. Fomos embora por volta das oito da noite. Fiquei a viagem toda pensando no que a Yue disse, o Mello e o Near achavam eu estavam ali por causa d euma amor não correspondido do L, mas estavam enganados. L havia mentido para eles. Como ele deve estar neste momento? Fiquei repetindo várias vezes para mim mesma “Por favor L, não cometa nenhuma burrice. Me desculpe.”
Chegando em casa eu fui direto par ao meu quarto, eu não sabia o que fazer. Não aguentei e tive que ligar para o Near.
-Misaki? –falou ao atender o telefone.
-Oi Near. Como estão as coisas por ai?
-Estão indo bem...Misaki, sua voz está estranha, o que aconteceu?
-O L esta por perto?
-Não, ele está jogando com o Matt. Misaki o que aconteceu?
-Preciso falar com vocês, chame o Mello por favor. E fique em um lugar onde o L não possa escutar.
Depois de conversar com os meninos sobre tudo o que a Yue me falou, eu desliguei o telefone. Fiquei preocupada, o som da voz dos dois havia mudado, estava completamente confusa. Creio que estavam se perguntando o porque o L nunca lhes contou isso. Eu estava me fazendo a mesma pergunta. Espero que as coisas fiquem bem por lá, os meninos disseram que iriam conversar com ele.
Fale com o autor