A vida pelo o Amor
10 Dez
Notas iniciais
Quando chegamos ao apartamento de L ele foi direto para a geladeira.
-Você ainda tem fome depois de três...Quatro pedaços de bolo? Quantos foram mesmo? –perguntei animada.
-Não me lembro, só sei que estou com fome. Vocês querem algum doce?
-Não obrigada. Ryuzaki podemos nos sentar? –Reclamou Raito-kun.
-Claro. Espere eu achar algum doce. –L olhava a geladeira de cima a baixo, várias e várias vezes.
-Ryuzaki sua geladeira esta cheia de doces, porque esta procurando um? –disse Raito-kun de braços cruzados.
-Porque quero um de chocolate. Mello você comeu os doces de chocolate? –gritou L.
-Eles estão em casa? –perguntei olhando pelo o corredor.
-Claro que sim. Mello, Near?
-Não comi os seu doces. –disse Mello vindo no corredor.
-E os doces de chocolate?
-Gosto do chocolate, mas a barra de chocolate.
-Onde estão os doces de chocolate? Você escondeu para fazer alguma vingança? –disse L, caçoando Mello.
-Você comeu todos não se lembra? –disse Near , vindo n corredor com um quebra-cabeças nas mãos.
-Claro que não. Como posso não me lembrar do que eu comi? –L estava olhando todos os armários possíveis em sua cozinha.
-Ryuzaki...Acho que você está sobre pressão. –caçoei.
-Porque acha isso?
-Qualquer pessoa que está sobre pressão, ou ela come demais ou ela desconta a raiva nos outros. –expliquei. –Algumas pessoas são assim, não tenho certeza. No seu caso, você come mais do que o normal.
-Adoro doces, a culpa não é minha. É um vicio que tenho. Todos nesta casa tem um vicio. –disse pegando o telefone, com a ponta dos dedos. –Near é viciado em diversão, ou seja, qualquer coisa que de para brincar. Mello é um chocólatra, apesar de só comer as barras de chocolate, toda da mesma marca. Ele deve ter um armário só de barras de chocolate. Baby qual o seu vicio?
-Não sei. –L começou a digitar algum numero no telefone.
-Watari, é o Ryuzaki. Você pode mandar preparar alguns doces de chocolate? Obrigado. –desligou. –Como uma pessoa pode não ter algum tipo de vicio. Comi...
-Ryuzaki, agora podemos nos sentar? –disse Raito-kun um pouco nervoso.
-Há claro, me desculpe pela demora. –disse L se sentando. –Comida preferida?
-Está falando comigo? –perguntei enquanto me jogava na poltrona maravilhosa de L.
-Sim. Comida preferida?
-Panquecas.
-Doce?
-Não tenho preferência.
-Mesmo assim diga um. –L me encarava atentamente.
-Sorvete. Você quer uma relatório da minha vida?
-Só estou tentando descobrir qual o seu vicio. Bebida?
-Suco natural.
-Sobremesa?
-Mas isso não é a mesma coisa que doce?
-Sim. Mas sempre há um doce diferente da sobremesa.
-Isto é uma entrevista? –perguntei.
-Sim.
-Eu poderei te perguntar algumas coisas depois? –fui curiosa.
-Sim. Menos meu nome verdadeiro porque isso você sabe.
-Esta dizendo o seu nome como L ou seu nome verdadeiro? –ele me deixou confusa.
-Meu nome como L. Há entrevista com você ainda não acabou. Sobremesa?
-Mousse. –lambi os lábios.
-Qual sabor?
-Vários. Isso está ficando sem graça, só iremos falar de comida?
-Espere. Fruta?
-Banana.
-Suco?
-Maracujá. Quando vamos acabar com isso?
-Eu já disse, espere. Refrigerante?
-Coca-cola. Ele é sempre assim? –perguntei ao Mello e ao Near, que estavam sentados nos olhando.
-Sim! –responderam os dois.
-Cor preferida? –continuou.
-Preto.
-Interessante. –L colocou um dos dedos na boca como sempre faz.
-Porque é interessante? Você fez esta entrevista com o Raito-kun?
-Não preciso. –Raito-kun estava sentando olhando para um filme que Mello estava assisntindo.
-Você não respondeu a minha pergunta.
-É interessante você gostar de preto, sendo que esta sempre vestida com roupas alegras. Mesmo assim você fica obscura com este tapa-olho.
-Ignore-o. Gosto como as pessoas ficam surpreendidas ao me conhecer, do jeito que realmente sou. Vai continuar com a entrevista ou não?
-Sim. Data de nascimento?
-Isso é confidencial.
-Está bem. Flor predileta?
-Só digo este tipo de coisa para quem eu gosto.
-Não gosta de mim?
-Eu disse “gostar” e não gostar como amigo. Se um dia eu lhe disse minha flor favorita, é porque estou apaixonada por você, o que é meio dificil, por...
-Você fala demais. Apenas responda as perguntas. –era de se esperar esta resposta vindo de L.
-Você é muito grosso.
-Matéria favorita?
-Não tenho nenhuma.
-Sempre tem uma que você pelo menos ache interessante?
-Gosto da matéria dependendo do professor.
-Deixe para lá, falar de escola é muito chato. Animal?
-Adoro vários.
-Fale somente um. –fiquei irritada, ele estava sério, mesmo com a minha tentativa de anima-lo.
-Terrestre, marinho ou uma ave?
-Um inseto que você goste ou ache interessante?
-Borboleta.
-Um animal terrestre?
-Panda.
-Um animal marinho?
-Golfinho. –eu estava ansiosa para fazer estas mesma perguntas a ele.
-Uma ave?
-Cacatua.
-O que você acha de seus pais?
-Hm...Minhã Oka-san é muito alegre e maliciosa. Meu Ootou-san é brincalhão, mas ele fica sério em serviço.
-O que acha da Misa? –essas perguntas estavam ficando sérias e difíceis.
-Estranha.
-O que acha das pessoas que conheceu no colégio?
-Todos são bem legais.
-O que acha do Raito-kun? –Raito0kun nos olhou derrepente.
-Hm...-fiquei pensando por alguns segundos, era difícil responder esta pergunta.
-Misterioso.
-O que acha de mim?
-Essa é fácil. –eu ri. –Você é grosso, frio, ama o Near, implica com o Mello. Mesmo assim adora ele. É viciados em doces, usa as mesmas roupas sempre, apesar de ter outras diferentes no armário. Fala como uma pessoa desinteressada ou simplesmente entediado...Acho que é só isso.
-O que acha do Near?
-Near adora brinquedos, é muito apegado a você e é bem divertido e muito fofo.
-O que acha do Mello? –ele demorou alguns segundos para fazer esta pergunta.
-É um chocolatra, adora implicar com você e com o Near, tem seus agentes da máfia, seu melhor amigo se chama Matt.
-Como sabe disso tudo? –perguntou Mello.
-Izumi sabe algumas coisas sobre você e Near. Alias no carro perguntei a Watari.
-Não importa. Acho que você é viciada em carinho.
-Ahn? Como assim viciada em carinho?
-Eu percebi que apesar de seu mal gosto. Você é romântica incorrigível, carinhosa, feliz demais e muito carente. E talvez um pouco maluca. Sem comentar que você é super protetora.
-Como descobriu isso com apenas algumas perguntinhas bestas? –fiquei cismada, era tudo verdade o que ele disse.
-Não sei. Então você está dizendo que é verdade?
-Sim, mas não sou super protetora.
-Claro que é.
-Deixa para lá. Agora é minha vez.
-Só deixarei você me entrevistar se me fazer um bolo de chocolate, com cobertura de chocolate e recheio de chocolate.
-Ahn? Você deve ter um colesterol muito alto.
-Colesterol é quando se tem muita gordura no sangue. Você quis dizer diabético. Mesmo assim não sou diabético.
-Esta bem eu faço o seu bolo. Posso começar a entrvista?
-Sim.
-Raito-kun você pode esperar certo? –perguntei a Raito-kun.
-Há, sim. Estou gostando deste filme.
-Perfeito! –falei em voz alta. Pegando meu celular para poder gravar esta entrevista. –Podemos começar?
-O que você pretende fazer com isso?
-Irei fingir que sou uma repórter profissional e irei gravar a sua entrevista com a câmera do meu celular.
-Use uma câmera certa para isso.
-Qual o problema da minha câmera?
-Imagens de celular não ficam boas. Use a minha. Near.
-Porque eu usaria a sua?
-Porque estou me divertindo com isso. Alias irei querer o vídeo depois, então a imagem tem que está ótima. –Near apareceu com uma caixa cumprida e preta.
-Sua câmera está ai?
-Sim. Se quiser fingir que é uma repórter faça direito. Monte um cenário enquanto eu coloca a câmera no tripé.
-Esta bem então. Porque esta fazendo tudo isso?
-Já disse, estou me divertindo.
-Não quero montar um cenário.
-Então não monte. Pelo menos ache um lugar que de para ver só nos dois. –ligando a camera.
-Pode ser no mesmo lugar onde estávamos?
-Tanto faz. Near da para nós dois na câmera?
-Sim.
-Legal. –L se sentou no mesmo lugar onde estávamos.
-Irei começar. Ryuzaki posso dizer que você é L na entrevista?
-Diga. Todos aqui incluindo Raito-kun sabem que eu sou.
-Agora sim irei começar.
-Anda logo.
- Hoje vamos entrevistar esse super detetive, o L! Obrigado pela sua presença!
-Só irei responder se me der o bolo que prometeu.
-Isso é depois. Alias não sou uma fada madrinha para preparar um bolo com o piscar de olhos. –disse me esquecendo da câmera. –você vai editar isso certo?
-Sim. Eu tiro está parte. Anda logo.
-Está bem. L qual o seu nome verdadeiro?
-Isso é confidencial. –L continuava frio e grosso, mesmo em uma brincadeira.
-Ok, de onde vinha aquele dinheiro pra construir este super QG?
-Da organização.
-Que organização?
-Isso é confidencial. –com este tipo de resposta, será difícil saber quem realmente ele é.
-Conte sobre sua relação com Raito!
-Somos amigos.
-Só amigos?
-Precisa saber mais alguma coisa?
-O que você acha de Amene Misa?
-Ela é muito grudenta...
-Grudenta como?
-Como chiclete! Você tem um pra me dar?
-Ah...Tenho sim! –olhei nos meus bolsos e eu realmente tinha um chiclete. Entreguei ao L.
-Obrigado.
-Você não fica com câimbra sentando desse jeito?
-Já me acostumei, não tenho problema na coluna.
-L... Suas olheiras são enormes! Quantas horas por dia você dorme?
-Quem disse que eu durmo? O açúcar que me dá energia. E eu durmo de olhos abertos. Enquanto fico pensando, eu durmo um pouco. Só durmo na minha cama, como uma pessoa normal, quando me da vontade ou sinto falta.
-Porque você se chama L?
-Meu nome não é L, baka. L é um Pseudônimo. E você não precisa saber o motivo de ser L.
-L! Isso é uma desentrevista, então você tem que responder minhas perguntas!
-Não tenho culpa se você só pergunta coisa confidencial...-ele esta sendo muito grosseiro. Mas ignorei sua atitude.
-Quantos anos você tem?
-Dezesseis.
-Qual sua cor favorita?
-Isso é confidencial.
-Qual sua comida preferida?
-DOCE! –disse um pouco alegre.
-Ahá! Você respondeu uma pergunta, que bom! –dei um suspiro. L não parva de mascar o chiclete.
-Isso todo mundo já sabe, né...
-Então, nos fale um pouco sobre você.
-Bem, sou o L, um detetive superdotado e gosto de doce!
-Quem você escolheria para te substituir? O Mello ou o Near?
-Eu escolheria o Near. Mello parece menina e ele é uma pessoa muito nervosinha, o oposto de mim –Mello resmungou.
-Isso não teve graça. –disse atirando uma almofada em L.
-Você ira editar esta parte também...Certo? –olhei confusa.
-Claro. Continua, estou ficando entediado.
-Por quê escolheria o Near?
-Isso é confidencial.
-Qual seu animal favorito?
-Bicho preguiça. –realmente ele tinha um gosto estranho.
-Animal marinho favorito?
-Hm...Focas.
-Ave favorita?
-Pinguim.
-Pinguim é uma ave?
-Sim. Uma ave Spheniscidae.
-O que isto significa? –fiquei perdida. Ele sabia demais das coisas.
-Ave não voadora.
-Doce favorito?
-Bolo. Na verdade não tenho preferência, adoro todos os tipos de doces exóticos.
-Bebida preferida?
-Café e chá preto.
-Bicho de pelúcia favorito? –dei um sorriso.
-Não gosto.
-O que você acha de Raito-kun?
-Ele é Kira, é muito inteligente e sem graça.
-O que acha de Watari?
-Um cara legal.
-Bem. Muito obrigado pela sua presença. Quer deixar algum recado para o Kira?
-Não pegue em doces kira, se não te encontrarei fácil!
-Boa sorte com o Kira, L.
-Obrigado. E aquele bolo cheio de chocolate?
-Irei fazer mais tarde. –L se levantou e foi direto desligar a câmera.
-Você quer uma copia?
-Claro, porque eu não iria querer um vídeo sobre coisas que dizem respeito a você?
-É uma boa pergunta. Porque? –fiquei vermelha.
-E..E...Eu...Não sei. Eu vou para meu apartamento. Alias prometi um bolo a você.
-Eu desço mais tarde para comer o bolo. Certo, Raito-kun?
-Terei que comer também?
-Não precisa. Assim sobra mais para mim. Espero que você saiba cozinhar.
-O que você quer dizer com isso?
-Que se você cozinha do jeito que você pensa. Eu estarei perdido.
-Eu cozinho muito bem para sua informação. Qual o problema com o meu pensamento?
-As vezes você é muito inocente. Eu gosto disso. É por isso que te escolhi para aquilo.
-Aquilo? –me dei conta de que Raito-kun não sabe o verdadeiro motivo de eu estar lá. –Hehe, eu tinha me esquecido.
-Cabeça de vento.
-Estou indo. Até mais Raito-kun. Ryuzaki, Near, Mello. –desci feliz para meu apartamento, aquele foi uma ótima tarde. Mas antes, passei na cozinha para pedir alguns ingredientes emprestados para poder fazer o bolo, já que os cozinheiros tem de tudo lá em baixo. Também, não pode faltar nada que tenha doce, se não o L enlouquece. Antes de entrar na cozinha mudei de ideia. Voltei para meu apartamento peguei dinheiro o suficiente com a minha Oka-san, e fomos ao mercado comprar os ingredientes para o bolo de L. Eu não sei o porque, mas eu estava ansiosa para ele comer do meu bolo. Comprei alguns morangos, comprei duas barras de chocolate de um kilo, comprei chocolate em pó para preparar a massa do bolo, comprei farinha, fermento, açúcar, vários ingredientes para o bolo. E também alguns agrados para Near e Mello. Com certeza uma barra de chocolate para o Mello, ara Near eu achei uma loja de brinquedos perto do mercado e dei uma passadinha. Eram tantos brinquedos que fiquei perdida, e finalmente achei uma coisa que iria agrada-lo, armas de brinquedos de atirar água. Eu adorava essas coisas, como eles tem uma piscina, atirar agua não será nenhum problema. Resolvi levar outra coisa para ele, carrinho de controle remoto. Comprar coisas sempre foi o que eu e minha Oka-san mais gostávamos de fazer, ainda porque nunca tivemos nenhum problema com dinheiro. Quando entramos em uma loja, disparamos a comprar tudo o que nos agrada. Resolvi voltar ao mercado e comprar outra barra de chocolate para o Mello, alias seria chato dar dois presentes ao Near e somente um ao Mello. Como eu já iria fazer o bolo para L resolvi não comprar nada para ele. Até eu ver uma loja de pingentes, um deles me chamou a atenção, era um chaveiro da a inicial “L’, não resisti e comprei. Minha Oka-san tinha se perdido de mim no mercado e deu uma passadinha no shopping, por isso fui embora para casa sozinha. Cheguei em casa, tomei um banho rápido, embrulhei os presentes e fui para a cozinha preparar o bolo. Até a campainha tocar.
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