Notas iniciais
Boa leitura...

Trinta e Dois

Versão L

-Mas o que? Ele mentiu? O L nunca mentiu para nós. –escutei o Mello gritando do quarto.

-Lawliet, o que você andou aprontando? –perguntou Matt.

-Nada.

-L...-gritou Near.

-O que foi?

-Me diz que aquilo não é verdade?

-Do que estão falando?

-Da Saya, me diz que você não tentou se matar por causa da Saya? –minhas pernas tremeram. Como eles descobriram isso?

-Eu fiquei mal, apenas isso.

-Porque mentiu? –perguntou Mello.

-Ela me lembrava a mamãe. O jeito de falar, o jeito de andar, o olhar. Eu sei que eu era pequeno mas eu lembro muito bem disso. Muitas das nossas lembranças sobre a mamãe vieram de vídeos, mas me lembro de bastante coisa de quando eu vivi com ela. –sem perceber eu já estava desabafando.

-Então resolveu dar aquela desculpa boba. Meu deus L, o que esta acontecendo com você? –senti meus olhos se encherem de lagrima.

-Mello...entenda uma coisa. A Saya morreu no mesmo tempo em que o pai dela, e também quando descobrimos que a Yue tem câncer. Acho que eu entendo o que o L estava sentindo. –disse Near. –Sem mencionar, que pelo o que eu vi nos vídeos diários da mamãe...a personalidade da Saya era igualzinha a da mamãe. Não estou confirmando nada.

-Saya? Aquela bonequinha filha da Yue?

-Quem mais seria Matt? –disse Mello.

-Haha. –Matt começou a rir.

-Do que esta rindo?

-Por isso você gosta tanto da Mei. Ela tem muita coisa em comum com a Saya e com a sua mãe, certo L? –parece que a Yue não foi a única que descobriu isso. Matt sempre foi muito bom em observar as pessoas, mas...confesso que isso também mexeu comigo. –Sinto muito por não conhecer a mãe de vocês, mas pelo o que eu ouvi o Mello dizendo e quando ele mostrou os vídeos diários da gravidez do Near, realmente posso dizer que a Saya é igualzinha a ela.

-Estranho você não lembrar Mello...-sussurrei. –Ela cuidou de vocês desde os seus dois anos de vida.

-Acha que não me lembro. Eu me lembro muito bem dela...Só acho que isso e a morte de Saya não tenha sido um motivo para você tentar se matar.

-Eu estava em crise. Eu não conseguia pensar nos casos, eu não conseguia resolver os meus casos. Você tem noção do que é você não conseguir resolver assuntos pelo o do qual você foi honrado de ser considerado o melhor do mundo?! –gritei. –Minha mente estava perturbada, meu coração estava doendo. Eu queria aliviar tudo aquilo.

-Com a morte? Que maneira mais bizarra de se livrar de algo.

-Uma dor para aliviar a outra. –disse Near. Eu não parava de chorar, Matt me olhava com preocupação. Near estava no canto agarrado a um urso de pelúcia e de cabeça baixa.

-O que disse Near? –perguntou Mello.

-Somente uma dor para acabar com a outra. Mello...nós não estávamos aqui para poder consola-lo. Quando uma pessoa não consegue resolver algo em que realmente é muito bom, é porque ela esta com algo muito importante em mente. E se o que ela estiver em mente, for a morte de uma pessoa muito próxima, essa pessoa acaba caindo em uma depressão. A mente fica perturbada com as lembranças da pessoa que morreu e até mesmo de seu passado, a dor de ter perdido pessoas que ama ainda mais sem poder ajudar...é insuportável. Isso leva a qualquer um a querer se matar. Para a sorte do L, o machucado não foi muito fundo, pareceu apenas um aranhão.

-Near...-olhei para ele confuso. Como alguém pode saber disso sendo que nem sequer sentiu?

-Como sabe disso tudo?

-Porque eu estava assim, você estava assim e a Yue estava assim. –disse Near, se sentando no chão e colocando a cabeça entre os joelhos. –Todos nós estávamos assim. Perdemos várias pessoas importantes em nossa vida, como tínhamos um ao outro nós superamos isso de uma maneira melhor, uma maneira correta. Tínhamos um ao outro para ajudar...Mas o L estava sozinho aqui no Japão nesse período, se estivéssemos vindo com ele logo no inicio, nada disso teria acontecido. Assi, que a Yue foi internada, nos dois tivemos a oportunidade de vir ficar com o L, mas não queríamos deixa-la sozinha.

-Então, vocês vieram para o Japão quando o L estava no hospital e inventou aquela desculpa besta. –continuou Matt. –Acho que vocês dois tem a culpa de uma boa parte disso. Até parece que se meu irmão estivesse sozinho e recebesse essas noticias, eu não iria deixa-lo sozinho nunca.

-Você só esta piorando as coisas Matt, cale a boca. –reclamei. –Eu quis ligar para vocês, mas o meu orgulho não deixou. Eu achava que poderia superar tudo isso sozinho, que vocês estavam melhores longe de mim...

-Começou a inventar coisas. L...acredito que se você tivesse me ligado, eu estaria aqui no mesmo dia. Você sempre foi malcriado. Eu sofri, eu queria que estivéssemos todos juntos. Só que você nunca estava lá, quantas vezes eu quis pegar aquele maldito avião e vim ficar aqui, fugir de tudo...Só que eu pensava, “o L vai brigar, ele quer que nós ficamos com a Saya.” Ela mesma dizia para eu fazer as malas e vim junto ao Near para cá, mas eu não consegui. –Mello estava diferente, nunca o tinha visto de tal maneira antes.

-Mello...

-L...porque mentiu? Você tinha noção do que aconteceria com nós se você realmente tivesse se matado aquele dia? Eu não iria suportar...-Mello começou a chorar sem parar. –Mesmo que você seja somente o meu primo, eu cresci com você, eu fui criado como o seu irmão é para mim é isso o que significa, você é meu irmão, o Near é meu irmão, a Misaki se deus quiser voltará a ser parte da nossa família, o Matt é meu melhor amigo, está conosco a desde sempre.

-Me desculpe...-falei enxugando as lagrimas. –Vocês dois sempre tiveram orgulho de mim, me admiravam por eu ser sempre o mais forte, mas é ao contrario, eu sou o mais fraco, o mais sentimental, o mais carente. Fiquei com medo de vocês me desprezarem...-Near me abraçou.

-Isso é o que te faz ser o mais forte de nós. Você sempre lidou com os sentimentos melhor do que eu e o Mello, uma vez na vida as pessoa tem que errar. Elas tem que ceder há algum momento.

-Você cuidou de nós todos esses anos, quando cedíamos, na verdade sempre cuidou de nós a qualquer momento. Acho que chegou a nossa hora de cuidar de você. Afinal, você cedeu ao sentimento que se é impossível vencer, o amor. –disse Mello.

-Sei que vocês estão em um momento lindo e importante mas, o Near e o Mello tem um assunto pendente que ainda não esta resolvido. –Mello nos interrompeu com um sorriso no rosto.

-Caramba você não é sentimental? –perguntou Mello.

-Acho que não. –brincou.

-Tem razão, melhor vocês resolverem o assunto de vocês. –falei ainda enxugando as lagrimas e dando um sorriso.

-Lawliet, não pense que você não tem assuntos a resolver, e o nome dela é Misaki Mei.

-Entendo. Ainda não é o momento certo de tratarmos disso. Temos que focar no caso Kira.

-Tem certeza, ela esta mal, você esta mal ou seja os dois estão quase saindo correndo para encontrarem ao outro, mas o orgulho não deixa. Minha nossa, que confusão você se meteu em Lawliet.

-Matt, já chega. Eu quero chocolate. Cadê meu chocolate Near? –estava de morando para ele voltar a atenção ao chocolate.

-Cadê meus doces? –perguntei. Agora que estou aliviado por ter tido essa conversa com os meninos, minha fascinação por doces voltou.

-Matt, me deixa jogar com você?

-Jogar, no meu jogo? Nem pensar. –comecei a rir.

-Do que você esta rindo? –perguntaram os três. Comecei a rolar no chão de tanto rir. Ver tudo de volta ao normal me fez sentir-me bem. Obrigada mais uma vez Misaki, por tudo!

-Quando as nossas coisas iram chegar? –perguntou Near.

-Coisas?

-Meus brinquedos, os chocolates do Mello, os jogos do Matt e os seus doces?

-Chegaram logo. –dei outra gargalhada ao sentir o Mello me fazer cocegas com uma pena que achou pelo apartamento. –Haha...Para.

-Não até você dizer quando nossas coisas iram chegar. –puxei uma almofada do sofá e taquei nele.

-Vocês três contra eu. Se um de vocês me vencer na guerra de travesseiros eu digo. –começamos a tacar travesseiros um nos outros. Exceto o Matt que estava sentado no sofá focado em seu jogo.

-Matt. –gritou Near jogando uma almofada nele.

-Seu pestinha eu te pego. –Matt saiu correndo atrás de Near pelo o apartamento.

-Isso virou pega-pega? –perguntou Mello fazendo careta. –L, não fazemos isso desde pequenos. Porque agora?

-Me deu saudades. –dei um soco no Mello. –Agora é lutinha. Quero ver se você esta mais forte do que antes.

-Eu te venço, com certeza.

Notas finais
Desculpem a demora, eu estava sem criatividade e sem internet. Mas agora ai esta o capitulo, espero que tenham gostado. Obrigada ao novos leitores e há todos vocês pelo os comentários...Tenho um pedido a vocês, enquanto eu não estiver postado nenhum capitulo, peço que leiam a duas história Anony.com e Uchiha e Haruno. A primeira é da minha amiga e a ultima minha, espero que gostem, digo as duas são muito boas. Obrigada mais uma vez pela a atenção.