A saga de Beatrice- A aprendiz de vampiro

19 Assim que ele voltar conversaremos


Notas iniciais
Foi mal pela demora em postar, pessoal. Eu estou com um problema no teclado e estou tendo que usar o virtual... Enfim, espero que gostem! obs: contém referências do livro Irmãos até a Morte, da saga de Larten Crepsley, também de Darren Shan (escritor). Quem já leu vai identificar :D

Larten chegou perto de Beatrice e tentou fazer com que continuasse consciente.

—Olha pra mim! –disse ele –Não feche os olhos! Está me ouvindo?

—Lar... –ela tentava dizer algo com muita dificuldade.

—Não tente falar agora! –disse ele procurando o frasco de sangue que trouxe consigo.

—Lar...ten... –ela disse e segurou sua mão –Des.. des.. cul...pe!

—O que? –ele perguntou incrédulo –Por que está...

—Eu... na...não... te... ode..deio! –disse ela e começou a perder a consciência.

—Não! –disse Larten. Pegou o frasco e deu o sangue para Beatrice que não teve muita reação.

—Larten –disse Gavner –Quantos mais desse sangue engarrafado você tem aí?

—Três! –disse nervoso.

—Não é suficiente! –disse Vancha.

—Eu sei! Eu só tenho que mantê-la aqui para poder chegar a um lugar... –disse Larten –Ela não conseguiria tomar o sangue de nenhum desses vampicotes idiotas e eu não deixaria que ficasse com um pedaço da alma de alguém assim para sempre! –deu-lhe o ultimo frasco enquanto dizia isso como se estivesse falando só.

—Que lugar é esse Larten? –perguntou Vancha, que trocava olhares preocupados com Gavner. Estavam preocupados com o estranho comportamento de Larten e achavam que Beatrice não sobreviveria.

—Sigam-me! –Larten disse e pegando Beatrice no colo flirtou floresta adentro.

Eles flirtaram até onde tinham se encontrado antes de tudo. Nos limites de uma cidade antes da área florestal e Larten seguiu para a cidade, melhor dizendo, para área rural, onde havia várias fazendas e chegou a uma cabana que há muito parecia abandonada.

—Muito bem, que lugar é este, Larten? –perguntou Vancha.

Larten abriu a porta antiga e entrou na cabana, apressadamente, com Beatrice inconsciente e respirando fracamente.

Havia, apesar de parecer abandonada há tempos, luz elétrica na minúscula cabana de madeira e acendendo a luz Larten logo colocou Beatrice deitada sob uma cama de solteiro, que lembrava uma dessas camas de hospital.

—Eu já estive aqui antes. –disse Larten enquanto acomodava sua assistente. –A cama é de um velho amigo, e eu vinha preparando esse lugar já há um mês para receber Beatrice, mas não pensei que seria assim...

—Espere! –interrompeu Gavner. –Esse era o seu plano para obrigá-la a tomar sangue caso não cedesse?

—Sim. –respondeu prontamente e entrou em outro pequeno cômodo e voltou com uma maleta. –Eu a traria para cá essa noite, sem que soubesse é claro! Veio a calhar eles estarem por aqui...

—E o que fará agora? –perguntou Vancha.

—Vai dar menos trabalho do que daria se ela estivesse consciente... –disse ele tirando agulhas grossas, um equipo e bolsas de sangue. –Vou introduzir sangue direto nas veias dela! O sangue foi doado hoje e meu contato me entregou pouco antes de nos encontrarmos...

—Que contato é esse? –perguntou Vancha intrigado com aquilo tudo.

—Imagino quem seja... –disse Gavner com um sorriso.

—Sim, Gavner! –disse Larten. –Jimmy Ovo, filho de James Ovo. Mantemos contato ainda e ele virou um médico renomado e por sorte atende nessa cidade algumas vezes.

—Ele te ajudou com isso? –perguntou Gavner.

—Sim! –respondeu Larten e já com tudo montado introduziu a agulha no braço esquerdo de Beatrice.

—Imagino que se a tivesse trazido para cá em circunstâncias normais ela não aceitaria isso! –disse Vancha.

—Por isso eu iria acorrentá-la à cama! –disse Larten mostrando-lhes as correntes.

—Acha que essa geringonça vai funcionar? –perguntou Vancha, olhando para Beatrice.

Larten não disse nada por uns instantes, mas notou que ela parecia estar respirando com um pouco menos de dificuldade, então disse:

—Vai sim!

Nesse momento ele suspirou e saiu da cabana sendo seguido por seus dois companheiros. Ele ficou um tempo em silêncio olhando para o nada, com os braços cruzados. Gavner e Vancha se entreolhavam confusos, até que Larten quebrou o silêncio.

—Não acho que os vampixiitas a sequestraram no circo! –disse sem olhar para eles, mas andando de um lado para o outro. –Ainda acredito que tenha sido o Tino. Mas ele não sequestraria Beatrice apenas para entregá-la a dois loucos... Então eles eram o plano B!

—Plano B? –perguntou Gavner.

—Sim! –disse Larten ainda sem olhar para nenhum dos dois. –Ele queria algo que não conseguiu ter então se ele não podia ter o que queria resolveu livrar-se dela...

—Mas então porque não a matou ele mesmo? –perguntou Gavner.

—Tino gosta de caos, desastres... –disse Vancha. –Ele quis se vingar provavelmente de Larten e, se Beatrice não lhe deu o que queria, dela também.

—Faz sentido! –concordou Gavner.

—Nem tanto! –discordou Larten. –Ele deu muita importância e atenção para ela e quando teve a oportunidade a entregou para a morte... Parece medo de alguma coisa!

—Como assim, Larten? –perguntou Vancha. –O que acha que pode ser?

—Não sei ainda, mas vou descobrir!

—Larten, talvez seja uma boa hora para... –Vancha começou a dizer, mas foi interrompido por um estranho barulho na cabana. Algo tinha caído lá dentro.

Os três entraram rapidamente e então deram de cara com Beatrice caída nochao tentando levantar. Estava apavorada e tinha puxado de seu braço o aparelho improvisado para conduzir sangue ao seu organismo.

—Não se aproximem! –disse ela.

—Beatrice... –disse Larten –Está tudo bem. Volte para cama!

—Quem é você? –perguntou ela se arrastando para longe de Larten –Onde está meu mentor?

—Não me reconhece? –perguntou Larten se aproximando sutilmente e falando com cuidado –Sou o Larten, seu mentor...

—Ela tem que voltar logo, Larten. –disse Vancha –Ou pode morrer!

—Eu sei... –disse Larten –Confie em mim!Volte para a cama, Beatrice...

—Eu não confio em você! –disse Beatrice, agora de pé –Só confio no Larten! Onde ele está?

—Ela não está me reconhecendo, vou mudar o método... –disse Larte aos dois vampiros que assumiram uma posição estratégica pro caso da menina tentar uma fuga. –Gavner, poderia pegar as correntes na mala, por favor? –perguntou Larten sem tirar os olhos de sua confusa assistente –Vancha...

—Eu entendi! –disse Vancha se acercando dos dois.

—Sinto muito por isso! –disse Larten a sua assistente.

Nesse momento Beatrice empreendeu numa tentativa falha de fuga, pois estava muito fraca para sair dali e Crepsley a segurou nesse momento contra seu peito, deixando-a de frente para Vancha, que exalou seu hálito intorpecente em seu rosto e a fez desmaiar.

—Ótimo! –disse Larten, deitando-a de volta na cama. –As correntes!

Gavner entregou-lhe as correntes e ajudou o velho vampiro a amarrar as pernas de Beatrice na cama. Depois disso Larten pegou duas algemas e com elas prendeu os pulsos da garota à cama, mas antes colocou sua camisa nela.

—Você não dá ponto sem nó! –observou Gavner, com ironia.

—Não mesmo! –disse Larten e parecia um pouco mais animado.

—Que coisa estranha... –disse Vancha –Ela mal respirava e poucos minutos consumindo sangue foi o suficiente para que tentasse fugir...

—Tem razão! –disse Larten –Tem uma tolerância estranhamente forte... Mas agora tenho certeza de que ela melhorará!

Disse e pegou uns panos da maleta e pediu que Gavner buscasse uma pequena bacia com água no outro cômodo.

—Larte, já pensou que para uma semi-vampira ela tem uma resistência muito elevada? –perguntou Vancha, enquanto Gavner voltava com a bacia.

—Tenho observado, Vancha! –disse o vampiro molhando um pano na bacia e limpando o sangue e resquícios de cinzas no rosto de Beatrice –Acha que pode ter relação com o interesse do Sr. Tino nela?

—Talvez... –disse Vancha –Todavia seus interesses são um mistério!

—Sim... Escorregadio e intrometido! –disse Larten erguendo as mangas da camisa que vestira em Beatrice e limpando os braços de sua assistente, curando as várias feridas com saliva.

—Acha que precisaremos passar o dia aqui? –perguntou Gavner.

—Vocês não... –disse Larten –Podem voltar ao acampamento e dizer que está tudo bem? Apesar de saber que Hibernius já sabe disso, gostaria que avisassem...

—Não sei não... E se algum deles...

—Não vão voltar. –interrompeu Larten –E vocês já me ajudaram muito, têm que dormir melhor e tranquilizar o pessoal do circo!

depois de um tempo em silêncio os dois concordaram.

—Então amanhã à noite nos vemos, meu amigo! –disse Vancha e ele e Gavner saíram.

—Pois bem, Beatrice... –disse Larten a sua assistente inconsciente –Vamos ver como vai reagir a isso quando acordar, mas eu avisei que se continuasse me desafiando eu tomaria providências que você não ia gostar... –sorriu discretamente e disse para si mesmo : -Deu-me um susto e tanto...

SAINDO DA CIDADE

—Não podemos mais adiar, alteza! –disse Gavner,

—Assim que ele voltar conversaremos! –disse Vancha.

Notas finais
Afinal, o que Vancha e Gavner escondem?