A substituta
3 Primeira impressão
Notas iniciais

Cortei meus longos cabelos pouco abaixo da altura do queixo e o repiquei, usei uma longa faixa e dei umas voltas pelo meu corpo para esconder os seios. Boris havia deixado umas roupas que seriam necessárias para a apresentação do Taylor para a imprensa. Tentei tirar algum vestígio de garota do meu rosto.
— Com vocês, o novo membro da A.N.Jell. — Ouvi o Sr Faraize anunciar.
Eu hesitei uns instantes do outro lado da porta, eles pareciam estar ficando tensos vendo a minha demora. Ouvi um pequeno alvoroço. Depois de uns instantes resolvi sair e disparos de flashes começaram, eu me mantive firme no meu terno branco, dei um sorriso para os fotógrafos.
Assim que essa coletiva terminou, Boris me levou até a casa onde eu moraria com os outros rapazes, a casa era incrível, eu estava sozinha então olhei cada cômodo, havia tantas fotos dos rapazes e instrumentos musicais, era uma casa perfeita. Fui até meu quarto e comecei desfazer as minhas malas. No meio das minhas coisas encontrei o mp4 do rapaz de cabelo vermelho.
Andei pela casa procurando pelo qual seria o quarto dele, descobri por causa das fotos dele penduradas e era realmente incrível, bem decorado. Me aproximei da mesa dele, aquele pequeno espaço parecia um escritório, eu tinha que deixar em um lugar visível para ele encontrar.
Abri a gaveta e coloquei, estava pronta pra sair quando ouvi barulhos na porta tive que correr pro banheiro pra me esconder.
E agora? Andei de um lado para o outro no banheiro.
Abri um pouco a porta pra ver o que ele estava fazendo, ele parecia vir direto pro banheiro.
E agora? E agora? Pensei desesperada.
Quando ele abriu a porta deu de cara comigo, eu caí sentada no vaso, ele me olhou surpreso, lançou seu olhar pra mim pela cara dele ele achou que eu estava usando o banheiro.
— O que é isso? — Ele perguntou sem graça.
— Bem... — Falei com uma voz mais masculina.
Quando eu toquei na parede pra me levantar, sem querer eu liguei o bidê, ele começou a me molhar inteira. Eu comecei a gritar e escorreguei no chão. Fui até os botões tentando desligar, mas eu só aumentei a força da água.
— Só um momento. — eu disse.
Ele olhava aquela cena de braços cruzados, quando a água finalmente parou, eu estava completamente ensopada.
— Você toma banho no bidê? — Ele disse ironicamente.
Eu olhei sem graça pra ele, tudo que eu queria era sair dali, mas ele estava parado na porta então me aproximei dizendo.
—Me desculpe por entrar no seu quarto sem permissão. Desculpe. — Sacudi a cabeça, e água do meu cabelo foi nele.
— Ei! —Ele disse bravo. Me encarou. — Vou explicar como as coisas funcionam por aqui, então preste atenção. Primeiro não ponha suas mãos em mim sem permissão, fico horrorizado quando alguém se aproxima sem avisar. —Ele disse monotonamente. — Segundo, não entre no meu quarto sem permissão, se quer tomar banho e escovar os dentes no bidê, faça no seu. Terceiro não toque nas minhas coisas sem permissão, se minhas coisas não estiverem no lugar que eu as deixei eu fico louco, entendeu? —Ele me dava arrepios.
—S- Sim. —Eu disse.
— Se entendeu pegue seu corpo banhado no bidê e vaza.
—Sim, sinto muito. —Cruzei os braços contra o peito e saí correndo.
Aquele cara não parecia ser nada fácil, era melhor eu evitar ele. Ao menos eu consegui devolver seu aparelho, o problema é que tinha deixado uma péssima impressão. Corri pro meu quarto e troquei aquelas roupas molhadas, me certifiquei de que a porta estava bem trancada, Boris havia mandado uma mensagem de que era pra eu vestir umas roupas que ele tinha deixado sobre a minha cama, por que eles iam fazer uma festa de boas vindas pra mim em uma casa de show.
Esse pessoal não se cansa de festas? Pensei.
Seria fácil, era só eu vestir o que o Boris mandou e fazer uma cara de paisagem, um carro me buscou e me deixou no lugar que seria a festa, estava muito barulhento e muitas pessoas vieram me bajular. Contrataram até um famoso grupo de garotas para cantar pra mim.
— Tay você se tornará famoso como elas. — disse o Faraize com os braços sobre os meus ombros. —Confie em mim, entendeu? — Eu assenti com a cabeça.
Eu estava sentada em uma mesa, rodeada pelos outros rapazes da banda Boris estava ao meu lado, Castiel me encarava com seu olhar ameaçador. O presidente Faraize abriu um champanhe.
— É sua festa, divirta-se. — Disse o Faraize, ele me estendeu uma taça e fez um brinde a mim, todos brindaram exceto Castiel.
Eu tentava beber, mas por algum motivo Boris abaixava meu copo, mas ele se distraiu e eu tomei tudo de uma vez. Alguns dos rapazes foram dançar e o Boris me puxou pra conhecer uma pessoa.
—Sou a estilista Rosalya. —Disse uma garota muito bonita, com cabelos longos e prateados, ela me olhou me analisando.
—Ah... Muito prazer. —Eu disse.
Ela esticou suas mãos e apertou os meus seios, eu fiquei paralisada e corada com aquilo.
— Ah! São realmente pequenos. —Ela disse naturalmente. — Acho que ninguém vai notar.
Eu fechei a minha jaqueta, completamente sem graça. Ela parecia bêbada.
—Ela é minha amiga. —Disse o Boris. —Não se preocupe. Está do nosso lado.
Talvez fosse melhor ter uma garota pra me ajudar mesmo.
— A partir agora, me chame de mana. —Ela disse, em seguida bateu sua taça de champanhe com a minha.
Em seguida Boris me puxou de novo pra conhecer mais pessoas. Paramos em um grupo de garotas e me deixou sozinha, ela me rodearam.
— Ele é uma gracinha. — Disse uma garota apertando minha bochecha. — Sua pele é mais macia que a minha.
—Sua voz parece de criança. — Disse outra.
—Você é meu tipo. — Uma delas me abraçou, eu tentei afastar meu corpo dela.
__Beba mais. __Outra encheu a minha taça.
Eu bebi aos poucos, já tinha perdido a conta de contas doses eu tomei. Consegui me livrar delas e fui beber em paz no canto, Boris se aproximou de mim.
—Você está bem? — Ele disse.
— Estou bem. — Disse arrastadamente. — Só não sei por que não paro de rir. —comecei a rir.
— Pare de beber, champanhe também embebeda. — Ele tomou a taça da minha mão. —Fique ai, vou buscar água gelada pra você.
Eu senti uma vontade incontrolável de ir no banheiro e não consegui esperá-lo ali, saí procurando um banheiro. Entrei na primeira porta que parecia ser de um banheiro e entrei.
—Ei aqui não é banheiro. — Disse alguém se aproximando. — É no segundo andar.
Olhei pro rosto dele, era o rapaz de cabelo azul.
—Está lembrado de mim? Sou o Alexy. Você está bem? — Ele tentou me abraçar.
—To bem, eu o afastei.
—Você está bêbado. Vamos. — Ele começou a me puxar.
Fomos até o segundo andar e ele tentou me levar pra dentro do banheiro.
—Estou bem. — Tirei a mão dele de mim.
Ele deu de ombros e me deixou, andei pra longe dele e o ouvi dizer.
— Esse cara me deixa nervoso.
Eu continuei andando até o banheiro, me escorei nas paredes e senti tudo girar. Senti um calor grande e então tirei minha jaqueta e a joguei no chão, alguém a pegou.
— Ainda tem repórteres por aqui tome cuidado. —Disse o rapaz de cabelo prateado, só podia ser o Lysandre. —Parece que você está bêbado. Sua camisa está apertada, solte um botão. —Ele tentou desabotoar minha camisa, mas eu segurei sua mão.
—Não toque em mim. — Eu disse, ele me olhou surpreso. —Não está apertada. — Eu vesti a jaqueta de novo.
—Você está suando, por que não tira isso?
—Tem muita gente olhando, então não quero tirar.
—quer ir para o terraço e respirar ar fresco?
—Onde fica?
—Por ali. —Ele me apontou o fim do corredor —Espera ai, eu vou buscar um café pra você.
Por que esse cara estava sendo tão legal? Estava tão quente que decidi ir ao terraço sozinha. Fui cambaleando até lá, andei até a beirada e dali olhei a rua lá embaixo.
‘’Acho que não estou bem’’ tive vertigem, e ânsia de vômito.
Estava quase vomitando lá de cima na rua, alguém me puxou bruscamente pra trás.
—Você é louco? —Ele disse, era o Castiel. —Quase caiu.
—Estou enjoado. —Eu disse.
—Vá para o banheiro rápido.
Mas eu já estava praticamente vomitando. Ele ficou um pouco preocupado e começou a olhar pros lados.
—Isso serve? — Ele me estendeu um copo descartável.
Eu fiz um gesto que não, aquilo era muito pequeno, depois pegou uma garrafa de plástico, mas não tinha como eu usar aquilo, por ultimo pegou um vaso de planta, e retirou a planta, ele me estendeu o vaso e continuou segurando enquanto eu vomitava.
Quando terminei, me sentei no chão.
—Que alivio. — Eu disse.
—Vocês estão aqui. —Disse o Alexy, ele e o Lysandre ficaram na minha frente. —Está se sentindo melhor?
—Sim, me sinto aliviado. —Fiquei de pé, comecei andar pra beira do terraço de novo. —Gosto daqui. —Andei cambaleando.
Vi um banco de madeira e subi.
—O céu parece tão próximo. —estiquei as mãos tentando tocá-lo.
Eu dei um passo em falso pra frente e meu pé escorregou perdi rapidamente o equilíbrio, os três estavam na minha frente com os braços estendidos pra me segurar, mas não sei quem me pegou. Ele perdeu o equilíbrio também e caiu de costas no chão que era uma gramado, o pior foi eu cair por cima dele, nossos lábios se tocaram por um segundo, mas pra mim foi como se durasse muito mais tempo, eu fiquei paralisada depois daquilo.
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