A tágica história de Christina Klein
1 O início.
Tudo começou em uma bela sexta feira quando Alê, minha melhor amiga até então, me pegou transando com Thiago no meu quarto. Thiago era o irmão do Théo, um garoto do meu cursinho. Ele tinha uma barba bem sexy e um tanquinho que faz qualquer uma suspirar, não é tão bonito de rosto quanto é de corpo, mas quem se importa muito com detalhes quando se está transando. Thiago fazia faculdade de Sociologia. Algo pelo qual não me importava até um certo momento. Alê apesar de ser minha melhor amiga, não sabia da minha não virgindade, ela achava que eu era pura e casta como ela, que perderia a minha virgindade com um namorado bonito e legal que me amasse e que eu o amasse. A verdade é que eu nunca acreditei muito nessa história da carochinha sobre amor verdadeiro e almas gêmeas e essas besteiras românticas. Um exemplo vivo disso era a minha mãe que vivia dizendo que amor é o que sentimos pelos nossos pais e irmãos, as vezes por amigos também, mas elos como amizade não são tão fortes como os elos familiares, e assim também acontece com os elos que você tem sentimentos românticos propriamente ditos. O fato principal foi que houve um momento em que eu queria saber como era beijar alguém, fui lá e fiz, gostei da adrenalina que senti e fiz de novo e de novo e mais outras inúmeras vezes, depois houve o momento eu que eu queri saber como era fazer sexo e assim como o beijo fui lá e fiz, na hora a ficha não havia caído, mas depois fiquei chateada, porque sangrei por dois dias e não havia sentido muito prazer com aquilo, mas fiz de novo e de novo, e depois gostei e quis fazer de novo.
Acho que me ver semi-nua, usando apenas o sutiã com a saia levantada na cintura enquanto eu cavalgava em um cara super gostoso, tenha sido de mais pra ela. Não bastasse nos ver, ela ainda deu um grito como se tivesse visto um rato. Nem pra sair de fininho como se não tivesse visto nada. Eu gritei junto quando vi ela, abaixei a saia correndo, e o Thiago broxou na hora, se não bastasse ter gritado ela ainda ficou lá observando encostada no portal. Depois contei pra ela que perdi a virgindade com Alberto, no final do primeiro ano. Ele era vizinho da Alê, moravam no mesmo prédio, era bonito, tinha olhos verdes, alto cabelo loiro e magro acompanhado de vinte centimetros. Encarei ele com gritos de dor. Nas férias conheci Daniel que estava trabalhando de salva-vidas na praia, o cara mais bonito com quem já tive o prazer de estar, ele era de tirar o fôlego, combinamos de sair e acabamos transando em seu carro. E transávamos todos os dias praticamente até o fim das minhas férias. Nosso romance não durou muito. Nada a distância dura afinal. Depois teve Cleiton um universitário que cursava engenharia mecatrônica, ele sabia fazer o melhor oral que alguém já pôde imaginar. Ele não era gostoso como o Thiago e como o Daniel e nem tinha um rosto lindo como Alberto mas o seu oral compensava o resto. Em julho do ano passado, nas férias de inverno conheci em Recife Eduardo, o garoto moreno que sempre tinha um leve cheiro de maconha, se é que maconha tem cheiro leve pra variar. E por último aí estava o Thiago. Irmão do meu colega do cursinho. Ele vinha buscar o garoto com sua SUV. E sim. Já transamos nela. Alêssandra não demorou muito pra me julgar depois de ter lhe confiado todo o meu histórico sexual. Além de contar sobre ele pra algumas "colegas" suas, que convenceram ela de que se continuasse sendo minha amiga, acabaria virando uma piranha como eu. Agora por causa da boca grande e mente fraca da minha ex-melhor amiga, todo santo dia é uma guerra na minha vida. A única coisa que me deixa feliz é o fato de que faltam apenas sete meses para as aulas acabarem e depois vou pra uma faculdade qualquer em outro estado. Enquanto isso, eu continuo aqui, enfrentando um mesa cheia de camisinhas, o que deixou ela toda lambusada de lubrificante. Com a minha esperiência de um mês e meio, já ando com produto de limpeza na mochila, isso quando não colocam camisinha na minha mochila, pois aí já necessito da máquina e lavar lá de casa, enquanto os meus livros e caderno ficam literalmente lubrificados. Tiro o veja e a caixinha de lenços de papel da mochila e limpo o lubrificante da mesa. Quando de repende um objeto voador se aproxima da minha cabeça, tenho ótimos reflexos, graças ao meu vício infantil por queimada. Desvio e ele bate na parede e cai no chão. O obejto voador era um pênis pequeno de borracha, parecia de um boneco. Olhei para a fonte da jogada com um olhar mortal e os garotos começaram a rir. Como em um dia normal do qual "sou aparentemente uma vadia" meus colegas passam grande parte da aula fazendo piadas e insinuações. O que já está velho, em duas semanas achei que eles se cansariam, mas já se passou quase dois meses e é a mesma coisa todo santo dia. Como se eles fossem um bando de puritanos, coisa que com toda certeza não são, pela grande quantidade de casais se pegando nos corredores e em salas vazias. No meu primeiro ano nessa escola um caso sobre uma orgia na sala de vídeo que tem um colchão de casal no chão com um monte de almofadas, acompanho por um tapete beje felpudo, dois sofás e algumas cadeiras amontodas em um canto. Obviamente eles foram expulsos. Passo o intervalo no banheiro, comendo o meu misto não mais quente e o meu suco não mais gelado. Hoje tinha cachorro-quente na escola, ir para o refeitória iria ser uma bagunça de salsicha voando em minha direção. Um chuvade salsicha eu diria. Se não fosse um leve insinuação de que eu sou uma vadia, eu provavelmente não me importaria com a quantidade de salsichas voando em minha direção, já que eu amo salsichas, o que é bem claro pra todos nessa escola.
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