A vida pelo o Amor
9 Nove
Notas iniciais
Depois que recebi a mensagem de L fui correndo para lá, adoraria saber como seria o encontro entre eles. Ao chegar dei de cara com um telão enorme com as imagens da câmera que esta no apartamento de Misa – Misa.
-Onde eles estão? –perguntei a Matsui e ao chefe Yagami.
-No apartamento da Misa – Misa. –disse Matsui.
–Eles ainda não chegaram, acho que estão lhe esperando. –disse Chefe Yagami. Olhei para os lados há procura do meu Otou-san.
-Onde está meu Otou-san?
- Shiryu está em seu apartamento, horário de almoço.
-Obrigada. –dei meia volta e fui para o elevador. Assim que entrei no elevador recebi outra mensagem de L.
“Onde você está? Venha direto para o apartamento da Misa.”
-Tadaima. –falei ao chegar ao apartamento. L estava sentado no mesmo sofá que Raito-kun, Misa – Misa estava no outro, e me parecia estar entediada.
-Você quer bolo? –perguntou L.
-Não.
-Saya é um prazer conhece-la. Achei que o seu nome fosse Misaki Mei. –olhei apavorada para L.
-É um nome falso que ela usa no dia-a-dia. –confirmei.
-Sente aqui ao meu lado. –ao me sentar a empregada de Misa – Misa serviu um pedaço de bolo para todos, o pedaço de L era bem maior.
-Você deve estar faminta.
-Não. Eu almocei na escola. Mesmo assim, não resisto a um delicioso pedaço de bolo. –falei, pegando o prato com o bolo. L já havia comido quase a metade da fatia de bolo.
-Não entendo o porque somente o Ryuzaki tem que morar em uma cobertura com piscina. Isso é injustiça. –reclamou Misa-Misa.
-Porque sou o dono. –disse L com a boca cheia.
-Não precisava disso tudo, é um exagero. –Misa-Misa continuou reclamando, Raito-kun e eu só observávamos a onde essa briga dos dois iria parar.
-Para manter a fachada da empresa e parecer que ela é um prédio normal. –L deu outra garfada de bolo. –Além disso, Near adora piscinas.
-Não acha que ele é muito velho para se importar com estas coisas? –Raito-kun se manifestou, finalmente.
-Ele tem treze anos. Não a nada demais nisso. –nós três nos surpreendemos quando L disse que Near tem apenas treze anos.
-Achei que ele tinha quinze anos. – falei deixando o restante do bolo na mesa de centro.
-Não. Ele tem treze. Faço isso porque ele é muito inteligente para a turma do fundamental.
-Porque ele está no ensino médio?
-Como eu disse, ele é muito inteligente para o fundamental.
-Que diferença faz nisso, era só ele pular um ano.
-Não. Ele é muito apegado a mim, por isso ele pulou três anos. As pessoas acham que ele tem quinze.
-Não te entendo. –a discussão agora era entre mim e L.
-Simples, ele queria ficar perto de mim. Mas não podia pois estava no fundamental. Então ele passou em um aprova que apliquei a ele. –L estava se mantendo calmo e frio, como sempre foi.
-Prova? Para o que?
-A prova era do ensino médio. Se ele passasse, estudaria no mesmo ano que eu. E ele passou. Foi a mesma coisa com o Mello.
-Esta querendo dizer que o Mello não tem a nossa idade? – Misa-Misa e Raito-kun nos observava atenciosamente.
-Sim. Ele tem quinze. O Mello só pulou um ano.
-Você realmente é um louco. –falei pegando novamente o meu prato de bolo.
-Interessante vocês dois juntos. –disse Raito-kun em um tom baixo.
-Porque o Near vive brincando com brinquedos? –perguntou Misa-Misa.
-Porque ele gosta e porque acha divertido.
-Se já tem muitos brinquedos para poder se divertir. Ele não precisa de uma piscina. –Misa-Misa estava emburrada.
-Alguns de seus brinquedos são somente para piscinas, é por isso que ele precisa de uma. –Misa-Misa ficou quieta. L comeu mais um pedaço de bolo enorme. As coisas entre nós ficou entediante por alguns minutos.
-Não consigo entrar no clima de um encontro! –disse Misa-Misa acabando com nosso tédio de uns três minutos.
-Não se preocupe com a Saya. –disse L.
-Ela não é problema. Ter uma amiga por perto é sempre bom. –continuou Misa-Misa.
-Então não se preocupe comigo. Não vai comer o bolo? –L estava com uma cara de idiota.
-Doces engordam. Estou evitando.
-Mesmo que você coma doces, se usar a cabeça, não engordará.
-Ei! Me zoando novamente! –Misa-Misa estava ficando brava.
-Se eu lhe der o meu pedaço de bolo, você me deixara ficar sozinha com o Raito? –perguntou com esperanças.
-Mesmo que fiquem a sós, eu estarei olhando através das câmeras. Dá no mesmo.
-Pervertido! Pode fazer alguma coisa para mudar essa sua vulgaridade?
-Me chame do que quiser, mas vou pegar o bolo. –L apoiou um dos pés na mesa de centro, se levantou e pegou o pedaço de bolo da Misa-Misa.
-Certo, então vou fechar as cortinas e apagar as luzes. –Misa-Misa estava animada. Novamente Raito-kun e eu estavamos interessando em saber o que ira acontecer entre eles dois.
-Tem câmeras infravermelhas.
-Aff. –murmurou.
-Apesar de estarmos no QG finalizado...-finalmente Raito-kun se manifestou. –Ryuzaki, voc~e não parece motivado.
-Motivação, hein? –L ficou mais desanimado do que o normal. –Não tenho. Na verdade, estou deprimido.
-Deprimido? –Raito-kun pareceu preocupado.
-Sim. –L colocou uma garfada de bolo na boca. –Estava pensando que você era Kira, todo esse tempo...Minhas deduções foram descartadas. Foi um choque. Não, eu ainda suspeito de você. Por isso estamos com isso. –L levantou a mão que estava algemado junto com a de Raito-kun. –Mas, Kira foi capaz de controlar as ações das pessoas. Então, Kira pode ter te controlado para me fazer pensar que você era ele. Raito-kun e Misa-san foram controlados por Kira. Se pensar deste modo, tudo faz sentido.
-Com este pensamento, ou Misa e eu éramos controlados ou éramos Kira.
-Sim, não tenho dúvida disso. –L estava falando de um modo entediante. Ele parecia estar entediado. Vocês dois são Kira. Quando você estava preso, as mortes tinham parado. Podíamos dizer, naquele momento, que você era Kira. Mas depois de duas semanas , as mortes voltaram. A partir daí, podíamos pensar da seguinte forma... O poder de Kira é passado para outras pessoas.
-Dedução interessante. Mas se for verdade, é impossível pegar Kira.
-Sim, por isso estou arruinado. Se as pessoas controladas forem pegas, o poder é passado e as lembranças apagadas. Nesse caso, seria inútil aprisioná-los. –fiquei atenta a tudo o que L estava dizendo.
-Bem, isso ainda não é certo, motive-se.
-Motivar? Não consigo muito. É melhor...Não forçamos muito. –L colocou o dedo na boca. –Se o perseguimos desesperadamente, só vamos por mais vidas em perigo. Não acha?
-Ryuzaki...-Raito-kun se levantou.
-Ahn? –Raito-kun deu um soco em L. Misa-Misa gritou ao mesmo tempo. O soco de Raito-kun foi tão forte, que os dois acabaram caindo no canto da sala e derrubando o vaso de planta e a mesa de centro. Eu levantei correndo, mais ainda assim estava sem reação.
-Não! –Misa-Misa gritou novamente até pisar em um pedaço do bolo que havia caído no chão. Raito-kun conseguiu ficar em pé, mas L acabou caindo sentado no chão.
-Doeu.
-Nem brinque com isso. –Raito-kun estava nervoso. –Pelo o fato de eu não ser Kira, de suas deduções estarem erradas, perdeu a motivação?
-O modo como eu falei isso deve ter sido ruim...-L secou os lábios com a manga da blusa. –Eu quis dizer que se nós agíssemos primeiro, aquelas coisas poderiam acontecer.
-Não temos como encontra-lo sem ir para a ofensiva! Pessoas inocentes já foram envolvidas! –Raito-kun pegou o L pela blusa. –Além disso, foi você quem confinou a Misa e a mim!
-Eu sei, mas...Por algum motivo... –L deu a volto e chutou o rosto de Raito-kun, como no caratê. Eu fiquei mais nervosa do que já estava, e ainda assim estava paralisada só olhando. –Olho por olho, dente por dente... –Novamente os dois caíram, desta vez em cima do sofá, fazendo com que o sofá virasse para trás. –Já que minhas deduções foram descartadas. Dizer simplesmente Yagami Raito é Kira e que Amane Misa é o segundo Kira não resolverá nada. Por isso estava meio pra baixo. Não tenho direito como ser humano?
-Não, não tem. Você fala isso como...se você não fosse ficar satisfeito, ao menos que eu seja Kira!
-Não ficaria satisfeito a não ser que você seja Kira? Talvez seja verdade. Acabei de perceber...Que eu queria que você fosse Kira. –Raito-kun deu outro soco em L, desta vez ele mereceu. Olho por olho...Dente por dente...Sou mais forte do que aparento ser! –Novamente L o chutou na cara. Misa-Misa e eu estávamos escondidas atrás da mesa de centro. Antes que L e Raito-kun batessem um no outro mais uma vez, o telefone toca.
-O que? Ah, só isso? –L desligou o telefone.
-O que foi?
-Bem , Matsuda esta sendo o palhaço de sempre. Le sempre fica zoando. –L tirou a mesa de centro. –Vamos Baby?
-Sim.
-Esta assustada?
-Lógico. O que deu em vocês dois? –falei desesperada.
-Briga de amigos. –disse L.
-Quando você vai tirar isso? –perguntei, com esperanças de que fosse logo.
-Não sei. Vamos logo, quero saber o que vocês fizeram no colégio hoje. –logo em seguida foram nós três para o elevador, parecia que não havia acontecido nada entre os dois.
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