A substituta

9 Tipo de garota


No dia seguinte em casa, Alexy me chamou pra conversar no jardim, ele estava muito desconfiado sobre o que aconteceu na noite anterior.

—Diga a verdade! —Ele colocou as mãos na cintura e me encarou.

—Do que está falando? —Me fiz de desentendida.

—O que estava fazendo com o Castiel na piscina? —Eu olhei pros lados. —Hein? —Ele gritou.

—Castiel e eu... Nós... —Eu enrolei.

—Se não falar... —Ele me apontou uma mangueira de agua. —Eu disparo.

—Por favor, não. —Eu corri.

Ele saiu correndo atrás de mim me molhando com a mangueira

—Não vai falar? —Ele gritou.

Eu fiquei sacudindo o cabelo mandando ele parar. Quando ele desligou a mangueira eu olhei o seu rosto, ele parecia surpreso.

— Taylor... — Ele disse quase sem fôlego. —Quem é você, qual sua identidade. Fale! —Ele gritou bravo, quando ele ia abrir o jato de agua novamente pra me molhar o Lysandre se aproximou e usou outra mangueira contra ele, que caiu no chão.

—Tay, vá. — Lysandre disse.

—Obrigado Lysandre.— eu disse correndo pra dentro.

—Você jogou água em mim? Molhou meu cabelo roupas e corpo pra salvar aquele cara? —Ouvi o Alexy dizer.

Eu torci minha camisa na pia da cozinha, Lysandre se aproximou de mim com uma toalha e começou enxugar meu cabelo. Fiquei meio constrangida.

—Obrigado. —Disse timidamente.

—Você tem problemas com água. —ele me olhou de forma intensa. —Mas o que aconteceu ontem entre você e o Castiel?—Eu fiquei em silencio por um longo tempo. —Como ele caiu na piscina? —Ele insistiu.

Eu mordi os lábios sem saber o que dizer, olhei pros lados eu tinha que inventar uma boa desculpa.

—Foi culpa minha. — Castiel chegou dizendo. —Eu caí na piscina e ele estava por lá.

Eu corri até o Castiel.

—Castiel, você está bem? —Ele fez um sinal com a mão pra eu me afastar dele, ele encarou o Lysandre.

—Por quê? Algum problema? — Ele perguntou sério.

—Não. — Lysandre forçou um sorriso. —Que bom que vocês estavam juntos.

Castiel me lançou um olhar de raiva e se virou, mesmo com a tentativa dele em me afastar eu fui atrás dele, quando ele entrou em seu quarto eu abri a porta e o olhei dali.

—O que é isso? — Ele disse olhando pro café da manhã que eu preparei pra ele enquanto ele estava no hospital.

—Você viu? —Perguntei feliz.

—Você deixou isso aqui? —Ele me olhou de má vontade.

—Sim, coma quando estiver com fome. —Eu sorri.

—O que é isso?

—Tem mingau e chá. —Eu apontei.

—Por que isso?

—Posso entrar e explicar? — Ele respirou fundo e fez sinal pra que eu entrasse. Eu me aproximei dele.

—Soube que você não gostou da comida do hospital, então fiz esse mingau pra você. — Ele se sentou na cadeira e cruzou os braços.

—Isso é o que dizem sobre causar doença e oferecer a cura. —Ele pegou a colher e pegou uma porção do mingau, antes de levar a boca ele encarou a colher. —O que é isso? —Perguntou irritado.

—Mingau de camarão. —Disse cautelosa —Não gosta de camarão? —Ele fechou os olhos com força e largou a colher.

—Tenho alergia, morrerei se comer isso. —Ele cruzou os braços.

—Serio? Eu não sabia.

—Leve isso daqui. —Eu peguei a bandeja.

—Não sabia que você era alérgico, preparei isso porque queria ser uma pessoa útil pra você. —Ele se levantou.

—Se quer ser útil se prepare para nossa próxima apresentação se estragar tudo, eu te mato.

Eu levei a bandeja pra fora, tive que comer tudo eu não iria jogar fora.

Depois disso me troquei e fomos a um ensaio da banda no estúdio, Castiel cantou, Lysandre foi pra guitarra e Alexy bateria, eu toquei teclado. Era a única coisa que eu sabia tocar.

O Castiel ficou chamando a minha atenção quase que o ensaio todo. Alexy também me olhou bravo, o único que me deu apoio foi o Lysandre.

Na nossa pausa pra comer, tomamos sorvete. Alexy ficou vendo um vídeo de uma atriz que ele gosta.

—Oh é a Ambre. —Disse o Alexy.

—Fada má, pelo menos ela se esforça. — ouvi o Castiel resmungar.

—Ela é linda. —O Alexy suspirou. —Ela é o meu tipo. Castiel, você também gosta desse tipo de garota não é? Você disse isso uma vez.

—Eu nunca disse isso, não gosto dela. —Castiel respondeu.

—Por quê? Ela é tão legal. —Ele se virou pro Lysandre. —Ela é linda não é?

—Não sei, é? —Eu e o Lysandre estávamos comendo sorvete do mesmo pote. E ele não estava muito interessado no assunto do Alexy.

—Você é cego? Ela é linda. —Ele olhou de novo pro Castiel. — Se não gosta de alguém como ela, de que tipo gosta?

—Tay... —Eu olhei pra ele, o Alexy o encarava boquiaberto. Ele ficou um longo tempo em silencio — Está sujo, esta me incomodando então limpe. — Eu percebi que minha boca estava suja, passei a mão nela.

—Taylor. —Alexy me encarou. E você? Você gosta de garotas iguais a Ambre?

—Quem é Ambre? —Olhei pra cima pensando.

—Está me zoando? —Ele deixou o assunto morrer.

Quando estávamos voltando pra casa passamos pela multidão de fãs, Castiel parou para dar autógrafos e Lysandre e Alexy também, eu fiquei olhando, eu não tinha fã. Alguém tocou no meu ombro.

—Por favor —Era uma garota com cabelo violeta. — Pode me dar seu autógrafo? — Ela disse timidamente.

—Hã? Autógrafo?

—Sim. —Ela abaixou a cabeça me estendendo uma caneta e um pôster meu. Eu me senti feliz com aquilo.

Comecei a escrever meu nome com letras simples.

—Meu nome é Viollete. —Ela disse.

—Tudo bem. —Eu sorri e escrevi o nome dela.

Eu olhei por cima do ombro do Castiel pra espionar a assinatura dele, era realmente perfeita e desenhada.

—Tão legal, o meu é... —Me virei pra garota com o papel, ela me olhava sorrindo.