A sua cor

2 Explicações


Notas iniciais
Gente, este ainda é um capítulo bem inicial em que Hermione tenta se explicar para Harry e Minerva. A história mesmo vai começar a desenrolar com o nosso casal favorito daqui uns dois capítulos. Mas esses iniciais são cruciais. Espero que gostem! Beijoos!

– O QUE?! – gritou Harry. – Hermione, você não pode estar falando sério.

– Senhor Potter, por favor sente-se. Vamos tentar conversar com calma. – disse Minerva.

– Calma?! Professora, a Hermione! É a Hermione! E é o Snape! E é um casamento! Dumbledore deveria estar querendo dizer outra coisa quando deixou esse testamento. Não é?! Ele sempre fala por enigmas!

– Eu receio que não, Senhor Potter. Desta vez ele foi bem claro. – respondeu Miverna, com um pouco de temor na voz.

– Pois eu quero ler! Quero saber o que ele realmente quis dizer! – ordenou Harry.

Hermione ouvia tudo calada. Sabia que seria difícil convencer Harry sobre toda essa história. Na verdade, sabia que seria tudo muito difícil.

– Não Harry, ele estava realmente querendo dizer isso. E não é só pelo testamento...

McGonagall e Potter finalmente olharam para o canto da sala onde Hermione estava, esquecendo-se de que era ela o motivo de toda a conversa.

– Como assim? – perguntou o menino-que-sobreviveu, ríspido.

Hermione respirou, buscando paciência para lidar com a gênio do amigo. Entendia que ele achava tudo isso absurdo, mas realmente tinha vontade de azará-lo.

– Harry, Dumbledore conversou comigo algumas semanas antes de morrer. Ele não me contou do plano, claro. Na verdade, ele me deixou agir às escuras como ele sempre faz, nunca revelando tudo. Mas todos nós confiamos cegamente nele, então cedi ao meu ímpeto de saber tudo e resolvi aceitar as poucas informações que ele me passava.

– E que informações eram essas? E porque nunca nos contou isso? Não confiou em mim ou no Rony?! – perguntou, ainda mais nervoso.

– HARRY POTTER! É claro que eu confio em você e no Rony! São meus amigos! Mas eu não contei porque vocês teriam justamente essa reação imatura que está tendo agora, sem nem ao menos me ouvir! Então, se é mesmo meu amigo cala a boca e me escuta!

Harry e até Minerva sentaram imediatamente com a explosão da jovem bruxa, que agora pensava no melhor jeito de contar tudo a eles. Depois de longos segundos, finalmente falou:

– Olha, Dumbledore me alertou que não seria fácil. Mas disse que eu poderia contar com algumas pessoas. E eu imaginei que, inicialmente, essas pessoas poderiam ser vocês. Então, por favor, escute sem me interromper, Harry. E professora, vou precisar de toda a sua ajuda depois que deixá-la a par de tudo.

Os dois se entreolharam e assentiram, e Hermione continuou.

– No ano passado, logo quando o professor Snape conseguiu finalmente seu cargo de Defesa Contra a Arte das Trevas, eu comecei a pensar... Nós sempre desconfiamos dele. Desde o nosso primeiro ano quando vimos sua perna sangrando começamos a ligar os pontos certos para chegarmos à conclusão errada. E duas coisas simplesmente passaram a não se encaixar no meu raciocínio: se confiamos tão cegamente em Dumbledore, deveríamos confiar em quem ele confiava. Foi aí que comecei a repensar nossos julgamentos a respeito do Snape. O diretor não seria tão ingênuo em deixar alguém no castelo o qual pudesse desconfiar, mesmo que minimamente. Simplesmente não fazia sentido... – Hermione pareceu dizer esta última frase mais para si mesma do que para os dois bruxos que a escutavam.

– De fato, os dois sempre mantiveram uma relação muito próxima que eu nunca entendi, confesso. Sempre soube que Severo não tinha o melhor dos passados e que Dumbledore o deu uma segunda chance, mas nunca soube os reais motivos. – declarou a professora, apreensiva.

– Você está defendendo o Snape, Hermione? É aí que o seu raciocínio vai chegar? – perguntou Harry, ainda nervoso.

– Harry, você está querendo me perguntar se vou ignorar tudo o que ele fez. E não, não vou. Ele é um bastardo em vários sentidos. Arrogante, grosseiro, rancoroso, infeliz. Não sei como farei isso funcionar, sinceramente. – desabafou a bruxa – E definitivamente essa não foi a melhor ideia do diretor. Mas já me decidi e estou disposta a tentar.

O menino que sobreviveu bufou com a última frase de Hermione, mas antes que pudesse falar Minerva interveio.

– Continue, Senhorita Granger. Por favor... – pediu, colocando a mão no braço de Harry de forma repreensiva.

– Bem, eu comecei a pensar em todos os nossos anos aqui e Snape foi isentado de todas as coisas as quais o acusamos. Comecei a repará-lo mais nas aulas e vi um bruxo brilhante em muitos aspectos, tirando obviamente o seu gênio quase impossível. Mas quanto mais tentava entendê-lo, menos conseguia. Então fui à biblioteca procurar algo sobre os antigos alunos e, embora tenha encontrado pouca coisa sobre ele, descobri que suas notas foram as melhores dessa escola. Mas antes que pudesse concluir minha pesquisa fui interrompida... Interrompida por ele.