A salvadora
1 Um cara diz que eu fedo.
Notas iniciais
Um calafrio percorreu as minhas costas quando uma folha caiu em mim.
Estava sentada num dos bancos do parque ao lado do castelo de Buckingham, em Londres. O vento frio do outono balançava o meu cabelo para a minha cara enquanto eu tentava colocar ele para trás.
Enquanto passavam, as pessoas nunca olhavam para mim. Sem uma coroa, eu não chamo muita atenção.
Entenda: Se você visse uma garota pálida, com cabelos pretos como petróleo na altura da cintura, olhos azuis grandes e magra, você se preocuparia em olhar? É claro que não. É assim que a maioria das pessoas do parque estavam pensando.
Voltando, eu estava agarrada com meu livro, na esperança de me esquentar. Nunca que eu voltar para o castelo depois do que aconteceu.
Vou explicar: À uma hora, eu briguei com minha mãe, Rainha Stephanie, e disse que não queria mais ver a cara dela. Ela disse que ia ficar na frente da porta, esperando eu voltar, convencida de que eu dependo dela.
Na hora, eu estava aquecida pelas paredes do palácio, não precisava colocar uma roupa quente. Mas eu saí com a mesma roupa que estava, e agora estou congelando!
Ouvi o som de uma pessoa ofegando, como se tivesse acabado de correr quinze quilômetros, e olhei para os dois lados, e minha vida começou a perder o sentido.
Se uma raposa amarela com listras azuis viesse até mim naquele momento, me oferecendo um suco de carne de gato, assoviando Watch me whip, watch me nae nae*, eu não estaria tão surpresa quanto eu estava quando eu vi aquela coisa correndo até mim.
Era uma mistura de bode, com homem, com maratonista com uma perna quebrada e sei lá mais o que.
Ele chegou, respirando pela boca, e falou:
— Não temos tempo. Venha comigo. meu nome é Herter. Prazer. E o seu é Laguna. Corra!
E me puxou para eu correr na direção dele. Ficava toda hora gritando para eu ir mais rápido, o que era fácil, já que sou alta ( pelo menos eu considero 1,75 m alta. ). Fomos entrando em alamedas que eu nunca vi, e paramos num beco que, no seu final, tinha um círculo negro de mais ou menos um metro de diâmetro.
Ele parou, me olhou nos olhos e perguntou:
— Quantos anos você tem?
— Dezesseis.
— Já passou da idade. Venha.
— Idade de que?
— De ir para o Acampamento Meio Sangue, um acampamento para semideuses.
— E porque você acha que eu sou essa coisa aí?
— Porque você fede igual um. Agora venha.
E me puxou para a escuridão.
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